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terça-feira, 5 de novembro de 2013

TRATTORIA ANTICA TORRE - GASTRONOMIA EM BARBARESCO (ITÁLIA)

Após uma longa degustação na vinícola La Spinetta, em Castagnole Lanze, era chegada a hora de almoçar. Sílvia, nossa guia, havia reservado para 12:30 horas uma mesa na Trattoria Antica Torre, localizada aos pés da Torre Barbaresco, na parte antiga da cidade de Barbaresco.

Endereço: Via Torino, 71, Barbaresco, Cuneo, Itália.

Contato: +39 173 635170 - anticatorrebarbaresco@gmail.com

Especialidade: culinária italiana, especialmente da região do Piemonte. É do tipo cantina familiar.

Quando fui: almoço de 25 de outubro de 2013, sexta-feira. Éramos 06 pessoas, com reserva feita para 12:30 horas pela guia da Tasting Tours. O restaurante ocupa uma casa de dois andares, toda pintada de amarelo. Não é grande, mas é bem concorrido, frequentado não só pelos turistas que visitam as vinícolas da região, mas também pelos que trabalham por ali. Tem uma localização privilegiada. Ficamos na primeira mesa do salão à direita de quem entra. Chegamos um pouco depois de 12:30 horas, permanecendo no local por mais de uma hora e meia. Sua decoração é simples, com paredes internas nas cores azul e amarelo. Mesas forradas com toalhas brancas.


Serviço: parece que os garçons funcionam no automático, de tanto repetir os mesmos movimentos diariamente. São atenciosos, mas não interagem com os clientes. O cardápio é bem enxuto. Os pratos são bem servidos e não demoram para chegar à mesa.

O que bebi: água mineral com gás Lurisia Bolle (€ 2 a garrafa de um litro) e uma xícara de café espresso ao final (€ 1,75).

O que comi: enquanto esperávamos nossos pedidos, colocaram na mesa um cesto com gressinos (grissini), o tal coperto existente em todos os restaurantes italianos (€ 2), que devoramos rapidamente. Cláudia e Vera falaram tanto de uma entrada que tinham comido no almoço do dia anterior que, ao ver no cardápio, resolvi experimentar. Assim, meu primeiro prato foi um tondino de vitello con salsa tonnata (€ 10). São fatias finas de carne de vitelo assada com um molho de maionese e atum. Pode parecer estranha tal combinação, mas funciona muito bem. A carne quase não leva tempero, deixando esta função para a maionese de atum. Aprovei. Em seguida, veio o que eles chamam de primo piatto, um tajarin tagliati a mano con sugo di carne (€ 12) . Este prato é muito bem servido. É um talharim bem estreito, feito na casa de forma artesanal, servido com um molho de carne. O molho é apenas para dar um pouco de cor e sabor, pois há apenas vestígios de carne de boi. Estava bem saboroso.


tondino de vitello con salsa tonnata


 tajarin tagliati a mano con sugo di carne

Valor que me coube no total da conta: € 30, esclarecendo que neste valor estava incluída a parte da guia, que não a deixamos pagar, embora ela insistisse muito.

Minha avaliação: * * *. Restaurante com comida honesta, bem feita. Não é à toa que estava com todas as mesas ocupadas e, segundo Silvia, é assim todos os dias.

Gastronomia Barbaresco (Itália)

TINHA UMA VESPA NO MEIO DO CAMINHO...

Terminada a degustação na vinícola La Spinetta, fomos para a van, pois já passava do meio-dia. Ainda teríamos que almoçar antes de seguirmos para Barolo, onde faríamos a segunda visita do tour. Silvia havia reservado uma mesa para almoçarmos ao pé da Torre Barbaresco, no restaurante Trattoria Antica Torre. Seguimos para lá. No caminho, mais belas paisagens. Pedimos para parar o carro, pois queríamos tirar mais fotos em uma plantação de uvas com diferentes colorações nas folhas das parreiras, além de ser em terreno na colina, o que permitia uma ótima composição fotográfica. Quando posei para a foto, senti uma forte dor no dedo anular da mão esquerda, bem em cima do anel que eu usava. Não entendia a dor, mas doía muito, com pontadas que subiam pelo braço. Não vi nenhum inseto se aproximando. Foi uma coisa instantânea. Tinha sido picado por uma vespa. Já dentro do carro, Cláudia me emprestou seu pote de álcool gel. Passei um pouco para aliviar a dor, mas nada fazia com que ela passasse. Ao chegar na pequena Barbaresco, a van nos deixou na porta do restaurante, onde Silvia pediu gelo para eu colocar na região inchada. Em poucos minutos o garçom trazia o gelo embrulhado em um guardanapo de papel mais grosso. Coloquei imediatamente na região afetada. Lembrei de uma situação vivida por minha mãe há muitos anos em Araxá, quando ela fora picada por um inseto. Ensinaram-na a colocar fumo e álcool. Pedi um cigarro de Emi, retirei o fumo, misturei com o álcool gel de Cláudia e apliquei no local, amarrando, bem meia boca, um guardanapo de papel no dedo. A gerente do restaurante viu aquilo, perguntou o que se passava e ao saber por Sílvia que eu havia sido picado por uma vespa, ela trouxe uma pomada para picada de insetos, gaze, tesoura e curativo. Uma simpatia. Não sei o que funcionou, mas meu dedo desinchou, permanecendo a dor, que só passaria na noite do dia seguinte. Terminado o almoço, cujas impressões fazem parte de uma postagem específica, fomos dar uma pequena caminhada pelo centro histórico da cidade, passando em frente da sede da vinícola Gaja, aquela que queríamos visitar, mas não permitiram, mesmo com um e-mail do importador brasileiro nos recomendando. A van nos aguardava no cruzamento da entrada da parte antiga da cidade. Houve uma troca de motorista. Seguimos, então, para Barolo. Próxima parada: vinícola Sandrone.

Torre Barbaresco

LA SPINETTA

A sexta-feira, 25/10/2013, amanheceu nublada, fria, mas sem chuva. Abri as cortinas da janela do quarto do hotel I Castelli em Alba. Meu quarto era virado para a frente do hotel, o que me permitia ver o movimento da cidade e do estacionamento em frente, além da chaminé sempre ativa da fábrica da Ferrero Roche. Desci para tomar café da manhã com Emi e Rogério, que estava incluído em nossa diária. Era um serviço de buffet, com razoáveis opções de pães, bolos, frios, embutidos e biscoitos. O que mais queria era tomar um bom suco de laranja vermelha, algo comum nos hotéis italianos. Para minha sorte, tinha, embora não fosse feito na hora. De qualquer forma, matei minha vontade. Na cidade sede da Ferrero Rocher, cuja fábrica tem visita guiada, mas não estava em nossos planos, não poderia faltar a Nutella. Pequenos sachês com porção individual estavam à disposição dos hóspedes. Como tínhamos combinado com Silvia Aprato, nossa guia da Tasting Tours, que sairíamos às 10 horas do hotel, apressei-me no café da manhã para subir ao quarto, tomar um banho, arrumar, colocando uma roupa mais quente, com bota, casaco e calça impermeáveis, guarda-chuva e um bom cachecol, e desci para o hall do hotel, onde já estavam Cláudia, Vera, Sílvia e a motorista que nos conduziria na parte da manhã. Emi e Rogério se atrasaram para descer, o que nos fez sair às 10:20 horas. Eu, Vera e Cláudia combinamos com a guia que o horário de saída do dia seguinte seria às 14 horas e não às 14:30 h, como previsto inicialmente, o que nos garantiria uma margem de tempo para eventuais atrasos. Seguimos direto para a região de Barbaresco, onde fica a vinícola La Spinetta. No caminho, traços azuis no céu indicavam que seria um dia sem chuva. Pedimos para parar o carro, pois queríamos tirar fotos de um belo parreiral que tinha no caminho. Depois, soubemos que aquelas parreiras já eram na propriedade da La Spinetta. No trajeto para a vinícola, Silvia despejava informações sobre o Piemonte, seus vinhos e sobre a vinícola para onde estávamos indo. A La Spinetta fica em Castagnole Lanze (Via Anunziatta, 17 - www.la-spinetta.com), um vilarejo pertencente a Barbaresco. Foi fundada pelo casal Giuseppe e Lidia Rivetti em 1977, produzindo inicialmente um moscato. Somente em 1995 produziu seu primeiro barbaresco. Hoje, ela produz vinhos com diversas castas, especialmente com a nebbiolo, a que dá vida ao barbaresco e ao barolo, também produzido pela La Spinetta. Ainda possui vinhedos na Toscana. Hoje, os irmãos Bruno, Carlo e Giorgio Rivetti dirigem a vinícola. Em cerca de meia hora chegamos na sua entrada, onde fomos recebidos por Manuela Rivetti, que nos conduziria na visita guiada pelas dependências do local. No entanto, devido ao nosso atraso, um grupo de americanos de Wisconsin, agendado para meia hora depois, já estava chegando. Como o grupo só entendia inglês e nós não tínhamos problemas em entender o italiano, houve uma troca de guias. Manuela ficou com os americanos e Stephano Mazetta, um dos enólogos da La Spinetta, virou nosso guia. Ele foi muito amável conosco, falando bem devagar. Dava para entender praticamente tudo. Quando tínhamos dúvidas, perguntávamos em inglês para Silvia que logo as sanava. Durante a degustação, Stephano descobriu que alguns falavam francês e sendo filho de francesa, começou a fala nesta língua também. Depois de nos mostrar as dependências da vinícola, falando sobre o processo de fabricação dos vinhos, algo que me soou mais do mesmo, pois já tinha visitado vinícolas na Argentina, fomos conduzidos para a sala de degustação. Um ambiente amplo, com duas mesas preparadas para receber os dois grupos. Queijo, pães, grissini e um azeite produzido pela vinícola foram colocados na nossa mesa. Os pães e grissini estavam em uma caixa de madeira com uma estampa de rinoceronte. Usam esta caixa para acondicionar certos vinhos. Todos os tipos de vinhos produzidos ali tinham, pelo menos, uma garrafa exposta nos aparadores encostados na parede da sala, onde também ficavam esculturas de rinocerontes, símbolo da casa. Stephano separou todas as garrafas da nossa degustação. Ao ver que não tinha um espumante, Emi pediu para começarmos com o que eles produziam, sendo prontamente atendido. Assim, degustamos os seguintes vinhos:
1. Contratto Millesimato Extra Brut 2009 - espumante com perlage fina e centralizada na flute. Leve, refrescante.
2. Langhe Sauvignon Blanc 2009 - branco com forte aroma de maracujá, mas como eles não tem a facilidade desta fruta, o aroma que os italianos identificam neste vinho é o de folha de tomate.
3. Cà Di Pian Barbera D'Asti 2009 - tinto sem graça.
4. Bionzo Barbera D'Asti Superiore 2009 - tinto encorpado, com taninos elegantes.
5. Barbaresco Vigneto Starderi 2007 - ótimo aroma, preenche toda a boca. Foi o que mais gostei.
6. Desmentià 2010 - vinho produzido por Stephano, não fazendo parte do portfólio da La Spinetta. Potente, pede comida, como a maioria dos vinhos italianos.
7. Barolo Vigneto Campè 2004 - um grande tinto, encorpado.
8. Barolo Vigneto Campè 2000 - uma garrafa com contra rótulo em japonês.


Stephano e Sílvia atrás das garrafas dos vinhos por nós degustados

Assim que terminamos, estávamos falando alto e interagindo com os americanos do lado, que tinham pedido para falarmos mais baixo logo que se sentaram, mas na medida em que bebiam, aumentavam o tom da fala. Era hora de sabermos os preços de cada vinho degustado. Como não me interessava em comprar nada, por causa do peso que teria que carregar na minha mala, fiquei tirando fotos das demais garrafas que estavam decorando o ambiente. Vera e Emi foram às compras. Como Vera tinha elogiado a caixa de madeira, acabou ganhando uma. Emi levou, entre suas aquisições, uma garrafa magnum. Rogério reclamou, pois era o início de viagem. No caso deles, ainda faltavam 28 dias pela frente. Chegaram a cogitar de eu carregar o peso para o Brasil...

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

TASTING TOURS - FOOD & WINE TOURS


Antes de sair do Brasil, já tínhamos combinado de visitar duas vinícolas importantes do Piemonte. Uma em Barbaresco e outra em Barolo. Nosso desejo inicial era conhecer a Gaja na primeira cidade e alguma indicada para a região da outra cidade. Para tanto, Emi ficou responsável pelas consultas na internet. Ele encontrou a Tasting Tour (www.tastingtours.it), que fica em Villanova d'Asti, portanto na região para onde estávamos indo de férias. O melhor é que a agência também vendia a participação em uma caça às trufas brancas. Silvia Aprato foi o contato eletrônico. Ela nos indicou a vinícola Sandrone para a degustação de vinhos Barolo, informando, ainda, que a vinícola Gaja só permitia visitação caso houvesse uma indicação do importador de seus vinhos no Brasil. No caso, a Mistral. Até tentamos, conseguimos que alguém da importadora enviasse um e-mail para a vinícola, mas não obtivemos sucesso. Emi fez pesquisas e achou que visitar La Spinetta seria interessante. Questionada, Silvia teceu muitos elogios a esta vinícola. Assim, fechamos o pacote com a Tasting Tour para duas visitas às vinícolas no mesmo dia, sendo uma pela manhã, em Barbaresco e a outra na parte da tarde, em Barolo, além da nossa participação em uma caça às trufas brancas na parte da tarde do segundo dia de tour, em Asti. O pacote incluía a visitação, a caçada, com degustação em todas elas, além do transfer de Alba para as respectivas cidades. Por tudo isto, pagamos, cada um, o montante de € 280, sendo necessário um sinal de € 84 quando da confirmação da contratação dos serviços, pagamento feito pelo PayPal e o restante podendo ser feito até dez dias antes do primeiro serviço, também pelo PayPal, ou pagando em dinheiro neste primeiro dia. Preferimos pagar o restante em dinheiro, ao final do primeiro dia do tour. Em todos os e-mails trocados com Silvia, ela sempre foi muito simpática, cordial, se dispondo a fazer reservas para almoço e/ou jantar na região. Foi ela quem fez nossa reserva para o restaurante Piazza Duomo, em Alba, um três estrelas Michelin e nº 41 do mundo segundo a lista 2013 da revista britânica The Restaurant. Foi Silvia nossa guia nas visitas às duas vinícolas, estando antes do horário marcado na porta do nosso hotel em Alba. Foi ótima guia, com informações sobre a região, sobre as vinícolas que visitamos, sobre a culinária do Piemonte, além de nos indicar alguns restaurantes para jantarmos no final de semana. Ela, inclusive, chegou a telefonar para um deles, muito frequentado, mas estava com lotação esgotada para as duas noites que ainda tínhamos livre naquela localidade. Fomos conduzidos por três motoristas diferentes, mas todos muito atentos, não correndo e parando quando pedíamos para tirar fotos das belas paisagens da região. No segundo dia, na caçada às trufas brancas, Silvia tinha um compromisso de família, sendo substituída por Sandro, que também foi um ótimo guia. Enfim, aprovamos o serviço prestado pela Tasting Tours