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sexta-feira, 29 de junho de 2012

AQUAVIT (2) - GASTRONOMIA EM BRASÍLIA (DF)


Endereço: SMLN ML 12, Conjunto 1, Casa 5, Brasília - DF.

Especialidade: cozinha contemporânea, sob o comando do chef dinamarquês Simon Lau Cederholm.

Quando fui: jantar do dia 21 de junho de 2012, quarta-feira. Éramos quatro pessoas. Chegamos por volta de 21 horas.

Serviço: como sempre acontece, o serviço foi eficiente, simpático, profissional, com atenção à mesa, não havendo demora na chegada de cada item do menu, respeitado o tempo de cada cliente e a sequência proposta pelo restaurante. A apresentação dos pratos é um destaque. Necessária reserva prévia. Mesmo sendo quarta-feira, o restaurante recebia um bom público.

O que bebi: o restaurante trabalha com menu fixo que se altera mensalmente. No menu, há sempre a possibilidade de optar pela harmonização de comida + bebida proposta pelo chef. No caso, uma amiga levou um vinho branco húngaro (Dobogó Furmint Tokaj 2008), pelo qual pagamos o serviço de rolha, para acompanhar dois pratos, e escolhemos as sugestões para os outros dois. Não gostamos da sugestão de harmonização para a sobremesa,motivo pelo qual ninguém escolheu o Araldica Asti (Piemonte, Itália). A descrição do que bebemos está no item a seguir, pois as bebidas estão estreitamente ligadas aos pratos.

O que comi: assim que recebi por e-mail com o menu de junho do Aquavit, liguei para minha amiga Vera dizendo que queria experimentá-lo. Não tinha nenhuma restrição aos ingredientes, escolhendo a sequência completa, composta de cinco pratos, para o jantar. De início, vieram à mesa os deliciosos pães feitos na casa, acompanhados de manteiga trufada. Os pães estavam quentinhos, sendo gostosos até mesmo sem passar nada neles. Uma ótima abertura para o menu que veio em seguida.




1º prato: coquetel de lagosta - chuchu marinado, manga, presunto de parma, espuma branca de tomate, bisque e dill. Harmonizado com uma taça do espumante rosé italiano Botega Spumanti Bruti 2010. O prato é servido em uma taça alta, tipo a que é servido o drinque dry martini. Não sou fã de lagosta, mas resolvi experimentar esta proposta inusitada com chuchu marinado. Sensacional. O doce da manga e a gordura do presunto de parma não deixaram a lagosta de sobressair. A fatia de presunto era fininha e extremamente seca, quase uma folha tesa. Não apreciei a harmonização, pois os sabores marcantes do presunto, do dill e da manga derrubaram o espumante, que morreu na boca.



2º prato: quenelles de linguado - molho cremoso de mexilhão e muitas ervas frescas, aspargos e ovas de salmão. Harmonizado com uma taça de Dobogó Furmint Tokaj 2008. A carne do linguado estava derretendo, quase uma espuma, com sabor leve, mas potencializado pelas ervas frescas, cultivadas na horta do restaurante e pelo delicioso molho de mexilhão. O toque inusitado veio das crocantes ovas de salmão. Foi o terceiro prato em minha preferência na noite. A harmonização com o vinho húngaro foi perfeita.



3º prato: consommé de peixe - camarão, tucupi, jambu e filigrana preta de polvilho Harmonizado com uma taça de Dobogó Furmint Tokaj 2008. Quando colocado na mesa, achei o prato feio, com um pedaço negro de peta achatada cobrindo tudo, mas bastou arredar a filigrana de polvilho para o lado para descortinar uma bela apresentação cheia de aromas da comida paraense oriundos do tucupi e do jambu. No fundo do caldo de tucupi havia bolinhas de sagu, o que fazia deste terceiro prato o mais brasileiro de todos. Tudo estava ótimo com o especial sabor do jambu que adormecia a boca de forma especial. O sagu foi uma surpresa para mim, conferindo a este terceiro prato no meu favorito da noite. A harmonização não foi tão perfeita como no segundo caso, mas ainda assim não decepcionou.



4º prato: paca com purê de mangarito, confit de camapu, ora pro nobis, foie gras grelhado e molho do caçador. Harmonizado com uma taça o vinho tinto espanhol Besllum Montsant 2008. Este foi o prato que me chamou a atenção no menu de junho, pois tenho uma ótima lembrança de um festival de paca que comi no restaurante Dom Francisco ASBAC, em Brasília. A carne de paca é certificada, com criação para abate autorizada pelo Ibama. Prato com sabores fortes e muito perfumado. O purê de mangarito lembra, na aparência, ao purê de batata, porém menos consistente. O garçom nos informou que é uma raiz da família do inhame. Não gostei. O confit de camapu estava divino, com um sabor doce e azedo sensacional. Questionado sobre como era a fruta, o garçom nos trouxe do pomar do restaurante um exemplar. Nada mais do que a conhecida physalis colombiana. É um fruto do cerrado brasileiro. A folhagem ora pro nobis é uma das que mais gosto, muito comum em Minas Gerais, mas rara de se comer fora de meu estado. Estava muito bom e foi uma ótima companhia para a carne de paca. Para não parecer tão brasileiro este prato, um foie gras grelhado adornou a carne, em casamento inusitado mas que combinou bem. A harmonização também não foi feliz, pois o vinho era fraco para a explosão de sabores do prato. O vinho morreu na boca. Gostei do prato, sendo o meu segundo preferido na sequência da noite.



5º prato: a sobremesa - morango, merengue e marzipan. Não sou fã de nenhum dos três ingredientes. Prato bonito, mas dispensável.



A orgia gastronômica terminou com um xícara de chá de hortelã, colhido na horta na hora, acompanhado de madeleines e macaron de doce de leite.

Valor total da conta: R$ 1.065,00.


Minha avaliação: * * * * 1/2. Para ler outra avaliação que fiz em outra oportunidade em que estive no Aquavit clique qui.

Gastronomia Brasília







domingo, 5 de fevereiro de 2012

CONFRARIA VINUS VIVUS - 61ª REUNIÃO

Mais um ano, mais uma reunião da Confraria Vinus Vivus teve lugar no dia 23 de janeiro, quando os confrades se reuniram pela 61ª vez na casa de Vera. Infelizmente começamos o ano com uma baixa, pois o confrade Leo L. teve que nos abandonar. O primeiro encontro de 2012 teve como tema os vinhos italianos produzidos pelo famoso Angelo Gaja.

Vinho 1 - Promis Ca'Marcanda





Safra: 2006.
Álcool: 14,5%.
Casta: 55% merlot, 35% shiraz e 10% sangiovese.
Produtor: Angelo Gaja.
Região: Maremma, Livorno, Toscana, Itália.
Cor: rubi, apresentando evolução conforme se percebeu em sua unha, já com uma cor levemente alaranjada.
Aromas: floral, alcaçuz, terra molhada, pimenta do reino moída, licoroso.
Boca: pimenta do reino, salgado, figo turco seco, acidez bem presente, com muita salivação na boca.
Harmonização: como a maioria dos vinhos italianos, pede uma comida, especialmente massas e carnes.
Estágio: 18 meses em barricas de carvalho novas e usadas.
Guarda: de 5 a 10 anos.
Importador: Mistral - R$ 224,00.
Decanter: ficou por uma hora e meia.
Observações: vinho com a denominação Indicazione Geografica Tipica - IGT.



Vinho 2 - Dagromis





Safra: 2006.
Álcool: 14,5%.
Casta: 100% nebbiolo.
Produtor: Angelo Gaja.
Região: Piemonte, Itália.
Cor: granada.
Aromas: madeira mofada, telha molhada, herbáceo, especiarias, algodão doce, saco de açúcar.
Boca: tânico, seca a boca, mas sem agredir, não tem nenhum amargor.
Harmonização: carne de caça, cordeiro, carne vermelha.
Estágio: 12 meses em barricas de carvalho e 12 meses em toneis de carvalho.
Guarda: + de 10 anos.
Importador: Mistral - R$ 307,00.
Decanter: ficou por uma hora e meia.
Observações: vinho com a denominação Denominazione di Origine Controllata e Garantida - DOCG.

Vinho 3 - Magari Ca'Marcanda




Safra: 2005.
Álcool: 14,5%.
Casta: 50% merlot, 25% cabernet sauvignon e 25% cabernet franc.
Produtor: Angelo Gaja.
Região: Bolgheri, Toscana, Itália.
Cor: rubi escuro.
Aromas: couro, geleia, jatobá, violeta, caramelo, baunilha.
Boca: bem doce.
Harmonização: cabrito, cordeiro, caça, massa com molho trufado.
Estágio: 18 meses em barricas de carvalho francês de primeiro e segundo uso.
Guarda: + de 10 anos.
Importador: Mistral - R$ 320,00.
Decanter: ficou por duas horas.
Observações: vinho com a denominação Indicazione Geografica Tipica - IGT.
O preferido da noite pela confrade Cláudia.

Vinho 4 - Gaja Barbaresco




Safra: 2007.
Álcool: 14,5%.
Casta:  100% nebbiolo .
Produtor: Angelo Gaja.
Região: Barbaresco, Piemonte, Itália.
Cor: rubi, apresentando notas de evolução.
Aromas: talco perfumado, graveto, balsâmico, doce/azedo.
Boca: macio, harmônico, redondo.
Harmonização: carne, cordeiro e alta gastronomia.
Estágio: 12 meses em barricas de carvalho e 12 meses em toneis de carvalho.
Guarda: + de 10 anos.
Importador: Mistral - R$ 854,00.
Decanter: ficou por duas horas.
Observações:  vinho com a denominação Denominazione di Origine Controllata e Garantida - DOCG.
O campeão da noite, sendo o preferido por Lucimar, Fernanda, Vera, Rita, André, Abílio, Leo S. e Marcos.

Terminada a bela degustação, como de costume, a nossa anfitriã nos ofereceu um belo arroz de mariscos, harmonizado pelo interessante vinho branco húngaro Dobogó, safra 2007, 100% Furmint, produzido na região de Tokaj pela enóloga Izabella Zurack, tendo 14% de álcool e estágio de oito meses em barricas de carvalho. Importado pela Wine Brands, custa R$ 152,00 na Art du Vin em Brasília.





Docinhos da Pingo de Leite serviram de mote para cantarmos parabéns aos aniversariantes do mês: Cláudia, Rita e Marcos.



O tema para a reunião de fevereiro ficou sendo os vinhos franceses.

vinho