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sábado, 28 de setembro de 2013

CORRIENTES 348 - GASTRONOMIA EM BRASÍLIA (DF)



Ainda respeitando as restrições da dieta da proteína em sua segunda semana, foi a vez de voltar a uma casa especializada em carne. Como a ida ao Corrientes 348 tinha sido frustrada na sexta-feira, 20 de setembro, eu e Karina resolvemos ir mais cedo para não pegar fila de espera. Fomos felizes.


Endereço: SCLS 411, Bloco D, loja 36, Asa Sul, Brasília, DF.

Fone: (61) 3345 1348

Diferencial: o ponto da carne.

Especialidade: churrasco portenho.

Quando fui: almoço de 27 de setembro 2013, sexta-feira. Éramos dois. Chegamos às 12 horas, quando o restaurante ainda estava vazio. Sentamos em uma mesa para dois perto dos vasos de planta. Foi ótimo ter chegado cedo, pois logo a casa lotou e se formou a fila de espera. Ficamos por mais de uma hora no restaurante em um início de uma agradável tarde.

Serviço: bom, embora tenha sido necessário chamar o garçom por mais de uma vez (entendo que os garçons devem ficar atentos a todas as mesas). Logo quando sentei, notei que prato, talheres e guardanapo estavam com restos de fuligem e folhas, provavelmente trazidos pelo vento. Pedi para trocar tudo e fui prontamente atendido. A garçonete trocou todo o set, tanto o meu quanto o de Karina.

O que bebi: uma garrafa, 300 ml, de água mineral com gás São Lourenço (R$ 3,90), e uma xícara de café espresso (R$ 4,80) ao final.

O que comi: seguindo minha rigorosa dieta da proteína, desprezei o ótimo pão torrado com chimichurri que é servido como cortesia. Pedimos um ojo del bife (miolo do contra filé), porção para duas pessoas, com 600 gramas (R$ 119,00), acompanhado de surtidos tricolor, ½ porção (R$ 15,00), e brócolis salteado com cebola (R$ 16,00). A carne já vem servida em dois generosos pedaços, no ponto perfeito, com um pouquinho de sangue ao cortar e as gorduras que lhe dão sabor, temperada apenas com sal grosso. Quem quiser, pode colocar um pouco do molho chimichurri que acompanha as carnes do menu. Os legumes dos surtidos tricolor, pimentão vermelho, cebola e berinjela, são assados na brasa, tendo um leve sabor defumado. Muito bom. O brócolis salteado na cebola estava sem graça e ficou totalmente perdido em sabor quando comparado aos legumes.

Valor que me coube na conta: R$ 94,22

Minha avaliação: * * * *. Vale a visita. Carne sempre no ponto correto, temperada ao modo argentino e servida bem macia. Embora não tenha comido desta vez por causa da dieta, a panqueca de doce de leite é imperdível.

Gastronomia Brasília (DF)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

DIA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Manhã de segunda-feira, feriado nacional - Independência do Brasil. Muita chuva em Confins. Aeroporto fechado para pouso. Atrasos em muitos voos. Por incrível que pareça, quando o aeroporto abriu, o meu voo foi o primeiro a ser chamado. Atraso apenas de 10 minutos. Voo tranquilo e vazio. Fiquei ouvindo Macy Gray no iPod. Ric me busca no aeroporto de Brasília e vamos direto para casa. Espero ele tomar banho e saímos para almoçar. Ele quer comer carne. Escolho o 348 (SCLS 411, Bloco D, loja 36, Asa Sul). Restaurante lotado, ficamos em lista de espera. Não demorou muito e nos acomodaram em uma mesa para dois. A chuva começa a cair em Brasília. Pedimos uma salada completa de entrada, com muita folha verde, ojo de bife (miolo do filé) bem passado e arroz parrilleiro. Tudo muito bom, mesmo a carne estando quase esturricada (pedido de Ric). Ao final do almoço, stress. Ric me aborrece e vou embora de mau humor. Em casa, fico lendo os jornais e Ric sai sem dizer uma palavra. Isto está ficando comum. Deito e durmo um pouco.

Por volto de 18 horas, resolvo sair para tentar comprar ingresso para uma peça argentina que está na décima edição do Cena Contemporânea. A peça La Noche Canta Sus Canciones está em cartaz no Teatro SESC Garagem (W4 Sul, Quadra 713/913, Asa Sul). Quando chego na bilheteria, a notícia de que não há mais ingressos. Coloco meu nome na fila de espera. É o primeiro nome. Perto de 19 horas uma senhora chega e me oferece um ingresso (na verdade, ficamos conversando e ela me ofereceu ingressos para todos os dias, pois seu marido desistiu de acompanhar o festival). O teatro está lotado, com muitas pessoas sentadas no chão. Todos que ficaram na lista de espera conseguem entrar. O texto da peça é de Jon Fosse e a direção de Daniel Veronese. O elenco conta com os atores Eugenia Guerty, Diego Gentile, Elvira Onetto, Luis Gasloli e Claudio da Passano. São 55 minutos de duração em um teatro muito quente, pois desligaram o ar condicionado. Muitos se abanavam o tempo inteiro. A peça trata de uma noite na casa de um casal em crise. Encenada de forma bem natural, é uma história que pode acontecer e acontece a qualquer um. Vou usar uma frase de uma mulher que ouvi ao sair do espetáculo para classificá-lo: "Gostei, mas não me arrebatou".

De lá, comprei mais um ingresso da gentil senhora e fui conferir o espetáculo La Piste Là, da companhia Cirque Ailtal, residente na França (o espetáculo também integra o Ano da França no Brasil), em cartaz no Teatro Funarte Plínio Marcos (Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural, Lote 2). O teatro também ficou lotado, com gente sentado no chão. Ao contrário do primeiro, este circo/teatro/show foi arrebatador. Números sensacionais, de muito equilíbrio, leveza e emoção. Em cena os artistas Victor Cathala, Helmut Nunning, Kati Pikkarainen e Matías Salmenaho. A direção coube à Bursztyn. O número final é lindo, relembrando o famoso número da ginasta acrobata em cima de cavalos que andam em círculo no picadeiro. Ao invés de cavalos, os homens da trupe fazem o papel dos animais. Emocionante e muito ovacionado pela plateia.