Sexta-feria abafada em Brasília. Dia de reunião de trabalho, como sempre, mas também dia de viajar para o Rio de Janeiro, onde vou conferir o show do Coldplay. Capa de chuva na mala, pois a previsão do tempo é muita chuva neste final de semana. Também coloquei na mala filmes em dvd, caso a chuva atrapalhe sair. Ficarei no apartamento de um amigo, em Ipanema.
Um pouco de tudo do que curto: cinema, tv, teatro, artes plásticas, enogastronomia, música, literatura, turismo.
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
O LOBISOMEM
Noite de quarta-feira. Depois de um dia estafante de trabalho, nada como uma reflexologia para relaxar. Foram quarenta e cinco minutos de massagem nos pés e mãos reconfortantes que me fizeram até tirar uma soneca. Terminada a sessão, fui para outra sessão, desta vez de cinema. Com dois convites para a rede Cinemark, eu e Ric fomos conferir O Lobisomem (The Wolfman), de Joe Johnston, produção do Reino Unido em conjunto com os Estados Unidos, de 2010. Conta no elenco com Benício Del Toro, Emily Blunt, Anthony Hopkins, Geraldine Chaplin e Hugo Weaving. Refilmagem de um clássio do terror do cinema. Esta nova versão não me agradou. O filme é sombrio, muito escuro. O roteiro é confuso e a história é mal explicada. Já vi melhores filmes com lobisomem, inclusive comédias rasteiras. Achei Benício Del Toro muito preso na pele da besta fera. Além disto, todos os personagens são superficiais, não há aprofundamento em nenhum deles. Não gostei.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
TESTE DE AUDIÊNCIA - ANO IV
Nesta terça-feira, dia 23 de fevereiro de 2010, fui com um amigo na sessão surpresa do Teste de Audiência, projeto que entrou em seu quarto ano em Brasília. Para quem não sabe, trata-se de uma projeção de um filme brasileiro em longa metragem em fase de finalização, seguida de debate com o diretor ou produtor da fita. O evento é mensal e gratuito, contando sempre com um bom público fã do cinema brasileiro. Não posso fazer comentários sobre o que vi, pois assinamos um documento nos comprometendo a não fazer nenhuma menção ao filme até que ele esteja finalizado e lançado. Antes do debate, todos os presentes preenchem um formulário com as nossas avaliações sobre o filme. O filme é do diretor baiano João Ricardo Mattos e se chama Trampolim do Forte. Minhas críticas serão postadas tão logo o filme seja lançado.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
FIM DO HORÁRIO DE VERÃO
Enfim terminou o abominável e nefasto horário de verão. Durante o período em que ele vigorou, meu organismo custou a se acostumar. Agora tudo voltará ao normal.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
REPRESA DE QUEIMADOS - REPLAY
Foi tão bom o sábado que levantei cedo no domingo e voltei ao sítio de meus amigos. Represa de Queimados, Cristalina, Goiás. Dia quente, com brisa e uma deliciosa rede na varanda. Tudo de bom!
sábado, 20 de fevereiro de 2010
REPRESA DE QUEIMADOS
Passei a tarde do sábado em uma casa de campo de dois amigos à beira do lago da foto. Fica a 100 quilômetros de Brasília, já no estado de Goiás. Sossego, tranquilidade, bom papo, comida gostosa, alimentos orgânicos, colhidos na hora na horta do local.
LARANJA AZUL
Depois de uma excelente tarde de sábado, fui conferir a peça Laranja Azul, em cartaz no Teatro II do CCBB. O valor do ingresso foi R$ 7,50, referente a meia entrada por ser correntista do Banco do Brasil. O texto é do inglês Joe Penhall, com tradução de Guilherme Leme e Marcelo Veloso. Guilherme Leme também cuida da direção e o elenco conta com Rogério Fróes (Dr. Foster), Pedro Osório (Dr. Greg) e Rocco Pitanga (Christian, o paciente). A peça se passa em um hospital psiquiátrico londrino, motivo pelo qual todos nós da plateia recebemos jalecos brancos na entrada do teatro. Com ambiente todo em branco, o público se assenta ao redor de uma sala do hospital, mais parecendo um aquário ou uma jaula, onde vemos desfilar as verdades de cada personagem. Discussões sobre poder, submissão, racismo, esquizofrenia são recorrentes ao longo dos cinquenta e cinco minutos em que o texto é encenado. O interessante jogo de verdades faz com que a plateia oscile em torno de cada personagem, fazendo com que a cada instante, a verdade de um seja a preponderante. Antes de começar o espetáculo, uma horrenda música eletrônica invade nossos ouvidos, parecendo intencional para que entrássemos no clima do hospital psiquiátrico. Até parecia que a música nos levaria à loucura. Gostei da interpretação de Rocco Pitanga, que conseguiu transmitir naturalidade e humanidade a seu personagem. Rogério Fróes é sempre o mesmo, na minha opinião, engolindo as palavras em meio ao sufoco no final das frases que exigiam uma maior velocidade. No final das contas, achei interessante o texto, mas poderia ter rendido mais. Embora a verdade acabe não sendo esclarecida, o que considero um ponto positivo do texto, permitindo várias leituras, há um corte muito brusco para terminar a peça.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
PRECIOSA - UMA HISTÓRIA DE ESPERANÇA
Depois de uma relaxante reflexologia em casa, resolvi conferir mais um filme candidato ao Oscar 2010. Escolhi ver Preciosa - Uma História de Esperança (Precious), de Lee Daniels, produção americana de 2009 concorrente a melhor filme, melhor diretor, melhor atriz (Gabourey Sidibe), melhor atriz coadjuvante (Mo'Nique), melhor roteiro adaptado e melhor edição. Elenco majoritariamente negro ou afro-descendente. É a história de Claireece Precious Jones (Sibide), uma adolescente que é maltratada pela mãe, estuprada pelo pai, analfabeta, gorda, pobre e sem perspectivas de vida. Ela encontra alento em uma escola "alternativa", para onde são enviadas alunas problemáticas. A partir daí, ela deixa de ter sonhos impossíveis e começa a acreditar em si mesma. O filme é narrado em off, o que eu não aprecio. De qualquer forma, é um filme emocionante, com a plateia enxugando as lágrimas nas cenas mais tocantes. Mo'Nique faz uma mãe tão perversa, como há muito não se via nas telas (talvez seja a mãe mais violenta que o cinema já produziu). É assustador vê-la maltratando física e psicologicamente a filha e seus netos. Parece que ela não tem coração. Creio que sua interpretação vá levar o Oscar deste ano. Há participações especiais dos cantores Mariah Carey e Lenny Kravitz. No final das contas, achei interessante, mas não gostei.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
CINZAS
Nova era se inicia para mim.
Reflexão.
Incenso.
Vela aromática.
Leitura.
Reflexologia.
Paz.
Mudança de hábitos alimentares.
Reflexão.
Incenso.
Vela aromática.
Leitura.
Reflexologia.
Paz.
Mudança de hábitos alimentares.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
CORPO DOLORIDO
Acordei nesta terça-feira de carnaval com o corpo muito dolorido, reflexo do esforço físico do dia anterior. Fiquei com a sensação de que estava gripando. Dia de fazer as malas e retornar para Brasília. A manhã foi curta, pois levantamos tarde para tomar o delicioso café da manhã na pousada. Tentamos um late check out, mas não conseguimos. Arrumamos as malas, as colocamos no bagageiro do carro, fizemos o acerto (R$ 1.316,25 para cada quarto por três noites de carnaval). Pedimos para deixar os carros no estacionamento da pousada. Não só deixaram, mas disseram que poderíamos usar de todas as dependências comuns do local a tarde inteira, incluindo a piscina. Saímos para o almoço. Como nas vezes anteriores que estivemos na cidade, fomos comer um tucunaré grelhado com legumes no restaurante Celita (Rua Rui Barbosa, 1, Largo da Ponte de Pedra, Centro Histórico). Já sabendo que o prato era demorado, pedimos para petiscar lambaris fritos. Quando o tucunaré chegou à mesa, uma hora depois de feito o pedido, estávamos famintos. O restaurante ficou lotado. O peixe estava muito bem feito. Não conseguimos comer tudo, especialmente por causa do calor. Eu, particularmente, estava sem fome, tanto que nem a entrada experimentei. Depois de pagar a conta (R$ 146,00), voltamos a pé para a pousada, entramos nos carros e pegamos a estrada. Fiz o percurso em duas horas. A estrada estava bem cheia, com movimento intenso no trecho de volta para Brasília. Cheguei cansado, com sono e dor de cabeça. O suficiente para tomar um remédio, deitar e dormir. Fim do carnaval de 2010. A quarta-feira de cinzas está nas portas. É tempo de reflexão, de penitências, de alterar ritmos e hábitos.
NOITE DE CALOR INTENSO
A noite de segunda-feira de carnaval em Piri foi especialmente quente. Qualquer caminhada de poucos metros, já suava em bicas. Demos um volta para observar o movimento, antes de jantarmos. Como nas noites anteriores, muita gente nas ruas conversando, sambando, fotografando e bebendo, sempre em copos e garrafas de plástico. Quando decidimos jantar, voltamos para a pousada, pois a noite era de cardápio especial de massas no Capim Santo Bistrô (Rua Direita, 79, Centro Histórico), já incluído no pacote carnavalesco. Demoramos muito na mesa, jogando conversa fora, apreciando a comida. O calor continuava intenso. Foi preciso muito gelo nos copos para tentar refrescar um pouco. A sobremesa, uma espécie de bolo gelado, com pêssego, chamada picada de abelha, estava saborosa. Eu decidi subir para o quarto depois do jantar. Nada me faria voltar para a rua depois de ter acordado bem cedo, enfrentado estrada de terra para nadar nas águas gélidas da Cachoeira do Abade, ido à Fazenda Babilônia se fartar no café sertanejo, não ter dormido à tarde e ainda fazer uma caminhada pelo centro histórico no início da noite. O corpo pedia descanso. No quarto, liguei a tv para conferir o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, mas logo perdi o interesse. Peguei o livro que estou lendo. Ric saiu para, mais uma vez, acompanhar as marchinhas na Rua Direita. Depois de meia hora que ele tinha saído, retorna eufórico e decidido a se fantasiar. Colocou a roupa que ele fez para dublar o Ney Matogrosso, se enfeitou com glitter e penas, voltando para as ruas. Só chegou novamente ao quarto depois de três horas da manhã, feliz com o sucesso que fez nas ruas de Piri.
ENCONTRO COM UMA ESTRELA DO CINEMA
Há muito tempo sabia que a estrela do cinema nacional da época de ouro dos estúdios Vera Cruz, Eliane Lage, mora em Pirenópolis. Ela fez os filmes Caiçara, Sinhá Moça, Ângela, Ravina e Terra É Sempre Terra. Desta vez, Ric foi a campo para descobrir onde Eliane Lage mora e não foi difícil chegar ao seu endereço. Ele conseguiu o telefone da filha dela, ligou, marcou um encontro no coreto da praça, onde ocorre uma feira de artesanato e lá a filha lhe deu o endereço. Nesta segunda-feira de calor intenso em Piri, depois de uma tentativa de dormir na parte da tarde, nós quatro fomos até a casa da atriz, bem próxima à pousada onde estávamos. A casa estava toda fechada, mas tocamos campainha. Uma simpática e elegante senhora, do alto de seus oitenta anos, abriu a porta. Era a própria. Ela nos convidou a entrar, conversamos um pouco. Perguntamos sobre o livro que escrevera. Falamos da nossa intenção em comprar. Ela disse que escreveu para os filhos e netos, mas que foi bem recebido. Uma editora se interessou e ele foi publicado. O livro é autobiográfico, datado de 2005. Chama-se "Ilhas, Veredas e Buritis". Cada exemplar custou R$ 80,00 (compramos dois). Ela explicou que é caro, pois há muitas fotografias. A capa tem uma linda foto da atriz quando jovem. Ela fez duas singelas dedicatórias nos dois exemplares que adquirimos, um deles para meu amigo Pek. Batemos um breve papo com a presença de uma amiga dela, mineira de Conselheiro Lafayete. Há mais de trinta anos, Eliane Lage mora na pacata Pirenópolis. Antes de deixarmos o papo, registramos o momento em máquina digital.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
CACHOEIRA DO ABADE
Terceiro dia de carnaval. O calor continua presente. Refrescar nas cachoeiras da região é a opção. Nunca tinha ido a nenhuma cachoeira nas minhas outras vindas a Pirenópolis, mas desta vez capitulei. Escolhemos uma relativamente perto e saímos cedo, logo após o café da manhã, para evitar a multidão que iria tomar banho nas águas frias do Parque dos Pirineus. Ric ficou dormindo. Pouco mais de meia hora e chegamos na entrada da Cachoeira do Abade. Entrada a R$ 10,00 (as placas indicam o preço de R$ 13,00) por cabeça. Com boa infraestrutura, a recepção oferece chuveiros, banheiros, lanchonete com mesas e cadeiras para descanso. Compramos água e descemos o calçamento feito de pedras da região (as chamadas pedras pirenópolis iguais às chamadas pedra são tomé em Minas Gerais), mostrando que o turismo sustentável não agride o meio ambiente. O calçamento vai até a queda d'água e há corrimão de madeira nas partes mais íngrimes, facilitando a vida de pessoas idosas ou sedentárias. Descemos junto com uma galera de meia idade que chegou em uma van no local. Paramos no mirante para fotos. No caminho há várias espécies vegetais do cerrado com placas indicando o nome popular e o científico. Há um entrocamento, onde para o lado direito chega-se ao canion e para o lado esquerdo, chega-se à Cachoeira do Abade e o lago gelado que se forma antes do Rio das Almas seguir seu caminho. Optamos em descer para a cachoeira primeiro. Já estava com bastante gente. Há um vigia para evitar lixos e ousadias maiores na hora de enfrentar as águas geladas. Entrei no lago. Geladíssimo. Acostuma-se rápido com o frio. Uma recarga de energia positiva necessária. Estava precisando. Deixei ali as urucubacas que carregava nos últimos dias. Depois de fotos e fofocas, nós três resolvemos conhecer a área dos canions. Bonito, mas local estreito para nadar. Mais fotos e subimos para ir embora. No estacionamento, ao lado da recepção, já havia muitos carros. Concluimos que chegamos e estávamos saindo na hora exata. No caminho de volta, muito apertado, tivemos que parar diversas vezes para a fila de carros que ia em direção à cachoeira passar. Cruzamos vários carros, cheios de gente. Com certeza, a cachoeira iria ficar insuportável. Voltamos para a cidade, mas não paramos. Seguimos direto para a Fazenda Babilônia (Rodovia GO-431 km 03), onde um café sertanejo nos aguardava. Por R$ 30,00 por pessoa, come-se uma infinidade de quitutes preparados na hora, tais como bolo de mandioca, pão de queijo, pamonha assada e frita, paçoca de pilão, costelinha de porco, linguiça, almôngedas, matula de frango, queijo frescal, requeijão quente, melado, suco de maracujá e de goiaba, leite, café, melancia, biscoitos salgados e doces, broa de fubá, enfim, tudo que é bom e engorda. Tivemos que esperar meia hora para preparar nossa mesa, pois o local estava cheio. O ideal é pedir lugar separado, para não ter que dividir os quitutes com estranhos. Foi o que fizemos. Depois de saciados, voltamos para a cidade descansar um pouco.
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