Como postei no Facebook, vi o filme La La Land na noite de terça-feira, 24/01/2017. Cinema cheio, pois, além de ser período de férias escolares, tinha sido divulgado naquela terça-feira os indicados para o Oscar 2017, quando La La Land igualou o recorde de indicações na história do prêmio, concorrendo em 14 categorias. E disputa o prêmio máximo nas mais importantes: filme, diretor, roteiro, atriz e ator. Para acrescentar interesse em vê-lo, ele tem arrebatado todas as principais premiações pré-Oscar, como os sete Globos de Ouro. Fui com boa expectativa, não muito exagerada, pois filmes musicais não fazem parte dos meus favoritos. Prefiro ver musicais no teatro. É mais prazeroso e divertido. Com meia hora de projeção, já estava incomodado na cadeira do Cinemark. Achei horrível, cheio de clichês, uma série de "cópias" de cenas famosas de musicais antigos, como Cantando na Chuva, Os Guarda-Chuvas do Amor, Sinfonia de Paris, filmes com cenas de sapateado, e até mesmo uma pitada de Bollywood (primeira cena). Alguns críticos dizem que são homenagens, mas eu achei cópias inferiores às cenas que o diretor Damian Chazelle se inspirou. Emma Stone, que vive a mocinha do filme, é boa atriz, mas tem uma voz fraquinha como cantora. Ryan Gosling, seu par romântico, também não tem voz potente, dança mal o número de sapateado e faz a mesma cara o tempo inteiro. Enfim, achei longo (129 minutos), chato, sem empolgação e sem conteúdo. Mas como Hollywood quer vender esta imagem de saudosismo, de pureza e de inocência, características típicas dos filmes musicais de 40/50/60, especialmente em época de trevas como a que vivemos, este musical se encaixa perfeitamente neste perfil desejado. Para não dizer que não gostei de nada, destaco o figurino, sempre muito colorido, e o final, embora esperado, não é o desejado pelos expectadores.
Um pouco de tudo do que curto: cinema, tv, teatro, artes plásticas, enogastronomia, música, literatura, turismo.
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
domingo, 11 de maio de 2014
12 ANOS DE ESCRAVIDÃO
Fui ver 12 Anos de Escravidão (12 Years A Slave), o ganhador do Oscar 2014 de melhor filme. É uma co-produção entre Estados Unidos e Reino Unido, dirigida por Steve McQueen. Embora com apenas três longas no currículo, Fome (Hunger), Shame e 12 Anos de Escravidão, McQueen já é um dos meus diretores favoritos. Seus filmes sempre tem temática forte, são contundentes e ele faz um belo trabalho de direção de atores. E ainda tem sempre a presença iluminada de Michael Fassbender. A película, como a maioria dos filmes que concorrem ao Oscar, tem duração em torno de 130 minutos, e nos conta a história de Solomon Northup, magistralmente interpretado por Chiwetel Ejiofor, um negro liberto, músico, que vive com sua família no final do Século XIX. Ele aceita um novo trabalho para tocar violino em outra cidade, quando é sequestrado e vendido como escravo para trabalhar nas fazendas do sul dos Estados Unidos, onde a cultura escravagista era ainda forte. Nos doze anos em que esteve escravo, teve dois donos, o segundo vivido por Fassbender. Neste período, ele passa por provações, é humilhado e sofre fisicamente. Como era de se esperar, o filme provoca lágrimas em várias cenas. Um branco, interpretado por Brad Pitt, é uma esperança para seu retorno à liberdade. A história é baseada em fatos reais, o que provoca maior repulsa ao que vemos. Um dos destaques do filme é a performance de Lupita Nyong'o, que lhe garantiu o Oscar de melhor atriz coadjuvante, como a escrava Patsey, uma verdadeira máquina produtiva na colheita do algodão. Gostei muito.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
MEUS FAVORITOS PARA O OSCAR 2013
Como não devo assistir mais nenhum filme que concorre ao Oscar até o dia da cerimônia de entrega, marcada para o próximo domingo, 24 de fevereiro, deixo aqui os meus favoritos nas categorias que relaciono a seguir:
Melhor filme: Argo - vi sete dos nove concorrentes: Amor, As Aventuras de Pi, O Lado Bom da Vida, Lincoln, Argo, Os Miseráveis e Django Livre.
Melhor diretor: David O. Russel, pela bela direção de atores no filme O Lado Bom da Vida. Dos concorrentes, só não vi Indomável Sonhadora.
Melhor atriz: Emmanuelle Riva, de Amor. Além de estar muito bem no filme, seria um prêmio em reconhecimento à sua contribuição para o cinema. Nesta categoria há outras fortes concorrentes. Dos concorrentes, só não vi Indomável Sonhadora.
Melhor ator: Daniel Day-Lewis, de Lincoln. Sua performance realmente é arrebatadora. Pena para Joaquin Phoenix ou Denzel Washington, ambos excelentes em suas interpretações que lhe renderam as merecidas indicações. Vi todos os indicados.
Melhor atriz coadjuvante: Anne Hathaway, de Os Miseráveis. Ela tem uma participação pequena no filme, algo em torno de 30-40 minutos, mas está tão bem no papel de uma sofrida mulher miserável, que fica bem acima das demais concorrentes. Dos concorrentes, só não vi As Sessões.
Melhor ator coadjuvante: Christoph Waltz, de Django Livre. Mostra em mais um filme de Tarantino que é um ator versátil, saindo do nazista frio e calculista de Bastardos Inglórios para o dentista caçador de recompensas com senso de humor sensacional desta homenagem aos faroestes espaguete. Vi todos os indicados.
Melhor filme estrangeiro: Amor, de Michael Haneke. Foi o único que vi, mas como ele concorre em duas categorias, creio que aqui ele sairá vencedor.
Melhor roteiro original: Django Livre, de Quentin Tarantino. Dos indicados, não vi Moonrise Kingdom e A Hora Mais Escura.
Melhor roteiro adaptado: As Aventuras de Pi. Foi muito interessante a transposição para a telona de um livro cheio de filosofia e dúvidas existenciais. Dos concorrentes, só não vi Indomável Sonhadora.
Fotografia: Lincoln. O tom quase em preto e branco é um dos pontos altos deste lento filme de Spielberg. Dos concorrentes, só não vi Anna Karenina.
Figurino: Espelho, Espelho Meu. Gostei do colorido das roupas deste filme. Dos concorrentes, só não vi Anna Karenina.
Melhor canção original: Skyfall, de 007 - Operação Skyfall. Mesmo não conhecendo todas as músicas concorrentes, creio que Adele levará mais este prêmio.
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
LINCOLN
Mais um filme concorrente ao Oscar 2013: Lincoln (Lincoln), produção americana de 2012 dirigida por Steven Spielberg. Fui ver em uma quente tarde de sábado em Belo Horizonte, logo após passar máquina três em meu cabelo. Escolhi a sessão de 17:10 horas do Cinemark Pátio Savassi. Lincoln concorre a doze Oscar, entre eles, filme, diretor, ator, atriz e ator coadjuvantes, roteiro adaptado, figurino e fotografia. Protagonizado por Daniel Day-Lewis, que está perfeito interpretando o presidente americano nos seus últimos dias de vida, sendo muito difícil ele perder o Oscar como melhor ator na cerimônia do próximo dia 24 de fevereiro. Spielberg escolheu dar um tempero muito lento e quase didático ao filme, em história linear, mostrando a batalha de Lincoln para passar a Emenda 13, que punha fim à escravidão nos Estados Unidos, na Câmara dos Deputados, enquanto a Guerra Civil entre o sul escravocrata e o norte liberal já passava de quatro anos. A aprovação da emenda significava não só a liberdade para os escravos, mas também o possível fim da guerra e a volta dos estados do sul para a União que forma os Estados Unidos da América. Tommy Lee Jones, indicado para a categoria de ator coadjuvante, é um deputado que passou a vida inteira defendendo a igualdade entre brancos e negros e tem um embate interessante com seus opositores nos debates sobre a emenda. Ele está bem, mas não creio que leve o Oscar, pois há concorrentes com performances melhores, como Christoph Waltz, de Django Livre, Philip Seymour-Hoffman, de O Mestre, ou Alan Arkin, de Argo. Não gostei de Sally Field como a esposa de Lincoln, embora esteja concorrendo na categoria atriz coadjuvante. Para piorar, ela está a cara de Regina Duarte, atriz de quem não gosto muito. A fotografia é bonita, com tons escuros, quase um preto e branco. Não entendi porque Spielberg optou em não filmar o assassinato de Lincoln. Logo ele que é tão reconhecido por cenas de impacto, com efeitos especiais de última geração. Os 150 minutos do filme parecem uma eternidade, com cenas longas e lentas, com muito diálogo. A caracterização dos deputados é muito parecida, o que gera confusão para quem está assistindo. Ao final, na saída da sala de projeção, o que mais ouvi foram comentários negativos em relação ao filme. Também não gostei. Diria que se não tivesse Day-Lewis, o filme seria muito pior de aguentar. Ele salva algumas cenas com sua caracterização de um presidente obstinado por alcançar seu maior objetivo, mas de forma serena, sem alterar a voz. Se tivesse cinquenta minutos a menos, talvez fosse mais palatável.
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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
O MESTRE
Continuando a conferir os filmes que concorrem a algum Oscar, foi a vez de ver O Mestre (The Master). Segunda-feira, Carnaval, sessão das 21 horas no Espaço Itaú de Cinema, CasaPark Shopping. Eu achava que seria uma sessão tranquila, mas parecia que todo mundo estava dentro do shopping, pois não havia vaga no estacionamento pago e foi uma dificuldade para estacionar o carro do lado de fora. A fila para comprar o ingresso estava imensa, assim como as da lanchonete. Sessão lotada, com gente sentada na primeira fileira. O filme é uma produção americana de 2012, dirigido por Paul Thomaz Anderson, o que já garante um roteiro difícil (vide Sangue Negro e Magnólia), também escrito por ele. Concorre ao Oscar de melhor ator (Joaquin Phoenix), melhor atriz coadjuvante (Amy Adams) e melhor ator coadjuvante (Philip Seymour Hoffman). O diretor optou por usar uma cor esmaecida, com tons pastéis, garantindo uma conexão com a época em que se passa a história, logo após o término da Segunda Guerra Mundial. Com 144 minutos de duração, parece ter muito mais, pois é bem lento. Nem todo mundo aguenta ficar na sala de projeção. Vi pessoas se levantarem antes mesmo do filme chegar na metade para ir embora. O roteiro, como eu já esperava, é truncado, difícil, com alguns furos. Os atores, especialmente os que concorrem ao Oscar, estão soberbos. Phoenix dá um show de interpretação em sua volta ao cinema depois de quatro anos de seu último filme. Ele é Freddie Quell, um ex-combatente de guerra que volta para casa sem rumo e com muitas sequelas traumáticas, não conseguindo se fixar em nenhum emprego, dependente de álcool e muito violento. Quell faz sua própria bebida, utilizando até remover de tinta em sua composição. Em seu caminho errante, cruza com Lancaster Dodd (Hoffman), líder de uma seita que prega o autocontrole a partir de técnicas nada ortodoxas, autor de um livro chamado The Cause, e com seguidores fiéis. Hipnose e regressão são algumas das técnicas que ele usa para "limpar" as emoções. Peggy Dodd (Adams), esposa de Lancaster, é também uma fiel defensora do método, sendo muito mais fria e calculista do que seu marido. Quell, com seu problemas psicológicos, é um prato cheio para o casal, que o usa como cobaia em suas demonstrações públicas. A relação entre Quell e a família Lancaster acaba sendo de dependência mútua. O que vemos é como o ser humano pode ser manipulado por uma ideologia, uma seita, especialmente quando ele é frágil psicologicamente. O filme é lento, chato, difícil de agradar, mas vale conferir pela ótima performance destes três atores. Gostei médio.
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
O LADO BOM DA VIDA
Aproveitando a folga de trabalho no Carnaval, fui ao cinema para ver mais um dos concorrentes ao Oscar de melhor filme. Desta vez, fui ao decadente cinema do Shopping Pátio Brasil, pagando R$ 10,50 pelo ingresso, sessão das 21:00 horas. Sala bem vazia, com cadeiras quebradas e cheiro desagradável. O filme escolhido foi O Lado Bom da Vida (Silver Linings Playbook), produção americana de 2012 dirigida por David O. Russell. Pat, vivido por Bradley Cooper, sai de uma instituição psiquiátrica e volta para o seio de sua família, com o objetivo de reconstruir sua vida e reconquistar sua esposa. Ele ainda tem certos distúrbios mentais e no caminho de sua reconstrução conhece Tiffany, a ótima atriz Jennifer Lawrence, que concorre ao Oscar de melhor atriz por este papel. Tiffany também tem seus problemas, principalmente depois que fica viúva. História bobinha, com final para lá de previsível em todos os seus aspectos. O excesso de gritaria durante as duas horas de projeção incomoda bastante. No fundo, no fundo, todos parecem ser desajustados. O que vale é a incrível direção de ator que Russell conseguiu imprimir ao filme. Todo o elenco está muito bem. Não é a toa que ele concorre ao Oscar nas categorias de diretor, ator, atriz, ator e atriz coadjuvante. Bradley Cooper e Jennifer Lawrence formam o casal de protagonistas e a química entre eles rola desde o primeiro encontro dos personagens. Robert De Niro e Jacki Weaver são os candidatos nas respectivas categorias de coadjuvante e estão muito bem como os pais de Pat. Ele um viciado em jogos, em apostas, que tem dezenas de transtornos obsessivos compulsivos (toc), enquanto ela faz uma mãe que tem o sofrimento estampado no rosto, mas sempre está do lado de sua família. Gostei mais pelo desempenho dos atores do que pelo enredo, que achei bem simples, bem bobinho, como já escrevi acima.
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
ARGO
Argo (Argo) é o melhor filme dos candidatos ao Oscar 2013. Ouso dizer isto mesmo tendo visto até agora somente quatro dos nove concorrentes. Estréia na direção de Ben Affleck, esta produção americana de 2012 se baseia em fatos reais para narrar a história de uma operação da CIA, juntamente com o Canadá, para retirar do Irã seis diplomatas que estavam refugiados na embaixada canadense durante o período pós revolução iraniana comandada pelos ayatolás, em 1979/1980. O elenco está bem afinado, encabeçado pelo próprio Affleck, que interpreta o agente da CIA Tony Mendez, especialista em expatriação. Mesmo sabendo como termina, o filme gera tensão, reproduzindo fielmente a época retratada, especialmente figurinos, maquiagem e cabelos. Ben Affleck mostra que sabe dirigir, conferindo à película agilidade e performances de conjunto espetaculares, onde nenhum ator se destaca sobre os outros. Todos estão muito bem. As participações de John Goodman e Alan Arkin dão o tom mais leve (sem nenhum trocadilho) para a tensão do enredo, vivendo, respectivamente, John Chambers, um famoso e premiado maquiador de Hollywood, e Lester Siegel, um produtor hollywoodiano. O plano para a retirada dos seis diplomatas é ousado, pois Mendez pretende tirá-los do Irã como se fossem membros de uma equipe de filmagens de uma ficção científica que procuram locações naquele país para o filme. Para tanto, um aparato é montado em Hollywood para que tudo soasse verdade. George Clooney, como todos sabem é um engajado político, e produz junto com Affleck o filme Argo, o que justifica a narração em off logo no início do filme, quando há uma indicação de que foram os Estados Unidos o maior responsável por toda a revolução iraniana, sem medir as consequências futuras para todo o planeta (quem leu Todos Os Homens do Xá, de Stephen Kinzer, tem uma boa noção de como o terror foi implantado no Oriente Médio). Mesmo enaltecendo a CIA e, consequentemente, o governo americano, a mensagem dos produtores foi passada no início da projeção. Talvez este seja o único ponto que pode pesar negativamente para Argo não levar o Oscar de melhor filme. No mais, excelente em todos os aspectos.
filme
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
AMOR (AMOUR)
Amor (Amour), o mais novo filme dirigido por Michael Haneke, é um dos nove concorrentes ao Oscar 2013 de melhor filme, , mas também concorre na categoria melhor filme estrangeiro, o que me leva a crer que dificilmente ele ganha na principal categoria. É uma co-produção de França, Alemanha e Áustria, lançada em 2012 nos cinemas. Falado em francês e rodado na França, foge um pouco da temática principal de Haneke, a violência, embora podemos fazer uma leitura com este foco de todo o filme, especialmente em seus minutos finais. Um casal de professores de música aposentados vive só em um apartamento e continuam frequentando concertos de música clássica até que a mulher sofre um AVC, paralisando seu lado direito e alterando completamente a sua vida e a de seu marido. A única filha do casal, também musicista, vive em outro país e está em constante viagem em razão de seu trabalho. A dedicação que o marido presta a sua esposa é especial e muito bonita, pois ele também possui suas limitações físicas em razão da idade avançada. A mulher detesta hospital e vai suportando o desenrolar da doença em sua própria casa, aguentando cuidadores nem sempre delicados para lhe auxiliar em um momento mais avançado de seu problema de saúde. O filme tem 127 minutos de duração. Em seu início já sabemos o que vai acontecer, motivo pelo qual acompanhar o desenvolvimento da doença junto com o casal torna-se angustiante e muito triste. Jean-Louis Trintignant e Emmanuelle Riva vivem o casal, enquanto Isabelle Huppert interpreta a filha deles. Riva está excelente no papel da velha doente e por causa de sua interpretação foi indicada ao Oscar de melhor atriz nesta próxima edição. Haneke é um mestre da direção e uma de suas marcas registradas, a falta de trilha sonora no filme, está presente em Amor. A música só aparece quando ela faz parte da cena, nunca há uma música de fundo tocando. A tristeza deste filme aparece num crescendo, o que provoca muitas fungadas dentro da sala de projeção. Como o público que compra ingresso para ver Amor é mais velho, a reação emotiva é mais forte, pois muitos sabem que podem passar pela mesmas dificuldades do casal de idoso da telona. Gostei muito.
filme
terça-feira, 24 de julho de 2012
ASAS
Asas (Wings) foi o primeiro filme a ganhar o Oscar no longínquo ano de 1927. Produção americana dirigida por William A. Wellman, tem 138 minutos de duração, em preto & branco, e mudo. Tem como pano de fundo a Primeira Guerra Mundial, especialmente as batalhas aéreas entre americanos e alemães nos céus da França. Para dar um contorno romântico ao roteiro, um jogo amoroso está presente, em uma situação que se repete à exaustão em filmes hollywoodianos até os dias de hoje. Mary Preston (Clara Bow) nutre uma paixão secreta por seu vizinho Jack Powell (Charles "Buddy" Rogers), amante de carros e aviões, que, por sua vez gosta de Sylvia Lewis (Jobyna Ralston), que tem um romance com o milionário David Armstrong (Richard Arlen). Os dois mancebos acabam por se alistar na Aeronáutica e tornam-se dois importantes ases da aviação, pilotando aviões de guerra na luta contra os perigosos alemães. Inicialmente inimigos por causa de Sylvia, acabam consolidando uma bela amizade. Sylvia pouco aparece no filme, enquanto Mary Preston também se alista e vai para a guerra, servindo em Paris, onde se encontra com Jack totalmente bêbado nos salões do Folies Bergere, em uma das cenas mais interessantes do filme em termos de efeitos especiais, com borbulhas do champanhe saindo das taças, dedos, olhos, seios e vestidos das garotas, em situação de bebedeira do mocinho do filme. No mais, o enredo caminha para um final previsível, sendo bem fraquinho. O que vale são as cenas das acrobacias e batalhas aéreas. Há críticos que dizem que são as melhores cenas de combate nos ares já realizadas na história do cinema mundial. Pode não ser verdade, mas as cenas são bem feitas, especialmente se considerarmos a limitação da época. O diretor, um ex-piloto de avião de guerra, tendo lutado na Primeira Guerra Mundial, estava muito à vontade nas cenas de batalhas. Ainda há a presença, mesmo que rápida, de Gary Cooper, vivendo um aviador, o cadete White, que deixa uma mensagem para os novatos Jack e David antes de partir para seu último voo. No mais, filme fraco, que vale apenas por seu valor histórico de ter sido o primeiro laureado como o melhor filme na primeira festa da entrega do Oscar. A cópia do dvd da Continental está ruim, o que potencializa a necessidade de ter paciência para ver um filme mudo em suas mais de duas horas de duração.filme
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
OS DESCENDENTES
Uma folguinha. Hora de conferir mais um filme com indicações ao Oscar 2012. Aproveitei para conhecer o Espaço Itaú de Cinema localizado no CasaPark Shopping, em Brasília. Ficou lindo o local, com conforto, boa projeção e facilidade para adquirir o ingresso. Paguei R$ 10,00 (meia entrada) para ver Os Descendentes (The Descendants). Lugar marcado no ato da compra do bilhete, sem necessidade de ficar em fila em frente à porta da sala de projeção. Aproveitei para tomar uma água, acompanhando o entra e sai de pessoas no saguão do espaço cultural. O filme tem 117 minutos, mas parece ser maior. Achei lento. A direção é de Alexander Payne, o mesmo de Sideways, para produção americana de 2011. É uma adaptação de um romance da escritora havaiana Kaui Hart Hemmings. Por ser escrito por uma mulher, pensei que a história fosse menos machista do que é. No elenco George Clooney no papel de Matt King, cuja interpretação lhe rendeu uma indicação na categoria de melhor ator no Oscar, além de ter faturado alguns prêmios que antecedem a maior premiação do cinema, como o Globo de Ouro. King é um advogado que vive no Havaí que se vê obrigado a cuidar de duas filhas, uma pré-adolescente que quer ser fotógrafa e outra já jovem que se envolveu com drogas, após um grave acidente sofrido por sua mulher que a deixou em coma. Além disto, ele tem a árdua tarefa de decidir sobre a venda de um enorme terreno herdado de sua família, situado em local paradisíaco. Ele tem dificuldades de se adaptar à nova rotina, além de sofrer a pressão de seus primos pela venda das terras para um havaiano. Sem nenhuma surpresa, o filme é muito previsível. Feito para levar os expectadores às lágrimas, chega a ser piegas em determinadas cenas. O fungar de nariz é uma constante durante a projeção, principalmente na segunda metade da película. Um acabado Beau Bridges interpreta um dos primos de King. Clooney mereceu os prêmios que já ganhou até então, pois interpreta o advogado de forma contida, serena, mas com uma força de expressão muito forte, sem a necessidade de ser o eterno galã da propaganda da Nespresso. O filme também é indicado para a principal categoria do Oscar, mas se depender de mim, passa longe do título. Tirando a performance de George Clooney, não gostei do filme. Extremamente previsível.
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
MILLENNIUM - OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES
Gosto de ir aos cinemas sempre, mas perto das grandes premiações americanas, como o Globo de Ouro e o Oscar, procuro ver os filmes que concorrem aos prêmios. Assim, janeiro e fevereiro são pratos cheios para mim. O meu tempo para lazer está curto, mas quando dá, vou correndo para uma sala de cinema. Estava em Recife no final de janeiro a trabalho. Após o jantar, fui ao Shopping Recife, no UCI Kinoplex para conferir a versão americana para o sucesso literário sueco Millennium - Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (The Girl With The Dragon Tatoo). É o primeiro de uma trilogia. Não vi a versão sueca. Na americana, o talento de David Fincher na direção já a credenciava para ser um bom filme. No elenco, Daniel Craig (Mikael Blomkvist), Rooney Mara (Lisbeth Salander, a garota com a tatuagem de dragão do título), Christopher Plummer (Enrik Vanger), Robin Wright (Erika Berger), Stellen Skarsgárd (Martin Venger), entre outros. O filme tem a duração de 158 minutos, mas não é cansativo. Fincher gosta de dirigir fitas de suspense e se dá, mais uma vez, muito bem nesta versão. Blomkvist é sócio de Erika na revista Millennium, fazendo um jornalismo independente, sem suporte financeiro. Ele perde uma ação para um milionário referente a uma reportagem publicada em sua revista e é contratado por outro milionário, Enrik Vanger, para escrever suas memórias. Ao aceitar, descobre que o interesse de Enrik é desvendar o desaparecimento de sua neta algumas décadas atrás. Para tanto, ele se muda para uma ilha, onde mora a família Vanger. Ao solicitar um ajudante, Enrik lhe indica a hacker Lisbeth. Os dois vão trabalhar juntos, descobrindo os podres de cada membro da família Vanger, com direito a um nazista. Há uma história paralela da hacker, pois ela vive sob a custódia do Estado, por problemas de delinquência juvenil. O filme tem cenas fortes, como o estupro anal de Lisbeth e sua vingança posterior, além da história que envolve dois dos Vanger que utilizavam de instrumentos pouco ortodoxos para torturar mulheres. Este é mote para no Brasil o título ser Os Homens Que Não Amavam As Mulheres. Rooney Mara dá um show de interpretação, fazendo uma jovem reprimida, tímida até, mas que se solta durante a investigação do sumiço da neta de Enrik. Não é a toa que ela está indicada para o Oscar 2012 de melhor atriz. Craig também está muito bem no papel do jornalista, não lembrando nem um pouco que ele é o James Bond. Uma grata surpresa foi ver nas telas Robin Wright, mesmo que em papel pequeno, pois era uma promessa quando surgiu, mas desapareceu logo em seguida. Outro que está muito bem é Skarsgard. Fincher foi muito feliz em ter nas mãos tantos atores bons, incluindo Plummer, que também concorre ao Oscar como ator coadjuvante, mas por seu desempenho no filme Tão Forte e Tão Perto. Outro destaque é a fotografia, remetendo a películas da década de setenta. Gostei muito.Torço desde já para que a direção dos dois outros filmes da trilogia fiquem com o mesmo diretor desta primeira parte.
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sábado, 24 de setembro de 2011
RESTAURANTE OSCAR - GASTRONOMIA EM BRASÍLIA (DF)
Entrada: "trouxinha de shimeji e shitake"
Entrada: "salada de folhas verdes com pera grelhada e gorgonzola"
Salão do restaurante Oscar
Prato principal: "salmão grelhado com molho adocicado e risoto de aspargos frescos"
Café expresso para finalizar
Fazia muito tempo que eu não ia ao restaurante Oscar (SHTN Trecho 1 Conjunto 1) que fica no belo Brasília Palace Hotel. Este lapso temporal se deu por causa da péssima experiência que tive ao jantar por lá. Desta noite ruim até a última quinta-feira, muita coisa mudou. O restaurante trocou de proprietários, mudou o chef, reformulou o cardápio, mantendo-se a decoração onde o preto predomina com a presença de um piano no centro do salão e o nome Oscar, uma homenagem ao arquiteto Oscar Niemeyer. Para falar a verdade, havia até me esquecido da existência do restaurante, pois ele nunca vinha à minha cabeça quando pensava em local para almoçar ou jantar. Desde o início desta semana, tenho visto o seu nome estampado nos painéis de propaganda existentes nas paradas de ônibus de Brasília com a informação de que há almoço executivo de segunda a sexta-feira. Chamei minha chefe para almoçar lá na quinta passada. Como fica dentro de um hotel com amplo estacionamento, não há dificuldades de parar o carro. O restaurante fica no piso térreo, com entrada por detrás da entrada principal do hotel, ficando de frente para a piscina, em local sombreado por alguns pés de flamboyant. Embora com decoração escura e paredes negras, a luz natural invade o salão através da parede de vidro que permite aos frequentadores uma agradável vista. Há algumas mesas do lado de fora, mas preferimos nos sentar no salão. Havia um bom movimento, com quase todas as mesas mais perto da parede de vidro já ocupadas, mas ainda tinha uma livre na lateral esquerda de quem entra. Foi lá que nos sentamos. Não parecia que estávamos em Brasília, com aquele corre-corre característico dos restaurantes da cidade na hora do almoço em dias úteis. O local é um oásis de tranquilidade. O garçom que nos atendeu entregou o cardápio do menu executivo, esclarecendo como funcionava e o preço. Também disse que podíamos escolher qualquer prato do menu tradicional da casa, entregando-nos o cardápio. O menu executivo consiste em uma entrada e um prato principal ao preço de R$ 38,90. Cada dia da semana as opções mudam. Para a quinta-feira, duas opções de entrada e quatro de prato principal. Minha escolha foi pelo menu executivo, quando escolhi como entrada uma trouxinha recheada de shimeji e shitake em cama de pepinos japoneses cortados em fatias finas. Para o prato de fundo, minha escolha foi pelo salmão grelhado com molho adocicado acompanhado de risoto de aspargos frescos. Minha chefe escolheu o mesmo prato de salmão, mas sua entrada foi uma salada de folhas com fatais de pera grelhadas e queijo gorgonzola. As entradas chegaram rapidamente à mesa. Confesso que quando escolhi a trouxinha com os cogumelos pensava que era uma massa fina recheada. Qual foi minha surpresa quando o belo prato foi colocado à minha frente, pois a trouxinha era uma verdura de folha levemente quente. O recheio estava com um tempero muito bom. A entrada já desfez a má impressão que ainda guardava do restaurante. O prato principal veio logo, assim que terminamos as entradas. Caprichada apresentação visual. Bem feito, o sabor é bom, sem nada de muito especial. O risoto estava comme il faut, com destaque para os aspargos frescos, em textura crocante. Não quisemos sobremesa, apenas café expresso que vem servido em um simpático conjunto de porcelana. O senão ficou na hora da conta, pois o restaurante não aceita o pagamento dos dez por cento dos garçons no cartão de crédito. Acho isto uma mesquinharia dos proprietários, pois sabemos que a taxa de administração que os cartões cobram dos restaurantes já fazem parte dos custos do empreendimento, repassados, obviamente, para os consumidores. Nestes casos, quem acaba prejudicado é quem nos atende, pois nem sempre as pessoas estão dispostas a pagar a conta com dois meios de pagamento: cartão de crédito e dinheiro. Neste dia, resolvemos pagar o valor do nosso consumo em cartão e deixamos, em dinheiro, os famosos 10% dos garçons. Mas nem sempre será assim...
Gastronomia Brasília
domingo, 13 de fevereiro de 2011
O DISCURSO DO REI
Depois de rever alguns colegas de trabalho, entre eles um amigo antigo, todos juntos em um ótimo almoço no sempre cheio Mestiço (Rua Fernando Albuquerque, 277, Bela Vista), aceitei a proposta do amigo para vermos um filme. Como ele já havia assistido Cisne Negro, optamos por outro candidato ao Oscar 2011 de melhor filme. O escolhido concorre a doze estatuetas douradas. O Discurso do Rei (The King's Speech), de Tom Hooper, co-produção de Inglaterra, Austrália e Estados Unidos de 2010, com Colin Firth (Rei George VI), ganhador do Globo de Ouro 2011 por melhor ator em drama, Helena Bonham Carter (Rainha Elizabeth), em um raro momento no cinema onde não interpreta personagens desequilibradas, e o premiado Geoffrey Rush (Lionel Logue), vivendo um ator shakespeareano frustrado que tem papel fundamental na trama como o ajudante do futuro rei em se ver livre de sua gagueira. Baseado em fatos reais, com excelente reconstituição de época, especialmente cenários e figurinos, já sabemos de antemão que o Rei George VI conseguirá fazer seu discurso sem gaguejar quando o Reino Unido entra na Segunda Guerra Mundial. O bom do filme é ver dois excelentes atores em cena, numa sinergia interpretativa sensacional: Colin Firth e Geoffrey Rush. Não é a toa que ambos são candidatos ao Oscar 2011. O primeiro na categoria de melhor ator e o segundo como melhor ator coadjuvante. Helena Bonham Carter também brilha, candidata ao Oscar de melhor atriz coadjuvante, mesmo fazendo um papel menor, uma esposa dedicada ao Duque de York, futuro Rei da Inglaterra, sem arroubos e sem esquisitices. O diretor Tom Hooper consegue envolver a plateia em um clima interessante, pois mesmo quem já conhecia a história, fica apreensivo com o primeiro discurso do rei em rede mundial da rádio BBC. Só vi três dos 10 filmes candidatos na principal categoria até agora, não podendo dar uma opinião segura, mas dos três que assisti (O Discurso do Rei, A Origem, A Rede Social), gostei mais do filme de Christopher Nolan, A Origem, mas sei que suas chances são mínimas. Pretendo ver mais filmes durante esta semana para formar uma opinião mais contundente. Entre os atores, tanto Colin Firth, como o rei gago, quanto Javier Barden, o doente terminal em Biutiful, estão excelentes. A Academia gosta de ingleses e gosta de personagens que tenham algum tipo de deficiência (a gagueira), assim, Colin Firth sai levando vantagem. Vi O Discurso do Rei na sala 6 do Cine Bristol, complexo de cinemas da Play Arte no pequeno Shopping Center 3 na Avenida Paulista. A sala estava quase lotada. Um fato me perturbou durante o filme. Um funcionário saiu da sala, deixando a porta entreaberta. Como estava sentado na última fileira, bem próximo à porta de saída, o barulho que vinha de fora atrapalhava a audição. Esperei um pouco, mas ninguém que trabalha no cinema percebeu isto. Tive que me levantar para fechar a tal porta. É um problema recorrente nas salas do Cine Bristol, fato relatado pelo meu amigo que mora em São Paulo, especialmente nas sessões de final de semana, quando o fluxo de pessoas ali é muito grande. A proteção acústica já não ajuda, e ainda há funcionários do próprio cinema que deixam a porta aberta. A direção precisa cuidar disto, afinal o ingresso custa muito caro - R$ 20,00 a inteira. Voltando ao filme, gostei do que vi, especialmente do desempenho de Rush.
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