O relógio marcava 00:15 horas, início da madrugada do dia 14 de setembro, quando luzes e instrumentos musicais anunciaram a entrada de Beyoncé, última atração do primeiro dia da edição 2013 do Rock in Rio. Era o show mais esperado da noite, inclusive para mim. Em um super telão de led de última geração no fundo do palco eram projetadas imagens de alta definição. Em algumas vezes, durante o show, dava a impressão de que se tratava de imagens em 3D. Pura ilusão de ótica, obviamente. Beyoncé entrou com tudo, cantando de cara um de seus maiores sucessos, a dançante Run The World (Girls). O público acompanhou cantando, pulando, gritando. Mas a força da primeira canção foi quebrada, pois ela preferiu seguir com músicas mais lentas, como End of Time e If I Were a Boy. E este foi o mote até o final. Para piorar, Beyoncé trocou de figurino várias vezes durante o espetáculo, umas dez vezes. Todo o figurino é muito bonito e chama a atenção, mas o tempo gasto para tais trocas causou uma quebra de ritmo que, para mim, prejudicou o andamento do show. Claro que já vi muitos outros shows, nacionais e internacionais, com troca de figurino, como o último de Madonna, mas não me lembro de quebra de ritmo tão acentuada quanto neste show de Beyoncé. Enquanto ela trocava de roupa, a direção do espetáculo optou por colocar imagens em alta definição no telão, enquanto um set instrumental era executado, mas nunca de forma vibrante que pudesse segurar o público dançando até o reaparecimento da cantora. Em determinadas trocas de figurino, a música instrumental foi substituída por declamações de textos pré-gravados por Beyoncé. Muito chatas, por sinal. Os cabelos esvoaçantes, mesmo depois do acidente com um ventilador, também estiveram presentes, sinal de que a cantora não abandonará tão cedo seus indefectíveis ventiladores. Sucessos não faltaram no set list, como Baby Boy, Diva, Party, Irreplaceable, Crazy in Love, Love on Top, entre outros. Transcorrida quase uma hora, o show deu uma melhorada, na sequência de Love on Top, Crazy in Love e Single Ladies (Put a Ring on It). Parecia que, enfim, o show cresceria em animação, mas veio a lenta I Was Here e, em seguida, a homenagem a Whitney Houston, quando ela interpretou I Will Always Love You, sucesso na voz de Whitney, mas anteriormente gravada por Dolly Parton. A homenagem foi seguida de Halo, quando ela desceu para perto do público, onde as pessoas tentavam tocar na cantora. Teve gente que chegou a puxar os cabelos de Beyoncé. Tudo isto era mostrado nos telões. Como de costume, ela enxugou o rosto rapidamente com uma toalha branca e a deu para alguém da plateia. Quem pegou, estava na frente, no gargarejo, sinal de que era fã ardoroso da cantora. Assim, a toalha virou um verdadeiro troféu para mostrar para os amigos e parentes. Quando ela voltou ao palco, surpreendeu a todos ensaiando uns passos de funk enquanto a música Passinho do Volante, dos funkeiros MC Federado e Os Leleks, saía em alto e bom som dos alto falantes. Era o fim de um show com altos e baixos, com excesso de quebra de ritmos, mas utilização de tecnologia de ponta, mostrando que um painel de led de alta definição pode deixar qualquer cenário no chinelo. Saí um pouco decepcionado com este show. No balanço da noite, Ivete Sangalo foi a grande vitoriosa.
Um pouco de tudo do que curto: cinema, tv, teatro, artes plásticas, enogastronomia, música, literatura, turismo.
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terça-feira, 17 de setembro de 2013
DAVID GUETTA - ROCK IN RIO
Um pouco antes das 22:30 horas teve início o show de David Guetta. Estávamos bem atrás, em posição frontal ao palco, mas com visão longínqua do que lá acontecia. Quando as primeiras batidas características da música eletrônica ecoaram na Cidade do Rock, uma turba de gente, a maioria na faixa etária até 20 anos, começou a correr para melhor se posicionar, para ter uma melhor visão do Palco Mundo. Luzes frenéticas iluminavam o palco. As meninas corriam gritando, numa histeria que era difícil de acreditar. Não sou fã deste DJ francês, motivo pelo qual não me animei muito em prestar atenção no show. Fiquei observando a reação da plateia. Tinha um grupo de jovens perto de mim que parecia estar em outra dimensão. O ácido que tomaram era forte, pois além dos sinais exteriores, todos estavam com copos de água nas mãos para aliviar a boca seca. O show de luzes em sincronia com as músicas foi um ponto alto do show. Dentre as projeções no telão no fundo do palco, o nome do DJ aparecia em várias cores. Necessidade de afirmação? Todos já sabiam que era David Guetta no palco, não precisava de ficar projetando o nome dele o tempo inteiro. Acabei por lembrar dos grupos de forró cujos vocalistas precisam falar o nome da banda durante a música, pois todas as vocalistas tem voz semelhante e o arranjo das músicas é muito similar. A forma de dançar das pessoas que acompanhavam o show de David Guetta era muito parecida: pés colados ao chão, movimentos cadenciados com o corpo e um balançar de cabeça para frente e para trás que não correspondia ao ritmo do corpo. Quando havia troca de músicas, uma gritaria se ouvia no espaço. Sempre ouvia alguém perto de mim dizer que aquela era a sua música! Mas nenhuma causou tanto frisson quanto Titanium. Já tinha ouvido esta música em festas e boates, mas não sabia seu nome. Tive que perguntar para Diana, uma fá ardorosa do DJ. Foram quase noventa minutos de um set que colocou o público para dançar. Eu balancei um pouco o meu esqueleto, incentivando Fabiola a também fazê-lo, pois ela estava caindo de sono e ainda faltava um show antes do término do primeiro dia de shows do Rock in Rio 2013. Mas continuo achando tudo muito igual, com batidas que cansam meus ouvidos após ouvir poucos minutos de suas músicas. Ainda não foi desta vez que mudei minha opinião quanto a este mundialmente aclamado DJ. Não gostei.
IVETE SANGALO - ROCK IN RIO
O show de Ivete Sangalo começou exatamente no horário marcado, ou seja às 20:30 horas. O público era enorme, tomando conta de todos os espaços em frente ao Palco Mundo, arena principal de shows da Cidade do Rock. Eu, Fabiola e Diana tínhamos acabado de conferir o ótimo show de Living Colour + Angélique Kidjo, motivo pelo qual nos posicionamos na lateral direita do palco principal, com visão parcial, mas podendo dançar com certa tranquilidade e ver tudo dos telões. Ivete começou incendiando a plateia, botando todo mundo para pular com a eletrizante País Tropical. Deu o tom do seu show, homenageando o Rio de Janeiro e o nosso país. Durante o show, entre uma música e outra, ela fez várias reverências ao Brasil, em tom bem ufanista, mas que agradou a todos. Depois do sucesso eterno de Jorge Ben Jor, foi uma sequência de sucessos dançantes da carreira da cantora baiana, começando com Real Fantasia, música que dá nome ao mais recente trabalho de Ivete. Vieram, não nesta ordem que listo, Arerê, Berimbau Metalizado, Na Base do Beijo, No Meio do Povão, Sorte Grande, Veja O Sol e A Lua, No Brilho Desse Olhar. Ou seja, só sucessos que todo mundo sabia cantar e dançar. Quando foi interpretar Dançando, sucesso de seu novo disco, Ivete Sangalo resolveu tirar sarro de Beyoncé, a principal estrela da noite. Andou no palco como ela, ensinou a coreografia de Dançando dizendo ser fácil, bastava fazer igual a Be, apelido com o qual chamava a cantora norte-americana: braço para cima, mão na cabeça, carão, braço para cima, mão na cintura, coxão. O público adorava. Ela parou no centro do palco, pedindo à produção que ligasse o ventilador, item frequente nos shows de Beyoncé. Fez caras e bocas como a diva americana, deixando seus cabelos escuros voarem no embalo do vento, pedindo, em seguida para desligar, pois ela poderia ficar gripada. Antes de cantar Dançando, disse que em seus shows costumava levar ar condicionado, mas em homenagem à Be, ficou com o ventilador. Claro que não poderia faltar em seu set list os sucessos de sua época como vocalista da Banda Eva, quando cantou Eva, Alô, Paixão e Beleza Rara. A galera correspondia, como se aquele fosse o principal show da noite. E parecia que era! Casais se beijavam: homem com mulher, mulher com mulher, homem com homem, sem ninguém se incomodar. O cheiro de maconha dominava o ar. Afinal, o nome do festival é Rock in Rio. E para mostrar sua vertente rock'n roll, Ivete prestou uma linda homenagem a um dos maiores vocalistas da história do rock: Freddy Mercury. Ela interpretou, com muita emoção, Love of My Life, sucesso do Queen. Com esta interpretação, ela não só homenageou o cantor, mas também fez uma releitura de um dos momentos mais marcantes da primeira edição do Rock in Rio, em 1985, quando Freddy Mercury embalou um coro de 100 mil vozes cantando a mesma canção. Refeitas as lágrimas, tanto da cantora quanto de muitos quarentões e cinquentões da plateia, Ivete voltou a colocar todo mundo dançando com um cover de Tim Maia, a ótima Não Quero Dinheiro. Estávamos chegando ao fim de um excelente show. Para finalizar, duas músicas de ritmo acelerado: Festa e Acelera Aê. Sem bis, a cantora saiu do palco ovacionada pelo público. Para mim, foi o melhor show da noite.
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
LIVING COLOUR + ANGÉLIQUE KIDJO - ROCK IN RIO
Terminado o Tributo a Cazuza, resolvemos caminhar em direção ao Palco Sunset, onde estava começando o último show da noite programado para aquele palco. Era o encontro inusitado entre a banda de funk metal Living Colour com a africana Angélique Kidjo. Conheço bem pouco da banda, mas quanto à cantora do Benin, já vi um show dela em Brasília e tenho um cd. Quando chegamos perto do Palco Sunset, o Living Colour já estava em cena, sendo acompanhado pela plateia animada que dançava, pulava e cantava junto com o vocalista da banda. Os riffs de guitarra eram constantes e são bem parecidos com os de um show de heavy metal. Aproveitamos que tinha espaço para andar para tentar comprar algo para comer, enquanto o Living Colour estava sozinho no palco. Diana conseguiu comprar uma porção de pão de queijo, mas fui infeliz na minha escolha, pois enfrentei uma pequena fila no caixa do Bob's para descobrir, quando era minha vez de pagar, que aquele stand só vendia bebidas. Voltamos para a frente do Sunset. Depois de cantar Glamour Boys, uma das poucas canções do repertório da banda que conheço, alguns acordes introduziram Afrika, quando Angélique Kidjo apareceu no palco, com um vestido colorido e um turbante na cabeça. Era a deixa para introduzir o repertório da cantora africana. A partir daí, ela dominou o público, com sua poderosa voz, com sua ginga de corpo e com uma sinergia total com os músicos do Living Colour. O público correspondeu dançando muito. Depois de cantar Malaika, um de seus sucessos, ela dividiu os vocais com Corey Glover cantando um sucesso do Living Colour, a balada Love Rears Its Ugly Head. Em seguida, anunciaram que fariam um cover de Jimi Hendrix, quando cantaram Voodoo Child (Slight Return). Os amantes do guitarrista adoraram a performance e cantaram a plenos pulmões a canção. Tinha um cara do nosso lado que parecia hipnotizado, totalmente fixado no que acontecia no palco. Kidjo passeava de um lado para o outro do palco, já sem o turbante, mostrando sua cabeça raspada. Ela dançava, fazia graça com os músicos e empolgava a plateia, que não arredava pé do lugar, mesmo com as luzes do Palco Mundo tendo sido acesas, sinal de que estava perto do início do show de Ivete Sangalo. Após o cover de Hendrix, Angélique e Glover juntaram as vozes em outro sucesso do Living Colour, interpretando Solace of You. Era o fim de um curto, mas ótimo show. Sem bis, como de resto aconteceu na primeira noite do Rock in Rio 2013.
TRIBUTO A CAZUZA - ROCK IN RIO
Quando o Tributo a Cazuza começou, nós ainda estávamos do lado de fora da Cidade do Rock, mas deu para ouvir Paulo Miklos interpretando Vida Louca Vida. Já dentro, o que queríamos era conhecer o local para depois escolher onde assistiríamos os shows da primeira noite do Rock in Rio 2013. Como paramos bem em frente aos mastros onde tremulava a bandeira brasileira ao centro, em posição central, mas bem atrás, deu para ver as luzes e projeções nos telões com a presença de Miklos no palco, quando ele chamou Maria Gadú, a segunda atração da noite. Vimos pouco, mas o suficiente para não gostar. Ela não empolgou o público presente com suas leituras de Exagerado, Faz Parte do Meu Show e Bete Balanço. Muito chato. Fomos conhecer toda a extensão da Cidade do Rock enquanto o tributo rolava no Palco Mundo, mas na maior parte do espaço dava para ouvir o show. Assim, escutei Bebel Gilberto cantar Todo Amor Que Houver Nesta Vida e Preciso Dizer Que Te Amo. Gosto de Bebel, mas a sua interpretação foi morna. Rogério Flausino, vocalista do Jota Quest, cantou junto com Bebel a música Solidão Que Nada, quando o show começou a ficar interessante. Flausino ficou só no palco para interpretar as canções Nosso Amor A Gente Inventa e Ideologia, esta última com direito a discurso inflamado sobre a tradição brasileira de fazer canções de protesto. Neste momento, já estávamos mais perto do Palco Mundo novamente, dando para ver, bem de longe, a movimentação no palco. O sempre competente Ney Matogrosso entrou em seguida para emocionar o público, especialmente os da geração rock Brasil, interpretando Codinome Beijar-Flor. O show melhorou muito e ele ainda cantou O Tempo Não Para e Brasil. Frejat, parceiro de Cazuza no Barão Vermelho e idealizador desta homenagem, entrou em cena cantando Porque A Gente É Assim. No telão passava um vídeo com imagens de Cazuza e o Barão Vermelho na primeira edição do Rock in Rio, em 1985. Estava chegando ao final, quando todos voltaram para o palco e cantaram juntos Pro Dia Nascer Feliz. O Tributo a Cazuza foi bem irregular, com momentos sem nenhuma empolgação e outros de pura emoção, mas no geral, ficou bem abaixo da altura de Cazuza, o grande poeta do rock brasileiro. Poderia ter sido bem melhor.
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domingo, 15 de setembro de 2013
ROCK IN RIO 2013
Em março de 2013, eu comprei ingresso para a primeira noite da edição 2013 do Rock in Rio, ou seja, com seis meses de antecedência. No palco principal, o chamado Palco Mundo, a atração principal estava confirmada: Beyoncé. E ainda tinha Ivete Sangalo como a grande atração nacional. No prazo indicado quando da aprovação da compra, em junho, os ingressos chegaram em minha casa. Eram quatro: o meu e os de Fabiola, Diana e Michael. Fiz a reserva de hotel com antecedência, assim como emiti o bilhete aéreo, deixando apenas a questão do transporte até a Cidade do Rock para depois, esperando abrir a venda do Riocard para utilizar nos ônibus especiais que sairiam de vários pontos da cidade com destino ao local dos shows. Como não acompanhava o site do Rock in Rio, perdi o momento de comprar o passe para o ônibus especial. Quando vi, era tarde demais, pois os tais passes já estavam esgotados para os horários/locais de partida mais próximos do meu hotel. Lembrei da forma como fui para a Cidade do Rock na edição de 2011, assim como para os shows de Lady Gaga e Madonna, ambos em 2012. Entrei em contato com a empresa que fez o traslado e contratei o serviço privativo para quatro pessoas ao preço de R$ 400,00. O serviço contratado consistia em buscar na porta do hotel em horário previamente combinado, levando até a Cidade do Rock e, assim que quiséssemos, o mesmo carro nos levaria de volta ao hotel, o que poderia acontecer após terminado todos os shows programados para o dia. Com interesse em ver a última atração do Palco Sunset, o inusitado encontro de Angélique Kidjo com o grupo Living Colour, programado para acontecer às 19:30 horas, combinamos para que o carro, um Ford Fusion, estivesse na porta do Hotel Mirador Rio, em Copacabana, às 16 horas. Um dia antes, na quinta-feira, recebi um e-mail do dono da empresa que efetuaria o serviço, dizendo que a Prefeitura do Rio de Janeiro fecharia o acesso de carros particulares e táxis para a Cidade do Rock, fazendo barreiras cerca de 1,5 km do portão de entrada. Assim, teríamos que terminar o percurso a pé, bem como no nosso retorno, caminhando até o ponto onde o carro nos largaria. Pontualíssimo, o transporte estava nos esperando na sexta-feria, 13 de setembro de 2013. Thomaz, o próprio dono da empresa, nos conduziu. Com um atraso de dez minutos, causado por nós mesmos, saímos da porta do hotel. Ainda em Copacabana, o trânsito já estava muito travado e assim foi até perto da Barra, onde o trânsito, por incrível que pareça, fluía melhor. No local onde deveria haver o bloqueio, os carros estavam passando, mesmo com cones e agentes de trânsito. No nosso carro tinha um adesivo de morador, já que Thomaz reside em um dos condomínios próximos à Cidade do Rock. Mais à frente, outro bloqueio, mas nosso carro foi autorizado a passar. Ficamos muito contentes, pois Thomaz conseguiu chegar bem perto dos portões de entrada. Tivemos que caminhar uns 500 metros a partir do ponto onde o carro parou. Combinamos que ali seria o local para nos encontrarmos na volta. Demoramos 2 horas e quinze minutos para fazer o percurso de Copacabana até a Cidade do Rock de carro. No pedaço em que caminhamos, muita gente fazia o mesmo. O relógio marcava 18:30 horas, quando fogos anunciaram o início do Tributo à Cazuza. Ainda estávamos do lado de fora, quando ouvimos a primeira canção. Era preciso ficar atento, pois havia muita gente caminhando e ladrões se aproveitavam da euforia de estar ali ou da distração das pessoas para roubar celulares, bolsas, ingressos e mochilas. Havia policiamento, mas eles ficavam por detrás de barreiras de ferro, que, aliás, diminuíram o já estreito espaço até os portões. Vimos dois moleques passarem por nós correndo com duas mochilas nas mãos. Para evitar que fossem pegos, colocaram as mochilas dentro de um contêiner de lixo. Enquanto um saiu, o outro ficou a vigiar o lixo. Uma senhora encostou em Michael, perguntando se ele tinha achado uma máquina fotográfica, apontando para o bolso dele. Ela caminhava bem perto, insistindo nisto e olhava para outros moleques. Parece que era um golpe. Ela esperava que Michael tirasse seu celular do bolso e os moleques passariam correndo e o tirariam da sua mão. Diana, mãe atenta, percebeu e disse que ele não tinha achado nada. Apressamos o passo, passando por corredores estreitos, mas sem nenhum controle. Antes da conferência dos ingressos, placas indicavam que quem portava mochilas e bolsas deviam se dirigir para a direita onde elas seriam revistadas. Eu estava com mochila, já que carregava uma máquina fotográfica digital, uma camisa de malha de manga comprida, que precisei usar no início da madrugada, e uma canga, essencial para sentar no chão durante os intervalos entre os shows. A revista era para inglês ver. Pediram para abrir a bolsa, deram uma olhada pelo alto e apalparam de leve as bordas. Caso eu levasse alguma arma enrolada em uma roupa ou drogas, passaria tranquilo. Claro que não carregava nada disto. Em seguida, andamos mais um pouco até as catracas, onde o ingresso foi checado. A primeira coisa que fizemos ao entrar foi eternizar nosso momento em uma foto. Identificamos onde seria nosso ponto de encontro em eventual desencontro: ao lado do mastro da bandeira do Brasil. O show em homenagem a Cazuza rolava no Palco Mundo, mas decidimos fazer um reconhecimento de área, em especial onde poderíamos comer alguma coisa e onde eram os banheiros mais próximos. Passeamos pela Rock Street, passando antes por alguns stands de patrocinadores que traziam atrações para as pessoas que os visitavam. No stand da Sky, Michael enfrentou uma fila para fazer uma frase com a qual concorreria a uma tatuagem ainda naquela noite. Ele foi um dos ganhadores, recebendo um SMS durante o show do David Guetta para comparecer ao stand e fazer sua tatuagem, que durou todo o restante do show do DJ francês, o intervalo, e o show de Beyoncé. Vimos pequenos grupos se apresentando na Rock Street, em especial uma bandinha onde os integrantes estavam vestidos como escoceses tocando gaita de fole. Visitamos a tenda eletrônica na qual os shows programados começariam a partir de 22:30 horas. Voltamos para o espaço em frente ao Palco Mundo para ainda ver Ney Matogrosso finalizando o tributo à Cazuza. Aproveitando o intervalo, fomos conhecer o outro lado da Cidade do Rock, onde ficava o Palco Sunset e várias opções de alimentação que não eram sanduíches do Bob's. Para minha alegria, entrava no Sunset a última atração daquele palco na noite, Living Colour e Angélique Kidjo. Um pouco antes de terminar este show, voltamos para o Palco Mundo, pois estava perto de começar o show de Ivete Sangalo, durante o qual dançamos muito. Foi neste show que vimos as primeiras confusões, com brigas (ou simulação delas), momento em que várias pessoas eram furtadas, principalmente celulares. Fiquei mais atento ao meu bolso, pois era do tipo faca, sem botão ou qualquer outra forma de ficar fechado. Quando Ivete terminou, fomos para o mastro da bandeira brasileira para encontrar Michael. Ali ficamos até o final de todos os shows, com saídas estratégicas para ir ao banheiro e para comer. Por falar em comer, durante o show de David Guetta, aproveitei que acho ele bem chato e que a pista estava completamente lotada com gente histérica gritando, além de muito jovem totalmente travado de tanto ácido, para tentar comprar um sanduíche no Bob's. Caos total. Atendentes mal treinados, gente gritando por sua bebida/comida, gente se aproveitando da desorganização para se dar bem, pois vi mais de uma pessoa sem ficha ganhar no grito copos de cerveja e sanduíches. Depois de enfrentar uma fila semi-organizada para pagar pelo pedido e receber uma ficha, a dificuldade era conseguir retirar os itens comprados. Não havia fila, os atendentes estavam perdidos. Parecia que estava na China, onde a noção de fila não existe e as pessoas abrem caminham no empurra-empurra. Fabiola estava comigo e conseguiu chegar perto do balcão. Eu fiquei mais atrás. No aglomerado, enfiaram a mão no meu bolso onde estava meu celular por duas vezes, mas não conseguiram levar nada. Achei mais prudente ficar mais atrás, esperando Fabiola pegar a sua cerveja, o meu refri e meu sanduba. Mesmo com menos 15.000 pessoas em relação a 2011, em determinados momentos e locais era bem difícil se locomover. Afinal eram 85.000 pessoas que se moviam por todos os lados, especialmente durante os intervalos. Os fogos de artifício que sinalizam o final dos shows no Palco Mundo, quando a canção tema do Rock in Rio é executada, foram ao ar às 01:50 horas, logo após o término do show de Beyoncé. Esperei terminar o barulho para ligar para Thomaz, dizendo que estávamos de saída. Ele já estava nos aguardando no mesmo local em que nos deixara. A saída foi problemática, pois a maioria das pessoas deixavam a Cidade do Rock no mesmo momento, passando pelo estreito espaço de uma única vez. A caminhada foi lenta. Gastamos meia hora num percurso que faríamos em menos de dez minutos. Para piorar, vendedores ambulantes estavam parados no meio do caminho com aquelas caixas de isopor atrapalhando a passagem. Pelo menos neste momento, não vi ninguém ser roubado. Pelo que li depois nos sites de notícias, o furto imperou dentro do espaço do festival. Celulares de última geração e câmaras fotográficas digitais semiprofissionais foram os mais visados. Quando chegamos no local marcado, Thomaz nos aguardava ao lado do Ford Fusion. O trajeto até o hotel durou 40 minutos. Poderia ter sido mais rápido, mas nosso carro foi parado na Operação Lei Seca, quando Thomaz teve que descer, apresentar os documentos do carro e soprar o bafômetro. De todos os que foram parados, apenas nosso motorista não teve problemas. Chegamos no hotel pouco depois de 3 horas da madrugada. Minhas impressões sobre os shows da noite estarão em postagens específicas. Quanto ao Rock in Rio, mesmo com todos os percalços aqui relatados, vou continuar a frequentar, sempre tendo alguns cuidados adicionais. De preferência, das próximas vezes vou ficar na área VIP.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
MANÁ - DRAMA Y LUZ
Domingo, 28 de outubro de 2012, 19:30
horas. Chego ao Chevrolet Hall em Belo Horizonte para conferir o show da banda mexicana Maná, da turnê Drama Y Luz. Comprei o ingresso no dia anterior, diretamente na bilheteria do
ginásio, por R$ 180,00, preço único, com acesso livre para as arquibancadas e
para a pista. Um calor infernal tomava conta do ambiente. Embora com pé direito
muito alto, o que garante uma certa ventilação, o ginásio não tem sistema de ar
condicionado, o que o tornava um forno. Antes mesmo do horário marcado para
começar o show, às 20 horas, já havia acabado o estoque de Coca Cola no bar, restando água quente, Kuat e Fanta Laranja. A banda só entrou no palco quarenta e
cinco minutos depois do horário marcado, agitando a galera com uma projeção com
imagens do céu e de um furacão visto por cima, ao som de uma orquestra. O
ginásio recebeu um bom público que acompanhou, música por música, o show da
banda de pop-rock. Gosto muito da banda e os tinha visto ao vivo uma única vez
na última edição do Rock in Rio no Rio de Janeiro. Desta vez, o palco era só deles, quando
puderam utilizar de recursos tecnológicos para dar maior intensidade
ao show. Explosões, projeções de filmes e luzes foram uma constante durante as
quase duas horas de show. Entre uma canção e outra, o vocalista Olvera não cansava de elogiar o Brasil.
Mostrou o que chamou de tesouro mexicano, ao tomar um shot de tequila e a comparou à cachaça,
numa pronúncia engraçada, e ainda agradeceu aos músicos da banda mineira Jota Quest por eles terem acompanhado o Maná na tarde de domingo na cidade. O show
foi baseado no cd que dá nome à turnê, mas os grandes sucessos não ficaram de
fora. Oye Mi Amor abriu o show, acompanhada pela maioria dos
presentes. Seguiram-se músicas dançantes, mostrando que o show seria bem
animado. No meio do espetáculo, um set com alguns sucessos tocados de forma
acústica, quando uma jovem da plateia foi convidada a subir ao palco, se sentar
ao lado do vocalista e do guitarrista, como se o show fosse somente para ela.
Embora ela tenha recebido uma taça de vinho branco, não a vi tomar nenhum gole
enquanto esteve com os músicos. Outros sucessos como Lluvia al Corazón, Mariposa Traicionera, Eres Mi Religion e Vivir Sin Aire também foram cantadas a plenos pulmões
pelo público. Um dos pontos altos do show é a performance para Latinoamerica, quando uma projeção frenética ao fundo do palco mostrava todas as
bandeiras dos países latino-americanos, como se todos eles fossem um só
país, um só povo. Ao final, Olvera desenrolou um pano que estava em um
bambu, descortinando as bandeiras de México e Brasil colocadas uma na outra. O público foi ao
delírio. Saíram do palco, mas logo retornaram com os pedidos de bis. Cantaram
ainda os sucessos Labios Compartidos e Corazón Espinado. Um agradecimento apareceu no fundo do
palco: Gracías Belo
Horizonte. Era o final de um ótimo show, bem melhor do que eu vira no Rock in Rio.
show
sábado, 8 de outubro de 2011
ROCK IN RIO
EU FUI!
Eu fui ao Rock in Rio 2011. Comprei o ingresso pela internet, pagando R$ 170,00 para a sexta noite do festival, no sábado, dia 01º de outubro de 2011. Este era o primeiro dia de meu inferno astral e tudo correu de forma fantástica. Quando comprei os ingressos em 07 de maio deste ano, o fiz para mim e mais três amigos, Vera, César e Ewerton, mas os dois últimos desistiram de ir, vendendo suas entradas na semana anterior aos shows. Além de Vera, outros amigos já tinham ingressos e fomos todos juntos na mesma van. Éramos treze pessoas no mesmo transporte e cada um pagou R$ 70,00 pelo trajeto de ida e volta. Os shows no Palco Mundo estavam programados para ter início às 19 horas. O meu maior interesse na noite era ver o show do Maná, mas a maioria das pessoas que estavam comigo queriam ver o Coldplay, grupo que eu já tinha visto em um show na Praça da Apoteose no Rio de Janeiro no início de 2010. Combinamos de nos encontrar em um mesmo local às 18 horas. Com vinte minutos de antecedência eu já estava na Rua Maria Quitéria esquina com Avenida Vieira Souto, em Ipanema, onde a van já nos aguardava. Saímos às 18:10 horas. O motorista Luís Fernando pegou a Avenida Vieira Souto em direção ao fim do Leblon na intenção de ir pela Avenida Niemeyer, mas quando viu o engarrafamento que se formava, mudou de planos, fazendo o trajeto Lagoa-Barra. Embora as notícias que li antes indicavam grandes congestionamentos no caminho, fomos tranquilamente. Como três pessoas na van tinham ingresso para a área vip, eles ganharam um adesivo para colocar no carro, indicando trânsito livre até quase na entrada da Cidade do Rock. O adesivo tinha o número 1, assim como o ingresso, indicando a data para o qual tinha validade, ou seja, 01/10/2011. Desta forma, a van não era parada nos bloqueios na região de Jacarepaguá, pois para quem foi de carro próprio não tinha como deixar o veículo nas proximidades do evento. Quem arriscou ir de carro tinha uma bela caminhada para fazer, algo em torno de 1,5 km, até a entrada da Cidade do Rock. Na medida em que chegávamos mais perto, o motorista ia reduzindo a velocidade, pois havia muita gente na rua. Conseguimos parar cerca de duzentos metros da entrada. Antes combinamos como e onde seria o encontro para voltarmos, todos anotando o celular do motorista. A princípio, a volta seria imediatamente após o show do Coldplay, o último da noite, mas quem quisesse voltar antes, por mais R$ 70,00 por corrida, a van sairia após os shows do Maná e do Maroom 5, dando tempo de sobra para a corrida de ida e volta à Cidade do Rock. Os quatro adolescentes que foram conosco na van já nos deram "um perdido" antes mesmo de entrarmos. Na primeira barreira para entrar bastava estar com o ingresso nas mãos. Eu entrei sem mostrar meu ingresso. De fora escutávamos o show de Frejat. Na segunda barreira fomos revistados (uma revista meia boca, diga-se de passagem) e passaram uma leitora de metais rapidamente pelo nosso corpo. Nesta barreira encontramos com Emi e Rogério que tinham ido de ônibus Primeira Classe (R$ 30,00 a passagem de ida e volta), em sua segunda noite seguida no festival. Enfim, a terceira barreira, onde o ingresso era lido e destacado. Em nenhum momento paramos. Havia uma pequena fila, mas fluía bem. Logo na entrada ficamos esperando os três vips pegarem as pulseiras de acesso à área armada na lateral direita de quem entrava. O espaço cabia 4.000 pessoas por noite e os ingressos só foram vendidos depois que todos os destinados à pista já haviam se esgotado. Ficava bem distante do Palco Mundo, mas ficava em posição mais alta, dando boa visibilidade para quem lá estava. Um mundo de gente circulava e o show de Frejat chegava em sua última música, Êxtase, acompanhada em uníssono pela multidão. Resolvemos circular também. Como estou na rede social Foursquare, resolvi fazer check in no meu celular, mas era impossível. Problemas de conexão com a internet banda larga da TIM, Vivo e Oi foram frequentes. Somente quem tinha celular da Claro não tinha grandes problemas, apenas os de congestionamento de rede. Não por acaso, a Claro era uma das patrocinadoras do Rock in Rio (atenção Anatel, isto tem acontecido frequentemente nos eventos patrocinados pelas operadoras de telefonia móvel, ou seja, quem tem celular de quem não é a patrocinadora sempre tem problemas para usar seu telefone). Fomos para a Rock Street, uma rua construída inspirada nas ruas de New Orleans, com pequenos palcos em frente às casas de madeira com música ao vivo, geralmente jazz, soul, R&B, ou seja, músicas mais calmas. No caminho, resolvi ir ao banheiro. Não eram banheiros químicos, comuns nestes eventos, mas grandes estruturas construídas para serem banheiros. Não havia tumulto e estavam limpos, sem mal cheiro. Logicamente quando saí, não encontrei ninguém. Estava apenas com Rogério, que havia me acompanhado. Andamos pela Rock Street, tirei fotos, vi os stands de vários patrocinadores, ganhei Bis de limão (não gosto de Bis), vi o hotel vermelho de seis quartos da Claro (seis clientes sorteados por noite para dormir nos containers transformados em quarto dentro da Cidade do Rock). Tentávamos ligar ou enviar mensagens para os outros, mas não conseguíamos, até que fomos encontrados. Os vips foram para o local restrito, enquanto nós fomos para a pista, pois tinha começado o show do Skank. Entramos no meio da multidão, mas sem ir muito para a frente. Queria ficar em cima da grama sintética. O show foi recheado de hits. Dancei muito, curtindo o som do grupo mineiro. A galera estava vibrando, cantando todas as canções. Foi uma hora de show onde ninguém ficou parado. Durante o show, Rogério e Emi foram para a fila da tirolesa, o brinquedo sensação deste Rock in Rio. O pessoal esperava mais de uma hora na fila para descer em segundos pela corda de aço, passando em frente ao Palco Mundo, inclusive durante os shows. Quando o show do Skank terminou fomos tentar comer alguma coisa, embora vendedores passavam no meio da multidão com cachorro quente, refrigerante, água e cerveja. Fomos para o fundo da pista, pegando, em seguida, a lateral esquerda, sem entrar na Rock Street. Passamos em frente aos camarotes que os patrocinadores montaram, com atrações e brindes para o público, como batedores infláveis de plástico, daqueles usados em estádios de futebol, tanto da Volkswagen quanto da Coca Cola, este em formato de microfone. Chegamos, enfim, a uma das estruturas do Bob's armada no local, passando pela fila da tirolesa, onde havia um cartaz indicando que o brinquedo estava encerrado. Emi e Rogério se juntaram a nós, após tentativa frustrada de descer na tirolesa. Bebi apenas um mate, que me custou R$ 4,00 o copo. Estávamos bem próximos ao palco, em sua lateral esquerda. Ouvimos os primeiros acordes do show do Maná e tratamos de apressar o passo, entrando no meio da multidão. Fomos ganhando espaço, passando por cima de jovens sentados e deitados no chão, garantindo um lugar com visão privilegiada do palco. Começamos a ver o show na lateral, sem muita visão central, mas fomos caminhando para o meio de forma lenta e gradual, até conseguirmos ver o palco por completo. Estava apertado, mas era possível dançar. A maré de maconha passava de minuto em minuto. Muita gente estava com mochilas pesadas nas costas, o que atrapalhava um pouco ou garantia um melhor espaço para quem as usava, dependendo do ponto de vista que se analisa. Maná no palco e gente descendo na tirolesa, acima de nossas cabeças, pois ficamos bem próximos ao palco. O show foi vibrante. Gosto muito de Maná. Tenho todos os discos que esta banda mexicana já lançou, mas fiquei surpreso com a performance deles no palco e com o público que cantava a plenos pulmões as canções em espanhol. O show teve uma forte mensagem política, de integração da América Latina, com projeções em vídeo de todas as bandeiras dos seus países. Ao final, o vocalista Fher Olvera pegou uma bandeira enrolada em uma haste enorme de bambu e foi rodando, desenrolando-a, fazendo aparecer a bandeira do México pregada na bandeira do Brasil. Um belo momento, ovacionado pelo público. Em seguida, vestiu a camisa da seleção brasileira de futebol, chutando algumas bolas para a plateia. Ainda não era meia noite quando eles deixaram o palco, com pouco mais de uma hora de show, sem bis. Quando o show terminou, a maioria das pessoas se sentou na grama sintética. Emi, Rogério e Vera ficaram, pois queriam ver o show do Maroom 5. Já que não gosto desta banda, resolvi dar mais uma volta, comer alguma coisa. Fui acompanhado por Cláudia, David e Roberto. Foi uma dificuldade para sair. Muita gente sentada no chão. Não havia uma rota de fuga, um caminho específico para se sair (ou entrar) da multidão. Caso houvesse um tumulto qualquer, muita gente seria pisoteada. Talvez a organização do show deva pensar nisto para as próximas edições. Depois de muito esforço, de desvia daqui, pula dali, conseguimos chegar ao fundo da pista, próximo às bandeiras do Brasil, Portugal, Espanha (países onde acontecem o Rock in Rio), do Estado do Rio de Janeiro, da cidade do Rio de Janeiro e duas alusivas ao festival, que ficavam hasteadas em enormes mastros. Ali ficou sendo nosso ponto de encontro e de onde vimos os dois outros shows da noite. Enquanto o show do Maroom 5 não começava, fui comer. Enfrentei uma pequena fila (havia várias delas) no maior stand do Bob's, logo na entrada da Rock Street. Nesta hora, consegui, rapidamente, fazer check in no Foursquare. Por R$ 17,00 comprei um cheesebacon bruger e um mate Leão. Aproveitei para andar um pouco, tirando fotos. Voltei para o nosso local de encontro, de onde vi o empolgante show do Maroom 5. Foi realmente dançante. Pensei que conhecia pouca coisa da banda, já que não sou fã, mas ao longo do show, percebi que as canções me eram familiares. O vocalista fazia suas estripulias no palco. De onde estávamos, acompanhávamos o show pelo telão, já que o palco ficava muito distante. O som era uma maravilha. De qualquer local da pista se ouvia nitidamente. Enquanto a banda fazia seu show, alguns jovens faziam troça com o vocalista, dizendo "esta Coca é Fanta!" ou "este tomate é cereja!", enquanto as mulheres davam gritos quando ele aparecia por inteiro no telão. O show durou uma hora e meia. Foi o primeiro da noite que teve bis. A banda voltou e ainda cantou de três a quatro músicas. Novo intervalo. Ficamos conversando, esperando o último show da noite. Nossos amigos vips apareceram com vários brindes que ganharam. Reclamaram dos banheiros da área vip. Não tive queixas quanto aos banheiros. Mesmo ao final da noite, eles ainda estavam consideravelmente limpos e sem mal cheiro. Vera, Emi e Rogério se juntaram a nós, dizendo da dificuldade que tiveram ao fim da apresentação do Maroom 5. O show do Coldplay começou por volta de 01:15 da madrugada. Foi um show curto, um compacto do que eu tinha visto na Apoteose, com acréscimos de umas cinco músicas do disco ainda a ser lançado em 2011. Os mesmos efeitos, as mesmas borboletas de papel colorido esvoaçando no palco, as mesmas bolas coloridas gigantes, o mesmo laser, nada de novo em relação ao que já conhecia. Gosto de Coldplay, mas, definitivamente, não é uma banda para um grande festival de rock. Não empolgam. É show para se assistir sentado em um teatro. Realmente não foi uma boa colocar o Coldplay para fechar a noite. Os shows anteriores foram mais vibrantes, mais dançantes, com maior participação do público. Acabaram o show às 2:30 horas. A multidão começou a sair. Ficamos esperando o fluxo melhorar. Foi ótimo porque conseguimos ver o show pirotécnico que aconteceu em todas as noites do festival. Um show de fogos de artifício ao som da música tema do festival. Nuvens indicavam uma chuva próxima. Saímos pelo lado esquerdo, em direção à Rock Street. Vi que vários jovens se dirigiam para o palco onde rolava shows de DJs. No meio do caminho, parte da multidão virava à esquerda, onde uma pequena entrada para cadeirantes estava liberada. Foi um sufoco sair por ali, pois parecia uma boiada passando por um caminho que se afunilava. Quando todos estavam do lado de fora, fomos direto para o estacionamento do Rio Centro, local onde a van ficou estacionada. Eu, Vera, Cláudia, David e Roberto fomos os últimos a chegar na van. Saímos do local às 3:10 horas. O meu celular logo voltou a funcionar em sua plenitude, sinal de que algo ocorria na Cidade do Rock com os telefones das operadoras concorrentes da Claro. Fiz um verdadeiro tour antes de chegar ao hotel, passando pela Cidade de Deus, Linha Amarela, Barra, São Conrado, onde o primeiro desceu, Leblon (três desceram neste bairro), Lagoa (mais dois saíram da van), Ipanema (seis) e Copacabana, onde eu, o último a descer, cheguei ao Sofitel Copacabana, hotel no qual passei o final de semana. Entrei no quarto às 04:45 horas. Caí na cama e dormi, com a certeza de que voltarei ao Rock in Rio em 2013. Já adquiri o Rock in Rio Card (R$ 79,00), com o qual tenho direito à pré-venda para as edições até 2013, além de descontos no ingresso e em produtos ligados ao festival. Gostei muito de ter passado sete horas e meia na Cidade do Rock, futura praça de convivência da Vila Olímpica em 2016. E olha que nem conheci tudo, pois não fui em nenhuma atração do parque de diversões lá montado e nem vi as atrações do Palco Sunset.
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