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sábado, 4 de agosto de 2012

BATMAN: O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE



Sou fã de Batman. Assim, quando um novo filme sobre o cavaleiro mascarado entra em cartaz, é certeza que estarei presente em uma sala de cinema. A terceira parte da trilogia dirigida por Christopher Nolan estreou nas telas brasileiras na sexta-feira, dia 27/07/2012. Esperei passar a euforia do primeiro final de semana do filme em cartaz, escolhendo o início da noite de quinta-feira, 02/08, para conferir a película no Cinemark, quando paguei R$ 6,50 a meia entrada, utilizando o cartão de crédito Bradesco para fazer o pagamento e garantir o valor reduzido do ingresso. A sala não estava cheia. Antes mesmo de chegar às telas, um ponto positivo, em minha opinião, foi o diretor não ter se rendido ao 3D. O filme é para assistir sem os incômodos óculos da terceira dimensão. A produção é americana e tem mais de duas horas de duração. Um elenco de peso está presente em Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises), a começar por Christian Bale que faz um atormentado Bruce Wayne, recluso em sua mansão desde o final do segundo filme, quando assumiu a morte do promotor Harvey Dent, que era o vilão Duas Caras, sofrendo pela morte de sua amada. Como seu fiel mordomo, Michael Caine volta na pele de Alfred, sendo um importante incentivador para Wayne voltar a ter gosto pela vida. Gary Oldman, ótimo como sempre, continua no papel do Comissário Gordan. Morgan Freeman é outro ator que volta neste terceiro filme, continuando a interpretar o inteligente Fox, homem responsável pelas engenhocas utilizadas por Batman. Os inimigos do primeiro filme, Ra's Al Ghul e Espantalho, tem rápida aparição, sendo interpretados pelos mesmos atores que deram vida a eles no início da trilogia, ou seja, Liam Neeson e Cillian Murphy, respectivamente. Completam o elenco principal os atores Matthew Modine, que vive Foley, o chefe da polícia de Gotham City; Tom Hardy, que dá vida ao mais perigosos inimigo de Batman, Bane, o único que conseguiu deixar o herói fora de combate nas histórias em quadrinhos, fato que se repete no filme; Anne Hathaway, que me surpreendeu fazendo uma Mulher Gato que tem referências na  na mesma personagem interpretada por Julie Newmar no seriado de televisão mais famoso do herói mascarado; Marion Cotillard, que faz uma rica e enigmática investidora em energia limpa chamada Miranda; e Joseph Gordon-Levitt, que interpreta Blake, um jovem policial, órfão como Wayne, que foi acolhido na infância por um orfanato mantido pela fundação do bilionário excêntrico que dá vida ao Batman. Nolan mesclou boas doses de angústia das principais personagens com muitas cenas de ação, com direito a explosões, perseguições e lutas corporais. Alguns pontos do enredo são previsíveis, como o futuro de Blake, e outros são de surpresa total, pois quando achava que Bane reinava absoluto como o único vilão da história, o diretor nos presenteia com uma ótima revelação nas cenas finais. Outro ponto a destacar é a dubiedade da Mulher Gato, ora se portando como uma ladra, ora como uma heroína, além do fato de ela fazer um par romântico com o herói. Embora Nolan afirmou que este é o último filme de Batman que participa, pois havia planejado realizar uma trilogia em dez anos, ele deixa pontas abertas para uma sequência. O filme não supera a segunda parte da trilogia, quando Heath Ledger teve uma performance arrebatadora como o Coringa, e muitas cenas de ação tornaram-se referência para filmes de heróis. No entanto, é um ótimo filme, que merece ser visto. Gostei.

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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A GAROTA DA CAPA VERMELHA

O clássico conto Chapeuzinho Vermelho em linguagem sexy. Uma desconstrução de um clássico. A ideia é interessante. Foi com tais informações que resolvi ver o filme A Garota da Capa Vermelha (Red Riding Hood), fábula dirigida por Catherine Hardwicke, a mesma diretora do primeiro filme da série Crepúsculo. Nunca vi nenhum filme desta saga de vampiros, lobisomens e amores proibidos, embora tenha os três filmes já lançados em dvd. Logicamente vi várias vezes os trailers destas fitas nos cinemas, o que me permite afirmar que a estética de Crepúsculo está presente em A Garota da Capa Vermelha: atores jovens, amores proibidos, seres fantásticos (no caso, o lobisomem), vilarejo no meio da floresta, uma mocinha destemida,  além de uma versão diferente para Chapeuzinho Vermelho. Assisti em uma noite de clima agradável no calor de minha casa, em dvd. Um vilarejo em uma floresta qualquer teme um lobo que ataca na lua cheia. Para não ter vítimas humanas, os habitantes da vila deixam um animal preso para satisfazer a fera. Tudo vai bem, apesar do medo que impera na aldeia, até que uma jovem é morta pelo lobo. Os habitantes se revoltam e saem à caça do animal. A mocinha Valerie (Amanda Seyfried), irmã da vítima, quer ir também, mas os seus pretendentes, Peter (Shiloh Fernandez), o seu verdadeiro amor desde quando eram crianças, e Henry (Max Irons), para quem seus pais a prometeram em casamento, não a deixam sair da vila. Neste meio tempo, o padre do local chama o matador de lobisomens Solomon (Gary Oldman). O embate entre Solomon e a aldeia logo se inicia, pois os homens conseguiram matar um lobo, acreditando estarem livres das ameaças mensais. Solomon diz que a verdadeira fera ainda está à solta, sendo confirmada esta afirmação rapidamente. O lobisomem ataca a vila novamente, mas ele quer Valerie, que tem o poder de falar telepaticamente com o lobo. Várias ações são desencadeadas, com direito a tribunal de inquisição, com Valerie sendo acusada de ser bruxa. No meio da floresta vive a avó de Valerie (nada mais Chapeuzinho Vermelho!), vivida por Julie Christie, a eterna Lara do clássico Doutor Jivago. É a avó que dá a Valerie a capa vermelha que dá nome ao título em português (no original, a tradução literal seria o próprio nome do conto: Chapeuzinho Vermelho). A desconstrução do conto começa com a dualidade bem e mal que está presente nas principais personagens: Valerie, Peter, a avó, Solomon, Cesaire (Billy Burke) que é o pai de Valerie, deixando sempre em dúvida quem poderia ser o lobisomem. Não conto a identidade da fera para não estragar a diversão de quem ainda pretende assistir a este filme. Gary Oldman, um ator que sempre gosto, especialmente no espetacular Drácula, de Francis Ford Coppola, está patético como aquele que sabe matar o lobisomem. Apesar de gostar de ficção e de apreciar versões inusitadas para histórias clássicas, achei o filme fraco, com atores jovens muito ruins, especialmente o elenco masculino. Em relação ao conto, ainda prefiro a visão toda especial de Neil Jordan no filme A Companhia dos Lobos (The Company of Wolves), produção inglesa de 1984, que também tenho em minha coleção de dvd e que em breve reverei. De qualquer maneira, A Garota da Capa Vermelha vale como uma fugaz diversão.


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terça-feira, 21 de junho de 2011

KUNG FU PANDA 2


No último final de semana, recebemos um hóspede de seis anos, sobrinho de Ric. Assim, a nossa programação foi recheada de atrativos para crianças. Começamos na noite de sexta-feira, indo ao Pátio Brasil Shopping para conferir o filme Kung Fu Panda 2 (Kung Fu Panda 2), produção dos Estados Unidos de 2011, dirigida por Jennifer Yuh. Escolhemos a sessão dublada, por motivos óbvios, mas confesso que teria sido mais interessante ouvir as vozes de Jack Black, Angelina Jolie, Luci Liu, Dustin Hoffman, Gary Oldman, Jackie Chan, Jean-Claude Van Damme, entre outros, que dublaram os personagens do desenho animado. Tinha dois tíquetes trocados no site DOTZ que me davam o direito de retirar dois ingressos na rede de cinemas da Severiano Ribeiro até o dia 30 de junho. Desta forma, só paguei a meia entrada do garoto, ao custo de R$ 10,00, por ser uma sessão das 21 horas. Neste horário, o contingente de crianças é menor, o que garante menos barulho na sala de projeção. O primeiro filme da série foi muito divertido, pois o "ator" principal, o Panda, é uma graça e consegue a nossa simpatia de imediato. Nesta sequência, a China está ameaçada por um pavão, herdeiro do trono que fora banido pelos próprios pais por ter se aliado ao mal. Ele retorna poderoso, com um exército de lobos e gorilas, e com uma máquina de metal que cospe bolas de fogo. O Panda e seus amigos (a tigresa, o macaco, o louva-a-deus e a cobra) partem para detê-lo e ainda recebem a ajuda de dois outros "cérebres" lutadores de kung fu, o touro e o crocodilo. Nesta segunda parte, além da ação em si, é mostrada a origem do Panda e como ele foi achado e adotado por um ganso. Nas cenas de flash back, a animação tem um formato diferente, lembrando os desenhos animados que fizeram sucesso na televisão na década de setenta, com fundo chapado, sem perspectiva de longe/perto. Gostei desta homenagem aos desenhos daquela época. É lógico que o grupo do kung fu triunfa ao final, mas a cena do Panda retornando ao lar para os braços de papai ganso é muito bonita, carregada de emoção. Claro que há uma referência a uma possível continuação, ao aparecer o pai verdadeiro do Panda, em uma comunidade da espécie julgada extinta pelo maléfico pavão. Vamos aguardar o terceiro filme da série. Gostei como entretenimento e o garoto adorou tanto o filme, quanto os trailers que passaram antes, entre eles o da animação Carros 2. Do cinema, fomos todos para a unidade da Pizzaria Valentina da Asa Sul, com um frio de 15° C. Criança adora pizza e nós também. Assim, unimos o útil ao agradável. Foi a primeira vez que fui à filial da pizzaria que mais gosto na cidade. Acho a matriz, na Asa Norte, mais aconchegante. O cardápio é o mesmo, o atendimento sempre eficiente e cortês, a qualidade da pizza também é a mesma, mas tenho uma preferência inexplicável pela matriz.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

FILMOTECA ESSENCIAL - INTERNACIONAL (04)

Gosto muito de filmes do universo Drácula. Um dos melhores para mim é Drácula de Bram Stoker (Bram Soker's Dracula), produção americana de 1992 dirigida por Francis Ford Coppola. Conta no elenco com Gary Oldman (Conde Drácula), Winona Wyder (Mina), Anthony Hopkins (Van Helsing), Keanu Reeves (Jonathan Harker), Sadie Frost (Lucy), Tom Waits (Renfield). Coppola transpôs para a tela a história que já havia sido filmada uma infinidade de vezes, mas o fez com personalidade e ousadia. Cenários deslumbrantes e ultracoloridos, figurino exuberante, efeitos especiais de grande qualidade, maquiagem perfeita e uma atuação magistral de Gary Oldman como o velho Conde Drácula. Oldman coloca uma ambiguidade sexual na personagem arrasadora. Na fase rejuvenescida, ele é fresco, um autêntico dândi nas ruas de Londres, em trajes e trejeitos que anos mais tarde foram repetidos por Johnny Depp na trilogia Piratas do Caribe. As cenas de sexo são de uma plasticidade ímpar aliada a uma brutalidade que não choca. Para comprovar isto, basta se ater em duas cenas: o banquete do qual um insosso Keanu Reeves é literalmente comido pelas três noivas do conde (uma delas é a estonteante Mônica Bellucci, em um dos seus primeiros papeis no cinema), ou a cena em que a besta fera, precisando de sangue para se tornar mais jovem, transa com a devassa Lucy, amiga de Mina, a mocinha da fita, nos jardins de sua casa. A interpretação de Oldman ofusca praticamente todos que contracenam com ele, com exceção de Hopkins, que mesmo fazendo um papel um tanto quanto histriônico, segura bem como um avançado professor caçador de vampiros. Destaco ainda a presença de Tom Waits, para quem os diretores adoram entregar personagens à margem da sociedade, verdadeiros outsiders. No filme, é um lunático internado em uma clínica psiquiátrica, que espera a chegada de seu mestre. Revi esta fita em casa, com uma qualidade de som fantástica, quando pude, mais uma vez, constatar o quanto gosto deste filme. Para mim, obrigatório em qualquer coleção básica de filmes.