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domingo, 16 de janeiro de 2011

SUMMER SOUL FESTIVAL - JANELLE MONÁE

Entre o fim do terceiro show e o de Janelle Monáe foram exatos trinta minutos. A cantora americana entrou no horário marcado, com o seu figurino característico, calça preta justa, camisa branca e seu enorme topete. Uma banda formada, em sua maioria, por negros, a acompanhava dando passinhos coreografados ao ritmo de cada música. Ela não falou com a plateia e nem fazia intervalos entre as músicas. Emendava uma na outra, em um show eletrizante. Na primeira música, seu rosto apareceu no telão caracterizado como uma andróide, como na capa de seu segundo disco, ArchAndroid. Em algumas músicas, ela era acompanhada no palco por duas dançarinas. Seu figurino era acrescido de capas diferentes de acordo com o número a ser apresentado. Ela colocou todo mundo para dançar, do início ao fim. Apenas um momento delicado, quando ela interpreta magistralmente Smile, de Charles Chaplin, tema do filme O Garoto. Por falar em filme, cenas de Metrópolis, de Fritz Lang, passavam no telão quando Janelle interpretava canções de seu primeiro cd, Metropolis. Deste cd é a  ótima Sincerely, Jane, que ela interpreta com coreografias que homenageiam Michael Jackson, especialmente o andar dos zumbis no clip de Thriller, além de fazer rapidamente o moonwalk, passo eternizado pelo rei do pop. Ela ainda mostrou seu lado artista plástica ao pintar uma tela ao vivo, enquanto cantava mais um número. O show foi curto, uma hora apenas. O final foi catártico. Janelle ficou literalmente descabelada, com seu topete desfeito, se arrastando pelo chão junto com parte de seus músicos e dançarinos. Saiu aplaudidíssima, mas não houve bis. Ela havia conquistado a plateia. Muitos falavam em comprar o cd no dia seguinte. As fotos a seguir foram tiradas por mim durante o show.


O rosto de Janelle Monáe no telão caracterizado como uma andróide


Janelle Monáe interpretando Smile, de Charles Chaplin


Fazendo uma pintura ao vivo


Visão geral do palco durante o show de Janelle Monáe

sábado, 15 de janeiro de 2011

FEIJOADA & SAMBA

Meus amigos chegaram ao hotel no início da tarde. Depois de se acomodarem no respectivo quarto, resolvemos almoçar no restaurante do próprio hotel, chamado Camauê, pois não queríamos enfrentar trânsito em São Paulo na tarde de sábado, sabendo que muita gente iria se deslocar para a Arena Anhembi, local do Summer Soul Festival, a partir de 15 horas, horário previsto para a abertura dos portões. Ao fundo do restaurante há um imenso painel de Romero Britto. Por falar neste artista plástico, em todos os andares, no hall dos elevadores, há gravuras de sua autoria. Para confirmar a tradição, o restaurante promove aos sábados um buffet com feijoada. Neste sábado não foi diferente, ou melhor, foi, pois uma grande parte das mesas estava reservada para integrantes e simpatizantes da Escola de Samba Mocidade Alegre. Quando chegamos, das caixas de som, em volume alto, o samba enredo de 2011 da escola ecoava por todo o saguão do hotel, incluindo o restaurante. Mulatas com corpos esculturais recebiam os convidados, além dos hóspedes que também escolheram o restaurante para almoçar. Na área destinada aos hóspedes batia sol. Pedimos para nos sentar em outra posição. Fomos prontamente atendidos. Ficamos em uma mesa inicialmente destinada aos membros da escola de samba. Na mesa havia um folheto com a letra do samba enredo, "Carrossel de Ilusões", além de um óculos 3D que ficamos sem saber o que seria visto com ele. Pegamos alguns quitutes para beliscar, mas deixamos quase todos no prato, pois estavam muito frios. Comer bolinho de bacalhau gelado não é recomendável. Comecei com as opções de salada fria, colocando um pedaço pequeno de costelinha defumada de porco. Não quis a feijoada, pois além de estar me preparando para uma nova dieta (sim, mais uma!), desta vez com remédios, era uma opção muito pesada para quem iria ficar mais de cinco horas, no mínimo, em pé nos shows da noite. Como prato de fundo, fui até a ilha de massas, escolhendo um penne ao molho bolognesa. Nada mais simples e certeiro. As sobremesas estavam inclusas no preço do buffet livre - R$ 42,00 por pessoa. Não resisto quando vejo um quindim com boa aparência. Coloquei no prato, além do quindim, um pedaço de uma torta de frutas secas, um pouquinho de cocada branca e um pouquinho de doce de banana. Diria que os doces não fizeram feio, sem nada espetacular. Enquanto isto, o salão foi enchendo de gente com as cores verde e branco da escola. O som mecânico foi deixado de lado, o batuque passou a ser ao vivo, com os puxadores da escola cantando o samba enredo de 2011. A parte ao vivo foi bem melhor do que o som mecânico. Gostei do samba enredo. A galera parecia animada. Finalizei com um café expresso. Voltamos para o quarto para descansar para a maratona noturna. Não consegui dormir, mas fiquei lendo. De vez em quando, olhava pela janela para avaliar o tempo, com sol, diga-se de passagem, e ver o movimento de quem já se dirigia aos portões da Arena Anhembi. Verifiquei na internet os horários previstos para o início de cada atração. As que me interessam - Janelle e Amy - só devem subir no palco já perto de 22 horas. Continuei a ouvir músicas das duas para chegar afiado ao festival.


Painel (plotagem) de Romero Britto ao fundo do restaurante Camauê - Holiday Inn Parque Anhembi


Escultura "Coração", de Romero Britto, no saguão do Holiday Inn Parque Anhembi

MANHÃ DE SÁBADO NO HOTEL

Dormi muito bem a noite de sexta-feira para sábado. Acordei cedo. Desci para tomar café. O restaurante do Holiday Inn Parque Anhembi é enorme, com um gigantesco painel de Romero Britto ao fundo. Café da manhã farto, muito bom. As pilhas do meu mouse sem fio acabaram, mas não encontrei local no hotel para comprar novas, tendo que usar o minúsculo mouse redondo no centro do teclado. Está muito chato e difícil usar o computador com tal mouse. A internet banda larga da Claro está muito lenta e instável. Tentei a internet sem fio do hotel, mas também a velocidade não é boa. Fiquei com a minha banda larga móvel, mesmo com sua instabilidade, navegando pela internet. Como sempre caía, resolvi ler o livro que trouxe, uma biografia de Andy Warhol. Confesso que já passei da metade do livro de mais de quatrocentos páginas, mas não estou gostando nada. A escrita logo me dá sono. Largo o livro e volto a dormir. Acordei com o celular tocando. O relógio apontava quase uma hora da tarde. Eram meus amigos de BH que acabavam de chegar a São Paulo para o Summer Soul Festival. Enquanto os aguardo no hotel, fico ouvindo nitidamente a passagem de som da banda de Janelle Monáe, pois o hotel é muito próximo do local onde os shows ocorrerão logo mais à noite. Parece que Janelle fará um show muito dançante. As músicas são ótimas. Vou ouví-las novamente em meu iPod para esquentar para a noite. Não chove em São Paulo, mas há nuvens carregadas no céu. Já preparei a capa de chuva...

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010