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sábado, 7 de abril de 2012

JOGOS VORAZES

Desde que vi o trailer do filme Jogos Vorazes (The Hunger Games) me interessei em assistí-lo, mesmo sabendo que era produção destinada a um público majoritariamente adolescente. Pois bem, no último dia de março, sábado, sessão das 19 horas, fui ao Cinemark no Diamond Mall e não me enganei, pois já encontrei uma fila enorme de adolescentes barulhentos comprando ingresso para a mesma sessão. Tive que enfrentar a fila, pois usei o cartão Claro Club para pagar meia no valor de R$ 9,50. Lugar marcado. Menos mal, pois não precisaria ficar em fila para pegar um bom assento. A sala só foi liberada cinco minutos antes do início da projeção, mas como em todo cinema da rede, longos minutos de propaganda e trailers garantiram a todos os retardatários de se acomodar até o início de Jogos Vorazes. Para meu azar, quatro adolescentes que sentaram na mesma fileira em que eu estava não paravam de conversar e rir alto, atendendo o celular a todo o instante. Parecia que um ligava para o outro. Ainda bem que foram convidados a se retirar da sala de projeção com apenas dez minutos de filme na tela. Para minha surpresa, o comportamento do público, a maioria entre 12 e 18 anos, foi muito bom, sem algazarra nem gracinhas fora do contexto. Vamos ao filme. Adaptação do primeiro livro da trilogia escrita por Suzanne Collins, mirando o mesmo público da saga Crepúsculo. Como os livros foram sucesso absoluto de vendas, nada mais natural do que houvesse a migração para as telas de cinema. A autora dos livros é uma das roteiristas do primeiro filme da série, ao lado de Gary Ross, que também é o diretor da película, e Billy Ray. Como em Crepúsculo, no fundo, trata-se de uma história de amor, onde a mocinha se vê dividida entre dois pretendentes. Ao contrário da série com vampiros e lobisomens, Jogos Vorazes faz, mesmo que de leve, uma crítica social à subjugação de um povo a um poder centralizador e autoritário. A história se passa em um futuro incerto, onde os Estados Unidos estão divididos em doze distritos, cuja população tem a comida controlada, vive em péssimas condições, trabalham para abastecer o poder central e são controlados com mão de ferro, com guarda fortemente armada (o uniforme da guarda lembra o usado pelos soldados de sabre da série Star Wars). Para mostrar o poder e manter a população sob controle, todos os anos acontece um reality show, os jogos vorazes do título, transmitido em grandes telões para todos os distritos, quando um casal de adolescentes por distrito disputam entre si até que apenas uma pessoa sobreviva. Há um sorteio público de quais jovens representarão cada distrito. No distrito mais distante, o de número 12, onde predomina a extração de carvão, a menina Prim (Willow Shields) tem seu nome pela primeira vez inscrito para o sorteio e é a escolhida. Desesperada, sua irmã, Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) se oferece para ir no lugar dela como o tributo feminino do distrito. Sua oferta é de pronto aceita. Ela é a heroína da história e já sabemos, então, que sairá como a vencedora da 74ª edição dos jogos. Como tributo masculino do distrito 12 o sorteado é o jovem Peeta (Josh Hutcherson). Katniss deixa para trás sua paixão, o bonitão Gale Hawthorne (Liam Hemsworth). Está formado o triângulo amoroso, que só vai se concretizar mesmo no segundo filme da série (bem semelhante com Crepúsculo). Antes de ter início os jogos, todos os jovens são levados para a Capital, onde ficam hospedados em um prédio luxuoso, com direito a um treinador, um estilista e uma madrinha. No caso do casal do distrito 12, os atores que fazem estes papéis são Woody Harrelson (Haymith, o treinador), o cantor Lenny Kravitz (Cinna, o estilista) e Elizabeth Banks (Effie, a madrinha). Antes de serem submetidos aos treinos, cada casal desfila em uma carruagem com trajes típicos do distrito para deleite de uma plateia pasteurizada. O desfile é inspirado nos grandes triunfos do Império Romano, pois há as carruagens, os casais são chamados de tributos, e os que comandam o espetáculo tem nomes iguais aos de grandes personagens da Roma antiga, como Caesar (Stanley Tucci) e Seneca (Wes Bentley). O presidente é interpretado por Donald Sutherland que tem o curioso nome Snow, remetendo à barba e aos cabelos brancos que ostenta. Depois dos treinos, começa a carnificina, com muito sangue, lutas, manipulações de situações (criam incêndio na mata e felinos ferozes como obstáculos para a heroína Katniss), alteração de regras no decorrer do jogo, formação de par romântico e muita ação. Quando a menina Rue (Amandla Stenberrg) morre, Katniss faz um gesto para as câmeras que é entendido como um gesto de protesto no distrito da menina morta, onde começa uma rebelião, logo sufocada pelos truculentos guardas. Esta cena foi uma mostra do que virá nas sequências do filme. O figurino e a maquiagem dos habitantes do poder central, a Capital, são fortemente inspirados no exagero da década de oitenta, com muita cor, muito brilho, tudo "over". Mesmo sabendo que haverá mais dois filmes, Jogos Vorazes termina sem nada no ar. Sabemos que a heroína ainda vai dar muita dor de cabeça à Capital, mas o filme tem um fim definido. Gostei do que vi.

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sábado, 31 de março de 2012

PROTEGENDO O INIMIGO

Após um longo período sem ir aos cinemas, resolvi dar uma chegada no Cinemark do Diamond Mall em Belo Horizonte na noite de quinta-feira, dia 29 de março. Utilizando o cartão Claro Clube paguei R$ 7,00 pelo ingresso para ver o único filme que era possível, tendo em vista que cheguei ao shopping por volta de 19 horas, quando tinha início a sessão de Protegendo O Inimigo (Safe House), produção americana de 2012 dirigida por Daniel Espinosa. No elenco, os astros Denzel Washington (Tobim Frost, o inimigo do título em português) e Ryan Reynolds (Matt Weston, o protetor). Filme policial, onde um ex-agente da CIA considerado traidor se entrega no Consulado dos Estados Unidos em Cape Town, África do Sul, após uma perseguição com muito carro destruído e muita pancadaria. Ele é levado para um abrigo (a safe house do título original) onde trabalha o agente novato Weston. Uma equipe interroga o ex-agente quando o abrigo é atacado pelo mesmo grupo que perseguira Frost no início do filme. A partir daí West tem que fugir com Frost, procurando protegê-lo e levá-lo a salvo para um outro abrigo. Este convívio faz West rever seus conceitos em relação à CIA. História previsível, com final mais manjado do que nunca. O filme pode ser resumido como uma sequência de perseguição de carros em alta velocidade, pancadaria, tiros, mortes e tudo se repete novamente. O final é uma cópia descarada do final do último filme Missão Impossível. Não gostei.

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segunda-feira, 11 de julho de 2011

MEIA-NOITE EM PARIS


Ouvi muitos comentários positivos sobre o mais recente filme de Woody Allen, Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris), uma co-produção Espanha/Estados Unidos de 2011, atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros. Também li várias críticas falando bem do filme. Para finalizar, o filme caminha para ser o maior sucesso de bilheteria do diretor novaiorquino nos Estados Unidos, embora, por ironia do destino, a história se passe toda em Paris. Fui conferir o filme durante minha estadia em Belo Horizonte, quando estive a serviço dos dias 04 e 05 de julho. Escolhi o Cinemark do Diamond Mall, quando paguei R$ 6,50 a meia entrada, benefício para quem usa o cartão de crédito Bradesco para pagar o ingresso. Público majoritariamente feminino e com idade acima dos quarenta anos. Os protagonistas são vividos por Owen Wilson (Gil), um escritor de roteiros de filmes superficiais, mas com sucesso de bilheteria, viajando com a noiva vivida por Rachel McAdams (Inez), em período pré-casamento, quando estão em na capital francesa na companhia dos pais dela, aproveitando a ocasião para comprar móveis para decorar o novo lar. Ele aproveita a viagem para se inspirar e terminar seu livro, uma ficção séria, sem a superficialidade de seus roteiros. O casal não se afina, enquanto a noiva e seus pais são consumistas e esnobes, Gil quer se encontrar, quer respirar o ar que grandes nomes das artes respiraram em Paris. E aqui, Paris é uma personagem com vida própria, com seus cartões postais em evolução no decorrer do filme. Paris vive intensamente na tela. Paris é arte na tela. Fazendo uma própria auto releitura, Woody Allen revisita o universo de A Rosa Púrpura do Cairo, onde personagens de realidades distintas se encontram em um mesmo período de tempo. Em Meia-Noite em Paris não é a ficção e o real que se relacionam como no seu famoso filme em homenagem ao cinema, mas são personagens da história das artes que se encontram todas as noites, à meia-noite com Gil em intermináveis festas e encontros na noite parisiense. Neste sonho acordado, Gil se encontra com F. Scott e Zelda Fitzgerald, Salvador Dalí, Luís Buñuel (uma clara homenagem ao cinema), Edgar Degas, Toulouse-Lautrec, Gertrude Stein, Ernest Hemingway, Pablo Picasso, Cole Porter, Joséphine Baker, T. S. Elliot, Henri Matisse, Paul Gauguin, Man Ray. Claramente, Allen quis homenagear escritores, pintores, escultores, músicos, toureiros, cineastas, fotógrafos. Além destes grandes nomes do cenário artístico mundial, Gil conhece Adriana, uma misteriosa mulher, musa inspiradora de vários destes artistas, por quem acaba se apaixonando. Seu livro é lido por Gerturde Stein, que lhe fornece dicas importantes. Claro que a esta altura, seu casamento está indo para o espaço. Uma história leve, cheia de magia, mas que não deixa de dar umas cutucadas ácidas no way of life americano, representado pelos pais da noiva e seu ex-namorado, que encontram de surpresa na cidade. A prepotência americana é retratada em uma degustação de vinhos franceses da região de Bordeaux, quando o pai de Inez diz que na falta de vinhos californianos, teve que escolher os franceses. O consumismo desenfreado e desnecessário é encarnado pela mãe da noiva, que odeia Paris. Enquanto a mania de saber tudo e ser o melhor em tudo do americano está no ex-namorado de Inez. Gil quer se libertar da opressão do capitalismo americano, largar seus roteiros superficiais para o cinema (mais um crítica de Allen aos Estados Unidos, desta feita, à arte que domina, o cinema) e viver em uma cidade feliz, cheia de vida, onde tudo pode acontecer, inclusive revisitar o passado. Não é o melhor filme de Woody Allen, mas é um Woody Allen, embora não tão característico pelo seu final feliz. Destaque para a histriônica participação de Adrien Brody como Dalí e a apagada, praticamente sem tempero, interpretação de Carla Bruni, Primeira Dama francesa, como uma guia de turismo no Museé Rodin. Gostei do filme e rever Paris, mesmo que em projeção, sempre é delicioso.

domingo, 12 de dezembro de 2010

UM SÁBADO CHEIO EM BELO HORIZONTE

Tivemos um sábado movimentado em Belo Horizonte. Acordamos tarde, mas a tempo de tomar o bom café da manhã do Hotel Mercure Lourdes. O hotel é bem cheio nos finais de semana. Todos aproveitando a diária cultural. Pegamos um táxi em direção ao bairro Ermelinda, onde moram meus pais. Almoçamos com eles. Sabendo de minhas restrições alimentares, minha mãe preparou um almoço só com opções que eu podia comer. Salada de folhas verdes com tomate cereja, pepino e manga; legumes cozidos sem nenhum tempero (cenoura e batata); chuchu cozido bem picadinho (prato feito a meu pedido); arroz branco, feijão (único que não comi, tendo em vista a já citada restrição); e surubi ensopado. Tudo estava uma delícia, como sempre! Depois, conversamos um pouco, descansei, ajudei minha mãe a pagar contas pela internet. Por volta de 14 horas, resolvemos ir embora. Pegamos ônibus até o centro e de lá, tomamos um táxi para o Diamond Mall. Tínhamos outras opções de shopping, mas preferi um menos movimentado. Nosso objetivo inicial era comprar os presentes do amigo oculto para a confraternização logo mais à noite com alguns velhos amigos mineiros. Rodamos as lojas, não agradando de muita coisa, tendo em vista o espírito do amigo oculto, a ser sorteado na hora. Optei por comprar o novo cd duplo da Maria Bethânia e do novo dvd de Maria Gadú, enquanto Ric comprou chocolates na Cacau Show (uma mini garrafa imitando champagne e um pote de vidro cheio de formatos diferentes de bombons). Terminadas as compras e com tempo para o início da sessão de cinema (a garantia da segunda diária cultural no hotel), aproveitamos para tomar um café expresso no Café Verde Mar, localizado no piso térreo do shopping, em frente ao supermercado gourmet de mesmo nome. Seguindo a dieta, fiquei na água mineral com gás e com um café descafeinado. Na hora de pagar a conta, passaram meu cartão Visa, mas ele foi recusado, com a mensagem "transação recusada pelo cartão" estampada na máquina. Pedi para repetir, pois era o cartão que vinha usando nos últimos dias, inclusive foi o utilizado para pagar a compra do presente do amigo oculto minutos antes, em valor bem superior ao da conta no café. O garçom repetiu. A mesma mensagem apareceu. Troquei de cartão, transação aprovada. Liguei imediatamente para o cartão recusado para saber o que acontecera. As duas vezes que passaram o cartão, houve o registro da conta, não havendo nenhum problema com ele. Tive que solicitar o cancelamento dos dois registros. Como ainda estava no café, chamei o garçom, dizendo o que haviam me dito pelo telefone. Ele disse que a máquina do estabelecimento devia estar com defeito, se prontificando a me restituir o valor em dobro dos dois registros com o primeiro cartão. Agradecei, mas disse que já havia solicitado o cancelamento junto à administração do cartão de crédito. Do café fomos direto para o terceiro piso, onde estão localizadas as salas do Cinemark local. O filme que escolhemos foi As Crônicas de Nárnia - A Viagem do Peregrino da Alvorada (The Chronicles of Narnia: The Voyage of The Dawn Treader), terceiro episódio desta fantasiosa saga infanto-juvenil. Também não pagamos entrada, pois ainda tinha as cortesias para o Cinemark trocados pelos pontos acumulados no programa DOTZ. A direção do filme é de Michael Apted para uma produção dos Estados Unidos de 2010. Para resolver a questão do crescimento dos atores que fizeram os dois primeiros filmes, desta vez apenas os dois mais novos retornam a Nárnia para ajudar o Príncipe Cáspian contra um novo elemento maligno, um nevoeiro, desta vez acompanhados por um irritante primo mais novo. O filme é totalmente previsível, com os mesmos clichês dos dois anteriores. O tal primo irritante acaba se convertendo em herói, com dicas ao final de que, se houver um novo filme, ele retornaria ao mundo encantado de Nárnia. Como os anteriores, não gostei. Reafirmo que não tenho muita paciência para filmes onde animais conversam com os humanos. Antes que fiquem se questionando porque então assisti, já sabendo o que veria, respondo que era o único possível de se ver dentro do nosso apertado horário. Saímos do shopping perto de 19 horas, pegando um táxi para retornar ao hotel. Foi o tempo de aprontar para nova saída, desta vez para o encontro com os velhos amigos. Os amigos escolheram o local. Eles gostam de boteco, portanto, não me espantei quando me disseram o nome e o endereço: Bar Normal (Rua Barão de Cocais, 23, Sagrada Família). Fomos de táxi, parando em frente ao Hospital São Camilo, na Avenida Silviano Brandão. Atravessamos a avenida, e subimos a Rua Barão de Cocais. A poucos metros da avenida, dois senhores estavam sentados na calçada em frente a uma minúscula porta com um lustre rústica iluminando-a. Perguntei se era a rua que procurava, já que não tinha nenhuma placa indicativa na esquina, e se naquela porta se entrava para o Bar Normal. Ambas as respostas foram positivas. Para entrar, cada um recebe uma comanda. O senhor nos informou que o bar não aceitava cartões de crédito. Não gostei. Três amigas já tinham chegado e estavam em um ambiente reservado. O bar funciona em uma parte de uma casa adaptada. O ambiente reservado era uma espécie de sala, mas sem janelas para o exterior. Há duas aberturas para o salão do bar. A decoração é um caso à parte. Nas paredes, há mandalas de madeira, espelho, ferro, plantas, origamis pendurados no teto, rádios antigos, rendas nordestinas, sofás, mesas de compensado fixas no chão, cadeiras de plástico, pedras, paredes pintadas de uma cor ferrugem, enfim, uma grande salada. O atendimento é bem informal, mas eficiente. Música ao vivo no estilo um banquinho, um violão, com repertório clássico de bares, com bastante MPB. Cheguei com fome. Logo descobri que as opções eram poucas para minhas restrições, já que há uma variada oferta de petiscos típicos de bares. Na verdade, 100% do cardápio era vetado para mim, mas optei por aquilo que menos agrediria meu organismo: pasteis de angu recheados de frango desfiado. Embora fritos, eles vem bem sequinhos em uma porção com dez unidades. Estavam saborosos. Realmente pastel de angu é uma iguaria belo horizontina difícil de se encontrar em outras paragens. Para beber, somente água  mineral com gás, pois não havia suco natural, apenas os de lata. Logo todos os amigos chegaram, formando um roda com dez pessoas. Pek foi o último a chegar, vindo de uma peça de teatro. Ele me presenteou com os dois livros "Autores - Histórias da Teledramaturgia", lançado pela Editora Globo. Encontra-se esgotado. Traz depoimentos com diversos autores da telenovela brasileira. Belíssimo presente que ele carrega para me entregar desde o evento Auditions, dia 16/11/2010, quando estava no foyer do Palácio das Artes quando cheguei. Ele me falou do presente e eu, num ato insensato, pedi para ele me entregar em 11/12, sem sequer ver o livro. Já lhe pedi desculpes, mas o fiz novamente na noite de sábado. Atualizamos nossas conversas, o pessoal sempre bebendo cerveja e petiscando bastante. Quando os relógios indicaram meia-noite cantamos parabéns para Pek, que aniversaria no mesmo dia que Belo Horizonte, 12/12. Outro amigo presente também faz aniversário na semana que se iniciava, motivando-nos a também cantar parabéns para ele. A vela era em forma de interrogação, conseguida no próprio bar. Depois dos abraços, iniciamos o sorteio do amigo oculto. A dinâmica consistia em tirar um nome de dentro de uma sacola. A pessoa sorteada ia até o local onde estavam os presentes e escolhia um, abrindo-o na frente de todos. Em seguida, ele tirava novo nome da sacola que tinha duas opções: tomar o presente já aberto ou escolher novo embrulho. Caso tomasse o presente, o prejudicado escolheria nova sacola. Assim, o melhor é ser o último, pois todos os presentes já foram abertos (menos um), podendo fazer uma avaliação se vale a pena arriscar ou tomar um dos presentes conhecidos. No meu caso, tomei o presente de uma amiga. Era uma interessante caneca chamada "Um Dia Perfeito". Quando levantamos a caneca, luzes vermelhas se ascendem, parando em um desenho, como uma máquina caça-níquel. A ideia é compartilhar o jogo erótico e fazer o comando onde a luz parou. O último sorteado, Pek, tomou o primeiro presente aberto, que já tinha passado por três mãos. Era o presente que comprei. O bar fechava às duas horas da madrugada. Assim, pedi para fechar minha comanda quando faltavam quinze minutos para o expediente se encerrar. Paguei, indo para a avenida esperar um táxi passar. Não demorou nem dez minutos. Paramos dois táxis. Um para a amiga que organizou tudo e outro para mim e Ric. Chegamos no hotel quase duas e meia da madrugada. Ric ainda pediu uma omelete antes de dormir. Fiz o mesmo, mas apenas com recheio de tomates. O sono foi profundo.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

SEGUNDA EM BH

Como tinha uma reunião agendada para Belo Horizonte na segunda-feira, dia 29/06/2009, fui para BH com meus pais na noite de domingo. Dormi na casa deles e segunda-feira, logo cedo, peguei um ônibus e fui para o Centro, local da reunião com mais de 100 pessoas da regional de Minas Gerais. Assuntos gerais foram abordados e a recepção da plateia foi mais amena do que imaginei previamente, pois tinham me alertado que haveria muita reclamação. A reunião foi serena e, prevista para durar o dia inteiro, terminou às 13:10 horas. As chefias locais me solicitaram uma reunião na parte da tarde já que não haveria mais a reunião maior, nos moldes da parte da manhã. Aceitei, mas antes sai para almoçar com minha amiga e colega de trabalho Kitty. Escolhemos o Diamond Mall (Avenida Olegário Maciel, Santo Agostinho) para o almoço. Já no centro de compras, fomos a parte reservada aos restaurantes, longe da praça de alimentação. Já pensei de cara em comer um sanduíche especial no Eddie Fine Burgers, que possui uma filial no shopping. Kitty concordou e pedimos dois (um para cada) dos famosos sanduíches da casa. Realmente o título de melhor sanduíche da cidade é merecido. Sem muitas firulas, o meu sanduíche tinha um filé mignon no ponto, bem macio, acompanhado de queijo, bacon, alface e tomate. Embora no cardápio a referência seja o pão de hamburguer, pedi para trocar por um ciabatta, que vem tostado, uma delícia. E as fritas são ótimas, crocantes, sequinhas e bem fininhas. O papo foi agradável e de sobremesa tivemos que nos contentar com as opções do restaurante do lado (dos mesmos proprietários), o Ah!Bom, onde estavam almoçando duas irmãs que não via de longa data. Momento recordar é viver...
Voltando à sobremesa, escolhi um pedaço da torta Ópera, depois que meu pedido no Eddie não pode ser atendido, uma vez que o brownie havia acabado.
Voltei com Kitty para a reunião da tarde, onde um delicioso pé de moleque caseiro foi oferecido, oferta de uma colega de trabalho, cuja produção é creditada a sua mãe. Lá fiquei até a hora de pegar um táxi e ir para o Conexão Aeroporto para pegar um ônibus executivo para o Aeroporto de Confins (R$16,20). Como era hora do rush, o trajeto Centro-Confins durou uma hora. Cheguei ao aeroporto às 19 horas e, depois do check in, a minha compulsão por comprar revistas me levou até a livraria e sai com alguns exemplares para leitura. O embarque atrasou quase uma hora, mas o tempo passou rápido, já que fiquei lendo as revistas que comprei.
Chego em casa já tarde da noite e tenho que me deitar rápido, pois na terça, logo cedo, tenho uma reunião importante para participar.