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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

LUIZA DIONIZIO - SAMBA DE BAMBA

Na terça-feira, dia 14 de outubro, fui ver mais um show do projeto Samba de Bamba, que acontece na Caixa Cultural. Naquela noite, o show era de Luiza Dionizio, sambista carioca que eu já tinha visto uma vez quando estive na casa de samba Carioca da Gema, localizada na Lapa, Rio de Janeiro.
O ingresso custou R$ 10,00, meia entrada por ser assinante do Correio Braziliense. O Teatro da Caixa Cultural não ficou lotado, com as duas laterais bem vazias. Uma pena, porque a apresentação da sambista foi ótima. A voz de Luiza é fantástica, com um tom grave, afinadíssima.
Houve um pequeno atraso para começar o show. No palco, quatro músicos acompanharam a cantora, que desfilou um repertório de sambas compostos por compositores conhecidos, como Luiz Carlos da Vila, Elton Medeiros e Paulo César Pinheiro.
A base do show é o repertório do CD Devoção, que Luiza Dionizio lançou em 2009, mas ela canta outros excelentes sambas, incluindo uma ótima performance para Kid Cavaquinho, de João Bosco e Aldir Blanc.
No meio do show, ela saiu de cena, deixando os músicos que a acompanham tocar um set de chorinhos sensacional, ao ponto do público pedir bis e bater palmas de pé quando eles terminaram o curto "show". Mas o show real era de Luiza e ela voltou para arrebatar de vez a plateia.
Ao final, o público cantava e sambava, enquanto ela fazia a volta no teatro, agradecendo a presença de todos com seu sorriso largo.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

CARIOCA DA GEMA

Desde que decidi passar o final de semana no Rio de Janeiro, chamei a viagem de "Samba e Gastronomia". Assim, após passar por três distintos redutos da gastronomia carioca: Café Lamas, Bar Picote e Restaurante Roberta Sudbrack, todos na sexta-feira, dia 18 de outubro, era chegada a vez da outra vertente da viagem, o samba. O cantor e compositor Edu Krieger, sobrinho de Rose, nos indicou a noite da Lapa como o melhor para apreciarmos uma boa música, citando o Carioca da Gema como uma das atrações. Naquela noite, Teresa Cristina se apresentaria por lá. Com este atrativo excelente, o Carioca da Gema foi nossa escolha natural. Eu e Karina, após uma estada por quase três horas no Roberta Sudbrack, pegamos um táxi na porta do restaurante em direção à Lapa, parando na porta da casa indicada por Edu. Pelo trajeto, pagamos R$ 30,00. A Lapa estava lotada, com trânsito engarrafado, muita gente comendo e bebendo nas barracas montadas na região, especialmente perto dos Arcos da Lapa. Descemos do táxi e entramos direto no Carioca da Gema, nos identificando na portaria, pegando a comanda individual para a marcação de consumo, onde já estava estampado o preço do couvert artístico daquela noite: R$ 38,00. O bar funciona em uma casa antiga, com pé direito alto, um mezanino, e um segundo piso cujo acesso do público não é permitido. Além do ambiente interno, atrás da casa fica uma pequena varanda com algumas mesas e um bar, bem como os banheiros. Nas paredes há muitas fotos de sambistas, o que não deixa dúvida quanto à vocação da casa: o samba. Quando entramos, Teresa Cristina tinha acabado de começar sua apresentação. O relógio marcava meia noite. O local estava lotado, mas havia como dançar, mesmo que apertadinho. A galera era majoritariamente de trintões, quarentões e cinquentões. A maioria com garrafas de cerveja na mão e samba no pé. Teresa Cristina cantou músicas não só do seu repertório, como também clássicos do samba. Cito Cartola, Paulinho da Viola e Silas de Oliveira como exemplo dos grandes compositores da música brasileira que ela interpretou durante seu longo show. Quase ao final da primeira etapa do show, Edu Krieger chegou e nos fez companhia. No intervalo, ele apresentou Teresa Cristina para nós. Muito simpática, atendia a todos os pedidos dos presentes para tirar uma foto com ela. Um senhor me abordou, me entregando seu celular, solicitando-me que tirasse uma foto dele com a cantora. Ele custou a ficar em posição, enquanto eu ficava lá plantado com o celular alheio em minhas mãos. Acabei por tirar a foto para ele. Enquanto rolava o intervalo, sambas diversos saíam das caixas de som. Fomos para os fundos da casa, tomar um ar fresco. Karina aproveitou para beber o drinque Zé Carioca, que ela tinha provado e gostado da outra vez que lá estivera, mas não lembrava do que era feito. Só tinha a certeza de que tinha cachaça e era doce. Eu fiquei só na água, enquanto Edu e um amigo, neto de Silas de Oliveira, bebiam cerveja. O tal amigo me alugou por um bom tempo, mas como eu não dava muito bola para o que ele falava, desistiu e foi tentar outra freguesia: um dos garçons da casa. Quando começou a segunda parte do show, voltamos para a frente do pequeno palco, onde Teresa Cristina era acompanhada por ótimos músicos. Mais um delicioso set de sambas que não deixavam ninguém ficar parado. Terminada esta segunda parte, Edu se despediu da gente, pois iria para uma festa eletrônica ali mesmo na Lapa, mostrando que o bairro tem vocação musical, sem distinção de ritmo. Eu e Karina ficamos mais um pouco. Teresa voltou para o palco para mais uma rodada de sambas. O sono bateu forte. Eram mais de três horas da madrugada. Hora de pagar nossa conta e voltarmos para o hotel. Não havia fila no caixa. Acertamos, recebemos o tíquete de saída, pegamos um táxi credenciado pela casa na porta, retornando ao Hotel Argentina, no Flamengo. A corrida ficou em R$ 15,00. Entrei no quarto quase como um zumbi, cansado, mas sem vontade de dormir. Mas foi só deitar na cama e não me recordo de mais nada. Apenas que a sexta-feira, mesmo chuvosa, tinha sido bem aproveitada na Cidade Maravilhosa.

domingo, 20 de janeiro de 2013

FEIJOADA + SAMBA - BAR BRAHMA


Sábado, dia de feijoada. Eu e Ric fomos encontrar amigos no Bar Brahma para curtirmos um almoço regado a muito samba. Saímos de casa com o tempo bem fechado. Chegando perto do restaurante, um temporal desabou sobre Brasília. Já que estávamos bem próximos, estacionei o carro, esperando a chuva passar, o que aconteceu depois de uns dez minutos. Por precaução, levei um guarda-chuva comigo. Havia fila para entrar, mas alguns de nossos amigos tinham chegado e estavam sentados em uma mesa apertada para o tanto de gente que já tinha chegado. Uma recepcionista nos entregou uma comanda individual. Ótimo, pois assim não teria aquele problema de sempre de quem fica no final acaba pagando mais pela conta da mesa. Cada um bebia e comia o que quisesse e seu consumo seria anotado na comanda. Na hora de ir embora, bastava passar no caixa e pagar sua conta, individualmente. Desta forma não havia conta aberta por mesa, fato que permitia uma troca constante de mesas, dependendo do tempo e do tanto de pessoas que vai chegando. O couvert artístico era cobrado individualmente, R$ 20,00 por cabeça. Realmente a mesa em que ficamos era bem apertada e não dava para todo mundo se sentar. Alguns ficaram em pé, enquanto outros se serviam do buffet de feijoada. Comecei tomando um caldinho de feijão, servido em canecas de porcelana branca. No buffet, cada um incrementava o caldo ao seu gosto. Eu coloquei bacon frito picado em cubos, salsinha moída, cebola crua cortada em pequeninos pedaços e algumas rodelas de cebolinha. Ficou como eu gosto. Em seguida, fui novamente ao buffet para me servir da feijoada. No Bar Brahma, os ingredientes da feijoada ficam separados por panelas de ferro. Assim, quem não gosta de pé, rabo e orelha, pode passar longe deles. Eu me servi apenas de arroz branco, feijão preto, farofa, couve picada, torresmo, laranja em fatias, charque, costelinha cozida, paio e calabresa. Estava com ótimo tempero e fumegante. Não repeti. Enquanto almoçava, bebi apenas uma lata de Guaraná Antarctica Zero. O grupo Bom Partido, residente da casa aos sábados, começou seu show às 14 horas, cantando uma série de sambas e pagodes bem conhecidos do público. Alguns casais se arriscaram em dançar na pista em frente ao palco. A chuva ainda caía, motivo pelo qual o salão interno do bar estava bem cheio e com os plásticos baixados para evitar que a água caísse no público, o local ficou bem quente. Passada uma hora, a chuva já tinha parado e muita gente foi para a área externa do restaurante, local muito mais agradável e de onde se ouvia bem melhor o som do grupo. Fizemos a mesma coisa. Um belo sol apareceu, brindando a nossa tarde. O local enchia a cada hora que passava. Por volta de 16 horas, o grupo fez uma pausa, quando mais samba animou a galera, desta feita em som mecânico. Neste intervalo, três casais de uma escola de dança de salão fez uma pequena demonstração, aguçando os demais para os passos certeiros e marcados. Antes do Bom Partido voltar ao palco, um concurso para escolher o samba-enredo de 2013 do bloco carnavalesco Nós Que Nos Amamos Tanto. Previamente, integrantes do bloco distribuíram a letra das duas músicas que concorriam. A apresentação foi rápida e a primeira música foi infinitamente mais aplaudida. No final da tarde ela se sagraria como a mais votada pelos frequentadores do restaurante, sendo eleita o samba-enredo do bloco para este ano. O Bom Partido não voltou de imediato, pois eles aproveitaram a presença de Edu Krieger para chamá-lo para uma canja. Ele estava na minha mesa. Krieger, que tem músicas gravadas por Maria Rita, Ana Carolina, Roberta Sá, Araketu, entre outros, fez um ótimo pocket show, quando cantou seis músicas: Maria do Socorro, de sua autoria e sucesso de Maria Rita; Brasil Pandeiro, de Assis Valente; Tranquilo com a Vida, sua parceria com Oscar Niemeyer; Vai Passar, samba de Chico Buarque; Novo Amor, outra música de sua autoria gravada por Maria Rita; e Trem das Onze, de Adoniran Barbosa. Enquanto Krieger dava seu ótimo show, a pista ficou lotada de gente sambando e cantando. Assim que ele acabou, foi a vez do Bom Partido chamar a convidada do dia, a prata da casa Naiara Lira, que fez uma ligação, talvez involuntária, com o final do show de Krieger, já que iniciou cantando outro sucesso de Adoniran, Tiro ao Álvaro. Lira cantou por mais de uma hora, segurando o público na pista com uma série de sambas conhecidos. Quando ela dava seu show, novo temporal desabou. Fiquei um tempo debaixo do enorme guarda sol que protegia nossas mesas do sol, mas quando tive uma oportunidade, corri para dentro do restaurante, onde estava bem quente. Era difícil achar um lugar para ficar de tão cheio que estava. O povo feliz, bebendo, dançando, paquerando e curtindo o sábado. Quando a chuva passou, um sol quente deu o ar da graça. Chegava ao fim o samba do Bom Partido, que tinha voltado ao palco. Anunciaram que um grupo começaria a se apresentar em instantes, com o melhor da música sertaneja. Era hora de ir embora, pouco mais do que 18 horas. Paguei minha conta, saindo com Ric e Fabíola. Demos uma parada no Grenat Cafés Especiais, que fica na mesma quadra, para comer uma sobremesa e tomar um café espresso bem tirado. Tarde de sábado magnífica.

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