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sábado, 19 de outubro de 2013

ZUMBILÂNDIA

Mais um filme em casa. Desta vez, resolvi colocar o BD de Zumbilândia (Zombieland), produção americana de 2009, dirigida por Ruben Fleischer. O elenco conta com Woody Harrelson (Tallahassee), Jesse Eisenberg (Columbus), Emma Stone (Whicita) e Abigail Breslin (Little Rock), além da participação especial de Bill Murray interpretando a si próprio. O cartaz brasileiro do filme não deixa dúvidas quanto à seriedade do enredo: nenhuma, pois seu subtítulo é "uma comédia mortal", ou seja, nem mesmo a história dos mortos-vivos é fiel às suas origens. São apenas 88 minutos de duração, tempo para lá de suficiente para encaixar o roteiro fraco de uma turma que vaga pelas cidades americanas devastadas pelos zumbis, procurando um porto seguro. Os personagens se dirigem uns aos outros pelo nome das cidades onde nasceram. Muita correria, muitos tiros, muitos mortos-vivos morrendo e muita sacanagem que as garotas aprontam com os dois caras da história. Há referências ao cinema de Hollywood, como a citação de Anaconda, que Whicita disse ter sido o primeiro filme que ela assistiu sem ser censura livre. Ao citar Anaconda, há uma referência indireta ao casaco de pele de cobra que Tallahassee utiliza nas cenas finais. Columbus, vivido por Eisenberg, cita o Facebook, um ano antes da estreia de A Rede (The Social Network) onde ele interpreta o criador da rede social mais popular do planeta. A parte final do filme, toda ambientada em um parque de diversões, é uma colagem de vários filmes de gêneros variados, como comédia e terror, que tem uma parte da história desenvolvida em parques de diversão. A atitude de Tallahassee lembra Mickey Knox, personagem central de Assassinos por Natureza (Natural Born Killers, 1994), também interpretado por Harrelson. Mas a citação mais gritante é a de Os Caça-Fantasmas (Ghost Busters), megassucesso de 1984. Além da presença de Murray, seu protagonista, há uma reprodução de uma cena do filme homenageado, com Bill Murray empunhando a engenhoca que chupava os espectros fantasmagóricos, além de Ghost Busters passar na televisão na sala da mansão do ator em Hollywood. A música tema, homônima do filme, interpretada por Ray Parker Jr. também aparece nas cenas gravadas na mansão do ator. Voltando à história, dei boas risadas das situações vividas pelos personagens, como o medo de Columbus de palhaços. Obviamente que o final é pra lá de previsível. Zumbilândia é daqueles filmes que quando o letreiro começa a subir na tela, a gente esquece logo a história. Dá para divertir e passar o tempo, não mais do que isto.

filme 

sábado, 7 de abril de 2012

JOGOS VORAZES

Desde que vi o trailer do filme Jogos Vorazes (The Hunger Games) me interessei em assistí-lo, mesmo sabendo que era produção destinada a um público majoritariamente adolescente. Pois bem, no último dia de março, sábado, sessão das 19 horas, fui ao Cinemark no Diamond Mall e não me enganei, pois já encontrei uma fila enorme de adolescentes barulhentos comprando ingresso para a mesma sessão. Tive que enfrentar a fila, pois usei o cartão Claro Club para pagar meia no valor de R$ 9,50. Lugar marcado. Menos mal, pois não precisaria ficar em fila para pegar um bom assento. A sala só foi liberada cinco minutos antes do início da projeção, mas como em todo cinema da rede, longos minutos de propaganda e trailers garantiram a todos os retardatários de se acomodar até o início de Jogos Vorazes. Para meu azar, quatro adolescentes que sentaram na mesma fileira em que eu estava não paravam de conversar e rir alto, atendendo o celular a todo o instante. Parecia que um ligava para o outro. Ainda bem que foram convidados a se retirar da sala de projeção com apenas dez minutos de filme na tela. Para minha surpresa, o comportamento do público, a maioria entre 12 e 18 anos, foi muito bom, sem algazarra nem gracinhas fora do contexto. Vamos ao filme. Adaptação do primeiro livro da trilogia escrita por Suzanne Collins, mirando o mesmo público da saga Crepúsculo. Como os livros foram sucesso absoluto de vendas, nada mais natural do que houvesse a migração para as telas de cinema. A autora dos livros é uma das roteiristas do primeiro filme da série, ao lado de Gary Ross, que também é o diretor da película, e Billy Ray. Como em Crepúsculo, no fundo, trata-se de uma história de amor, onde a mocinha se vê dividida entre dois pretendentes. Ao contrário da série com vampiros e lobisomens, Jogos Vorazes faz, mesmo que de leve, uma crítica social à subjugação de um povo a um poder centralizador e autoritário. A história se passa em um futuro incerto, onde os Estados Unidos estão divididos em doze distritos, cuja população tem a comida controlada, vive em péssimas condições, trabalham para abastecer o poder central e são controlados com mão de ferro, com guarda fortemente armada (o uniforme da guarda lembra o usado pelos soldados de sabre da série Star Wars). Para mostrar o poder e manter a população sob controle, todos os anos acontece um reality show, os jogos vorazes do título, transmitido em grandes telões para todos os distritos, quando um casal de adolescentes por distrito disputam entre si até que apenas uma pessoa sobreviva. Há um sorteio público de quais jovens representarão cada distrito. No distrito mais distante, o de número 12, onde predomina a extração de carvão, a menina Prim (Willow Shields) tem seu nome pela primeira vez inscrito para o sorteio e é a escolhida. Desesperada, sua irmã, Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) se oferece para ir no lugar dela como o tributo feminino do distrito. Sua oferta é de pronto aceita. Ela é a heroína da história e já sabemos, então, que sairá como a vencedora da 74ª edição dos jogos. Como tributo masculino do distrito 12 o sorteado é o jovem Peeta (Josh Hutcherson). Katniss deixa para trás sua paixão, o bonitão Gale Hawthorne (Liam Hemsworth). Está formado o triângulo amoroso, que só vai se concretizar mesmo no segundo filme da série (bem semelhante com Crepúsculo). Antes de ter início os jogos, todos os jovens são levados para a Capital, onde ficam hospedados em um prédio luxuoso, com direito a um treinador, um estilista e uma madrinha. No caso do casal do distrito 12, os atores que fazem estes papéis são Woody Harrelson (Haymith, o treinador), o cantor Lenny Kravitz (Cinna, o estilista) e Elizabeth Banks (Effie, a madrinha). Antes de serem submetidos aos treinos, cada casal desfila em uma carruagem com trajes típicos do distrito para deleite de uma plateia pasteurizada. O desfile é inspirado nos grandes triunfos do Império Romano, pois há as carruagens, os casais são chamados de tributos, e os que comandam o espetáculo tem nomes iguais aos de grandes personagens da Roma antiga, como Caesar (Stanley Tucci) e Seneca (Wes Bentley). O presidente é interpretado por Donald Sutherland que tem o curioso nome Snow, remetendo à barba e aos cabelos brancos que ostenta. Depois dos treinos, começa a carnificina, com muito sangue, lutas, manipulações de situações (criam incêndio na mata e felinos ferozes como obstáculos para a heroína Katniss), alteração de regras no decorrer do jogo, formação de par romântico e muita ação. Quando a menina Rue (Amandla Stenberrg) morre, Katniss faz um gesto para as câmeras que é entendido como um gesto de protesto no distrito da menina morta, onde começa uma rebelião, logo sufocada pelos truculentos guardas. Esta cena foi uma mostra do que virá nas sequências do filme. O figurino e a maquiagem dos habitantes do poder central, a Capital, são fortemente inspirados no exagero da década de oitenta, com muita cor, muito brilho, tudo "over". Mesmo sabendo que haverá mais dois filmes, Jogos Vorazes termina sem nada no ar. Sabemos que a heroína ainda vai dar muita dor de cabeça à Capital, mas o filme tem um fim definido. Gostei do que vi.

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