Depois de ver Alien, O 8º Passageiro, revi o segundo filme da quadrilogia, ou seja, Aliens, O Resgate (Aliens), de James Cameron. A produção de 1986 é dos Estados Unidos e estrelada pela mesma Sigourney Weaver (Ripley) de todos os quatro filmes da série. Entre o primeiro e o segundo filme houve um intervalo de sete anos, mas no roteiro, passaram-se cinquenta e sete anos entre o final do primeiro e o início do segundo. Este filme é mais recheado de ação, com algums pitadas de humor. Prefiro esta sequência Alguns elementos que James Cameron usou neste filme se repetiram em Avatar, o mega sucesso que ele dirigiu recentemente, como quando Ripley dirige uma empilhadeira, em um momento transformer, lutando com a mãe alien. Em Avatar, há algumas cenas com esta mesma leitura., só que com armas de guerra gigantes, mas pilotadas por humanos. Em Aliens, Ripley retorna ao mesmo planeta onde encontraram o alien para resgatar setenta famílias de colonizadores humanos que se instalaram no local. O contato com a base foi interrompido, motivo pelo qual um time de fuzileiros foi enviado junto com Ripley. É claro que todos os colonizadores foram usados pelos aliens como hospedeiros para o nascimento de seus filhos, restando apenas uma criança viva. Há vários aliens, incluindo uma rainha-mãe, que põe os ovos como em uma colmeia ou um formigueiro. A luta final de Ripley com a rainha mãe é sensacional. Gostei muito de rever este filme, que considero também obrigatório em qualquer coleção que tenha como tema a ficção científica.
Um pouco de tudo do que curto: cinema, tv, teatro, artes plásticas, enogastronomia, música, literatura, turismo.
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quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
FILMOTECA ESSENCIAL - INTERNACIONAL (10)
Ficção científica de primeira. Alien, O Oitavo Passageiro (Alien), produção americana de 1979 e dirigida por Ridley Scott. Estrelada por Sigourney Weaver (Tenente Ripley), Ian Holm (Ash), John Hurt (Kane), Yaphet Kotto (Parker), Verônica Cartwright (Lambert), Harry Dean Stanton (Brett), Tom Skerritt (Dallas). Uma nave de serviço em retorno à Terra é desviada de sua rota para verificar sinais que vinham de um planeta. Neste planeta encontram uma espécie de ovo e Kane, um dos tripulantes, é atacado. Retornam à nave com Kane sufocado por um alienígena. De repente, este alien some e Kane volta ao convívio com os demais tripulantes. À mesa, enquanto comem, ele passa mal, entrando em um ataque epilético, se contorcendo sobre a mesa até sua barriga explodir e dela nascer um pequeno alien que se agigantará ao longo do filme. A partir daí, um a um dos tripulantes vai morrendo, só sobrando a Tenente Ripley e um gato. Mesmo decorrido mais de trinta anos de seu lançamento, o filme não se perdeu com o tempo, não ficou datado, apesar dos instrumentos utilizados na nave hoje pareçam brinquedos de criança. A caneca em que Ripley bebe alguma coisa é da Tupperware e fazia parte de seu catálogo na década de oitenta. Filme obrigatório em qualquer coleção internacional.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
FILMOTECA ESSENCIAL - INTERNACIONAL (09)
Revi, em dvd, o grande filme O Expresso da Meia-Noite (Midnight Express), produção americana de 1978, dirigida por Alan Parker. No elenco o saudoso Brad Davis e o sempre camaleônico John Hurt. Brad Davis é William Hayes, jovem que é preso no aeroporto de Istambul, Turquia, quando tentava levar alguns pacotes de haxixe pregados em seu corpo. É condenado à prisão, inicialmente por posse e depois por tráfico de drogas. A prisão é um verdadeiro inferno na terra, onde a crueldade e o desrespeito aos direitos humanos são rotineiros. Durante sua estada na prisão, ele conhece alguns estrangeiros, entre eles Max, vivido por Hurt, um eterno drogado. É neste convívio que o jovem Hayes vai se transformar, se revoltando com as atrocidades do dirigente da cadeia, bem como com a prática de denunciar as pessoas que um dos presos faz questão de perpetuar, ganhando regalias dos guardas. O ápice desta revolta se dá quando ele deixa o tal preso dedo duro literalmente sem fala. Há um pulo abrupto na história, com a passagem de sete meses no tempo, quando encontramos Hayes numa ala de doentes mentais. Já estamos perto do fim do filme. Se o filme não fosse baseado em um fato real, diria que o final da fita é quase inverossímel. Nos extras do dvd há um documentário curto no qual aparece o verdadeiro William Hayes dando um depoimento sobre os anos vividos na prisão turca. Gosto muito deste filme. Alan Parker mostra que é firme na direção, mas ao mesmo tempo busca inspiração em outros filmes de sucesso, como é o caso do banho que um dos prisioneiros estrangeiros dá em Hayes, cena visivelmente inspirada em Spartacus. Grande filme que deve figurar em qualquer coleção essencial da filmoteca internacional.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
FILMOTECA ESSENCIAL - INTERNACIONAL (08)
Quando acabei de ler Sete Narrativas Góticas, de Karen Blixen, lembrei-me do filme A Festa de Babette (Babettes Gaestebud), baseado em um conto da mesma autora. Este é um filme que deve constar de qualquer filmoteca essencial. Produção dinamarquesa ganhadora do Oscar de melhor filme estrangeiro em 1987, é dirigida por Gabriel Axel. Jutland, um lugarejo no litoral da Dinamarca, tem uma população pequena, pacata e religiosa. No final do século XIX, os moradores se reúnem sempre para ouvir os ensinamentos do pastor, pai de duas filhas desejadas pelos jovens da cidade. Pretendentes de fora ficam encantados com elas, mas não logram êxito. Passam-se os anos, mas a vida no vilarejo continua a mesma, já com o pastor morto e suas filhas, solteiras, fazendo caridade. Chega, fugida da França, uma jovem, Babette, indicada para trabalhar com as irmãs Martine e Felippa. Ela se torna a governanta, mesmo não recebendo salário. Com seu jeito simples, melhora os pratos que as irmãs costumam fazer para os velhinhos do local, além de saber barganhar na hora de comprar os ingredientes, economizando para as duas irmãs. Um dia, recebe a notícia que ganhara na loteria francesa 10 mil francos e resolve fazer um grande jantar nas comemorações do centenário do pastor. As irmãs permitem o jantar, aceitando todas as condições de Babette. Chegam codornas, tartaruga, gelo e outros ingredientes que assustam os moradores, fazendo-os crer que a cozinheira/governanta tem parte com forças do mal. No dia do jantar, um convidado inesperado. O jantar é maravilhoso. O filme é singelo, mostrando que mais vale um desejo bem realizado do que a avareza. O dinheiro que Babette ganha na loteria é todo gasto em um único jantar. Quando vi o filme pela primeira vez, ainda na década de oitenta, não tinha os conhecimentos de enogastronomia que hoje possuo. Na época, não prestei atenção nos vinhos e champagnes servidos. Hoje, sei que são bebidas finas e realmente merecem o destaque que tem no contexto do banquete. O mesmo vale para as iguarias servidas, como a sopa de tartaruga e o Blinis Demidoff, e o serviço, desde a concepção da mesa, com pratos, talheres, guardanapos e taças, além da etiqueta francesa personificada na figura exótica do militar que comparece ao jantar. Champagne Veuve Clicquot 1860, vinho tinto Clos Vougeot 1869, amontillado, Champagne Vieux Marc são vinhos que fazem a alegria dos grandes conhecedores do mundo enogastronômico.
Gostei muito de poder rever este filme, tanto pela simplicidade das pessoas do vilarejo, quanto pela sofisticação do banquete.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
FILMOTECA ESSENCIAL - INTERNACIONAL (07)
Um Lugar Ao Sol (A Place In The Sun), dirigido por George Stevens é um filme que merece ser visto e revisto. Estrelado por Montgomery Clift (George Eastman), Elizabeth Taylor (Angela Vickers) e Shelley Winters (Alice Tripp), estreou em 1951 e ganhou seis Oscar, incluindo melhor diretor. Baseado no livro Uma Tragédia Americana, de Theodore Dreiser, é um melodrama clássico. George, pobre, mas sobrinho de um industrial, começa a trabalhar na linha de produção da fábrica de seu tio e se envolve com Alice, uma operária, mas, ao mesmo tempo, começa a frequentar as festas na casa de seu parente rico, onde conhece e se apaixona por Angela. Ambicioso, George quer ascender socialmente, preferindo o glamour da alta sociedade, mas Alice comunica que está grávida e força o casamento. George planeja, então, se livrar dela e acaba preso, julgado e condenado. Elizabeth Taylor, com apenas 17 anos, faz uma Angela luminosa, cheia de vida, sabedora do que quer. Montgomery Clift faz um George contido, observador e atormentado, em belíssima interpretação. Nunca gostei de Shelley Winters e minha opinião não muda neste filme. Ela não passa nenhuma verdade, parece forçada, além de estar muito feia como a pobre Alice. O elenco de apoio também está muito bom, mas quem ilumina o filme é o casal Clift/Taylor. Curioso, vi os extras do dvd, no qual há uma entrevista com Elizabeth Taylor dizendo que havia beijado a primeira vez na vida apenas duas semanas antes das filmagens, tendo ido, portanto, sem nenhuma experiência para as gravações e seus beijos em Clift foram por pura intuição (ou seria instinto?). Valeu ter revisto este filme que sempre figura na lista dos cem melhores filmes já realizados. Na lista da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais, ele figura na posição 73. E por falar nesta lista, só faltam dois filmes para eu ter visto/revisto todos eles: Kaos, dos irmãos Taviani e Pixote, A Lei do Mais Fraco, de Hector Babenco.
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domingo, 11 de julho de 2010
FILMOTECA ESSENCIAL - INTERNACIONAL (06)
Muitos conhecidos meus dizem que os filmes de Ingmar Bergman são arrastados, lentos e chatos. Não é a minha opinião. Concordo que alguns não são fáceis de encarar, mas gosto de todos que vi até hoje. E como colecionador, não pode faltar filme deste diretor sueco em uma filmoteca essencial do cinema internacional. Foi difícil escolher qual colocava primeiro. Fiquei entre Persona, O Sétimo Selo e Morangos Silvestres. Fiquei com este último. Morangos Silvestres (Smultronstallet) é uma produção sueca, em preto e branco, de 1957. No elenco o também diretor Victor Sjostrom no papel de Izak, um médico idoso que revê sua vida enquanto vai em seu carro para outra cidade na qual receberá uma importante condecoração na Universidade de Lund. No elenco, a bela Bibi Andersson, atriz constante nos filmes de Bergman, fazendo o duplo papel de Sara, no presente ela é uma jovem a quem Izak dá carona e no passado é a jovem que o médico cortejava. Sonhos e pensamentos indicam que o médico famoso, com cinquenta anos de profissão, teme a morte que se aproxima. Neste turbilhão de pensamentos, ele repensa seus atos e se aproxima da nora Marianne (Ingrid Thulin), de sua fiel empregada, também idosa, e de seu filho. Um contraste entre o vigor da juventude, tanto no físico quanto nas atitudes e debates, e a velhice, com ênfase à sabedoria, o reconhecimento pelo trabalho e porque não, a rabugice característica dos mais velhos. Lindo filme sobre a velhice. Revendo-o, me transportei para os anos 80, em uma agitada sessão do Cine Clube do Diretório Acadêmico da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG, onde me formei em Ciências Econômicas. Logo após a exibição do filme, em uma cópia sofrível em VHS, o debate foi caloroso, refletindo no auditório da escola, o debate sobre religião que os jovens travam em uma das cenas do filme. Filme obrigatório em qualquer coleção.
sábado, 5 de junho de 2010
FILMOTECA ESSENCIAL - INTERNACIONAL (05)
Já escrevi antes neste blog que Pedro Almodóvar é um dos meus diretores prediletos. Seus filmes sempre são fortes, ácidos, bem dirigidos. Com certeza, alguns vão figurar nesta minha série. Começo com o filme que, ainda na década de oitenta, foi um sucesso no circuito de cinema de arte brasileiro. A Lei do Desejo (La Ley do Deseo), produção espanhola de 1987, mesmo ano em que ganhou o prêmio Teddy dedicado aos filmes com temática gay no Festival de Berlim. Além de dirigir, Almodóvar também é o roteirista e tem uma rápida aparição como um balconista de uma loja. Seu irmão, parceiro de sempre em suas produções, Agustín Almodóvar, faz o papel de advogado de Pablo. No elenco, os dois principais atores de seus filmes iniciais, Carmen Maura, no papel de Tina Quintero, uma transexual operada no Marrocos, e Antonio Banderas, fazendo Antonio Benítez, um jovem gay obcecado por um diretor de cinema também gay, irmão de Tina, Pablo Quintero, interpretado por Eusebio Poncela. A história gira em torno da vida dos dois irmãos e seus problemas amorosos. Tina tem uma relação de amor e ódio com os homens, pois foi abandonada pelos dois que ela mais amou: um padre e seu pai (mais Almodóvar do que isto, impossível), enquanto Pablo vive uma separação de Juan (Miguel Molina), por quem é apaixonado, quando Antonio Benítez aparece em sua vida. Há cenas intensas de sexo gay, com um famoso frango assado de Banderas. As cores fortes, característica marcante do diretor, estão presentes. Na trilha sonora, além de músicas compostas pelo próprio diretor, há Ne Me Quite Pas, na voz insuperável de Maysa Matarazzo, em uma bela cena dramática, no qual há um travelling interessante com Tina quebrando as paredes com um machado e Ana (Manuela Velasco), a menina que mora com ela, dublando a música. O filme perde um pouco no final, mas vale pelo seu todo. Observem a cena final, com um incêndio inexplicável no incrível altar na casa de Tina.
Depois de vinte anos, revi este filme. Continuo gostando.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
FILMOTECA ESSENCIAL - INTERNACIONAL (04)
Gosto muito de filmes do universo Drácula. Um dos melhores para mim é Drácula de Bram Stoker (Bram Soker's Dracula), produção americana de 1992 dirigida por Francis Ford Coppola. Conta no elenco com Gary Oldman (Conde Drácula), Winona Wyder (Mina), Anthony Hopkins (Van Helsing), Keanu Reeves (Jonathan Harker), Sadie Frost (Lucy), Tom Waits (Renfield). Coppola transpôs para a tela a história que já havia sido filmada uma infinidade de vezes, mas o fez com personalidade e ousadia. Cenários deslumbrantes e ultracoloridos, figurino exuberante, efeitos especiais de grande qualidade, maquiagem perfeita e uma atuação magistral de Gary Oldman como o velho Conde Drácula. Oldman coloca uma ambiguidade sexual na personagem arrasadora. Na fase rejuvenescida, ele é fresco, um autêntico dândi nas ruas de Londres, em trajes e trejeitos que anos mais tarde foram repetidos por Johnny Depp na trilogia Piratas do Caribe. As cenas de sexo são de uma plasticidade ímpar aliada a uma brutalidade que não choca. Para comprovar isto, basta se ater em duas cenas: o banquete do qual um insosso Keanu Reeves é literalmente comido pelas três noivas do conde (uma delas é a estonteante Mônica Bellucci, em um dos seus primeiros papeis no cinema), ou a cena em que a besta fera, precisando de sangue para se tornar mais jovem, transa com a devassa Lucy, amiga de Mina, a mocinha da fita, nos jardins de sua casa. A interpretação de Oldman ofusca praticamente todos que contracenam com ele, com exceção de Hopkins, que mesmo fazendo um papel um tanto quanto histriônico, segura bem como um avançado professor caçador de vampiros. Destaco ainda a presença de Tom Waits, para quem os diretores adoram entregar personagens à margem da sociedade, verdadeiros outsiders. No filme, é um lunático internado em uma clínica psiquiátrica, que espera a chegada de seu mestre. Revi esta fita em casa, com uma qualidade de som fantástica, quando pude, mais uma vez, constatar o quanto gosto deste filme. Para mim, obrigatório em qualquer coleção básica de filmes.
sexta-feira, 23 de abril de 2010
FILMOTECA ESSENCIAL - INTERNACIONAL (03)
Fellini 8 1/2, dirigido por Federico Fellini, produção da Itália de 1963. Ganhador de dois Oscar, incluindo melhor filme estrangeiro. No elenco Marcelo Mastroianni (Guido), Claudia Cardinale (Claudia), Anouk Aimée (Luisa) e Sandra Milo (Carla). Guido é um cineasta em crise produtiva e às voltas com o roteiro de um novo filme. Lembranças de sua vida perpassam todo o filme, com sonhos e aparaições de pessoas chave na vida da personagem. Um ótimo delírio de Fellini. Filme com 240 minutos, mas não é cansativo. Belíssima fotografia, sem falar na trilha sonora. Um clássico italiano que deve ser visto e revisto. Não pode faltar em coleção de cinéfilos.
FELLINI 8 1/2 - FEDERICO FELLINI - ITÁLIA, 1963
quarta-feira, 14 de abril de 2010
FILMOTECA ESSENCIAL - INTERNACIONAL (02)
Veludo Azul (Blue Velvet), de David Lynch, produção americana de 1986, com Kyle MacLachlan (Jeffrey), Isabella Rossellini (Dorothy), Laura Dern (Sandy) e Dennis Hopper (Frank). Assisti pela primeira vez no Cine Pathé, em Belo Horizonte. Fiquei apaixonado pelo filme. Duas imagens ficaram gravadas em minha memória até hoje: Jeffrey encontrando, no meio da grama, uma orelha humana e Dorothy cantando Blue Velvet em um palco de um clube noturno. Quando saiu o primeiro disco de Marisa Monte, tive a impressão que a inspiração da foto da contra capa foi a cena de Dotothy no tal clube noturno. Voltando ao filme, é um David Lynch sem tirar nem por. Tipos bizarros estão presentes na trama, como Frank, um violento homem do submundo das drogas que não tinha pudores em bater em Dorothy enquanto praticava sexo. A própria Dorothy é ambígua, gostando de apanhar para atingir o prazer, mas ao mesmo tempo acuada por estar sendo chantageada por Frank e seus homens, que estão com seu filho. Dean Stockwell tem participação pequena interpretando Ben, um dos comparsas de Frank, dono de um lugar esquisito com mulheres gordas a la Fellini como as guardiãs do aposento onde está o filho da cantora. A maquiagem e o figurino de Ben são dignos de nota, pois faz lembrar um personagem de circo, algo sempre presente na obra de Fellini. A cena final, uma repetição da inicial, deixa uma dúvida no ar. Com cores fortes e um way of life americano absurdo, onde tudo parece ser perfeito, não existindo lugar para o mal e as bizarrices, nos faz refletir se seria apenas um devaneio de Jeffrey toda a trama. Revi o filme para esta postagem e ele continua impactante para mim. Merece estar em uma filmoteca particular.
VELUDO AZUL (BLUE VELVET) - DAVID LYNCH - 1986
segunda-feira, 5 de abril de 2010
FILMOTECA ESSENCIAL - INTERNACIONAL (01)
CASABLANCA

Casablanca, de Michael Curtiz, vencedor do Oscar de melhor filme em 1942, bem como os de melhor direção e roteiro, é um dos meus filmes prediletos. Listado na compilação da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais em quinto lugar, já o vi várias vezes, incluindo uma cópia colorizada. Prefiro o original, em preto e branco. Humphrey Bogart é Rick, dono do Rick's Café Americain nas proximidades do aeroporto de Casablanca, Marrocos, na época em que a França, especialmente Paris, estava tomada pelos alemães durante a II Guerra Mundial. No seu bar, todos se encontram, desde o corrupto chefe da polícia local, passando por militares germânicos, até europeus que faziam da cidade africana um porto seguro para sairem da Europa, via Lisboa. Neste contexto, aparece Victor Lazlo (Paul Henreid), checo líder da resistência contra os alemães e com passagem em campo de concentração, acompanhado de sua bela esposa Ilsa (Ingrid Bergman). Eles procuram um visto para sair do Marrocos. Rick e Ilsa tiveram um caso em Paris antes da invasão alemã e ela não apareceu na estação de trem quando fugiriam da França, deixando Rick sozinho com seu amigo e músico Sam, o pianista que toca a famosa música tema do filme As Time Goes By. Os bons momentos vividos no passado voltam a atormentar Rick e Ilsa. Rick é a chave para a saída do casal de Casablanca. É um romance permeado por aventura, mortes, trapaças e mistérios, com final que surpreendeu a muita gente. Dizem, inclusive, que há algo de homoerótico no diálogo que encerra o filme. Gosto muito deste filme, por isso, inicio esta série justamente por ele.
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