O relógio marcava 00:15 horas, início da madrugada do dia 14 de setembro, quando luzes e instrumentos musicais anunciaram a entrada de Beyoncé, última atração do primeiro dia da edição 2013 do Rock in Rio. Era o show mais esperado da noite, inclusive para mim. Em um super telão de led de última geração no fundo do palco eram projetadas imagens de alta definição. Em algumas vezes, durante o show, dava a impressão de que se tratava de imagens em 3D. Pura ilusão de ótica, obviamente. Beyoncé entrou com tudo, cantando de cara um de seus maiores sucessos, a dançante Run The World (Girls). O público acompanhou cantando, pulando, gritando. Mas a força da primeira canção foi quebrada, pois ela preferiu seguir com músicas mais lentas, como End of Time e If I Were a Boy. E este foi o mote até o final. Para piorar, Beyoncé trocou de figurino várias vezes durante o espetáculo, umas dez vezes. Todo o figurino é muito bonito e chama a atenção, mas o tempo gasto para tais trocas causou uma quebra de ritmo que, para mim, prejudicou o andamento do show. Claro que já vi muitos outros shows, nacionais e internacionais, com troca de figurino, como o último de Madonna, mas não me lembro de quebra de ritmo tão acentuada quanto neste show de Beyoncé. Enquanto ela trocava de roupa, a direção do espetáculo optou por colocar imagens em alta definição no telão, enquanto um set instrumental era executado, mas nunca de forma vibrante que pudesse segurar o público dançando até o reaparecimento da cantora. Em determinadas trocas de figurino, a música instrumental foi substituída por declamações de textos pré-gravados por Beyoncé. Muito chatas, por sinal. Os cabelos esvoaçantes, mesmo depois do acidente com um ventilador, também estiveram presentes, sinal de que a cantora não abandonará tão cedo seus indefectíveis ventiladores. Sucessos não faltaram no set list, como Baby Boy, Diva, Party, Irreplaceable, Crazy in Love, Love on Top, entre outros. Transcorrida quase uma hora, o show deu uma melhorada, na sequência de Love on Top, Crazy in Love e Single Ladies (Put a Ring on It). Parecia que, enfim, o show cresceria em animação, mas veio a lenta I Was Here e, em seguida, a homenagem a Whitney Houston, quando ela interpretou I Will Always Love You, sucesso na voz de Whitney, mas anteriormente gravada por Dolly Parton. A homenagem foi seguida de Halo, quando ela desceu para perto do público, onde as pessoas tentavam tocar na cantora. Teve gente que chegou a puxar os cabelos de Beyoncé. Tudo isto era mostrado nos telões. Como de costume, ela enxugou o rosto rapidamente com uma toalha branca e a deu para alguém da plateia. Quem pegou, estava na frente, no gargarejo, sinal de que era fã ardoroso da cantora. Assim, a toalha virou um verdadeiro troféu para mostrar para os amigos e parentes. Quando ela voltou ao palco, surpreendeu a todos ensaiando uns passos de funk enquanto a música Passinho do Volante, dos funkeiros MC Federado e Os Leleks, saía em alto e bom som dos alto falantes. Era o fim de um show com altos e baixos, com excesso de quebra de ritmos, mas utilização de tecnologia de ponta, mostrando que um painel de led de alta definição pode deixar qualquer cenário no chinelo. Saí um pouco decepcionado com este show. No balanço da noite, Ivete Sangalo foi a grande vitoriosa.
Um pouco de tudo do que curto: cinema, tv, teatro, artes plásticas, enogastronomia, música, literatura, turismo.
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terça-feira, 17 de setembro de 2013
sábado, 18 de dezembro de 2010
SHOWS MUSICAIS
Resolvi ficar em casa o sábado todo. Acordei tarde. Não tomei café da manhã, pois já era quase hora do almoço. Ric preparou uma galinha caipira cozida, com arroz branco, feijão, quiabo e angu. Uma autêntica comida mineira. Duas sobrinhas dele partilharam o almoço e a tarde de sábado conosco. Enquanto aguardava, fui ver o recente dvd de Ivete Sangalo: Multishow Ao Vivo Ivete Sangalo no Madison Square Garden. Na noite anterior, na mesa do El Paso Latino, um dos assuntos foi o figurino de Ivete neste espetáculo. O show é, como se esperava, agitado, acelerado, dançante, pra cima. Superprodução, com painel reproduzindo grafismos multicoloridos. A primeira música, Brasileiro, mostra como seria o show inteiro. Ficou muito bonito os grafismos alusivos à bandeira brasileira enquanto Ivete cantava. O público parecia ser majoritariamente brasileiro, pois camisas e bandeiras do Brasil, da Bahia e de times de futebol nacionais são frequentemente mostrados, além de acompanharem todas as músicas conhecidas. Na maior parte do tempo, Ivete se comunica com a plateia em bom português. Tem como convidados o colombiano Juanes, a canadense Nelly Furtado, o argentino Diego Torres, e o brasileiro Seu Jorge. Dos duos, o mais natural, e por isso mesmo, o melhor, é o com Seu Jorge, na interpretação da música Pensando Em Nós Dois. Há um momento Elton John, quando Ivete aparece debaixo de uma caixa de presente gigante sentada ao piano para interpretar a balada Easy. Michael Jackson é lembrado também com a música Human Nature. No mais, é um show de Ivete cheio de energia. Quanto ao figurino, ela faz cinco trocas de roupa ao longo do show. As roupas refletem uma imagem de festa constante no Brasil, mesmo a mais discreta delas, um fraque preto estilizado que ela aparece quando está ao piano. Chamaria as roupas de fantasias, especialmente a primeira e a última do show, que tem um corte semelhante, um fraque com estrutura avantajada e rígida nas pontas, dando um ar de mestre de cerimônias do Cirque du Soleil. O figurino, em alguns momentos, atrapalha a cantora, mas não tira o brilho do show. Aliás, integra bem ao conjunto colorido de todo o espetáculo. Realmente o figurino é over, mas reflete o que Ivete é no palco: over!
Depois de Ivete, foi a vez de ver I Am... World Tour, o novo trabalho de Beyoncé com imagens de sua última tourné, incluindo a histeria de fãs em Florianópolis, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Durante o show, imagens do público em várias cidades ao redor do mundo por onde a tourné passou. Foi bom rever o show que vi ao vivo em fevereiro deste ano no Morumbi em São Paulo.
Para esquentar para janeiro de 2011, o terceiro show que vi foi I Told You I Was Trouble - Amy Winehouse Live in London. Afinal já comprei ingresso, passagem aérea e reservei o hotel para o Summer Soul Festival, onde a cantora inglesa será uma das atrações. Este dvd é menos dançante do que os dois primeiros que vi, mas também é muito bom.
Para relaxar, o quarto dvd, que ainda está passando na minha TV, foi Simone Em Boa Companhia. Também vi este show no Teatro Nacional em Brasília. Já é a segunda vez que coloco este dvd. Gosto muito.
Nem vi o sábado passar...
domingo, 7 de fevereiro de 2010
BEYONCÉ
Tarde de sábado. Como sempre, chove em São Paulo. Saímos do hotel às 18 horas em direção ao Estádio do Morumbi, local do show de Beyoncé. Pegamos um táxi. Motorista falante. Trânsito lento, mas descemos praticamente em frente ao portão indicado no nosso ingresso para entrar. Sem tumulto, entramos facilmente. Todos com capa de chuva nas mãos, pois o tempo estava fechado. A pista já tinha um grande número de pessoas. Havia alguns claros na multidão, sinal de que poças de água suja estavam formadas. Esperamos pouco, pois o show de Ivete Sangalo começou antes do previsto. Eram 19:45 horas. Elétrico e contagiante. Ivete desfilou seus sucessos dançantes, agitando todo o Morumbi. As arquibancadas davam um show, pulando, levantando as mãos e cantando junto com a cantora baiana. Na primeira música, Na Base do Beijo, Ivete escorregou no palco molhado e caiu, mas não perdeu a pose, fazendo brincadeira com o fato. Show de cinquenta e cinco minutos, terminando com País Tropical, de Jorge Ben Jor. Imediatamente, começaram a arrumar o palco para o show principal da noite. A espera foi longa, mas nada de chuva. O céu já estava estrelado. Infra de comida e bebida muito boa, com ambulantes passando sem parar. Bebidas estavam geladas e eram servidas em copos de plástico. Depois de esperar por uma hora e meia, as luzes se apagam, anunciando a entrada de Beyoncé em cena. Show magnífico, com uma interação da cantora americana com a plateia, que cantava todas as músicas. A produção é um espetáculo à parte, com um telão de alta definição no fundo do palco. Mesmo quem estava a longa distância, conseguia ver tudo o que se passava. Todos os sucessos foram cantados, com ótimas coreografias. A cantora é um sucesso. Carismática, agradeceu aos presentes, anunciando que era o maior público de sua vida. A galera do gargarejo era mostrada no telão cantando sílaba a sílaba todas as músicas. Alguns choravam de emoção. Depois da metade do show, Beyoncé atravessou uma passarela bem perto do público e caminhou até um segundo palco montado alguns metros à frente do primeiro. Ali ela ficou mais perto de seus fãs e fez alguns números. Voltaria a este palco quando da homenagem a Michael Jackson, interpretando seu grande sucesso Halo. Quando os acordes de All The Single Ladies são ouvidos, a galera vai ao delírio. Primeiro uma montagem divertida é mostrada no telão, com várias pessoas fazendo a performance da música. Em seguida, Beyoncé entra para arrasar na dança e na música. Ao final, ela troca de roupa umas dez vezes. Show de duas horas fantástico. Ela comprovou que, aos 28 anos, já é uma diva. Nota mil. A saída do estádio foi sem problemas, com a multidão em êxtase pelo que vira. Andamos um pouco, mas foi fácil negociar com um taxista. Cobrou R$ 50,00 para nos levar até o nosso hotel. Já de madrugada, fomos comer na Lanchonete da Cidade, onde víamos várias pessoas comentando sobre o memorável show da noite, a maioria com sapatos e pés sujos da lama da pista do estádio.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
BEYONCÉ
Chegaram os ingressos (R$200,00 - pista) para o show da Beyoncé no próximo dia 06 de fevereiro no Morumbi, em São Paulo. Já sei todas as músicas que ela cantará no show, que tem duas horas e meia de duração. Adoro!
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