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terça-feira, 5 de novembro de 2013

UM BREVE PASSEIO PELAS RUAS ANTIGAS DE BARBARESCO

Barbaresco é uma cidade bem pequena, praticamente um vilarejo. Tem menos de setecentos habitantes. É famosa pela produção de vinho com a casta nebbiolo, cujo seu nome lhe empresta. Como almoçamos no centro histórico da cidade, aos pés da Torre Barbaresco, torre medieval datada do final do Séc. XI, assim que saímos da Trattoria Antica Torre, resolvemos fazer uma breve caminhada pelas ruas perto do restaurante. Era hora da "siesta", portanto, nada estava aberto para visitação interna. Aproveitamos para apreciar os belos e conservados prédios antigos, muitos deles enormes mansões. Ao lado da torre, está a Chiesa San Giovanni Battista (Igreja de São João Batista), que estava fechada naquela hora. Descemos a Via Torino em direção à Piazza del Municipio, parando aqui e ali para algumas fotos, incluindo uma do imponente Castello Galleani, também chamado de Palazzo Dei Galleani di Barbaresco e Canelli, hoje pertencente a uma das mais famosas e conceituadas vinícolas do Piemonte, a Gaja. Como não conseguimos autorização para uma visita nas suas dependências, nos limitamos a tirar fotos de sua entrada. Ao descer a rua, notamos que fotografias em grande formato retratando folhas secas ornavam muros e paredes das edificações ao longo da via. Era uma exposição fotográfica patrocinada pela Enoteca Regional del Barbaresco. O fotógrafo é Giulio Morra e sua mostra se chama "Foglie - Impressioni d'Autunno" (Folhas - Impressões do Outono, em tradução livre). As fotos mostram as tonalidades de várias folhas de árvores da região, além de folhas de parreiras, o que mais domina a paisagem local. Na mesma via, havia uma barraca onde um senhor vendia salaminhos produzidos na região. Chegamos no cruzamento onde fica a outra igreja do vilarejo, a Chiesa di San Donato (Igreja de São Donato), hoje sede da Enoteca Regional del Barbaresco. Em frente a esta igreja há um simpático restaurante com mesas na calçada, cuja parede principal é ornada com um gigantesco relógio de sol, cujo ponteiro marcava 14 horas. Tínhamos que seguir viagem, pois dali até Barolo, nossa próxima parada, gastaríamos cerca de quarenta e cinco minutos.

Foglie - Impressioni d'Autunno


Castello Galleani




Chiesa di San Donato - Enoteca Regional del Barbaresco

TRATTORIA ANTICA TORRE - GASTRONOMIA EM BARBARESCO (ITÁLIA)

Após uma longa degustação na vinícola La Spinetta, em Castagnole Lanze, era chegada a hora de almoçar. Sílvia, nossa guia, havia reservado para 12:30 horas uma mesa na Trattoria Antica Torre, localizada aos pés da Torre Barbaresco, na parte antiga da cidade de Barbaresco.

Endereço: Via Torino, 71, Barbaresco, Cuneo, Itália.

Contato: +39 173 635170 - anticatorrebarbaresco@gmail.com

Especialidade: culinária italiana, especialmente da região do Piemonte. É do tipo cantina familiar.

Quando fui: almoço de 25 de outubro de 2013, sexta-feira. Éramos 06 pessoas, com reserva feita para 12:30 horas pela guia da Tasting Tours. O restaurante ocupa uma casa de dois andares, toda pintada de amarelo. Não é grande, mas é bem concorrido, frequentado não só pelos turistas que visitam as vinícolas da região, mas também pelos que trabalham por ali. Tem uma localização privilegiada. Ficamos na primeira mesa do salão à direita de quem entra. Chegamos um pouco depois de 12:30 horas, permanecendo no local por mais de uma hora e meia. Sua decoração é simples, com paredes internas nas cores azul e amarelo. Mesas forradas com toalhas brancas.


Serviço: parece que os garçons funcionam no automático, de tanto repetir os mesmos movimentos diariamente. São atenciosos, mas não interagem com os clientes. O cardápio é bem enxuto. Os pratos são bem servidos e não demoram para chegar à mesa.

O que bebi: água mineral com gás Lurisia Bolle (€ 2 a garrafa de um litro) e uma xícara de café espresso ao final (€ 1,75).

O que comi: enquanto esperávamos nossos pedidos, colocaram na mesa um cesto com gressinos (grissini), o tal coperto existente em todos os restaurantes italianos (€ 2), que devoramos rapidamente. Cláudia e Vera falaram tanto de uma entrada que tinham comido no almoço do dia anterior que, ao ver no cardápio, resolvi experimentar. Assim, meu primeiro prato foi um tondino de vitello con salsa tonnata (€ 10). São fatias finas de carne de vitelo assada com um molho de maionese e atum. Pode parecer estranha tal combinação, mas funciona muito bem. A carne quase não leva tempero, deixando esta função para a maionese de atum. Aprovei. Em seguida, veio o que eles chamam de primo piatto, um tajarin tagliati a mano con sugo di carne (€ 12) . Este prato é muito bem servido. É um talharim bem estreito, feito na casa de forma artesanal, servido com um molho de carne. O molho é apenas para dar um pouco de cor e sabor, pois há apenas vestígios de carne de boi. Estava bem saboroso.


tondino de vitello con salsa tonnata


 tajarin tagliati a mano con sugo di carne

Valor que me coube no total da conta: € 30, esclarecendo que neste valor estava incluída a parte da guia, que não a deixamos pagar, embora ela insistisse muito.

Minha avaliação: * * *. Restaurante com comida honesta, bem feita. Não é à toa que estava com todas as mesas ocupadas e, segundo Silvia, é assim todos os dias.

Gastronomia Barbaresco (Itália)

TINHA UMA VESPA NO MEIO DO CAMINHO...

Terminada a degustação na vinícola La Spinetta, fomos para a van, pois já passava do meio-dia. Ainda teríamos que almoçar antes de seguirmos para Barolo, onde faríamos a segunda visita do tour. Silvia havia reservado uma mesa para almoçarmos ao pé da Torre Barbaresco, no restaurante Trattoria Antica Torre. Seguimos para lá. No caminho, mais belas paisagens. Pedimos para parar o carro, pois queríamos tirar mais fotos em uma plantação de uvas com diferentes colorações nas folhas das parreiras, além de ser em terreno na colina, o que permitia uma ótima composição fotográfica. Quando posei para a foto, senti uma forte dor no dedo anular da mão esquerda, bem em cima do anel que eu usava. Não entendia a dor, mas doía muito, com pontadas que subiam pelo braço. Não vi nenhum inseto se aproximando. Foi uma coisa instantânea. Tinha sido picado por uma vespa. Já dentro do carro, Cláudia me emprestou seu pote de álcool gel. Passei um pouco para aliviar a dor, mas nada fazia com que ela passasse. Ao chegar na pequena Barbaresco, a van nos deixou na porta do restaurante, onde Silvia pediu gelo para eu colocar na região inchada. Em poucos minutos o garçom trazia o gelo embrulhado em um guardanapo de papel mais grosso. Coloquei imediatamente na região afetada. Lembrei de uma situação vivida por minha mãe há muitos anos em Araxá, quando ela fora picada por um inseto. Ensinaram-na a colocar fumo e álcool. Pedi um cigarro de Emi, retirei o fumo, misturei com o álcool gel de Cláudia e apliquei no local, amarrando, bem meia boca, um guardanapo de papel no dedo. A gerente do restaurante viu aquilo, perguntou o que se passava e ao saber por Sílvia que eu havia sido picado por uma vespa, ela trouxe uma pomada para picada de insetos, gaze, tesoura e curativo. Uma simpatia. Não sei o que funcionou, mas meu dedo desinchou, permanecendo a dor, que só passaria na noite do dia seguinte. Terminado o almoço, cujas impressões fazem parte de uma postagem específica, fomos dar uma pequena caminhada pelo centro histórico da cidade, passando em frente da sede da vinícola Gaja, aquela que queríamos visitar, mas não permitiram, mesmo com um e-mail do importador brasileiro nos recomendando. A van nos aguardava no cruzamento da entrada da parte antiga da cidade. Houve uma troca de motorista. Seguimos, então, para Barolo. Próxima parada: vinícola Sandrone.

Torre Barbaresco