Estando em São Paulo, nunca deixo de ver uma exposição de artes. Na última vez, fui a mais de uma. Na Oca, no Parque do Ibirapuera, está em cartaz até domingo, dia 18/05/2014, a mostra China Arte Brasil, que traz para o Brasil obras dos principais artistas plásticos dos últimos trinta anos da China. A mostra tem entrada paga. Fui em uma ensolarada manhã de sábado. Tinha pouca gente. A mostra ocupa três pisos, com pinturas, fotografias, instalações, esculturas, vídeo-performances e projeções. O interessante é que as obras dialogam com qualquer obra feita em outras partes do mundo na mesma época, mas traz um ingrediente próprio que foi a abertura do regime chinês para o capital, o que aconteceu de forma gradual a partir dos anos oitenta. Um dos mais conhecidos artistas chineses contemporâneos, Ai Wei Wei, está presente com uma interessante instalação no segundo piso, com mais de quarenta bicicletas formando uma espécie de tóten. Uma parte da mostra é dedicada aos belos tapetes tecidos por hábeis artesãos, verdadeiros artistas do artesanato. Ao lado dos tapetes, releituras de artistas plásticos que lembram estas peças decorativas. O que mais gostei foi uma instalação no piso inferior, que me lembrou os famosos Guerreiros de Xian. Uma crítica do autor à abertura chinesa ao capitalismo, sem esquecer a tradição. Gostei de gastar uma hora vendo estas obras contemporâneas chinesas.
Um pouco de tudo do que curto: cinema, tv, teatro, artes plásticas, enogastronomia, música, literatura, turismo.
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sexta-feira, 16 de maio de 2014
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
ÁGUA NA OCA
Aproveitando o início da tarde no Parque do Ibirapuera, entramos na Oca para ver a exposição Água na Oca, idealizada e montada pelo Instituto Sangari. A entrada custa R$ 20,00. Mochilas no guarda-volumes e fotos apenas sem flash. São quatro níveis, cada um com tema específico. O nível da entrada nos mostra O Mundo da Água, com vídeos, objetos e muita interatividade. O nível 2 é chamado Infiltração, trazendo a vulnerabilidade do homem diante da água, a responsabilidade social, as maneiras de melhor utilização deste precioso bem da natureza. Uma das instalações mais interessantes está neste andar, com uma reprodução de um barraco construído em uma favela durante uma tempestade. Dentro do barraco, temos a sensação de que realmente está chovendo forte, com goteiras no teto, barulho da chuva batendo no telhado, água entrando pelas janelas, energia intermitente, ventania, raios e trovões. Quando soa o trovão, o barraco de madeira treme todo. O terceiro nível é uma grande sala de cinema, com a tela no teto. Para assistir ao filme sobre as criaturas do oceano, é preciso deitar em algum dos vários colchões de água espalhados no local. Este andar tem o nome de A Última Fronteira. Enquanto vemos o filme, descansamos nos macios colchões. É preciso ter cuidado, pois as costas ficam muito frias. Há ainda o nível do subsolo, cujo nome é O Desaguar. Ali estão expostas obras de artistas contemporâneos cujo tema é a água. Há vídeos, fotografias, instalações, algumas delas interativas. Todas as obras são bonitas e criativas. Há uma instalação que se pode caminhar sobre ela, desde que sem sapatos, cujo reflexo na parede da Oca simula a água do mar. O efeito é bonito e dá uma sensação de paz incrível. Gostei também dos aquários expostos no nível da entrada. Gastamos uma hora e dez minutos nesta lúdica e instrutiva visita. Ao sair, decidimos voltar para o hotel, pois o corpo pedia descanso para a noite. Pegamos um táxi na entrada do Prédio da Bienal. Pagamos R$ 18,00 pela corrida até o hotel.
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