Saímos do Espaço Satyros 1 com fome. O relógio já apontava perto de 23 horas. A Praça Roosevelt fica próxima da Rua Avanhandava, onde está o "reinado" Mancini. Pizza foi nossa escolha. Cinco minutos a pé e já colocávamos o nome na lista de espera. A pizzaria se chamava Avanhandava 34, mas depois de abrigar por um período o cardápio da cantina Famiglia Mancini, enquanto esta era reformada, seu nome passou a ser Pizzaria Famiglia Mancini (Rua Avanhandava, 25, Bela Vista). Seu cardápio incorporou massas do menu da cantina homônima, mas continua como seu carro chefe as pizzas. É um extenso cardápio, com opções em dois tamanhos, individual e grande (oito pedaços). O espaço é enorme, com pé direito alto, mesas espalhadas em vários ambientes, iluminação amarelada, decoração com muitos potes de cerâmica, um grande lustre no salão central, um cavalo de carrossel de parque de diversões, algumas fontes (inclusive há outras fontes no pedaço da rua todo decorado pelos proprietários, com ares de vila italiana), trânsito frenético de garçons, música instrumental ambiente, pela qual se cobra R$ 11,00 por pessoa de couvert artístico, um bar utilizado para espera, um buffet de entradinhas, muito utilizado pelos clientes que aguardam mesa, já que, dependendo do horário, a espera pode durar quase uma hora. Paulistano não se incomoda de ficar na fila. Chega, coloca o nome na lista, fica no bar apreciando sua bebida favorita. A atendente nos disse que a espera seria de quarenta minutos. Recebemos uma boleta para anotar os pedidos durante a espera e um aparelho que nos avisaria quando chegasse nossa vez. Sentamos no bar. Não estava com espírito para beber nada com álcool, por isso fiquei no refrigerante, enquanto Ric pediu cerveja. Como cortesia, as nossas bebidas vieram acompanhadas de uma farta porção de amendoim torrado. Passados os quarenta minutos, o aparelho em minhas mãos tremeu e ficou piscando uma luz azul. Sinal de que nossa mesa estava pronta. Uma jovem nos encaminhou até o mezanino, onde há mesas para poucas pessoas, com visão de todo o salão principal, do forno a lenha, do trabalho dos pizzaiolos, do entra e sai na cozinha e das mesas com grupos enormes de famílias ou amigos. O garçom que nos atendeu buscou nossas bebidas no bar. Escolhemos rapidamente a pizza. Quando há muitas opções, prefiro não arriscar e escolher um sabor tradicional. Ficamos com o recheio à portuguesa e com um chamado Mamma Mia, uma combinação de linguiça e mussarela, pizza grande, meio a meio (R$ 51,00). O pedido não demorou para ficar pronto. A pizza tem massa grossa, bem assada, dando um excelente biscoito na borda. A pizza à portuguesa estava ótima, com azeitonas pretas sem caroço (algo raro nas pizzarias de Brasília), mas o recheio do outro sabor estava salgado. Tanto é que foi o pedaço que sobrou. Os garçons sempre estão atentos, chegando à mesa quando percebem que o pedaço em nosso prato está no fim, perguntando se queremos que nos sirva outro. Já passava de uma hora da madrugada quando pedimos a conta, sem sobremesa e sem café. Na saída, pegamos um táxi de volta para o hotel (R$ 15,00) com um motorista bem falante.
Um pouco de tudo do que curto: cinema, tv, teatro, artes plásticas, enogastronomia, música, literatura, turismo.
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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
sábado, 13 de junho de 2009
NOITE HORRÍVEL
A expectativa para a Ursound era grande, mas o atraso de Ric, Emi e Muca para voltar da sauna me irritou profundamente. Eles prometeram voltar por volta das 21 horas, mas chegaram ao hotel somente depois de meia noite. Já havia ligado para os celulares dos três e nada de ninguém atender. Chegaram com cara lavada e rindo muito.
Fiquei injuriado. Com fome e com raiva. Saímos rápido e descemos a pé pela Rua Augusta em direção ao Centro. A descida me animou um pouco porque as tribos presentes na rua eram diversas e interessantes. Estava com fome e os locais pensados estavam fechados. Descemos toda a rua e várias vezes fomos convidados para entrar em boates com shows de louras, morenas e japonesas, todas "apertadinhas", conforme alardeavam os leões de chácara.
Da pizzaria, continuamos a descer a Rua Martins Fontes em direção ao início da Rua Álvaro de Carvalho onde funcionava o Hotel Cambridge e local da festa Ursound. Chegamos por volta de 2 horas da manhã e até sair, às 4 horas, só foi chateação. Ric me irritou o tempo todo, primeiro com cara de poucos amigos e visivelmente com vontade de dormir. Depois fumando muito e gritando. Estávamos na pista 3, com música eletrônica. O local estava lotadíssimo. Mudei de pista e fiquei na número 1, sem nenhuma vontade de dançar. Voltei e discutimos muito até Muca sair fora. Enfim, chegamos a uma decisão comum: ir embora. Pagamos a conta (R$44,00 para os dois). Ursound especial da parada: fica para 2010.
Fiquei injuriado. Com fome e com raiva. Saímos rápido e descemos a pé pela Rua Augusta em direção ao Centro. A descida me animou um pouco porque as tribos presentes na rua eram diversas e interessantes. Estava com fome e os locais pensados estavam fechados. Descemos toda a rua e várias vezes fomos convidados para entrar em boates com shows de louras, morenas e japonesas, todas "apertadinhas", conforme alardeavam os leões de chácara.
Chegamos na Rua Martins Fontes com Rua Avanhandava, quando paramos para comer uma pizza na Avanhandava 34 (Rua Avanhandava, 25, Bela Vista). Mesa para três, nos colocaram na porta dos banheiros. O serviço estava péssimo, custaram a nos atender. Os três sem óculos para leitura, escolhemos o básico: metade portuguesa e metade beringela. Serviço cada vez mais lento. Comemos rápido e pedimos um café. A água do restaurante tinha acabado, portanto não havia café, e nos deram três doses de licor Tia Maria como cortesia.
Da pizzaria, continuamos a descer a Rua Martins Fontes em direção ao início da Rua Álvaro de Carvalho onde funcionava o Hotel Cambridge e local da festa Ursound. Chegamos por volta de 2 horas da manhã e até sair, às 4 horas, só foi chateação. Ric me irritou o tempo todo, primeiro com cara de poucos amigos e visivelmente com vontade de dormir. Depois fumando muito e gritando. Estávamos na pista 3, com música eletrônica. O local estava lotadíssimo. Mudei de pista e fiquei na número 1, sem nenhuma vontade de dançar. Voltei e discutimos muito até Muca sair fora. Enfim, chegamos a uma decisão comum: ir embora. Pagamos a conta (R$44,00 para os dois). Ursound especial da parada: fica para 2010.Já no hotel, escovei meu dentes, limpei o rosto, passei creme hidratante (o frio estava intenso) e deitei. Adormeci rapidamente.
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