Pesquisar este blog

terça-feira, 15 de junho de 2010

MADONNA



Acabei de ver em Blu-Ray o último show de Madonna, Sticky & Sweet, gravado em Buenos Aires, Argentina. O mesmo show que esteve no Brasil. Ao final, ficou a pergunta sem resposta:

Porque eu não fui a este show?

domingo, 13 de junho de 2010

MÚSICA PARA NINAR DINOSSAUROS

Desde que li sobre a peça Música Para Ninar Dinossauros na Folha de São Paulo, fiquei com curiosidade para conhecê-la. A oportunidade surgiu neste domingo, quando fui ao Teatro da Caixa para assistí-la. O ingresso custou R$ 20,00. Não estava cheio. Texto de Mário Bortolotto, que também dirige e interpreta. Em cena, seis atores masculinos interpretando três amigos em duas fases distintas da vida, além de seis atrizes fazendo seis prostitutas, sendo três na juventude dos amigos e três na época atual, quando eles estão perto de completar cinquenta anos. O texto é ácido, retratando uma geração, por sinal, a minha geração. Fiquei espantado em ver que a minha geração é, de certa forma, o que se vê no palco. Bortolotto define bem esta geração. É aquela que chegou atrasada. Ela está prensada entre duas gerações distintas: aqueles que viveram a juventude na ditadura militar, em movimentos sociais aguerridos, e a geração dos cara pintadas, responsáveis pelas grandes manifestações de rua contra o então Presidente Collor. Esta geração que nasceu na década de sessenta era criança ou adolescente na efervescência da ditadura e todos os movimentos contra ela e, na década de noventa, já não era tão jovem para pintar o rosto e sair às ruas. O enredo é um vai e vem na vida de três amigos, entre os dias atuais e duas décadas atrás, com uma juventude plena de sexo, drogas e rock'n roll. E o sexo, as drogas e o rock continuam na vida deles, não na mesma intensidade de antes. O que permanece na vida dos três, além de uma amizade sólida, é o convívio com prostitutas. Algumas frases ditas pelos personagens masculinos são cheias de preconceitos, de machismo. As mulheres são as vítimas preferenciais, mas também sobra para o casamento e filhos. A diferença de interpretação é grande. Os três amigos em idade atual, vividos por Bortolotto, Lourenço Mutarelli e Paulo de Tharso são melhores que o trio que faz os mesmos personagens mais jovens. No elenco feminino, as diferenças são ainda maiores. Algumas estão à vontade no papel de putas, mas outras estão visivelmente desconfortáveis. A peça tem uma hora e meia de duração e perde muito no seu terço final, quando os diálogos rumam em direção mais filosófica. O texto é bom, mas a peça não se segura nos seus noventa minutos. O público fica dividido. As palmas foram protocolares e muita gente não se levantou para aplaudir o elenco (coisa rara de acontecer em Brasília). Quando terminou, fiquei com uma questão na cabeça, pois claramente há um retrato de minha geração, mas não vivi e nem convivi com o mundo de desbunde na minha juventude como é mostrado em cena e não sou uma pessoa sem perspectiva, pessimista, como os três o são nos dias atuais. Será que a maioria dos homens perto de cinquenta anos são assim? De qualquer forma, valeu ter conhecido este texto de Bortolotto. Quanto à música para ninar dinossauros, fica óbvio que são os standards do rock mundial. Ótimo a deixa sobre o rock dos anos oitenta, quando eles malham Legião Urbana (algo visto quase como um sacrilégio em Brasília). Desnecessária a citação, mesmo que sem citar o nome,  de Glauco, o cartunista morto recentemente e que entrou para o Santo Daime.


VUVUZELA

O barulho da vuvuzela durante as transmissões dos jogos de futebol na África do Sul é simplesmente insuportável. E juntar vuvuzela com Galvão Bueno é de matar.
Li que a organização da copa está estudando a proibição das cornetas sul-africanas nos estádios, pois há muita reclamação das emissoras que transmitem os jogos. Elas alegam que os telespectadores estão insatisfeitos com o barulho durante as partidas. Não se ouve mais o brado, o canto das torcidas, apenas um barulho ensurdecedor, parecendo um enxame de abelhas gigantes saindo dos auto-falantes das televisões. Se em apenas três dias de jogos, o barulho já é um incômodo para muita gente, imaginem aguentar um mês inteiro de jogos e vuvuzelas.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

COPA DO MUNDO

Obviamente estou torcendo para o Brasil neste campeonato mundial na África do Sul, mas alguns times merecem também minha torcida: África do Sul, Nigéria, Portugal e Espanha. Espero que a final seja Brasil e um destes quatro times.
Em casa, tudo preparado para reunir os amigos em torno dos jogos da seleção brasileira. Já combinamos a farra regada a cerveja e refrigerante. Muitos podem perguntar se abandonei o vinho, mas a bebida dos deuses não combina com momentos de euforia coletiva. Como não gosto de cerveja, ficarei no refrigerante.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

CONSPIRAÇÃO UNIVERSAL

Hoje foi daqueles dias que tudo conspira contra você.

Lasanha não é um bom prato!

Preciso de um bom banho de descarrego!

quarta-feira, 9 de junho de 2010

LUGARES (05)

Em Brasília há um restaurante que merece ser conhecido. É caro, mas a experiência é muito interessante. Aquavit (SMLN ML 12 Conjunto 1, Casa 5, Setor de Mansões do Lago Norte) é seu nome. O proprietário e também chef é um estrangeiro que repete a velha história de paixão pelo Brasil e aqui se instala. Ele é Simon Lau Cederholm, um dinamarquês. O restaurante está em uma bela casa nas margens do Lago Paranoá. A casa tem um amplo estacionamento interno. Mesas somente mediante reserva antecipada. Não há cardápio. O diferencial do restaurante é seu menu degustação. Único durante todo o mês. Todos os meses, o chef renova seu menu, escolhendo o que há de melhor e mais fresco na época. Geralmente são seis pratos. Antes do início da orgia gastronômica, o próprio chef vai até a mesa e explica todos os pratos da noite (o restaurante funciona para jantar de quarta-feira a sábado). Simon costuma utilizar ingredientes brasileiros misturados com alguns dinamarqueses, que ele traz quando de suas viagens à terra natal. O comensal pode escolher o menu completo com as sugestões de harmonização com vinhos ou escolher apenas os pratos. Também há opção de escolha reduzida de apenas quatro pratos. Mas vale a pena fazer a degustação completa - algo em torno de R$320,00 por pessoa. As ervas utilizadas nos temperos dos pratos são produzidas em uma horta circular na frente da casa. Já jantei poucas vezes no Aquavit, e como o menu não se repete, nem sempre gostei de todos os pratos, mas, em geral, considero uma alternativa prazerosa a se pensar em Brasília. Vale ligar antes, não só para fazer a reserva, mas também para saber o menu do mês. Melhor ainda é ficar em uma mesa na varanda com vista para o lago de um lado e com os cozinheiros trabalhando harmoniosamente do outro. Um detalhe curioso do restaurante é a realização, sem uma periodicidade certa, de um banquete exatamente como no filme A Festa de Babette. Nesta noite especial, os comensais chegam mais cedo para ver o filme projetado na parede branca do restaurante para, em seguida, degustar os pratos na mesma ordem em que Babette delicia seus convidados no filme dinamarquês. Um luxo!

terça-feira, 8 de junho de 2010

ENCONTROS E DESPEDIDAS - MILTON NASCIMENTO - DISCOTECA ESSENCIAL (05)


Embora mineiro, demorei a gostar de Milton Nascimento. Talvez por esta demora, o disco que mais gosto e entendo ser presença obrigatória em qualquer coleção de discos seja um lançado na década de oitenta. O disco é Encontros e Despedidas, lançamento de 1985, produzido por Mazola. O cd tem doze faixas, todas de autoria de Nascimento com os parceiros Wagner Tiso, Fernando Brant, Tavinho Moura, Tunai, Túlio Mourão, Marco Antônio Guimarães e Ricardo Silveira. É um deleite para os ouvidos. Duas faixas são especiais para mim: Noites do Sertão e Encontros e Despedidas. A faixa que dá título ao disco faz parte da trilha sonora da montagem O Último Trem, do Grupo Corpo e já foi gravada por Simone e por Maria Rita, mas acho a interpretação de Milton Nascimento insuperável. Para abrilhantar ainda mais o disco, a fotografia da capa, de autoria de Cafi, é belíssima.


ENCONTROS E DESPEDIDAS - 1985
MILTON NASCIMENTO

segunda-feira, 7 de junho de 2010

RECANTO IAPOTI

Final de semana dedicado ao dolce far niente.
Sem poder viajar de avião, nadar, fazer sauna e não deixar água ou vento frio entrar no ouvido direito, sábado e domingo poderiam ser um tédio total. Poderia, mas não o foi. Eu e Ric fomos passar os dois dias no Recanto Iapoti, chácara de nossos amigos nas margens da Represa de Queimados, em Cristalina, Goiás, onde já estivemos antes, com direito a postagem neste blog. Foi ótimo. Chegamos no sábado, na hora do almoço, depois de pouco mais de uma hora na estrada. O dia estava lindo. Nossos amigos não estavam, mas tudo estava arrumado para nos receber. Até o quarto já estava preparado. Enquanto arrumávamos nossas coisas no quarto, eles chegaram. Foi ligar o iPod na base e deitar na rede. Um deleite. Como não sei cozinhar, fiquei papeando, enquanto preparavam o almoço. Depois de matar a fome, deitei na rede e só acordei no final da tarde, com uma ventania que indicava um chuva, que logo veio para aplacar o tempo seco. Pareceu-nos que o tempo esfriaria, mas ledo engano. Fomos dormir relativamente cedo. Estava precisando de um descanso como o do sábado.


O domingo amanheceu com neblina e com um frio gostoso. Fiquei lendo revistas antigas que havia levado na varanda da casa, olhando o belo lago que fica em frente. Foi quando chegaram os convidados para o churrasco do dia. Carne, cerveja e muito papo. Depois do almoço, o sol se fez presente. Foi assim nosso domingo. Voltamos para Brasília de baterias recarregadas e já com novo encontro marcado para o local, quando faremos uma festa junina noturna.


FILMOTECA ESSENCIAL - BRASIL (05)


Não poderia deixar de fora de uma filmoteca brasileira essencial o único filme nacional a ganhar a Palma de Ouro em Cannes, em 1962. E o filme vale muito! O Pagador de Promessas, argumento de Dias Gomes, com roteiro e direção de Anselmo Duarte. Filmado na Bahia, especialmente em Salvador, no Centro Histórico, com a maioria das cenas em tomadas externas. Fotografia em preto e branco que valoriza o filme. Festas religiosas e do candomblé se misturam neste filme que fala de fé, obstinação, mas tem também tons políticos, como reforma agrária e comunismo, além de uma severa crítica à intolerância religiosa. No filme, igreja e poder público (leia-se polícia) estão de mãos ligadas. O enredo se desenvolve em torno de Zé do Burro (Leonardo Villar) que acompanhado de sua mulher Rosa (Glória Menezes), caminha sete léguas desde sua roça até a Igreja de Santa Bárbara, carregando uma cruz. A intenção é pagar uma promessa feita para a santa caso Nicolau, seu burro, ficasse curado. Esta promessa é feita em um terreiro de candomblé, perante Iansã, a personificação de Santa Bárbara na religião trazida da África pelos negros escravos. Quando chega na porta da igreja, no dia dedicado à santa, ele é impedido de entrar por Padre Olavo (Dionízio Azevedo) por causa das ligações com satanás (a igreja não aceitava o candomblé). Logo, Zé do Burro vira notícia. A imprensa aproveita para distorcer os fatos e transforma-o em um agitador político. A confusão está armada. Além disto, Rosa, sua mulher, se enrabicha por um cafetão conhecido como Bonitão (Geraldo Del-Rey) que, por sua vez, é sustentado por Marli (Norma Bengell), uma prostituta da região. Brigas, ciúmes, discussões, mentiras, polícia, festa, capoeira, tudo acontece no local, em frente às escadarias da igreja. A cena final é impactante. Esta cena é um soco no estômago da hipocrisia e da intolerância. O filme não envelheceu. Continua um grande filme. As interpretações de Leonardo Villar, ganhador de vários prêmios pelo papel de Zé do Burro, e de Glória Menezes, em sua estreia no cinema, com cabelos escuros, são arrebatadoras. Gosto muito da cena da briga no chão da rua entre Marli e Rosa, enquanto uma banda de música passa tocando seus instrumentos. 

sábado, 5 de junho de 2010

FILMOTECA ESSENCIAL - INTERNACIONAL (05)

Já escrevi antes neste blog que Pedro Almodóvar é um dos meus diretores prediletos. Seus filmes sempre são fortes, ácidos, bem dirigidos. Com certeza, alguns vão figurar nesta minha série. Começo com o filme que, ainda na década de oitenta, foi um sucesso no circuito de cinema de arte brasileiro. A Lei do Desejo (La Ley do Deseo), produção espanhola de 1987, mesmo ano em que ganhou o prêmio Teddy dedicado aos filmes com temática gay no Festival de Berlim. Além de dirigir, Almodóvar também é o roteirista e tem uma rápida aparição como um balconista de uma loja. Seu irmão, parceiro de sempre em suas produções, Agustín Almodóvar, faz o papel de advogado de Pablo. No elenco, os dois principais atores de seus filmes iniciais, Carmen Maura, no papel de Tina Quintero, uma transexual operada no Marrocos, e Antonio Banderas, fazendo Antonio Benítez, um jovem gay obcecado por um diretor de cinema também gay, irmão de Tina, Pablo Quintero, interpretado por Eusebio Poncela. A história gira em torno da vida dos dois irmãos e seus problemas amorosos. Tina tem uma relação de amor e ódio com os homens, pois foi abandonada pelos dois que ela mais amou: um padre e seu pai (mais Almodóvar do que isto, impossível), enquanto Pablo vive uma separação de Juan (Miguel Molina), por quem é apaixonado, quando Antonio Benítez aparece em sua vida. Há cenas intensas de sexo gay, com um famoso frango assado de Banderas. As cores fortes, característica marcante do diretor, estão presentes. Na trilha sonora, além de músicas compostas pelo próprio diretor, há Ne Me Quite Pas, na voz insuperável de Maysa Matarazzo, em uma bela cena dramática, no qual há um travelling interessante com Tina quebrando as paredes com um machado e Ana (Manuela Velasco), a menina que mora com ela, dublando a música. O filme perde um pouco no final, mas vale pelo seu todo. Observem a cena final, com um incêndio inexplicável no incrível altar na casa de Tina.
Depois de vinte anos, revi este filme. Continuo gostando.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

FAXINA GERAL

Esta semana toda dediquei à arrumação de estantes e guarda-roupas de minha casa durante o tempo em que estava livre. Cheguei nesta sexta-feira com a sensação de dever cumprido, mas também tendo constatado, pela milionésima vez, o quanto de tranqueira tenho a capacidade de guardar. São coisas que comprei pelo fato de comprar e que nunca foram utilizadas. Fora livros, discos, revistas e filmes que venho comprando aos borbotões. Sempre algumas lições ficam, sabendo que com algumas delas vou novamente me defrontar em um futuro próximo. Parar de comprar? Creio que não consigo. Sou consumidor voraz, sou colecionador. Mas tirei algumas conclusões:

01) Revistas - ler e passar para frente. A probabilidade de abrir uma revista já lida é perto de zero, principalmente em tempos de informação aos borbotões na internet.

02) Discos (ainda falo discos, embora o correto seria cd?) - não tenho mais espaço físico para guardar. Todos já estão digitalizados com todas as músicas em meu iPod, além de um back up em HD externo. Decidi digitalizar todas as capas para arquivar junto com as músicas, fazendo discos virtuais em pastas separadas por cantor/cantora. Vai ser um trabalho demorado, com certeza. Quando terminar, vou selecionar apenas os cantores/cantoras que gosto muito e desfazer dos demais discos. Pode ser que eu venda para um sebo, que eu faça uma espécie de bazar musical ou mesmo doe parte deles. Decidirei quando terminar o trabalho com as capas.

03) Livros - ler e passar para frente, pelos mesmos motivos apontados para as revistas. Em Brasília, além de bibliotecas públicas, posso doar para o T-Bone Açougue Cultural, que mantém um projeto de empréstimo gratuito de livros, incluindo prateleiras espalhadas pelas paradas de ônibus da Asa Norte.

04) Filmes - meu xodó. Não tem como me desfazer da minha coleção, que hoje possui 2.378 filmes. Todos catalogados e arrumados em ordem alfabética nas estantes. Lugar para eles está difícil, mas sei que continuarei comprando, especialmente os filmes brasileiros.

05) Fotos antigas - da época pré-máquinas digitais. Tenho muitas e não há espaço para guardá-las em casa. Vou consultar um serviço de digitalização semi-profissional para ver o orçamento. Com este valor nas mãos, decidirei se o melhor é digitalizar, fazer um back up e me defazer das fotos eternamente guardadas em álbuns e caixas que raramente são mexidas.

06) Roupas e sapatos - com exceção das roupas específicas de frio, toda roupa que fica no guarda-roupa por um ano sem usar, a probabilidade de eu tornar a vestí-la é quase nula. Assim, vou selecionar as peças que ibernam em meu armário para fazer uma doação aos necessitados.

Aproveitei para tirar das gavetas e caixas várias fotos, posters e afins ligados ao mundo do cinema. Mandei fazer quadros para colocar nos espaços que ainda restam nas paredes do quarto de televisão.

Como podem notar, a faxina foi geral.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

LUGARES (04)



A indicação deste post é o Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília (Setor de Clubes Sul, Trecho 2, Lote 22). Irmão mais novo dos centros culturais homônimos do Rio de Janeiro e de São Paulo e prestes a ganhar um irmão, em Belo Horizonte, o CCBB de Brasília, como é chamado pela população da cidade, é diferente das unidades de RJ, SP e BH, pois seu prédio é de arquitetura moderna, enquanto os demais ocupam edifícios históricos, que fazem parte da história arquitetônica de seus municípios. Em Brasília, está localizado em um prédio projetado por Oscar Niemeyer para ser sede do Centro de Treinamento do Banco do Brasil, função que ainda exerce nos dias de hoje. Porém, parte do prédio foi adaptada para receber o centro cultural, cuja inauguração ocorreu em 12 de outubro de 2000. Em 2010, o CCBB de Brasília completa sua primeira década de intensas atividades culturais. No mesmo espaço, temos duas salas expositivas, uma sala de cinema, dois teatros, um espaço multi-uso em forma de caixa de vidro e uma sala também multi-uso. Além disto, conta com um café, um simpático bistrô chamado Bom Demais e um amplo jardim gramado, onde estão algumas esculturas. O estacionamento também é grande, um diferencial em relação aos seus irmãos nas outras cidades. Há ainda um transporte gratuito que passa por determinados pontos da cidade, entre eles os setores hoteleiros sul e norte. O funcionamento é de terça-feira a domingo, sempre de 09:00 às 21:00 horas para os espaços expositivos. Para a programação de cinema, shows, teatro e dança é necessário consultar antes. As vendas de ingressos sempre se iniciam aos domingos para a programação de terça a domingo seguintes. Os ingressos são baratos, sendo R$ 15,00 o preço máximo cobrado. Para quem é correntista do Banco do Brasil, paga-se meia entrada. Já vi muita coisa boa nestes dez anos, como o festival de teatro Cena Contemporânea, a Mostra Internacional de Teatro, o extinto projeto Planeta Circo, exposições de acervos de museus estrangeiros, artistas plásticos brasileiros e estrangeiros, coleções de arte particulares, shows de Milton Nascimento, Vanessa da Mata, Beth Carvalho, Zeca Baleiro, Wando, Rita Ribeiro, Elke Maravilha, Márcio Greyk, MV Bill, Odair José, Jorge Drexler, Paulinho Moska, Paula Toller, Tangheto, Soraya Ravenle, Arnaldo Antunes, Daúde, Paula Lima, David Moraes, Lucas Santanna, Max de Castro, Samba Riachão, Zabé da Loca, Mart'Nália, Wanderlea, Ceumar, Roberto Lubambo, Hamilton de Holanda, Nó Em Pingo D´Água, Bossacucanova, Roberto Menescal, Antônio Vieira. Também cito peças dos grupos Armazém, Cia Sutil de Teatro, Galpão, Giramundo, Hugo Rodas, Irmãos Guimarães, Miriam Virna, e uma infinidade de outras. Enfim, local para se conhecer e desfrutar.




As fotos deste post são de minha autoria.

terça-feira, 1 de junho de 2010

NADA COMO UM DIA APÓS O OUTRO

Ontem foi difícil. Hoje, apesar de ter trabalhado em dobro, desempenhando realmente o papel de duas pessoas, o dia passou rápido, sem grandes consequências. Uma consulta no otorrino revelou o que já suspeitava, forte infecção no ouvido esquerdo, o que me impede de viajar de avião nos próximos quinze dias, além de ter que tomar medicamentos fortes. Mas sem estresse. Pode até beber meu vinho tinto quase diário. Aproveitei a hora do almoço para fazer um dos meus esportes preferidos: comprar filmes e discos na Livraria Cultura do CasaPark Shopping. O ato de comprar me é tão satisfatório que as coisas difíceis por que tenho passado nestes últimos tempos com saúde são até esquecidas. Minha empregada disse que estou com encosto. Como boa maranhense, vai me preparar um banho de descarrego para esta quarta-feira. Salve, salve!