Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Simone. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Simone. Mostrar todas as postagens

sábado, 18 de dezembro de 2010

SHOWS MUSICAIS

Resolvi ficar em casa o sábado todo. Acordei tarde. Não tomei café da manhã, pois já era quase hora do almoço. Ric preparou uma galinha caipira cozida, com arroz branco, feijão, quiabo e angu. Uma autêntica comida mineira. Duas sobrinhas dele partilharam o almoço e a tarde de sábado conosco. Enquanto aguardava, fui ver o recente dvd de Ivete Sangalo: Multishow Ao Vivo Ivete Sangalo no Madison Square Garden. Na noite anterior, na mesa do El Paso Latino, um dos assuntos foi o figurino de Ivete neste espetáculo. O show é, como se esperava, agitado, acelerado, dançante, pra cima. Superprodução, com painel reproduzindo grafismos multicoloridos. A primeira música, Brasileiro, mostra como seria o show inteiro. Ficou muito bonito os grafismos alusivos à bandeira brasileira enquanto Ivete cantava. O público parecia ser majoritariamente brasileiro, pois camisas e bandeiras do Brasil, da Bahia e de times de futebol nacionais são frequentemente mostrados, além de acompanharem todas as músicas conhecidas. Na maior parte do tempo, Ivete se comunica com a plateia em bom português. Tem como convidados o colombiano Juanes, a canadense Nelly Furtado, o argentino Diego Torres, e o brasileiro Seu Jorge. Dos duos, o mais natural, e por isso mesmo, o melhor, é o com Seu Jorge, na interpretação da música Pensando Em Nós Dois. Há um momento Elton John, quando Ivete aparece debaixo de uma caixa de presente gigante sentada ao piano para interpretar a balada Easy. Michael Jackson é lembrado também com a música Human Nature. No mais, é um show de Ivete cheio de energia. Quanto ao figurino, ela faz cinco trocas de roupa ao longo do show. As roupas refletem uma imagem de festa constante no Brasil, mesmo a mais discreta delas, um fraque preto estilizado que ela aparece quando está ao piano. Chamaria as roupas de fantasias, especialmente a primeira e a última do show, que tem um corte semelhante, um fraque com estrutura avantajada e rígida nas pontas, dando um ar de mestre de cerimônias do Cirque du Soleil. O figurino, em alguns momentos, atrapalha a cantora, mas não tira o brilho do show. Aliás, integra bem ao conjunto colorido de todo o espetáculo. Realmente o figurino é over, mas reflete o que Ivete é no palco: over!
Depois de Ivete, foi a vez de ver I Am... World Tour, o novo trabalho de Beyoncé com imagens de sua última tourné, incluindo a histeria de fãs em Florianópolis, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. Durante o show, imagens do público em várias cidades ao redor do mundo por onde a tourné passou. Foi bom rever o show que vi ao vivo em fevereiro deste ano no Morumbi em São Paulo.
Para esquentar para janeiro de 2011, o terceiro show que vi foi I Told You I Was Trouble - Amy Winehouse Live in London. Afinal já comprei ingresso, passagem aérea e reservei o hotel para o Summer Soul Festival, onde a cantora inglesa será uma das atrações. Este dvd é menos dançante do que os dois primeiros que vi, mas também é muito bom.
Para relaxar, o quarto dvd, que ainda está passando na minha TV, foi Simone Em Boa Companhia. Também vi este show no Teatro Nacional em Brasília. Já é a segunda vez que coloco este dvd. Gosto muito.

Nem vi o sábado passar...

sábado, 16 de outubro de 2010

segunda-feira, 12 de abril de 2010

PEDAÇOS - SIMONE - DISCOTECA ESSENCIAL (02)


Primeiro LP que eu comprei na vida. Tinha 13 anos. Minha coleção se resumia a dois discos que havia ganhado de Natal em 1979, ambos trilhas sonoras de novela: Dancin' Days Internacional e Estúpido Cupido Nacional. Tinha ganhado um dinheiro também como presente natalino e resolvi comprar o vinil da trilha sonora do especial da Globo Mulher 80 por causa de uma música, cantada por Simone: Começar de Novo. Fui à Mesbla, loja de departamentos no Centro de Belo Horizonte, que tinha um excelente setor de discos. Quando lá cheguei, não encontrei o vinil, pois ainda não havia chegado. O vendedor perguntou se queria uma música em especial. Falei qual era e ele me mostrou o disco Pedaços, lançado no segundo semestre de 1979 por Simone. Lembro-me que quis ouví-lo na própria loja, para ter a certeza de que iria comprá-lo. O vendedor me ofereceu um fone de ouvido. Foi paixão imediata. Foi empatia total. As onze canções do disco são lindas, com interpretação com muita energia. Comprei o LP. Ele não saiu mais da vitrola (que nome antigo!) lá de casa. Muitas das músicas deste vinil foram exaustivamente executadas nas rádios, levando Simone para um outro patamar no panteão das cantoras brasileiras, batendo recordes de vendagens de disco e lotando ginásios por onde se apresentava. Há a forte Cordilheira (Sueli Costa & Paulo César Pinheiro), com interpretação definitiva da cantora baiana. Começar de Novo (Ivan Lins & Vítor Martins), sucesso absoluto na TV por causa do seriado Malu Mulher da Rede Globo. Itamarandiba (Milton Nascimento & Fernando Brant), em uma interpretação repleta de emoção. Sob Medida e Pedaço de Mim, ambas de Chico Buarque, se completam, assim como dialogam com as músicas Condenados (Fátima Guedes), Outra Vez (Isolda), Saindo de Mim (Ivan Lins & Vítor Martins). Ainda há Povo da Raça Brasil, outra da dupla Milton Nascimento & Fernando Brant, Vento Nordeste (Sueli Costa & Abel Silva) e Tô Voltando (Maurício Tapajós & Paulo César Pinheiro), inaugurando uma caracterísitca de Simone de gravar uma samba pulsante em seus discos. Considero este o melhor disco já gravado por ela. Com certeza, é peça essencial numa discoteca da música brasileira.


PEDAÇOS - SIMONE - 1979

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

SIMONE EM BOA COMPANHIA



Resolvi dar mais uma pausa no XI FIC Brasília e fui conferir o novo show de Simone, Em Boa Companhia na Sala Villa Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro. (R$100,00, meia entrada para quem doasse um quilo de alimentos). Há quatorze anos moro na capital federal e somente vi Simone uma única vez, em 2008, em show conjunto com Zélia Duncan. Sempre foi minha cantora predileta, embora minha relação com suas fases são de amor e ódio. Hoje o teatro não estava lotado. Público majoritariamente feminino e mais velho. Ao final do espetáculo, estava em êxtase. Simone está solta no palco, brinca com o público, bem humorada, de paz com a vida. Mesmo quando pede para pararem de filmar, não perde a pose, nem a graça. Ao final de cada música, muitos aplausos. Ela desfila o repertório de seu mais recente disco, Na Veia, entremeado com canções que há muito não cantava, como Tô Que Tô (Kleiton e Kledir), que abre o show, e Paixão (Kleiton Ramil), num arranjo muito mais bonito do que na gravação de 1983. Também canta músicas que nunca gravou. Destaco a interpretação emocionante de Certas Coisas, de Lulu Santos e Nelson Motta. Fazer uma releitura de Perigosa, música de Rita Lee, eternizada na voz das Frenéticas, foi ousado, pois já beirando os 60 anos, Simone ainda desperta muitos suspiros e está em forma. O bis, com Encontros e Despedidas e Desamor, teve grande parte dos presentes de pé rente ao palco, com Simone pegando nas mãos de um por um e distribuindo rosas brancas e vermelhas. O show está lindo, com uma iluminação de destaque. A direção é de José Possi Neto. Gostei muito do que vi e, se tiver oportunidade, assisto de novo. Quem sabe em Belo Horizonte, no Palácio das Artes, no próximo dia 04 de dezembro.