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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

UM PRÍNCIPE EM NOVA YORK 2 (COMING 2 AMERICA)

Um Príncipe em Nova York 2 (Coming 2 America), 2021, 110 minutos.

Dirigido por Craig Brewer, com Eddie Murphy, Arsenio Hall, Shari Headley, Jermaine Fowler, Leslie Jones, Wesley Snipes, James Earl Jones, Morgan Freeman, entre outros. Elenco majoritariamente de atores e atrizes pretos e pretas.

Sequência do sucesso de bilheteria Um Príncipe em Nova York (Coming to America), lançado em 1988, dirigido por John Landis.

A trama é bem simples e batida: o Príncipe Akeem herda o trono de Zamunda, mas ele não tem herdeiro homem. No entanto, descobre que tem um filho bastardo, de uma única transa que teve quando esteve no Queens, em Nova York. Ele encontra o filho, o leva para Zamunda, arranja um casamento, mas as coisas não são tão fáceis como pareciam. Final feliz, com todos de bem com todos. Previsível desde os primeiros minutos.

Era para ser uma comédia, mas consegui rir duas vezes, ambas com a atriz Leslie Jones, que faz a mãe do filho bastardo.

Esquecível.

Vale para quem gosta de ver figurino, que é um primor de volume e cor, e os penteados, especialmente das atrizes, verdadeiras esculturas. O filme concorre ao Oscar 2022 na categoria "Cabelo e Maquiagem".

Vi, em 12/02/2022, no Amazon Prime Vídeo.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

LUCY

Estava de bobeira no domingo à noite, sem ideia do que fazer, quando abri o jornal e dei de cara com a propaganda do novo filme de Luc Besson. Decidi ir conferir no Espaço Itaú de Cinema no CasaPark Shopping o filme Lucy, estrelado por Scarlett Johansson e Morgan Freeman.
Besson voltou à forma que mais gosto dele. Mistura muita ação, com elementos bem excessivos, e uma ficção científica sensacional. Lucy é uma garota que está em Taipei, quando se vê envolvida com uma máfia de traficantes de drogas liderada por um sanguinário sulcoreano. Ela é forçada a ser mula para transportar uma nova e poderosa droga para a Europa, mas as coisas não saem como planejadas pela máfia. A droga se espalha no organismo de Lucy e ela passa a usar, progressivamente, a capacidade de seu cérebro em níveis muito superiores ao que o ser humano utiliza. Paralelamente às cenas de Lucy, o Professor Norman, interpretado por Morgan Freeman, apresenta sua teoria justamente sobre o que o homem seria capaz de fazer se conseguisse aumentar o percentual de utilização de seu cérebro. Obviamente que a vida dos dois vai se cruzar em Paris.
Besson se reinventa, fazendo referências nítidas a alguns seus filmes, tais como Nikita - Criada para Matar (1990), O Quinto Elemento (1997), e Táxi - Velocidade nas Ruas (1998). Até mesmo o figurino utilizado por Johansson tem inspiração ao figurino usado por Anne Parillaud em Nikita. Além de beber na fonte de seus próprios filmes, ele ainda traz referências a 2001 Uma Odisseia no Espaço (Lucy, a primeira mulher bebendo água em um cristalino rio e a relação de Lucy com os computadores), aos filmes de lutas marciais produzidos em Hong Kong (a posição de luta da gangue sulcoreana ao enfrentar Lucy em Paris), além de pitadas do universo das artes plásticas, como a releitura para A Criação de Adão, a clássica obra de Michelangelo no teto da Capela Sistina no Vaticano, quando Lucy (a primeira mulher) e Lucy (Johansson) repetem a pose do encontro dos dedos indicadores.
O roteiro, também de autoria de Besson, é muito bem construído, linear, sem cansar o público. E Scarlett Johansson, mesmo sem aparecer nua durante toda a projeção, continua esbanjando sensualidade.
Gostei muito do que vi.

sábado, 4 de agosto de 2012

BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE



Sou fã de Batman. Assim, quando um novo filme sobre o cavaleiro mascarado entra em cartaz, é certeza que estarei presente em uma sala de cinema. A terceira parte da trilogia dirigida por Christopher Nolan estreou nas telas brasileiras na sexta-feira, dia 27/07/2012. Esperei passar a euforia do primeiro final de semana do filme em cartaz, escolhendo o início da noite de quinta-feira, 02/08, para conferir a película no Cinemark, quando paguei R$ 6,50 a meia entrada, utilizando o cartão de crédito Bradesco para fazer o pagamento e garantir o valor reduzido do ingresso. A sala não estava cheia. Antes mesmo de chegar às telas, um ponto positivo, em minha opinião, foi o diretor não ter se rendido ao 3D. O filme é para assistir sem os incômodos óculos da terceira dimensão. A produção é americana e tem mais de duas horas de duração. Um elenco de peso está presente em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises), a começar por Christian Bale que faz um atormentado Bruce Wayne, recluso em sua mansão desde o final do segundo filme, quando assumiu a morte do promotor Harvey Dent, que era o vilão Duas Caras, sofrendo pela morte de sua amada. Como seu fiel mordomo, Michael Caine volta na pele de Alfred, sendo um importante incentivador para Wayne voltar a ter gosto pela vida. Gary Oldman, ótimo como sempre, continua no papel do Comissário Gordan. Morgan Freeman é outro ator que volta neste terceiro filme, continuando a interpretar o inteligente Fox, homem responsável pelas engenhocas utilizadas por Batman. Os inimigos do primeiro filme, Ra's Al Ghul e Espantalho, tem rápida aparição, sendo interpretados pelos mesmos atores que deram vida a eles no início da trilogia, ou seja, Liam Neeson e Cillian Murphy, respectivamente. Completam o elenco principal os atores Matthew Modine, que vive Foley, o chefe da polícia de Gotham City; Tom Hardy, que dá vida ao mais perigosos inimigo de Batman, Bane, o único que conseguiu deixar o herói fora de combate nas histórias em quadrinhos, fato que se repete no filme; Anne Hathaway, que me surpreendeu fazendo uma Mulher Gato que tem referências na  na mesma personagem interpretada por Julie Newmar no seriado de televisão mais famoso do herói mascarado; Marion Cotillard, que faz uma rica e enigmática investidora em energia limpa chamada Miranda; e Joseph Gordon-Levitt, que interpreta Blake, um jovem policial, órfão como Wayne, que foi acolhido na infância por um orfanato mantido pela fundação do bilionário excêntrico que dá vida ao Batman. Nolan mesclou boas doses de angústia das principais personagens com muitas cenas de ação, com direito a explosões, perseguições e lutas corporais. Alguns pontos do enredo são previsíveis, como o futuro de Blake, e outros são de surpresa total, pois quando achava que Bane reinava absoluto como o único vilão da história, o diretor nos presenteia com uma ótima revelação nas cenas finais. Outro ponto a destacar é a dubiedade da Mulher Gato, ora se portando como uma ladra, ora como uma heroína, além do fato de ela fazer um par romântico com o herói. Embora Nolan afirmou que este é o último filme de Batman que participa, pois havia planejado realizar uma trilogia em dez anos, ele deixa pontas abertas para uma sequência. O filme não supera a segunda parte da trilogia, quando Heath Ledger teve uma performance arrebatadora como o Coringa, e muitas cenas de ação tornaram-se referência para filmes de heróis. No entanto, é um ótimo filme, que merece ser visto. Gostei.

filme

sábado, 6 de fevereiro de 2010

INVICTUS

Já em São Paulo, com Ric e mais dois amigos de Belo Horizonte, decidimos ir ao cinema na noite de sexta-feira. Afinal, temos que apresentar ao hotel ingressos de show, teatro, cinema, concerto ou museu para justificar a diária cultural que estamos pagando (R$ 139,00 por apartamento com café da manhã) no Mercure Jardins. Em época de pré-entrega do Oscar 2010, optamos por um dos filmes concorrentes em cartaz no Cine Bristol, Center 3, na Avenida Paulista e próximo ao hotel. Paguei meia entrada por ter o cartão de crédito do Itaú (R$ 10,00). O filme foi Invicuts (Invictus), de Clint Eastwood, produção americana de 2009, com Morgan Freeman e Matt Damon. Freeman é Nelson Mandela, já eleito presidente da África do Sul e com a ideia de unificar o país, recém saído do regime do aparthaid. Damon é o capitão da seleção nacional, chamada Springbok, de rúgby, esporte praticado pelos brancos. Os negros preferem o futebol. A copa do mundo ocorre justamente na África do Sul, em 1995, com um time desacreditado por todos, pois perdera todos os torneios e amistosos jogados um ano antes. Mandela vislumbra a possibilidade de um início de unificação do país com este time de rúgby. Cheio de frases de efeito, parecendo sair de um livro de auto-ajuda, com interpretações convincentes de Freeman e Damon e com a história conhecida pelos registros da imprensa, achei que o filme empolga. A gente torce, mesmo sabendo o que acontecerá, fato antecipado pelo próprio título do filme. É leve, com cenas divertidas. As filmagens dos jogos é de um realismo fantástico. Gostei do que vi.