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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

MES AMIS - GASTRONOMIA EM BELO HORIZONTE (MG)




Endereço: Rua Rio de Janeiro, 1.973, Lourdes, Belo Horizonte - MG.

Especialidade: culinária mediterrânea, com destaque para a cozinha francesa.
Ambiente: fica em uma casa de dois andares na esquina da rua Rio de Janeiro com rua Alvarenga Peixoto. Como ambas as ruas são bem arborizadas, dois interessantes paineis tem troncos e galhos desenhados como se fossem as sombras das árvores próximas ao restaurante. No segundo piso, desenhos de folhas das árvores estão nos vidros que servem como paredes, permitindo aos frequentadores ampla visão da rua. O primeiro piso é mais informal, com um balcão grande de bar. Embora próprio para uma happy hour ou um "esquenta" para a balada noturna, neste piso também se pode jantar. Uma escada localizada em frente à entrada dá acesso ao segundo piso, onde as mesas são mais formais, cobertas com toalhas brancas. Há mesas na varanda envidraçada, local mais agradável. Ficamos em uma mesa colada à parede de vidro que dá vista para a rua Rio de Janeiro. O vermelho é o tom que domina o desenho nos paineis do segundo piso. Fotos em preto e branco na parede ao fundo, ao lado de um bar completam a decoração.





ServiçoTínhamos reserva para o segundo piso, mas a atendente queria nos colocar no primeiro, pois o segundo andar estava cheio. O dono da reserva protestou, pois havia chegado no horário marcado, 20 horas, sem atraso, e queria mesa em local que havia reservado. Fomos atendidos, mas ficamos apertados. Éramos cinco pessoas comemorando o aniversário de uma delas e fomos acomodados em uma mesa para quatro. Não gosto de ir a restaurantes e ficar chamando o garçom. Uma das características de um bom serviço é a atenção que a equipe de garçons deve ter com o salão, verificando sempre se as pessoas que lá estão precisam de alguma coisa. Por mais de uma vez, tivemos que ficar levantando o braço para chamar o garçom (isto é próprio de bar!). Com relação às explicações dos itens do cardápio, fomos bem atendidos. Mesmo com o restaurante lotado, nossos  pedidos chegaram à mesa em tempo adequado.

Quando fui:  jantar do dia 16 de dezembro de 2011, uma sexta-feira chuvosa.

O que bebi: brindamos a aniversariante com um espumante português, o Maria Gomes Bruto, produzido pela vinícola Luís Pato com as castas maria gomes (95%) e arinto (5%). O mesmo espumante foi bebido durante o jantar. Bom espumante.

O que comi: aceitamos o couvert: pães diversos e pastas. Para o jantar, todos pediram apenas um prato, dispensando a entrada. No meu caso, segui a aniversariante em seu pedido, solicitando um risoto de pato confitado com coulis de jabuticaba. A apresentação do prato é linda, com uma flor rosa colocada ao centro, fazendo um efeito degradé com o tom mais escuro do coulis de jabuticaba espalhado em forma de círculo ao redor do risoto. O visual me chamou a atenção, mas na primeira garfada, vi que não tinha sido uma boa escolha, pois estava sem tempero. Para me certificar que não estava errado, comi mais um pouco, constatando a falta de sabor no risoto. A aniversariante teve a mesma sensação. Para dar um realce ao paladar, puxava um pouco do coulis junto ao risoto, mas como este molho era bem suave, não adiantava muito. Foi a primeira vez que experimentei um risoto e um pato sem sabor. Comi quase tudo, mas minha amiga deu apenas algumas garfadas, deixando a maior parte no prato. Quando o garçom veio tirar o pedido da sobremesa, perguntei se ela tinha sabor. Surpreso, ele me perguntou porque eu fazia tal questionamento. Respondi sobre minha experiência com o risoto. Ele disse que reportaria à cozinha, mas até o final de nossa permanência no restaurante ninguém veio à mesa se desculpar ou dar algum tipo de explicação. O chef circulava pelas mesas, mas não chegou em nenhum momento à nossa. Quanto à sobremesa, pedi uma espécie de canudo feito de mel, recheado com um creme, acompanhado de sorvete e coulis de framboesa. Como no prato principal, a apresentação é muito bonita. Desta vez, o sabor estava presente. O canudo era crocante. O doce do mel e do creme foram suavizados pelo azedinho do coulis de framboesa. Todos gostaram das sobremesas que pediram. Dois cafés expressos finalizaram nossos pedidos da noite chuvosa.


risoto de pato confitado com coulis de jabuticaba


canudo feito de mel, recheado com um creme, acompanhado de sorvete e coulis de framboesa


Quanto pagamos: R$ 676,00, para cinco pessoas.

Minha avaliação: ++ 1/2. Como o Mes Amis  ganhou o prêmio de "restaurante revelação" na revista Veja Comer & Beber 2011-2012, edição Belo Horizonte, vou voltar em outra oportunidade para testar outro item do cardápio e ver se minha impressão ruim é dissipada.

Gastronomia Belo Horizonte (MG)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

GASTRONOMIA EM RECIFE (PE) - ILHA DOS NAVEGANTES




Endereço: Rua dos Navegantes, 2.055, Boa Viagem, Recife - PE.

Especialidade: frutos do mar e grelhados.

Ambiente: pertence a uma rede de restaurantes que possuem "ilha" no nome. O Ilha dos Navegantes ganhou o prêmio da revista Veja Comer & Beber 2012 como melhor cozinha de bar. Fica em uma casa de esquina, com amplo deck de madeira do lado de fora, voltado para as duas ruas. O deck é o local mais procurado, onde as mesas estavam cheias quando lá cheguei, por volta de 13:30 horas. Para quem fica do lado de fora, pode-se aproveitar a brisa do mar, distante uma quadra do restaurante, mas há o inconveniente do sol em algumas mesas e os pedintes e vendedores ambulantes que abordam os que se sentam mais próximos ao gradil do deck, bem próximo da rua. Preferi ficar no ambiente interno, onde os ventiladores existentes em vários pontos do teto, estavam ligados, garantindo uma renovação do ar, sem o incômodo do ar condicionado. Escolhi uma mesa perto de uma pilastra de sustentação, pois nela havia uma tomada, que usei para carregar meu celular. Minha mesa ficava de frente de uma das amplas portas, garantindo-me não só a vista da rua, mas também uma rebarba da brisa. A decoração interna "conversa" com o deck externo, com o tom creme prevalecendo. Esculturas de madeira, remetendo ao artesanato pernambucano, enfeitam a vitrine que se transformou a cozinha, aparente, permitindo-nos ver a movimentação dos cozinheiros e auxiliares pelo vidro, que impede a fumaça e a gordura invadam o salão. Há um grande balcão ao fundo do salão, servindo de apoio aos garçons e de bar ao mesmo tempo. Há telas de televisão em determinados pontos. Por incrível que pareça, não estavam sintonizados em nenhum canal, mas passava um show de Paula Toller. O mais incrível é que, embora pareça óbvio, o som das caixas era o do tal show (não entendo porque muitos restaurantes insistem em colocar a televisão ligada sem som, enquanto das caixas de som se ouve música desconectada da imagem que insistem em nos impor). Achei curioso o teto ser revestido de um carpete felpudo.






Serviço: quando cheguei, um garçom logo me acompanhou, oferecendo-me uma mesa do lado de fora. Como não quis, ele não continuou comigo. Entrei sozinho e me sentei sem ninguém chegar perto. Depois de algum tempo, um diligente garçom perguntou-me se já fora atendido. Como ainda não tinha sido, ele me trouxe dos dois cardápios da casa. Um só com sushis e sashimis, outro com grelhados e seus acompanhamentos. Estava muito quente, motivo pelo qual queria algo leve e sem perigo de me fazer mal. Assim, optei pelo extenso cardápio de grelhados.

Quando fui:  almoço do dia 10 de dezembro de 2011, sábado.

O que bebi: duas latas de Coca Cola Zero com muito gelo. O calor era intenso na cidade.

O que comi: pescada amarela grelhada, acompanhada de arroz de brócolis e purê de batatas. Um prato simples. O peixe veio no ponto certo, fresco, com sabor suave. Havia um molho de alcaparras por cima, que não estava escrito no cardápio. Não gosto deste tempero, pois ele rouba o sabor do prato se sua quantidade for exagerada. Geralmente, os restaurantes praianos adoram colocar muita alcaparra nos peixes, mas a pescada que pedi veio com uma quantidade bem pequena, apenas dando um realce no sabor. Quanto aos acompanhamentos, achei que poderia ter mais brócolis no arroz, pois ela estava quase sem cor. Gosto deste tipo de arroz, mas tem que ficar bem verde. O purê estava bem feito. Não quis sobremesa, apenas um café expresso, que achei dispensável (me deu uma vontade de tomar um Nespresso...).



Quanto paguei: R$ 68,00, para uma pessoa.


Minha avaliação: +++. Bom restaurante para um almoço mais tardio, após uma praia ou um clube, como fazem os recifenses. O ambiente é bem agradável para uma happy hour.

Gastronomia Recife (PE)