Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Leonardo DiCaprio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Leonardo DiCaprio. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O LOBO DE WALL STREET

Em período pré-Oscar, foco nos filmes que concorrem nas suas diversas categorias. Assim, aproveitei uma brecha no meu tempo para ir ver o mais novo filme de Martin Scorsese, O Lobo de Walt Street (The Wolf of Wall Street), produção americana de 2013, protagonizada por Leonardo Di Caprio. Baseado em fatos reais, o filme narra, em 180 minutos, a história de Jordan Belfort, um americano que fez fortuna vendendo ações de empresas fora da bolsa de valores. Sua trajetória vai desde o início na bolsa, passa por sua ascensão, cheia de falcatruas e prejuízos ao erário público, até ele ser pego pelo Estado e denunciar todos os seus parceiros para escapar de uma pena grande. Sua vida foi intensa, com muita festa, sempre com mulheres bonitas e muita droga. Não sou fã de Di Caprio, mas quando ele é dirigido por Scorsese o considero um ótimo ator. Sua peformance neste filme é tão boa que ele concorre ao Oscar de melhor ator, assim como Jonah Hill concorre ao prêmio de melhor ator coadjuvante. Embora longo, o filme não cansa, mas algumas cenas poderiam ser limadas na edição, porque parecem repetidas. Boa reconstituição de época. Gostei. Não creio que leve a estatueta de melhor filme e nem de melhor diretor. Scorsese é sempre bom, mas ele não fez nada além daquilo que esperamos quando vemos um filme dirigido por ele.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

DJANGO LIVRE

Desde a divulgação dos filmes indicados ao Oscar 2013, estou tentando ver todos eles, independentemente da categoria a que foram indicados, para formar minha opinião. Depois de ver O Impossível e As Aventuras de Pi, fui conferir no cinema o novo filme de Quentin Tarantino, Django Livre (Django Unchained), produção americana de 2012, com 165 minutos de duração e  com cinco indicações ao prêmio máximo do cinema americano. Embora longo, não vi o filme passar. É ágil, com muitas cenas de ação, humor ácido, cheio de referências a filmes B, como é próprio de Tarantino, e com ótima sinergia entre os atores, especialmente Christoph Waltz, que vive o caçador de recompensas Dr. King Schultz, merecidamente indicado para a categoria melhor ator coadjuvante, e Jamie Foxx, o herói da película. O enredo gira em torno de Django (Foxx), um escravo libertado por Schultz que parte em companhia do dentista para encontrar a sua mulher, também escrava e vendida separadamente dele. No caminho, uma saraivada de tiros, mortes, muito sangue (que já é tão esperado por se tratar de Tarantino que nem chega a assustar) e vingança. As referências a filmes de faroeste são muitas, com destaque para os chamados western spaguetti, que fizeram sucesso na décadas de 60 e 70, cuja expressão máxima é o diretor Sergio Leone. Também há referências aos filmes que exploravam o filão da chamada blaxploitation, filmes dirigidos e interpretados por negros, também classificados como filmes B. O sucesso de 1939 E O Vento Levou também é citado visualmente, tendo em vista que a fazenda onde está a mulher de Django produz algodão e sua casa-sede se parece muito com a da heroína Scarlett O'Hara. O grande vilão da história é Calvin Candie (Leonardo DiCaprio), proprietário da fazenda de cultivo de algodão, mas apaixonado pela luta de mandingos, escravos fortes que se enfrentam em uma espécie de rinha até existir um vencedor, com a morte do perdedor. Mandingo é uma outra referência que o diretor fez a um filme homônimo de 1975. Samuel L. Jackson, um constante parceiro de Tarantino, interpreta um negro liberto, mais velho, que não parou de trabalhar na fazenda de Candie. O santo dele não bate com o de Django e há um interessante duelo verbal e de olhares entre ambos em vários momentos do filme. Jackson está tão bem que seu personagem dá nojo em quem assiste. O nome do personagem principal, Django, foi uma homenagem ao filme Django, faroeste de 1966 estrelado por Franco Nero, que tem participação afetiva (como escrito nos créditos do filme), na produção de Tarantino. Ele interpreta o italiano Amerigo Vessepi, dono de um escravo que participa da única luta de mandingos na casa de Candie. Como já esperado, Tarantino faz uma ponta, quase no final do filme e, como sempre acontece, seu personagem acaba indo pelos ares. Gostei muito, mas não creio que ganhe o Oscar de melhor filme.

filme

domingo, 15 de agosto de 2010

A ORIGEM

Para minha surpresa, Ric me chamou para ir ao cinema no final da tarde do sábado. Mesmo convite foi feito por Emi e Ro. Todos nos encontramos no Embracine no CasaPark Shopping para ver A Origem (Inception). Chegamos com meia hora de antecedência para a sessão das 18:20 horas. Paguei meia entrada (R$ 9,00) utilizando o cupom Sempre Você do Correio Braziliense. Aproveitamos o tempo para fazer um lanche rápido na lanchonete do cinema. Folheado de peru com queijo e coca zero foram nossos pedidos. Cinema com bom público. O filme é uma co-produção Estados Unidos e Reino Unido, dirigida por Christopher Nolan, o mesmo diretor dos dois últimos filmes do Batman. Sinal de que o roteiro seria inteligente. E é. Ele conseguiu reunir um ótimo elenco: Leonardo DiCaprio, Ken Watanabe (Batman Begins), Cillian Murphy (Batman Begins), Ellen Page (Juno), Joseph Gordon-Levitt (500 Dias Com Ela), Marion Cotillard (Piaf), Michael Caine (Batman Begins), Tom Berenger (Platoon).A história é de um grupo especializado em roubar informações durante o sono das pessoas, enquanto elas sonham. Eles são contratados por um milionário para não roubar informações, mas sim plantar uma ideia no sonho de um herdeiro de uma fortuna milionária. Situação difícil, pois nunca dera certo. Para piorar, o chefe do grupo, vivido por DiCaprio, tem um bloqueio em seus sonhos, onde sempre aparece a sua esposa, já morta.  Embora cheio de nuances, o filme é totalmente compreensivo. Algumas críticas chegaram a mencionar que o filme é muito didático. Discordo, pois não há cortes no enredo para explicar nada, tais explicações vem naturalmente durante o desenrolar do enredo. Ninguém fica perdido, apesar da sobreposição de realidade, sonho e sonho dentro do sonho. O roteiro é bem construído e os atores são muito bem dirigidos. Gostei muito de Joseph Gordon-Levitt no papel de Arthur. Fica uma pergunta no ar ao final dos 148 minutos de projeção: Cobb (Leonardo DiCaprio) está sonhando ou é realidade? Fica para quem assiste decidir.

domingo, 21 de março de 2010

ILHA DO MEDO

Depois do ótimo almoço, subo a pé até a Avenida Paulista, vejo as horas, 15:30. Já que estou em frente ao Center 3 (Avenida Paulista, 2.064, Bela Vista), era hora de um cinema. Cine Bristol, sala 6. em cartaz o novo trabalho de Martin Scorsese, com Leonardo DiCaprio e Mark Ruffalo. Ilha do Medo (Shutter Island), produção americana de 2010. Dois policiais são enviados a uma ilha onde há uma clínica psiquiátrica, na verdade um hospital prisão onde estão encarcerados criminosos com distúrbios mentais. Os dois policiais tem como tarefa desvendar o misterioso desaparecimento de uma paciente. O filme tem referências diretas ao mestre do suspense, Alfred Hitchcock, bem como aos filmes de Bergman, dois diretores declaradamente referências para Scorsese. Ele trabalha, inclusive com Max Von Sidow, identificado como um ator bergmaniano. Bem construído, o filme é cheio de reviravoltas, deixando-nos sempre com uma pulga atrás da orelha sobre os fatos que se sucedem. Assim como Teddy (DiCaprio) tem seus sonhos e paranoias, vamos nos envolvendo tanto na trama, tirando conclusões que logo em seguida são desfeitas. Scorsese mostra mais uma vez que é um mestre e está cada vez melhor. DiCaprio constrói um personagem tão intenso, também mostrando porque é o novo queridinho do diretor. Final aberto e muitas dúvidas na plateia. Excelente filme.