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sexta-feira, 18 de março de 2011

FÉRIAS - DIA 20 - QUINTA-FEIRA - 17/03/2011 - PROBLEMAS NO HOTEL

Depois de um merecido descanso no final da tarde de quinta-feira, era hora de um banho relaxante para a saída noturna. Ao entrar no box do banheiro, acionando a torneira da ducha, ela não funcionou. De repente, a ducha começou a jorrar água. Girava a torneira para a direita e para a esquerda (quando a água deveria sair pelo chuveiro) e não acontecia nada. Também não conseguia fechar a torneira. Fui até ao telefone e pedi ajuda. Rapidamente a responsável pela limpeza do quarto apareceu. Quando viu do que se tratava, ela pediu que alguém da manutenção fosse até minha suite. A água continuava a jorrar. Um senhor apareceu, mexeu, mexeu, mexeu e nada conseguiu. Ele soltava algumas palavras incompreensíveis, mas dava para notar que estava xingando aquela instalação hidráulica. Ele me disse que tentaria resolver o problema pelo lado de fora do quarto. Em dois tempos, ele cortou a água de toda a suite. Decidi que não ficaria mais naquele quarto. Fui até a recepção, explicando tudo para a recepcionista. Ela disse que chamaria o gerente da noite, pois só ele podia resolver o que eu queria. O gerente, muito gentil, ouviu o relato da recepcionista. Como eu também escutava, complementava quando achava que deveria fazê-lo. Ele me disse que poderia me dar as chaves do quarto em frente para que pudéssemos usar o banheiro (duchas e pias) e que, após o meio-dia da sexta-feira, me trocaria de suite. Eu não aceitei, dizendo que era muito desconfortável não ter como usar as instalações do próprio quarto onde estava. Acrescentei, ainda, que minha reserva era para um quarto superior, quando do check in, o hotel Sofitel Paris Arc de Triomphe me ofereceu um up grade para a suite; que era a terceira noite que tinha problemas com a tal suite; que queria que o hotel me garantisse o que eu havia reservado; que não me importava em ir para um quarto menor. Ele me perguntou quais os problemas que eu tive. Na primeira noite, o calor do quarto era insuportável, sendo necessário o hotel levar um ventilador, tipo torre, até a suite para amenizar a temperatura ambiente. Na segunda noite, ao pedir duas garrafas de água, pois segundo o novo conceito da rede, não há mini bar nos quartos, com atendimento imediato. Porém, esperei por mais de meia hora para a chegada das águas. E elas só chegaram após eu ligar para a recepção reclamando. E na terceira noite, o problema com a água.Ainda acrescentei que a porta da banheira não fechava (ela agarrava no piso e não deslizava). Ele não argumentou mais nada. Disse que passaria tudo para a gerente de relacionamento com os hóspedes. Então eu falei que já conhecia a gerente, lembrando do problema que tivemos no primeiro café da manhã ali. Ele reforçou que gostaria de me acomodar em outra suite, mas todas estavam ocupadas naquele momento. Eu repeti que me desse as chaves de um quarto superior, conforme reserva. Ele ofereceu ajuda para fazer a mudança, mas disse que não precisava. Assim, subi com as chaves do novo quarto, desta vez no terceiro andar. Eu e Ric rapidamente fizemos a mudança do quinto para o terceiro piso. O quarto é bom, mas bem menor quando comparamos com a suite em que estávamos. Mas alguns detalhes neste novo quarto me agradaram mais: ar condicionado com controle do hóspede, vaso sanitário dentro do banheiro e não em cubículo à parte, existência de mini-bar. Acho que o gerente, ao ouvir os problemas por mim relatados, escolheu um quarto que ainda não entrou no "novo conceito" da rede Sofitel. Arrumamos rapidamente nossas coisas. Já eram 22 horas. A fome deu sinal de vida. Descemos, passei na recepção comunicando que já tínhamos efetuado a mudança. Resolvemos jantar nas imediações do hotel, caminhando até a sempre movimentada Avenue des Champs-Elysées. Ali, descemos em direção contrária ao Arco do Triunfo, entrando em uma das ruas que a cortam, cheia de luminosos de restaurantes com culinária especializada em algum país. Tinha comida chinesa, japonesa, cubana, libanesa, iraniana, marroquina, francesa, italiana. Ric, sempre resistente a novidades, disse que preferia uma massa. Entramos no pequeno, mas movimentado Caffé Italiano (15, Rue Washington), onde uma mulher fazia tudo: gerente, garçonete, arrumava as mesas, cobrava, saudava os que chegavam e dava adeus aos que saíam. Ela falava em francês, em italiano e em inglês. Vi o nome "Patrizia" bordado em seu avental, a chamei pelo nome. Imediatamente ela abriu um sorriu e disse que éramos brasileiros, não só pela forma de ter dito o seu nome, com ênfase na letra "z", mas também pelo fato de tê-la chamado pelo nome. Fomos muito bem atendidos. Acabei ficando no trivial: uma salada caprese e um penne à carbonara, regados por um Chianti Classico. Perto de meia-noite voltamos para o hotel, passando em frente ao Lido, onde havia uma enorme fila para o último show da noite (que estava atrasado). Garoava.

terça-feira, 15 de março de 2011

FÉRIAS - DIA 18 - TERÇA-FEIRA - 15/03/2011 - PARIS

Amanheci com muita preguiça, com vontade de ficar na cama, mas tinha que tomar o café da manhã, acabar de arrumar o pouco que faltava da mala, fazer o check out no hotel, pois tínhamos horário marcado para sair de Bruxelas em direção à Paris. O check out foi rápido. Pegamos um táxi na porta do hotel e, em dez minutos, chegamos à Gare du Midi. A corrida ficou em 10 euros, incluindo o suplemento pelo transporte de duas malas. Esperamos em torno de uma hora para embarcar no trem Thalys 9326. Bilhetes de classe Confort 1 (primeira classe), carro 2, assentos 12 e 13. Enquanto subíamos a esteira rolante, vários policiais subiram correndo a esteira que descia. Alguém tinha sido roubado na plataforma e pegaram o ladrão. Entramos no trem. Uma funcionária da companhia, vendo o tamanho da minha bagagem, disse que teria que colocá-la no lugar para grandes malas, ao fundo do vagão. A de Ric coube no compartimento acima de nossos assentos. Coloquei a mala no local indicado. Enquanto o trem esteve parado na estação, com as portas abertas, uma gravação sobre a necessidade de ficar de olho nas malas não parava de ser anunciada pelos auto-falantes do comboio. No horário exato, às 12:13 horas, o trem partiu. Logo na saída, um funcionário passou perguntando quem precisava de um voucher para pegar um táxi em Paris. Pedi um formulário para preencher, que deve ser devolvido com pelo menos uma hora antes da chegada à Gare du Nord. Não é gratuito, pois há um valor entre 11 e 15 euros que se acrescenta ao valor da corrida, mas vale a pena, evitando-se ficar nas enormes filas de táxi que se formam na saída da estação em Paris. Preenchi o formulário e o devolvi ao atendente da empresas Thalys. Na primeira classe, o acesso à internet é gratuito, mediante a inscrição no site da empresa. Fiz esta inscrição rapidamente e comecei a navegar, mas o balanço do trem, a velocidade e o tamanho minúsculo da letra em meu computador me fizeram desistir rapidamente de ficar na internet. Devido à hora, foi servido um almoço com duas opções frias de refeição: salmão defumado e vegetariana. Fiquei com a segunda delas. A viagem dura apenas uma hora e vinte e dois minutos. Funcionários da alfândega belga passaram pelo vagão, mas não questionaram ninguém que ali estava. Chegamos em Paris, na estação Gare du Nord, no horário correto, às 13:35 horas. Ao final da plataforma de desembarque, fica o funcionário da empresa que recebe o voucher do táxi e indica quem é o motorista que nos levará. Um senhor com cara de poucos amigos foi o nosso motorista. O táxi fica estacionado no subsolo da estação, em local exclusivo para os caros reservados. O clima em Paris está mais firme, com sol e pouco frio. Nem precisou usar os dois casacos que tenho usado desde o início da viagem. A corrida ficou em 24,90 euros, já incluído o suplemento da reserva, no caso 11 euros (o valor depende da distância a ser percorrida), além do suplemento pelas duas malas, 1 euro para cada uma. Como o motorista tinha cara amarrada e não ajudou a retirar a mala de seu carro, fiz questão do troco integral, pois paguei com uma nota de 50 euros. No hotel Sofitel Paris Arc de Triomphe (14, Rue Beaujon), o check in foi muito cortês. A atendente começou a falar em inglês, mas como eu respondi em francês, ela passou a falar em sua língua natal. O concierge do hotel que estava de plantão no momento de nossa chegada era português. Assim, enquanto eu acabava os procedimentos do check in, Ric pediu ao concierge a confirmação de uma reserva que temos desde o Brasil no restaurante Spoon, o empreendimento moderno do renomado chef Alain Ducasse. Reserva confirmada para a noite desta terça-feira, às 20:30 horas. Recebi um up grade de quarto, tendo em vista que estou na mais alta categoria do cartão fidelidade da Accor. Tenho o cartão Platinum do A-Club. Deram-nos uma suite junior, recentemente remodelada, segundo informou a recepcionista. A decoração é moderna, com iluminação colorida, dando um aspecto de paz quando apenas as luzes azuis ficam acesas. Também há uma banheira no meio do quarto, um amplo banheiro com sauna interna, cuja temperatura é regulada pelo próprio hóspede. Acesso à internet gratuito. Água, café Nespresso e chá à vontade. O senão fica por conta do vaso sanitário que, seguindo a tradição francesa, está localizado em um cubículo à parte. As luzes de leitura na cabeceira da cama se ascendem com um leve toque em sua base. Como diria meu amigo, um luxo e sofisticação. Amo muito tudo isto! Já que estamos em algo tão chique, porque não começar nossa programação em Paris com uma caminhada sem rumo definido na Avenue des Champs-Elysées, a poucos metros de distância do hotel. Com um sol gostoso, espantando o frio, muitas pessoas lotavam as esplanadas dos cafés localizados nos dois lados desta famosa avenida. Entramos na Fnac, na Sephora, na Louis Vuitton e na Nespresso. Ao passar em frente à Ladurée (75, Avenue des Champs-Elysées), paramos para um café. No meu caso, não podia deixar de experimentar um dos famosos macarons desta casa fundada em 1862. Experimentei o sabor café. Sublime! Voltamos para o hotel, onde recebemos um mimo de boa noite, um mini urso de pelúcia.
Às 20:30 horas, conforme reserva, chegamos ao Spoon (12, Rue Marignan). Fomos a pé, gastando pouco mais do que quinze minutos desde o nosso hotel. Fomos acomodados em uma mesa na lateral. Na verdade, eles só ocuparam as mesas centrais depois que todas as laterais já estavam ocupadas. O restaurante fica em um hotel, cujo nome é o mesmo da rua, e pertence ao chef Alain Ducasse, que nele pratica uma cozinha simples, saudável e natural. É verdade. Todas as opções são, a princípio, muito simples, mas feitas com um toque tão diferente que os pratos são únicos. Um garçom francês que falava português nos atendeu (parece que há uma preocupação crescente das lojas, hoteis e restaurantes de Paris em ter algum funcionário que fale português). Como boas vindas, um conjunto de oito pastas com sabores e texturas de ervas, raízes e vegetais, acompanhados de mini mini panquecas. Pedi um creme de tofu com um peixe cortado bem fino que parecia se mexer no prato (era apenas a interação do peixe seco com o molho fazendo a sua hidratação) e cogumelos frescos levemente grelhados. Em seguida, veio o meu prato principal em uma panela de cerâmica. Um cozido de vegetais e frutas que estava maravilhoso. Estavam cortados em finíssimas lâminas e ao serem cozinhados juntos, não se identificava facilmente o que era o que. A doçura das frutas se misturou ao sabor dos vegetais acrescentados das ervas. Antes da sobremesa, um chá digestivo com limão e gengibre foi servido. Claro que pedi uma sobremesa, seguindo a sugestão do garçom, um cheesecake com calda de geleia de laranja. Superbe! Iniciamos bem a temporada parisiense.