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quarta-feira, 30 de março de 2022

HOMEM ARANHA: SEM VOLTA PARA CASA (SPIDER-MAN: NO WAY HOME)

Homem Aranha: Sem Volta Para Casa (Spider-Man: No Way Home), 2021, 148 minutos.

Direção de Jon Watss, com um elenco milionário: Tom Holland (Peter Parker), Zendaya (MJ), Benedict Cumberbatch (Dr. Estranho), Jacob Batalon (Ned Leeds), Jamie Foxx (Max Dillon), Willem Dafoe (Norman Osborn/Duende Verde), Alfred Molina (Dr. Octopus), Andrew Garfield (Peter Parker), Tobey Maguire (Peter Parker), Marisa Tomei (Tia May), Jon Fraveau (Happy Hogan).

O roteiro é interessante ao abrir o multiverso, trazendo infinitas possibilidades paras as aventuras dos heróis Marvel, incluindo resgate de vilões icônicos derrotados pelo Homem Aranha em filmes anteriores. Foi uma ótima ideia a de trazer junto com os vilões, interpretados pelos mesmos atores, os três Peter Parker/Homem Aranha de toda a franquia. Assim, tivemos de volta Tobey Maguire e Andrew Garfield, ambos vindos de outros universos. Mantiveram o mesmo design de traje que cada um usou em seus filmes.

Homem Aranha é o herói da Marvel mais bem humorado. Nesta nova aventura, sobra bom humor durante toda a projeção, com ótimos diálogos entre os três Peter Parker, que fazem comparações do que cada um faz em seu universo. A cena em que Peter Parker (Tobey Maguire) lança sua teia a partir de seu próprio pulso é hilária, pois Peter Parker (Tom Holland) e Peter Parker (Andrew Garfield) querem saber como ele consegue fazer isso, pois o primeiro compra suas teias das empresas Stark e o segundo faz suas teias em laboratório.

Nesta nova fase do Homem Aranha, ele tem sempre ajuda de sua namorada MJ e de Ned, dois personagens sem poderes, mas destemidos. O empoderamento das personagens femininas MJ e Tia May são marcantes, uma grande diferença dos primeiros filmes.

O que faltou foi mais maldade por parte dos vilões. Dr. Octopus e Norman Osborn se tornam dóceis e até ensaiam uma ajuda a Peter Parker.

Como no início do filme, a identidade do Homem Aranha é revelada, foi boa a forma com que encontraram para fazer todo mundo esquecer quem era Peter Parker no final do filme.

Diversão, aventura, efeitos especiais de primeira, bom humor são garantidos durante toda a duração do filme. 

A participação do Dr. Estranho é fundamental neste filme, pois é ele que consegue abrir portas para os vários universos, além de preparar o espectador para o segundo filme deste outro herói Marvel.

Há duas cenas pós início dos créditos, uma no meio e outra no final.

Disponível para alugar/comprar em várias plataformas de streaming.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

DJANGO LIVRE

Desde a divulgação dos filmes indicados ao Oscar 2013, estou tentando ver todos eles, independentemente da categoria a que foram indicados, para formar minha opinião. Depois de ver O Impossível e As Aventuras de Pi, fui conferir no cinema o novo filme de Quentin Tarantino, Django Livre (Django Unchained), produção americana de 2012, com 165 minutos de duração e  com cinco indicações ao prêmio máximo do cinema americano. Embora longo, não vi o filme passar. É ágil, com muitas cenas de ação, humor ácido, cheio de referências a filmes B, como é próprio de Tarantino, e com ótima sinergia entre os atores, especialmente Christoph Waltz, que vive o caçador de recompensas Dr. King Schultz, merecidamente indicado para a categoria melhor ator coadjuvante, e Jamie Foxx, o herói da película. O enredo gira em torno de Django (Foxx), um escravo libertado por Schultz que parte em companhia do dentista para encontrar a sua mulher, também escrava e vendida separadamente dele. No caminho, uma saraivada de tiros, mortes, muito sangue (que já é tão esperado por se tratar de Tarantino que nem chega a assustar) e vingança. As referências a filmes de faroeste são muitas, com destaque para os chamados western spaguetti, que fizeram sucesso na décadas de 60 e 70, cuja expressão máxima é o diretor Sergio Leone. Também há referências aos filmes que exploravam o filão da chamada blaxploitation, filmes dirigidos e interpretados por negros, também classificados como filmes B. O sucesso de 1939 E O Vento Levou também é citado visualmente, tendo em vista que a fazenda onde está a mulher de Django produz algodão e sua casa-sede se parece muito com a da heroína Scarlett O'Hara. O grande vilão da história é Calvin Candie (Leonardo DiCaprio), proprietário da fazenda de cultivo de algodão, mas apaixonado pela luta de mandingos, escravos fortes que se enfrentam em uma espécie de rinha até existir um vencedor, com a morte do perdedor. Mandingo é uma outra referência que o diretor fez a um filme homônimo de 1975. Samuel L. Jackson, um constante parceiro de Tarantino, interpreta um negro liberto, mais velho, que não parou de trabalhar na fazenda de Candie. O santo dele não bate com o de Django e há um interessante duelo verbal e de olhares entre ambos em vários momentos do filme. Jackson está tão bem que seu personagem dá nojo em quem assiste. O nome do personagem principal, Django, foi uma homenagem ao filme Django, faroeste de 1966 estrelado por Franco Nero, que tem participação afetiva (como escrito nos créditos do filme), na produção de Tarantino. Ele interpreta o italiano Amerigo Vessepi, dono de um escravo que participa da única luta de mandingos na casa de Candie. Como já esperado, Tarantino faz uma ponta, quase no final do filme e, como sempre acontece, seu personagem acaba indo pelos ares. Gostei muito, mas não creio que ganhe o Oscar de melhor filme.

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