Em período pré-Oscar, foco nos filmes que concorrem nas suas diversas categorias. Assim, aproveitei uma brecha no meu tempo para ir ver o mais novo filme de Martin Scorsese, O Lobo de Walt Street (The Wolf of Wall Street), produção americana de 2013, protagonizada por Leonardo Di Caprio. Baseado em fatos reais, o filme narra, em 180 minutos, a história de Jordan Belfort, um americano que fez fortuna vendendo ações de empresas fora da bolsa de valores. Sua trajetória vai desde o início na bolsa, passa por sua ascensão, cheia de falcatruas e prejuízos ao erário público, até ele ser pego pelo Estado e denunciar todos os seus parceiros para escapar de uma pena grande. Sua vida foi intensa, com muita festa, sempre com mulheres bonitas e muita droga. Não sou fã de Di Caprio, mas quando ele é dirigido por Scorsese o considero um ótimo ator. Sua peformance neste filme é tão boa que ele concorre ao Oscar de melhor ator, assim como Jonah Hill concorre ao prêmio de melhor ator coadjuvante. Embora longo, o filme não cansa, mas algumas cenas poderiam ser limadas na edição, porque parecem repetidas. Boa reconstituição de época. Gostei. Não creio que leve a estatueta de melhor filme e nem de melhor diretor. Scorsese é sempre bom, mas ele não fez nada além daquilo que esperamos quando vemos um filme dirigido por ele.
Um pouco de tudo do que curto: cinema, tv, teatro, artes plásticas, enogastronomia, música, literatura, turismo.
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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014
domingo, 21 de março de 2010
ILHA DO MEDO
Depois do ótimo almoço, subo a pé até a Avenida Paulista, vejo as horas, 15:30. Já que estou em frente ao Center 3 (Avenida Paulista, 2.064, Bela Vista), era hora de um cinema. Cine Bristol, sala 6. em cartaz o novo trabalho de Martin Scorsese, com Leonardo DiCaprio e Mark Ruffalo. Ilha do Medo (Shutter Island), produção americana de 2010. Dois policiais são enviados a uma ilha onde há uma clínica psiquiátrica, na verdade um hospital prisão onde estão encarcerados criminosos com distúrbios mentais. Os dois policiais tem como tarefa desvendar o misterioso desaparecimento de uma paciente. O filme tem referências diretas ao mestre do suspense, Alfred Hitchcock, bem como aos filmes de Bergman, dois diretores declaradamente referências para Scorsese. Ele trabalha, inclusive com Max Von Sidow, identificado como um ator bergmaniano. Bem construído, o filme é cheio de reviravoltas, deixando-nos sempre com uma pulga atrás da orelha sobre os fatos que se sucedem. Assim como Teddy (DiCaprio) tem seus sonhos e paranoias, vamos nos envolvendo tanto na trama, tirando conclusões que logo em seguida são desfeitas. Scorsese mostra mais uma vez que é um mestre e está cada vez melhor. DiCaprio constrói um personagem tão intenso, também mostrando porque é o novo queridinho do diretor. Final aberto e muitas dúvidas na plateia. Excelente filme.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
E DÁ-LHE FILMES
Mais filmes vistos neste período de molho em casa:
Número 18 - Taxi Driver, de Martin Scorsese, Estados Unidos, 1976. Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes. Revi este belo filme de Sorcesese, mas não me lembrava de quase nada. Robert De Niro, bem magrinho, dá um show no papel do motorista de táxi, que percorre a noite de Nova York e, na medida em que o filme vai evoluindo, as neuras causadas pela guerra no Vietnã vão se aflorando na personagem e ele resolve limpar a cidade de tudo aquilo que ele considerava escória. Cybill Shepard, Harvey Keitel e Jodie Foster (então com treze anos) também estão no filme. Gostei muito de ter revisto esta obra de Scorsese.
Número 17 - O Leopardo (Il Gattopardo), de Luchino Visconti, Itália e França, 1963. Um elenco internacional neste grande filme de Visconti: Burt Lancaster, Giuliano Gema, Alain Delon (no auge da juventude e da beleza) e Claudia Cardinale (lindíssima). Adaptação da obra de Lampedusa, que já li duas vezes, o filme aborda a decadência da aristocracia e a ascensão da classe burguesa. As cenas do baile são maravilhosas e o figurino é um capítulo à parte. Já conhecia o filme, mas desta vez prestei mais atenção nos detalhes em 183 minutos de projeção. Recomendo para assistir em um dia tranquilo.
Número 16 - Os Sete Samurais (Shichinin No Samurai), de Akira Kurosawa, Japão, 1954. Adorei rever este longo filme do mestre Kurosawa (são 207 minutos). A história não é cansativa e prende a atenção. O diretor explora bem o caráter de cada samurai e nos faz refletir sobre motivação, trabalho em equipe, cooperação, muito útil nos dias atuais, mesmo com mais de 50 anos de existência desta película. Toshiro Mifune faz o sétimo samurai e está fantástico. O filme é ganhador do Leão de Prata no Festival de Veneza. As cenas das batalhas são plasticamente lindas, especialmente a realizada debaixo de chuva.
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