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quinta-feira, 12 de novembro de 2009

BIBI CANTA E CONTA PIAF


Oitavo dia do XI FIC Brasília. Resolvo dar um descanso. Não vou ao cinema. Prefiro ir para o show de Bibi Ferreira na Sala Villa Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro. Desta vez, estou acompanhado de Ric e mais três amigos. O espetáculo é "Bibi Canta e Conta Piaf" que já roda o Brasil e o mundo por 25 anos. Já tinha visto este show em agosto de 2008. Para os demais que comigo estavam era a primeira vez. Quando o Ano da França no Brasil foi oficialmente aberto, em Ouro Preto, Minas Gerais, este show foi o escolhido e agora faz parte do encerramento deste brilhante ano que se encerra em 15 de novembro (já aguardo o Ano da Itália no Brasil, previsto para 2011). Acompanhada da Orquestra Filarmônica de Brasília e do Coral da Universidade de Brasília, Bibi desfilou treze músicas do repertório de Edith Piaf, com algumas das canções vertidas para o português. O teatro não estava cheio, mas o público estava entusiasmado, aplaudindo, ao final de cada música, a interpretação de Bibi. A atriz/cantora ficou de pé o show inteiro com um sapato de salto altíssimo, mostrando o vigor que possui, mesmo com uma idade avançada (ela não revela sua idade). Bibi coloca emoção em cada gesto, em cada nota musical e também emociona a plateia. Ao cantar as músicas eternizadas por Piaf, temos a sensação de que a própria cantora francesa está no palco, incorporada em Bibi Ferreira. Novamente gostei muito do show.

domingo, 13 de setembro de 2009

ENCERRAMENTO FESTIVAL CENA CONTEMPORÂNEA 2009


E a noite fui conferir o encerramento de dois projetos em um único espaço, a Praça do Conjunto Cultural da República (Setor Cultural Sul). Os projetos unificados na noite foram o festival Cena Contemporânea 2009 e o Domingo CCBB - Todos Os Sons. Para este fecho dos citados projetos, quatro atrações musicais, das quais só vi as duas últimas. Cheguei às 19:15 horas, quando estava sendo anunciada a terceira atração do dia, a banda brasiliense In Natura, que fez um show dançante e mexeu com a plateia. Não conhecia a banda e dancei um pouco. O som estava ruim, sobressaindo muito os instrumentos em detrimento das vozes dos vocalistas. Quando a vocalista cantava, em alguns momentos não se compreendia o que ela dizia. O show durou uma hora e em seguida, a grande atração da noite: Angelique Kidjo, africana do Benin e ganhadora do Grammy em 2008. O show também integra o Ano da França no Brasil. Falando em inglês, francês e português, a cantora contagiou a multidão. Cantou, dançou, discursou, desceu no meio do povo e colocou o povo em cima do palco (Ric entre os voluntários). Foi uma festa. A sua música não deixa ninguém ficar parado. Cantou Rolling Stones, Gilberto Gil (Refavela), Peninha (Sozinha, em português com sotaque bem carregado) e músicas africanas de seu extenso repertório. Foi uma hora e meia de show extasiante. A plateia era bem diversificada, com todas as tribos unidas cantando a exaltação à vida. Tinha bebê ainda no colo, crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos, todos cantando e dançando sob o comando da grande dama Angelique. Foi o melhor show que fui neste ano, sem sombras de dúvida. Fechei meu final de semana cultural com chave de ouro (afinal vi quatro peças, três shows, um balé e um filme).

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

DIA DA INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Manhã de segunda-feira, feriado nacional - Independência do Brasil. Muita chuva em Confins. Aeroporto fechado para pouso. Atrasos em muitos voos. Por incrível que pareça, quando o aeroporto abriu, o meu voo foi o primeiro a ser chamado. Atraso apenas de 10 minutos. Voo tranquilo e vazio. Fiquei ouvindo Macy Gray no iPod. Ric me busca no aeroporto de Brasília e vamos direto para casa. Espero ele tomar banho e saímos para almoçar. Ele quer comer carne. Escolho o 348 (SCLS 411, Bloco D, loja 36, Asa Sul). Restaurante lotado, ficamos em lista de espera. Não demorou muito e nos acomodaram em uma mesa para dois. A chuva começa a cair em Brasília. Pedimos uma salada completa de entrada, com muita folha verde, ojo de bife (miolo do filé) bem passado e arroz parrilleiro. Tudo muito bom, mesmo a carne estando quase esturricada (pedido de Ric). Ao final do almoço, stress. Ric me aborrece e vou embora de mau humor. Em casa, fico lendo os jornais e Ric sai sem dizer uma palavra. Isto está ficando comum. Deito e durmo um pouco.

Por volto de 18 horas, resolvo sair para tentar comprar ingresso para uma peça argentina que está na décima edição do Cena Contemporânea. A peça La Noche Canta Sus Canciones está em cartaz no Teatro SESC Garagem (W4 Sul, Quadra 713/913, Asa Sul). Quando chego na bilheteria, a notícia de que não há mais ingressos. Coloco meu nome na fila de espera. É o primeiro nome. Perto de 19 horas uma senhora chega e me oferece um ingresso (na verdade, ficamos conversando e ela me ofereceu ingressos para todos os dias, pois seu marido desistiu de acompanhar o festival). O teatro está lotado, com muitas pessoas sentadas no chão. Todos que ficaram na lista de espera conseguem entrar. O texto da peça é de Jon Fosse e a direção de Daniel Veronese. O elenco conta com os atores Eugenia Guerty, Diego Gentile, Elvira Onetto, Luis Gasloli e Claudio da Passano. São 55 minutos de duração em um teatro muito quente, pois desligaram o ar condicionado. Muitos se abanavam o tempo inteiro. A peça trata de uma noite na casa de um casal em crise. Encenada de forma bem natural, é uma história que pode acontecer e acontece a qualquer um. Vou usar uma frase de uma mulher que ouvi ao sair do espetáculo para classificá-lo: "Gostei, mas não me arrebatou".

De lá, comprei mais um ingresso da gentil senhora e fui conferir o espetáculo La Piste Là, da companhia Cirque Ailtal, residente na França (o espetáculo também integra o Ano da França no Brasil), em cartaz no Teatro Funarte Plínio Marcos (Eixo Monumental, Setor de Divulgação Cultural, Lote 2). O teatro também ficou lotado, com gente sentado no chão. Ao contrário do primeiro, este circo/teatro/show foi arrebatador. Números sensacionais, de muito equilíbrio, leveza e emoção. Em cena os artistas Victor Cathala, Helmut Nunning, Kati Pikkarainen e Matías Salmenaho. A direção coube à Bursztyn. O número final é lindo, relembrando o famoso número da ginasta acrobata em cima de cavalos que andam em círculo no picadeiro. Ao invés de cavalos, os homens da trupe fazem o papel dos animais. Emocionante e muito ovacionado pela plateia.

sábado, 5 de setembro de 2009

CASA FIAT DE CULTURA

Li na Folha de São Paulo sobre uma exposição de Marc Chagall em Belo Horizonte. Procurei na internet e descobri que a exposição está na Casa Fiat de Cultura (Rua Jornalista Djalma de Andrade, 1.250 - Belvedere, Nova Lima, MG) e que acontece no mesmo local uma exposição com fotografias e esculturas de Rodin. No endereço eletrônico do centro de cultura também descobri que há transporte gratuito saindo da Praça da Liberdade, em frente ao prédio que foi sede da Secretaria Estadual de Educação de Minas Gerais. Assim, eu e minha mãe, após confirmar o transporte e seu horário por telefone, fomos para o local de partida do microônibus. Como chegamos meia hora antes, resolvemos ver a exposição montada no centro da Praça da Liberdade sobre o Circuito Liberdade de Cultura. Interessantíssimo saber como ficará a região da praça quando todos os centros culturais e museus ficarem prontos. O microônibus chegou 16:15 horas e logou encheu (capacidade de apenas 16 pessoas sentadas e não transporta ninguém em pé). Já dentro do veículo, um simpático motorista distribuiu os folders das duas exposições. O trajeto dura vinte minutos. O centro cultural fica no alto da rua, já em Nova Lima, município vizinho a BH. A entrada é gratuita e há também mostras de filmes de graça no mesmo local. O público lota os espaços expositivos, gerando filas de espera para ver as exposições. Idosos com preferência, minha mãe foi retirada da fila e levei vantagem por estar com ela.
Entramos primeiro na exposição O Mundo Mágico de Marc Chagall - O Sonho e A Vida. Surpreendente. Já vi várias obras de Chagall,mas nunca em um número tão grande ao mesmo tempo. Obras de coleções particulares, como as 105 gravuras sobre passagens da Bíblia, particularmente retratando o Velho Testamento. As gravuras são lindíssimas. Também me chamou a atenção a série de gravuras baseadas no romance Dafne e Cloé. A paleta de cores que Chagall usa é impressionante. Para esta série de gravuras, o pintor desenvolveu um método que utilizava uma pedra para cada tonalidade de cor. Foram feitas 25 pedras diferentes como matrizes, significando que para concluir uma gravura foram necessárias 25 impressões (informações do folder e nas paredes da exposição). Não bastassem as obras de Chagall, a exposição ainda faz um paralelo das obras do pintor com obras de artistas brasileiros, como Cícero Dias, Ismael Nery e Tomás Santa Rosa. Também há gravuras de outro pintor contemporâneo de Chagall, Lasar Segall.





Depois desta maratorna de telas e gravuras de Chagall, foi a vez de verificar a outra exposição do local: Rodin - Do Ateliê Ao Museu - Fotografias e Esculturas. Há mais fotos do que esculturas e a sala estava muito gelada. Mesmo assim, sempre é bom ver ou rever as obras deste mestre da escultura mundial. Não podia faltar O Beijo na exposição.
No espaço, há um simpático café, sempre cheio. Também estão sendo vendidos, a R$100,00 cada um, os catálogos das duas exposições, que fazem parte das comemorações do Ano da França no Brasil. Depois de pouco mais de uma hora no local, pegamos o ônibus de volta para a Praça da Liberdade, satisfeitos com o que vimos.



Fico muito feliz em ver Belo Horizonte e arredores com tantos espaços culturais interessantes e importantes, surgidos no início deste século XXI. Além da Casa Fiat de Cultura, cito o Centro de Arte Contemporânea Inhotim, o Museu de Artes e Ofícios na Praça da Estação, o Museu Inimá de Paula na esquina de Rua da Bahia com Avenida Álvares Cabral e os vindouros centros culturais do SESC (extinto Cine Palladium) e onde era o Cine Brasil, em plena Praça Sete. Além, é claro, de todo o complexo cultural em torno da Praça da Liberdade: Espaço do Conhecimento, Museu de Minas e Metais, Museu Memória de Minas, Centro de Arte Popular e Centro Cultural Banco do Brasil. Fora que o Museu Mineiro, a Biblioteca Pública, o Arquivo Mineiro e o Palácio da Liberdade, estruturas já em funcionamento há muito tempo, também se integrarão a este complexo cultural, já com a alcunha de o maior do Brasil. Adorei e isto só me faz querer voltar a morar em BH.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

YVES SAINT-LAURENT


No final da tarde, já que estava no Centro, fui até o Centro Cultural Banco do Brasil (Rua Primeiro de Março, 66, Centro) para ver a exposição "Yves Saint-Laurent Viagens Extraordinárias". Exposição pequena, no segundo andar do belo edifício do CCBB/Rio e muito fácil de percorrer. São 50 vestidos criados pelo mestre da alta costura francesa, com inspirações buscadas na China, Japão, Espanha, Marrocos, Rússia, Índia e a África como um todo. Os manequins nos quais estão expostos os vestidos também foram projetados por Saint-Laurent. Também há na mostra alguns croquis originais das roupas expostas, fotos e um vídeo. Quando cheguei a sala de vídeo, muito cheia, estava passando o último desfile de YSL, em 2002, no Centre Georges Pompidou, com uma linda Catherine Deneuve cantando uma música quando o estilista entra na passarela.

A entrada é gratuita e havia muita gente, na sua grande maioria mulheres acima de quarenta anos, e muita bicha. Os seguranças estavam tendo trabalho, pois muita gente quer pegar nas roupas, sentir a textura dos tecidos, dos bordados e brocados. E olha que não vi nenhuma criança no tempo em que lá fiquei. Os vestidos mais lindos são os inspirados na cultura espanhola e os mais diferentes são os de inspiração africana. Como a exposição faz parte dos inúmeros eventos do Ano da França no Brasil, e é patrocinada pelo Banco do Brasil e pela Citroen, espero que ela passe por Brasília, já que há um CCBB na capital federal.