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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

MEUS FAVORITOS PARA O OSCAR 2013

Como não devo assistir mais nenhum filme que concorre ao Oscar até o dia da cerimônia de entrega, marcada para o próximo domingo, 24 de fevereiro, deixo aqui os meus favoritos nas categorias que relaciono a seguir:

Melhor filme: Argo - vi sete dos nove concorrentes: Amor, As Aventuras de Pi, O Lado Bom da Vida, Lincoln, Argo, Os Miseráveis e Django Livre.

Melhor diretor: David O. Russel, pela bela direção de atores no filme O Lado Bom da Vida. Dos concorrentes, só não vi Indomável Sonhadora.

Melhor atriz: Emmanuelle Riva, de Amor. Além de estar muito bem no filme, seria um prêmio em reconhecimento à sua contribuição para o cinema. Nesta categoria há outras fortes concorrentes. Dos concorrentes, só não vi Indomável Sonhadora.

Melhor ator: Daniel Day-Lewis, de Lincoln. Sua performance realmente é arrebatadora. Pena para Joaquin Phoenix ou Denzel Washington, ambos excelentes em suas interpretações que lhe renderam as merecidas indicações. Vi todos os indicados.

Melhor atriz coadjuvante: Anne Hathaway, de Os Miseráveis. Ela tem uma participação pequena no filme, algo em torno de 30-40 minutos, mas está tão bem no papel de uma sofrida mulher miserável, que fica bem acima das demais concorrentes. Dos concorrentes, só não vi As Sessões.

Melhor ator coadjuvante: Christoph Waltz, de Django Livre. Mostra em mais um filme de Tarantino que é um ator versátil, saindo do nazista frio e calculista de Bastardos Inglórios para o dentista caçador de recompensas com senso de humor sensacional desta homenagem aos faroestes espaguete. Vi todos os indicados.

Melhor filme estrangeiro: Amor, de Michael Haneke. Foi o único que vi, mas como ele concorre em duas categorias, creio que aqui ele sairá vencedor.

Melhor roteiro original: Django Livre, de Quentin Tarantino. Dos indicados, não vi Moonrise Kingdom e A Hora Mais Escura.

Melhor roteiro adaptado: As Aventuras de Pi. Foi muito interessante a transposição para a telona de um livro cheio de filosofia e dúvidas existenciais. Dos concorrentes, só não vi Indomável Sonhadora.

Fotografia: Lincoln. O tom quase em preto e branco é um dos pontos altos deste lento filme de Spielberg. Dos concorrentes, só não vi Anna Karenina.

Figurino: Espelho, Espelho Meu. Gostei do colorido das roupas deste filme. Dos concorrentes, só não vi Anna Karenina.

Melhor canção original: Skyfall, de 007 - Operação Skyfall. Mesmo não conhecendo todas as músicas concorrentes, creio que Adele levará mais este prêmio.

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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

AMOR (AMOUR)

Amor (Amour), o mais novo filme dirigido por Michael Haneke, é um dos nove concorrentes ao Oscar 2013 de melhor filme, , mas também concorre na categoria melhor filme estrangeiro, o que me leva a crer que dificilmente ele ganha na principal categoria. É uma co-produção de França, Alemanha e Áustria, lançada em 2012 nos cinemas. Falado em francês e rodado na França, foge um pouco da temática principal de Haneke, a violência, embora podemos fazer uma leitura com este foco de todo o filme, especialmente em seus minutos finais. Um casal de professores de música aposentados vive só em um apartamento e continuam frequentando concertos de música clássica até que a mulher sofre um AVC, paralisando seu lado direito e alterando completamente a sua vida e a de seu marido. A única filha do casal, também musicista, vive em outro país e está em constante viagem em razão de seu trabalho. A dedicação que o marido presta a sua esposa é especial e muito bonita, pois ele também possui suas limitações físicas em razão da idade avançada. A mulher detesta hospital e vai suportando o desenrolar da doença em sua própria casa, aguentando cuidadores nem sempre delicados para lhe auxiliar em um momento mais avançado de seu problema de saúde. O filme tem 127 minutos de duração. Em seu início já sabemos o que vai acontecer, motivo pelo qual acompanhar o desenvolvimento da doença junto com o casal torna-se angustiante e muito triste. Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva vivem o casal, enquanto Isabelle Huppert interpreta a filha deles. Riva está excelente no papel da velha doente e por causa de sua interpretação foi indicada ao Oscar de melhor atriz nesta próxima edição. Haneke é um mestre da direção e uma de suas marcas registradas, a falta de trilha sonora no filme, está presente em Amor. A música só aparece quando ela faz parte da cena, nunca há uma música de fundo tocando. A tristeza deste filme aparece num crescendo, o que provoca muitas fungadas dentro da sala de projeção. Como o público que compra ingresso para ver Amor é mais velho, a reação emotiva é mais forte, pois muitos sabem que podem passar pela mesmas dificuldades do casal de idoso da telona. Gostei muito.

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