Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Livraria Cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Livraria Cultura. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de abril de 2014

TAMBÉM QUERIA TE DIZER - CARTAS MASCULINAS


Estava sábado à tarde na Livraria Cultura do Conjunto Nacional em São Paulo dando uma olhada em guias de turismo e livros, quando vi um banner anunciando as peças em cartaz no Teatro Eva Herz, localizado no interior da livraria. Sem muita expectativa de conseguir ingresso para aquela mesma noite, fui até a bilheteria. Para minha sorte, ainda havia lugar para o espetáculo das 21 horas. Como sou cliente Mais Cultura, paguei meia entrada para conferir a peça Também Queria Te Dizer - Cartas Masculinas. Não tinha nenhuma referência sobre o texto. Poderia gostar ou não, mas resolvi viver a experiência. Cheguei ao teatro dez minutos antes do horário previsto para o início da sessão. As portas foram abertas às 21 horas em ponto. Rapidamente o público ficou acomodado. O teatro estava com 2/3 de sua capacidade ocupados. O palco já estava desnudado, aparecendo o cenário, que parecia um ateliê de um artista plástico. Partindo de texto de Martha Medeiros, o ator Emílio Orciollo Netto nos transmite as inquietações de seis homens que, não tendo coragem ou oportunidade para se expressarem ao vivo e a cores, resolvem fazê-lo por meio de cartas. Seis cartas, seis homens, seis histórias. O ator, muito bem dirigido por Victor Garcia Peralta, faz uma composição bem interessante para cada um dos seis homens. Ele não troca de roupa. A passagem de uma carta para outra é pontuada pela trilha sonora, pela iluminação e pelo gestual do ator. Temas como ciúme, culpa e preferência sexual desfilam durante os cinquenta minutos de duração da peça. Entre os personagens, um homem que apresenta sua carta de demissão, um padre que revela uma confissão, e um artista plástico irado com as críticas referentes à sua última exposição. São depoimentos que emocionam, que nos fazem refletir, que nos tocam profundamente. Ao final, o ator ficou para conversar com o público sobre o texto, como fez a composição dos personagens, entre outras curiosidades.  Gostei muito. Para quem se interessar, a peça fica em cartaz no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura do Conjunto Nacional em São Paulo até o início de junho, sempre nos finais de semana.


artes cênicas

sábado, 21 de julho de 2012

VILLA Y DISCURSO - CENA CONTEMPORÂNEA

Mais uma noite de Cena Contemporânea. Mais uma peça a conferir. Escolhi a minha primeira atração estrangeira da programação, o programa dois em um chileno Villa Y Discurso, cuja dramaturgia e direção coube a Guillermo Calderón. Tive que sair correndo do trabalho para conseguir chegar a tempo no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, pois a sessão estava prevista para começar às 20 horas, mesmo sabendo que o costumeiro atraso mínimo de quinze minutos iria ocorrer. Mesmo com lugar marcado, havia uma fila na porta do teatro. Conversas animadas sobre as peças já assistidas eram a tônica nesta fila. Estamira era uma unanimidade, todos falando muito bem. Permitiram a entrada exatamente às 20 horas. Fiquei na primeira fila, poltrona centralizada, com ótima visão do palco. O cenário era simples, com uma mesa de madeira ao meio sobre a qual estava uma maquete, três cadeiras ao redor da mesa e mais três em posições diferentes no tablado. Em cada uma destas cadeiras longe da mesa estava pendurado um casaquinho branco. Ainda havia uma mesa na lateral esquerda cheia de copos de vidro com água. No alto, uma projeção de legendas, já que a peça é falada em espanhol. Antes de entrar, a produção entregou uma folha com uma nota introdutória contextualizando a história chilena, especialmente a longa ditadura militar e a eleição da primeira presidenta da história daquele país, Michelle Bachelet. Antes do início, informaram que a primeira parte duraria setenta minutos e que todos deveriam sair da sala para o rearranjo do cenário, retornando em exatos dez minutos para a segunda parte, que duraria quarenta minutos. O teatro tinha muitos lugares vazios. Com vinte e cinco minutos de atraso, as atrizes Francisca Lewin, Macarena Zamudio e Carla Romero entraram em cena. Elas interpretam três Alejandras, integrantes de uma comissão que tem a função de decidir o que fazer com a Villa Grimaldi, local onde presos políticos eram torturados durante a ditadura Pinochet. A peça começa chata, mas vai melhorando e, a partir de sua metade, prende a atenção da gente. Mérito das atrizes, que tem uma forte sintonia em cena e interpretação certa, sem exageros, mostrando que Calderón tem uma direção precisa. A conversa das três gira em torno do que fazer em Villa, com defesas emotivas de cada proposta, de mudanças de opinião, de traços de uma esquerda que não existe mais. Diga-se, de passagem, que as três não sofreram diretamente os horrores do período Pinochet, mas tem uma relação com esta época. Além de temas conhecidos como alguns métodos de tortura utilizados, as discussões das três Alejandras nos permite fazer outras leituras. Uma delas é o método de discussão sem fim que entidades da sociedade civil utilizam para definir determinados assuntos, quando as pessoas defendem coisas que não necessariamente acreditam, que trazem à tona resquícios de uma época que não mais existe, além dos conchavos e intrigas que fazem entre si. Também se discute a existência de Deus. Outra leitura interessante, e mesmo jocosa, é a crítica que se faz à arte contemporânea, pois uma das propostas para a Villa é a construção de um museu. Ao final, as três vestem os casaquinhos brancos, deixando à vista de todos uma faixa presidencial. Ali elas fazem menção aos rumos que muitos do presos políticos tomaram na vida, entre eles uma que virou Presidenta da República. O texto é forte, mas o que me impressionou mais foi a interpretação fantástica das três chilenas, sem nenhuma se sobrepor à outra. Cada uma teve seu momento solo e o fizeram muito bem. Durante esta parte, o calor era quase insuportável dentro do teatro. Assim que terminou esta parte, saímos da sala. Muita gente procurava alguém da produção do festival para reclamar do calor, incluindo eu. Disseram que foi um pedido das atrizes para desligar o ar condicionado para não prejudicar a garganta, já que os diálogos eram muitos na peça (como elas tomam água durante a encenação!). Garantiram que daria para ligar o ar da plateia e deixar o do palco desligado, e assim o fizeram. Com exatos dez minutos de espera, abriram a sala novamente. Havia menos gente do que na primeira parte. As três atrizes já estavam em cena, sentadas em cadeiras à esquerda do palco. A mesma mesa da primeira parte foi deslocada para a direita e os muitos copos que estavam espalhados em Villa foram colocados em cima desta mesa ao redor da maquete. Quando houve o sinal para começar, as atrizes se posicionaram no centro do palco, postadas como em um jogral. Cada atriz tinha uma faixa presidencial, sendo uma na cor vermelha, outra azul e outra branca, cores da bandeira chilena. Elas interpretavam a mesma personagem, ou melhor, a Presidenta Michelle Bachelet em seu discurso de despedida do mandato presidencial. Obviamente que o discurso não é o verdadeiro. O texto reflete o pensamento de uma parte da população chilena que votou em Bachelet quando ela tentava a reeleição e não obteve êxito. Assim, o discurso tem questionamentos sobre o que não foi feito, sobre o sistema econômico, sobre a realidade de um país que vinha de anos de submissão ao poderio dos ianques, sobre frustrações, sobre futuro do país com novas forças o governando. O final é impactante, pois rememora o forte terremoto que o país sofreu justamente no final do mandato de Bachelet. Fica até uma reflexão: mesmo com toda a discussão em torno da existência de Deus, presente em ambas as partes da peça, o terremoto seria um sinal divino? Mais um bom espetáculo!

teatro

quarta-feira, 18 de julho de 2012

ESTAMIRA, BEIRA DO MUNDO - CENA CONTEMPORÂNEA 2012

Mina terça-feira foi corrida, pois estava viajando a trabalho, chegando em Brasília no final da tarde. Foi o tempo de chegar em casa, trocar a camisa e ir para o Shopping Iguatemi, mais precisamente para o Teatro Eva Herz, localizado dentro da Livraria Cultura. Era a abertura da décima terceira edição do festival internacional de teatro Cena Contemporânea, que neste ano está se realizando um pouco mais cedo do que o habitual. Serão treze dias de muita cultura espalhada por vários locais da cidade. Duas peças abriram a programação do Cena. Escolhi o monólogo Estamira, Beira do Mundo para iniciar minha maratona de espetáculos. Antes de ir para a porta do teatro, dei uma rápida passeada na livraria, olhando as novidades. Programada para ter início às 20 horas, a peça teve um considerável atraso de meia hora, fato que a produção pediu desculpas à plateia, quando todos já estavam acomodados em seus lugares no confortável teatro. O público compareceu em peso, embora a lotação não tenha sido de 100%. Quando entramos, a atriz Dani Barros já estava sentada em um banco no centro do palco, rodeada de sacos plásticos e algumas estátuas de garças colocadas nas pontas do cenário. O cenário remetia a um lixão, local de trabalho da personagem Estamira. Ela é a mesma pessoa do documentário de Marcos Prado, que recebeu o mesmo nome. A atriz dá um interessante depoimento, quase no final da peça, que ao conhecer a história de Estamira, ela fez uma ligação com sua própria caminhada, sua história. Com esta interface, ela resolve levar para os palcos um pouco da vida e da filosofia de Estamira, uma senhora que recebeu o diagnóstico que sofria de distúrbios psíquicos. Alternando momentos de lucidez e de loucura, quando achava que era controlada por um controle remoto, uma vida triste e comovente é contada, com especial destaque para questionamentos sobre o sistema de saúde brasileiro, quando médicos atendem em cinco minutos seus pacientes, prescrevendo remédios roboticamente, ou sobre Deus. São setenta minutos de monólogo, o que pode cansar a quem não está acostumado, pois há muita repetição de texto. Embora eu tenha apreciado o texto, para estas pessoas que não aguentam ficar mais do que uma hora sentadas em uma sala de teatro, a minha dica é esquecer o texto e focar no trabalho da atriz. Simplesmente sensacional. Não é por acaso que Dani Barros foi premiada por mais de um veículo por este trabalho. Ela sai da narrativa linear para incorporar uma velha louca, voltando para momentos de lucidez da personagem, quando recorda uma carta de sua mãe, de quando foi estuprada por seu avô, de quando foi levada para a prostituição aos 12 anos, do primeiro filho aos 17 anos, dos casamentos, retornando à loucura, ouvindo vozes, conversando com o além. Ela faz rir e comove a plateia num piscar de olhos. Nas cenas mais tocantes, muita gente lacrimejou no teatro. Destaco também o belo efeito cênico que faz voar as sacolas de plástico no palco. A plástica do efeito ficou linda. A peça vai além do mero registro documental, é uma bela experiência de vida, tanto da senhora Estamira, quanto da atriz, que se fundem no palco em um só personagem. Grande trabalho da atriz Dani Barros, com direção segura de Beatriz Sayad. Para quem perdeu, ainda há uma chance de ver, pois está agendada nova apresentação nesta quarta feira, dia 18/07/2012, às 20 horas no mesmo local. O Cena Contemporânea 2012 começou bem!


teatro

sexta-feira, 20 de abril de 2012

1822 - LAURENTINO GOMES


Quando li 1808, de Laurentino Gomes, gostei muito da narrativa, ágil, gostosa de se ler, sem ser chata como costuma ser os livros de história. Assim que saiu 1822, do mesmo autor, com enfoque na época da Independência do Brasil, coloquei o livro em minha lista de leitura necessária. O tempo foi passando e nada de adquirir o livro. Em agosto de 2011, quando me recuperava de uma cirurgia na casa de meus pais e tendo comprado um iPad, decidi comprar este título como o primeiro em versão eletrônica da minha vida. Comprei pelo sítio eletrônico da Libraria Cultura e o baixei imediatamente para meu tablet. E lá ele ficou até este mês de abril de 2012. Aproveitei a viagem, a trabalho, para Praia, Cabo Verde, e as longas esperas em aeroportos por causa das conexões para conferir 1822. Gostei muito da narrativa. Novamente, leve, ágil, fácil de ler. É daqueles livros que dá vontade de ler em uma única sentada, mesmo tendo mais de 300 páginas. Mesmo sabendo da história da independência brasileira, há muitos fatos que para mim eram desconhecidos, tais como o fato de D. Pedro I estar montado em uma mula no momento do Grito da Independência ao invés do imponente cavalo pintado por Pedro Américo em quadro eternizado nos livros de história que estudei durante o primeiro e o segundo graus. Também gostei da experiência de ler em um tablet. Aliás, cada dia mais vejo que este pequeno e leve gadget é um parceiro essencial para vários momentos, pois nele pode se navegar na internet, checar e responder e-mails, ver filmes (tenho vários baixados em meu iPad), ler livros, revistas e jornais, trabalhar, divertir, ouvir música, enfim, com pouco mais de um quilo de peso, levamos um mundo conosco para onde formos.

literatura

terça-feira, 24 de maio de 2011

NEW YORK NEW YORK


Eu e Ric passamos o último final de semana em São Paulo. Viajamos com um objetivo definido: ver dois musicais em cartaz na capital paulista. Comprei os ingressos para ambos os espetáculos muito antes da viagem. Fomos na sexta-feira, no final da tarde, com direito a voo cancelado pela TAM e endosso para voarmos no mesmo horário pela Gol. Sem despachar malas, saímos rapidamente do aeroporto, indo direto para a fila enorme, como já era esperado, para comprar a viagem de táxi do Aeroporto de Congonhas com destino ao Mercure Pamplona Hotel (Rua Pamplona, 1.315, Jardim Paulistano). Trânsito muito lento. Demoramos muito para chegar ao hotel, onde conseguimos fazer o check in perto de 20 horas. Foi o tempo de colocar as malas no apartamento, colocar uma blusa de frio e pegar um táxi para o Bourbon Shopping (Rua Turiassú, 2.100, Perdizes), onde fica o Teatro Bradesco, onde está em cartaz o musical New York New York, uma adaptação do livro homônimo de Earl Mac Rauch. Ingressos para a plateia custaram R$ 123,90 cada um, já incluídas as taxas de conveniência, preço este com desconto por  eu ter pago com cartão de crédito do Bradesco. O início do espetáculo estava marcado para 21:30 horas. Tínhamos, pois, pouco mais que uma hora para comer alguma coisa. Optamos pela unidade do restaurante de culinária árabe que existe no mesmo piso do teatro, o Almanara, onde saciei minha fome com alguns pratos clássicos da cozinha árabe. Pedi um prato chamado Mezze. São três pastas em pequenas porções: berinjela, coalhada seca e grão de bico. Para acompanhar, ainda pedi pão sírio macio e um quibe frito. Ric fez uma opção mais robusta: michuê de filé mignon e arroz sírio. Ao sair do restaurante, com a nota fiscal paulista em mãos, ainda deu tempo para passar na Livraria Cultura do shopping e acabei comprando dois filmes em dvd e um guia de turismo. Entramos no teatro faltando dez minutos para começar o musical. Rapidamente nos acomodamos em nossos lugares. Pontualmente, o espetáculo teve início às 21:30 horas com o teatro bem cheio, mas não lotado. A direção e a cenografia são de José Possi Neto e a direção musical é de Fábio Gomes de Oliveira. Encabeçando o elenco estão Alessandra Maestrini e Juan Alba. Há participações especiais de Simone Gutierrez e de Julianne Daud. Há uma intensa troca de figurinos, todos muito bem feitos e muito bonitos. A história se passa nos Estados Unidos em período imediatamente ao final da segunda guerra mundial quando houve uma explosão da música americana. São grandes standards da música, sucessos das décadas de 30, 40 e 50 que embalam a história de amor entre a cantora Francine Evans, vivida por Alessandra Maestrini, e o músico saxofonista Johnny Boyle, papel que coube a Juan Alba. Por se tratar de grandes sucessos musicais, a opção do diretor foi acertada em não fazer versões para elas, cantadas todas em inglês. Para aqueles que não entendem a língua inglesa, uma legenda passava no alto do  palco. O musical tinha tudo para agradar: ótimo diretor, excelente elenco de apoio, uma protagonista carismática e com uma potente voz, muito afinada, figurino excelente, músicas que agradam a todos, mas  ao considerar o musical como um todo, como um conjunto, acho que não funcionou. A interpretação soa um tanto quanto excessiva (over, como dizem os americanos). A caracterização que Simone Gutierrez empresta à sua personagem é histriônica, algo semelhante ao besteirol dos programas de humor popular da TV, como o chato Zorra Total da Globo. Isoladamente, há ótimos momentos, como a interpretação de Alessandra Maestrini para a música tema do espetáculo, New York New York, eternizada na voz de Frank Sinatra, ou  quando Simone Gutierrez deixa de lado o overacting para cantar Fever, mostrando sua afinada voz e uma bela coreografia quando a atriz/cantora é cercada por homens formando um círculo. Achei horrível a aparição de Carmem Miranda, vivida por Julianne Daud, que não colocou a energia que estamos acostumados a identificar quando pensamos nesta atriz/cantora que fez carreira internacional cantando o Brasil e suas coisas maravilhosas. Após duas horas e quarenta minutos de musical, com direito a um intervalo de quinze minutos, ouvi um senhor reclamar para a mulher que o acompanhava: "Paguei duzentos reais para ver isto?". Esta frase resumiu bem o meu sentimento ao final do musical. Se compararmos os dois atos, o primeiro é muito arrastado, chega a cansar de tão chato. Já no segundo ato, parece que vemos outra peça, com mais emoção em cena, mais vibração, mais cor, mas mesmo assim, o resultado final para mim foi decepcionante. Na saída, tivemos que esperar um pouco para chegar um táxi no ponto localizado em uma das saídas do shopping. Assim que o táxi chegou, decidimos voltar direto para o hotel. Cansado, não quis nem mesmo acessar a internet. Rapidamente deitei e adormeci.


terça-feira, 1 de junho de 2010

NADA COMO UM DIA APÓS O OUTRO

Ontem foi difícil. Hoje, apesar de ter trabalhado em dobro, desempenhando realmente o papel de duas pessoas, o dia passou rápido, sem grandes consequências. Uma consulta no otorrino revelou o que já suspeitava, forte infecção no ouvido esquerdo, o que me impede de viajar de avião nos próximos quinze dias, além de ter que tomar medicamentos fortes. Mas sem estresse. Pode até beber meu vinho tinto quase diário. Aproveitei a hora do almoço para fazer um dos meus esportes preferidos: comprar filmes e discos na Livraria Cultura do CasaPark Shopping. O ato de comprar me é tão satisfatório que as coisas difíceis por que tenho passado nestes últimos tempos com saúde são até esquecidas. Minha empregada disse que estou com encosto. Como boa maranhense, vai me preparar um banho de descarrego para esta quarta-feira. Salve, salve!

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

TRISTE CONSTATAÇÃO

Há muito não pesava e hoje constatei o que já imaginava. Meu peso ultrapassou a barreira dos cem quilos. Os números no display não enganam: 100,8 Kg. Fiquei deprimido comigo mesmo. Preciso de alterar meus hábitos alimentares e mandar embora o sedentarismo. É difícil começar, mas nunca impossível. Vou buscar forças interiores para começar uma nova maneira de encarar a vida. Para amenizar um pouco a tristeza (sei que só depende de mim perder peso), fui para a Livraria Cultura (2º piso, CasaPark Shopping) e adquiri alguns discos:

01) A Modernidade da Tradição - Marcos Sacramento
02) Tempo - Diogo Poças (irmão de Céu)
03) Não Vou Pro Céu - João Bosco
04) Nove - Ana Carolina
05) Maria Gadú - Maria Gadú
06) Minha Cara - Mart'Nália (segundo disco dela que estava fora de catálogo)
07) Luz Negra - Fernanda Takai (também comprei o dvd)

Dos que queria, só não foi possível comprar os novos discos de Céu (Vagarosa) e de Simone (Na Veia), pois a previsão de lançamento de ambos está para esta semana.

Como estava no shopping e sozinho, almocei no Marietta Italia Café (2º piso, CasaPark Shopping), no buffet de comida oriental.

A secura em Brasília está horrível, especialmente no início da tarde. A sensação de calor é insuportável e a poeira que levanta e os constantes incêndios no cerrado incomodam os olhos. Colírio lubrificante é artigo de primeira necessidade nesta época.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

SECA EM BRASÍLIA

Kit de sobrevivência para a seca em Brasília: colírio, soro para narinas, hidratante facial, protetor solar, protetor labial, hidratante corporal, água termal e muito, mas muito, líquido. Ainda estamos em julho e a secura na cidade está horrível. A umidade relativa do ar baixa de 30% todos os dias no início da tarde e, aliado ao calor e à falta de chuva, é poeira para todos os lados. Poeira que está potencializada com as inúmeras obras na cidade.
Tive muita preguiça de sair da cama de manhã, mesmo porque fiquei até tarde da noite (já de madrugada) em conferência no skype com os amigos que viajarão comigo para o Canadá. Depois de muitas pesquisas em guias e mapas na internet, decidimos os hotéis em que ficaremos nas cidades de Quebec, Montreal e Toronto e já efetuamos as reservas, todas confirmadas. Mais um passo foi dado para a viagem. Agora só falta a parte terrestre (traslados aeroportos-hotéis-aeroportos; city tour; excursões a Otawa e às Cataratas do Niágara; e deslocamento Quebec-Montreal) e falta o visto de entrada no Canadá, que somente providenciaremos no mês de agosto.
Depois de lutar com a cama, fui para o trabalho, ouvindo o cd de Mônica Salmaso & Pau Brasil cantando músicas de Chico Buarque, gravado ao vivo em 2008. O cd tem o mesmo repertório do gravado em estúdio, mas há arranjos diferenciados. Como já tinha gostado do anterior e também do show, é chover no molhado dizer que também gostei deste disco ao vivo.
Na hora do almoço, fui com Marcelo e Ro almoçar no Marietta Itália Café (CasaPark Shopping), cujo buffet do dia eram pratos inspirados na comida francesa. Comemos bem e tivemos a grata companhia de Emi quando já estávamos no café. O motivo de ir ao shopping foi buscar o livro Todo Sol Mais o Espírito Santo, de Lima Trindade, que havia encomendado na última terça-feira na Livraria Cultura.
Quando voltei ao trabalho, me sentia muito mole, parecia que a pressão tinha baixado. A seca provoca tais sensações. Todos no trabalho reclamavam do calor e da secura. Fiquei sentado, borrifando água termal no rosto por um bom tempo.
À noite, resolvo voltar para casa e assistir ao jogo do glorioso Galo. Motivo de comemoração: vitória do Atlético sobre o Fluminense e, de quebra, a liderança isolada do campeonato brasileiro deste ano.
Para dormir, já preparei o umidificador de ar que ficará ligado a noite inteira.

sábado, 13 de junho de 2009

DIA DE RESSACA E DE COMPRAS



Acordamos tarde, já quase meio dia. Novamente Emi foi o primeiro a acordar e ligou para nosso quarto. Resolvemos sair somente para o almoço. Juarez, um amigo em São Paulo, também liga querendo almoçar conosco. Vera liga e sugere comida árabe. Sugestão de pronto aceita e fomos ao restaurante Folha de Uva (Rua Bela Cintra, 1.435, Jardins). Mesa para seis. Emi não estava bem, com ressaca da balada da noite anterior na The Week. Vera com dores e coceira no olho. Muca com a mesma ressaca de Emi. Juarez conta sobre seus projetos de cultura para o segundo semestre. Ficamos quase duas horas no restaurante. Na saída, combinamos de nos encontrar à noite. Vera foi para o hotel dormir, Juarez para sua casa e nós voltamos para o hotel.
Descansamos uma hora. Ric e eu saímos novamente. Fomos ao Shopping Pátio Higienópolis fazer compras. Logo na primeira loja que entramos, a Forum, fizemos as compras que queríamos. Atendimento excelente. Experimentei na loja, pela primeira vez, o guaraná Kuat Eko Zero, com chá verde. Gostei bastante, sabor bem suave, totalmente diferente do sabor do Kuat normal.


Demos mais uma volta no centro de compras, apostamos na mega sena, que estava acumulada. Tentei comprar uma mala, mas não tinha a cor que eu queria. Todas as vendedoras da loja tentaram me convencer a comprar a unidade que estava no depósito, que mandariam buscá-la e no domingo, a partir do meio dia, eu a pegaria na loja. Não quis.



Com fome e com frio, paramos na unidade do Fran's Café do shopping. Gastamos meia hora tomando um cappuccino quente e comendo uma torta doce.



Voltamos ao hotel. Decido dar uma passada na Livraria Cultura do Conjunto Nacional e, em meia hora, comprei diversas revistas. Haja tempo para a leitura.



De volta ao hotel, atualizo este blog.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

VOCÊ ACREDITA EM PESSOA NEGATIVA?

Dia tumultuado, mas produtivo.



Manhã: acompanhei o noticiário sobre o avião da Air France desaparecido no oceano, enquanto aguardava a hora de fazer uma ecografia do abdomen. Jejum de oito horas. Horário marcado para o final da manhã, o que inviabiliza qualquer alimentação na parte da manhã.

Exame realizado em vinte minutos, no horário marcado. Nada de novo. Todos os órgãos verificados estão dentro da normalidade e o fígado continua apresentando um grau leve de gordura, indicando que a dieta (que abandonei totalmente) deve ser reiniciada (pela enésima vez).

Da clínica, fui direto para o Zahle (SCLS 210, Bloco C, loja 12/30, Asa Sul), um restaurante árabe que adoro. O falafel deles é maravilhoso. Chego cedo e não há ninguém no local, apenas os funcionários. Escolho uma ótima mesa e me esbaldo de comer quitutes árabes. Dois merecem destaque, além do falafel já mencionado: a esfiha de coalhada e o quibe assado. Praticamente não me servi dos pratos quentes, ficando apenas com os acepipes que os garçons levavam à mesa.
Do restaurante, direto para o trabalho, onde a tarde foi muito produtiva, com leitura em conjunto de três minutas de instruções normativas que serão em breve publicadas, envio de e-mails a todos os chefes do país, cumprindo os compromissos assumidos na semana anterior, quando 60 deles estiveram presentes em Brasília, numa proveitosa reunião de trabalho. Também tive a oportunidade de ensinar serviço para uma nova servidora que passou a ter exercício na secretaria.

Noite: compras na Livraria Cultura, no CasaPark Shopping. Aqui entra o tema do título deste post. Depois de tranquilamente passar pela seção de cd, quando coloquei na cesta os novos de Tiê (Sweet Jardim), Pet Shop Boys (Yes), Ozzetti (Balangandãs), Toni Garrido (Todo Meu Canto), Leonard Cohen (Live in London), Cesaria Evora (Rogamar), Spok Frevo (Passo de Anjo Ao Vivo), Fito Paez (No Sé Si Es Baires O Madrid), Fernanda Porto (Auto Retrato), Nando Reis (Drês), Rita Lee (cd e dvd Multishow Ao Vivo), Lady Gaga (The Fame), Elba Ramalho (Balaio de Amor), e Os The Darma Lóvers (Simplesmente); pela seção de dvd, aumentando meu acervo de filmes nacionais: Casa da Mãe Joana (Hugo Carvana, em blueray), Bem-Vindo A São Paulo (vários diretores), Falsa Loura (Carlos Reichenbach), Cassy Jones O Magnífico Sedutor (Luiz Sérgio Person), Última Parada 174 (Bruno Barreto), e O Tempo e O Lugar (Eduardo Escorel); pela seção de livros, onde comprei guias turísticos de Chicago, Canadá, Montreal e Toronto, além de um livro, também sobre viagens, para dar de presente a uma amiga que aniversariou no mês de maio. Com a cesta cheia, fui até o caixa, a atendente passou toda a mercadoria e quando passou meu cartão, uma pessoa que conheço, mas não faz parte do meu rol de convívio, passou exatamente atrás de mim emanando energia negativa. Problemas imediatos no cartão, com compra não concluída e cartão bloqueado. Gastamos, eu, a atendente e uma gerente, para resolver todos os problemas, mais de uma hora. Ao final, já com a loja fechada, cartão desbloqueado, cancelamento da primeira autorização do cartão e nova autorização no mesmo cartão, a compra foi finalizada. A ideia inicial era comprar na livraria, depois comprar um presente na loja Tool Box e assisitir ao filme Star Trek, com um lanche rápido antes do filme. Nada disto pode ser feito, já que saí da Livraria Cultura já com todas as lojas do shopping com as portas fechadas e a sessão do filme já com mais de vinte minutos em andamento.

Voltei para casa com uma sensação estranha. Coloquei o cd da cantora Tiê para tocar. Voz linda e suave, dissipando a uruca da noite.

Resposta à pergunta do post: antes de morar em Brasília não acreditava em pessoas e energias negativas, mas depois de 14 anos no Planalto Central, com todo o misticismo que cerca a cidade, passei a acreditar e os fatos do dia a dia comprovam que pessoas e energias negativas existem aos montes. É sempre bom purificar o ambiente e nosso corpo.



Desde que comecei a escrever este blog, hoje foi a primeira vez que recusei a publicação de um comentário. Justamente um comentário ao post onde escrevi um texto ficcional, sem relação direta com o meu dia a dia. O comentário era agressivo e maldoso, sem identificação do autor. Decidi que escreverei mais vezes textos de ficção neste blog.