Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Fernanda Takai. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Fernanda Takai. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 30 de abril de 2012

DURAN DURAN - CENTRO DE CONVENÇÕES ULYSSES GUIMARÃES






Uma das minhas bandas preferidas é o Duran Duran, desde os idos de 1980. Não tenho seguido as notícias nos jornais locais, motivo pelo qual não soube previamente que a banda inglesa iria dar um show em Brasília. Só fiquei sabendo do show quando fui comprar ingresso para o espetáculo dos suecos do Roxette, há mais ou menos um mês atrás. Claro que também comprei, de imediato, a entrada para o show do Duran Duran. Paguei R$ 250,00 para o setor premium, o mais próximo do palco. Show marcado para 22 horas do dia 28 de abril de 2012, sábado, no Ginásio Nilson Nelson. Na sexta-feira que antecedeu ao show, recebi uma ligação da empresa Tickets For Fun, promotora da turnê brasileria da banda, informando-me que houve uma troca do local da apresentação, passando a ser no Auditório Master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, não sendo necessária a troca do ingresso. Como conheço o novo local, perguntei como seria para assentar, já que o auditório tem cadeiras fixas. Disseram para não me preocupar, pois a organização do show já providenciara uma maneira de não prejudicar quem tinha comprado entrada para a pista premium. Assim, com meia hora de antecedência, cheguei ao centro de convenções, custando a achar um lugar para estacionar o carro. Não havia fila para entrar. Mostrei meu ingresso e indicaram-me onde ir. Uma simpática moça conferiu a entrada, colocando uma pulseira rosa em meu pulso, pois havia lugar separado para quem tinha comprado pista premium. Dentro do auditório, as cadeiras centrais, mais à frente, estavam separadas para quem tinha o mesmo tipo de entrada que o meu. Mostrei a pulseira para ter acesso a tais cadeiras. Havia muito lugar disponível. Inicialmente, fiquei na fileira L, em cadeira central, com ótima visão do palco. No entanto, vi um amigo duas fileiras à frente, chamando-o pelo nome para cumprimentá-lo. A cadeira ao lado da dele estava vazia, na mesma posição central que eu sentara. Mudei de lugar. Fiquei mais perto do palco e pude trocar ideias e fazer comentários sobre o show com meu amigo. O local não ficou lotado. Houve um atraso de cerca de vinte minutos para que Simon Le Bon e cia entrassem no palco. Como nos últimos shows que tenho ido, o cenário é enxuto, com os músicos da banda estrategicamente posicionados no palco com um grande telão branco ao fundo no qual são projetados filmes e/ou animações gráficas durante as músicas do set list. Assim que as luzes se apagaram, todos ficaram de pé com câmaras digitais e celulares ligados registrando cada movimento dos músicos do Duran Duran. Tenho observado que antes do início das apresentações de atrações internacionais no Brasil não há mais avisos de que não é permitido filmar ou fotografar sem prévia autorização. Em época de redes sociais, a necessidade de estar conectado e dizer para o mundo o que estamos fazendo é uma tônica e brigar contra isto é quase impossível. Assim, a proibição de filmar/fotografar torna-se inócua, sendo inútil brigar por manter tal proibição. Que isto sirva de exemplo para os shows nacionais. Voltando ao show, algumas pessoas pediram para quem estivesse em pé se sentasse, mas as solicitações foram em vão. Vimos o show todinho em pé. Logicamente que se fosse em um local sem cadeiras, seria mais confortável para dançar, mas, por outro lado, as cadeiras serviam de barreira para que não houvesse uma aglomeração, o empurra-empurra típico da parte mais à frente em shows de pop-rock. Com uma calça branca com frisos escuros nas laterais, lembrando um traje étnico, camisa preta e um blazer prateado e preto, Simon Le Bon começou o show com Before The Rain, música do mais recente trabalho da banda, lançado em 2011. Mesmo desconhecida para a maior parte do público presente, a música atiçou a galera que não mais deixou de dançar e participar de cada canção apresentada. O set list da noite mesclou os grandes hits da banda com músicas do novo cd, All You Need Is Now. A cada sucesso cantado, o público respondia com aplausos e gritos, cantando junto, batendo palmas, assobiando. Foi um sucesso atrás do outro: Planet Earth, Come Undone, Is There Something I Should Know, A View to A Kill, The Reflex, Save a Prayer, Notorious, Ordinary World, Hungry Like The Wolf, Wild Boys, Girls on Film, Rio, (Reach Up For The) Sunrise (a lista não está na ordem em que foi apresentada no show). Antes de iniciar The Reflex, Le Bon desceu do palco, foi até a primeira fileira de cadeiras e pediu a um rapaz para ajudá-lo a iniciar a próxima canção, sem identificá-la. Ficou no lá-rá-lá, esquentando o público. Voltou ao palco e soltou os primeiros versos de The Reflex. Foi uma euforia total. Além da primeira música, também fazem parte do novo cd e entraram no set list do show All You Need Is Now (ótima, por sinal), Safe (In The Heart of The Moment) e Girl Panic!, esta última com um excelente vídeo clip com top models, backstage de desfiles, paparazzi (entre eles, os integrantes da banda), bem ao estilo que consagrou a banda nos anos 80. Mais perto do final, quando minhas canções favoritas já haviam tocado (A View to a Kill, Come Undone e Save a Prayer), uma grata surpresa. Simon Le Bon chamou ao palco Fernanda Takai, vocalista do Pato Fu e fão confessa do Duran Duran, para dividir os vocais em Ordinary World. Takai estava visivelmente emocionada, mas segurou bem o dueto. Foi uma bela apresentação. A música que encerrou o show, antes do bis, foi Wild Boys, com a galera cantando toda a letra em plenos pulmões. Depois do inevitável pedido de bis, eles retornaram para a apresentação de cada um dos integrantes do grupo, além dos participantes do show (o saxofonista e Anna Ross, a backing vocal, que segurou bem em todas as canções, além de ter um momento solo). Para finalizar a apresentação, Le Bon disse que não poderia se auto apresentar, descendo novamente do palco para pedir a uma jovem que o apresentasse. Finalizaram com as conhecidíssimas Girls on Film e Rio. Foram quase duas horas de um show nostálgico, dançante e alto astral. Gostei muito de vê-los no palco pela primeira vez, confirmando o que sempre li e ouvi dizer do Duran Duran: eles são melhores ao vivo do que em discos.



música
show

segunda-feira, 11 de julho de 2011

SOY LOCO POR TI AMERICA - PAULINHO MOSKA, ATERCIOPELADOS E FERNANDA TAKAI


Projeto interessante que está em cartaz no Teatro I do CCBB durante o mês de julho, sempre nos finais de semana. Chama-se Soy Loco Por Ti America. É, na verdade, uma segunda edição do projeto Mercosul Musical que teve lugar no mesmo espaço há uns quatro anos atrás. O mesmo mestre de cerimônias faz o elo entre os dois projetos: Paulinho Moska. Naquele, a cada final de semana um artista brasileiro convidava um artista de um país do Mercosul, enquanto neste, com novo nome, ampliando os limites "geográficos" do mercado comum sul-americano, um artista da América do Sul convida um brasileiro para acompanhá-lo no palco. O projeto estreou em 01º de julho, com casa cheia, quando Paulinho Moska entrou no palco entoando, à capela, versos de canções brasileiras que falavam sobre a América, Soy Latino Americano, de Zé Rodrix, Soy Loco Por Ti America, de Capinan e Gilberto Gil, que empresta seu nome ao projeto e Canção da América, de Fernando Brant e Milton Nascimento. Ao fundo do palco, um belo painel construído para o projeto, onde as bandeiras dos países da América do Sul foram desconstruídas e remontadas em uma única bandeira multicolorida. À frente deste painel, havia um varal no qual Moska pendurou um pedaço de pano com motivos que nos remetia à integração entre os povos. Ao longo do show, os artistas que se apresentaram, cantores e instrumentistas, também fizeram o mesmo, completando o varal com várias bandeiras com mensagens positivas de paz. Antes de chamar a atração da noite, Moska cantou duas canções, uma delas em homenagem à América, cantada em português, e Três Caravelas (Las Tres Carabelas), do disco Panis et Circenses, marco do movimento tropicalista, escrita por Alguero E Moreno, com versão para o português de João de Barro. Ele foi acompanhado pelos músicos Sacha Amback (teclados), Dunga (baixo) e João Viana (bateria). Terminada a segunda canção, ele chamou a atração do final de semana, a banda colombiana Los Aterciopelados, na verdade uma dupla, formada pela cantora Andrea Echeverri e pelo baixista Hector Buitrago. Com figurino colorido, cheio de motivos religiosos, como imagens de santos, e adereços indígenas, como penas nos chocalhos, além de instrumentos diferentes, como um inusitado fuzil transformado em guitarra (um símbolo muito importante para um país que conseguiu vencer a guerra contra o narcotráfico), eles fizeram um show eletrizante. Alternando momentos dançantes com músicas mais introspectivas, Andrea cantou a primeira música em português, juntamente com Moska, uma canção do repertório dele (Lágrimas de Diamantes). Em seguida, a dupla ficou no palco com seus dois músicos, Ricardo Fernández (guitarra) e Catalina Ávila (percussão). Praticamente desconhecidos no país, hipnotizaram a plateia. Uma pequena, mas ruidosa galera colombiana se fez presente, balançando a bandeira da Colômbia. A banda faz um rock diferente, um rock alternativo, como está no folder do projeto, que mistura de forma coerente vertentes da atual safra do rock mundial com referências da música latina, especialmente a colombiana. Não fazem músicas no estilo dos cantores colombianos mais famosos no Brasil atualmente, Shakira e Juanes. Muito antes pelo contrário. O que fazem é menos comercial, com mais pesquisa, com mais sentimento. Não que eu não goste dos dois artistas citados, mas Los Aterciopelados me encantaram. Uma música resume bem o sentimento da dupla: "Yo", onde Andrea diz que não quer ser Juanes, Shakira, Gandhi, Einstein, hippie, nada, ninguém, ou Lady Gaga, ela só quer viver a sua vida, apenas ser ela (yo). Depois de algumas músicas do repertório da banda apresentadas, Andrea chamou sua convidada da noite, a vocalista do Pato Fu, Fernanda Takai. Uma graça, como sempre, em um belo e diferente vestido (provavelmente um Ronaldo Fraga), Takai disse que já conhecia os colombianos, tendo gravado uma música no disco solo de Hector Buitrago, "Conector", Fruto Real, que resolveram executar, pela primeira vez, ao vivo. O intercâmbio já existia entre os artistas e o projeto possibilitou que eles se encontrassem no palco. Gosto muito de Fernanda Takai, tanto na sua banda mineira, o Pato Fu, quanto em sua recente carreira solo paralela ao grupo, mas acho ela tímida demais quando está envolvida em projetos especiais ou faz participação especial em show como convidada. Já tinha presenciado um encontro dela com Vanessa da Mata, onde não rolou química. Desta vez, a química até rolou com Los Aterciopelados, mas achei que ela ficou travada, mas isto não atrapalhou o show. É apenas um detalhe que poderia ser melhor se ela ficasse mais solta. Talvez tenha sido pelo fato de ela ter preferido cantar quase todas as músicas em espanhol, com a ajuda de "colas", o que reduz a espontaneidade em sua performance ao vivo (não só dela,mas de qualquer outro artista). Para terminar o show, Moska voltou ao palco com seus músicos para uma apresentação conjunta. Belo espetáculo com ótimo preço: R$ 7,50 o ingresso para correntistas do Banco do Brasil. Na saída, comprei três discos da banda colombiana que estavam a venda (eles tem dez discos gravados), ao preço de R$ 60,00 o pacote.




Palco preparado para o primeiro show do projeto Soy Loco Por Ti America


Moska, Takai e Andrea Echeverri ao final do show


Os artistas agradecem o carinho da plateia

sábado, 10 de abril de 2010

MULHERES DO BRASIL


Passou por Brasília a turnê Mulheres do Brasil, show que tem Vanessa da Mata convidando cantoras de diversas gerações da música brasileira. As convidadas da noite de sexta-feira foram a paulistana Mariana Aydar e a amapaense-mineira Fernanda Takai. Com atraso de quarenta minutos, o Auditório Master do Centro de Convenções Ulysses Guimarães recebeu um ótimo público para conferir o espetáculo. Minha poltrona era central, na décima primeira fila, pela qual paguei R$ 100,00 (meia entrada com o cupom Mais Você do Correio Braziliense). O show é basicamente o mesmo que Vanessa da Mata vem percorrendo o Brasil desde o lançamento de seu dvd gravado em Parati. Ela entrou acelerada, cantando as duas primeiras músicas apressadamente. Depois, passou para um ritmo mais adequado. Mesmo com o grande atraso para o início, ainda assim muita gente só chegou depois de algumas músicas já cantadas. Creio que a plateia de Brasília seja a mais indisciplinada neste aspecto no país. Vanessa disse que estava muito feliz. Era verdade, pois a forma alegre de cantar contagiava o local. Quando passava de uma hora de espetáculo, ela chamou a primeira convidada, Mariana Aydar, quando dividiram o vocal em duas músicas: Pau da Bandeira, do repertório da convidada, e Baú, de autoria de Vanessa. Não rolou a química esperada. Mariana Aydar estava presa no palco, mesmo dançando e se movimentando, totalmente diferente de quando a vi no show de lançamento de seu mais novo trabalho. Tão,logo ela saiu do palco, Fernanda Takai foi chamada. Elegante como sempre, Takai também estava como um peixe fora d'água no palco. Dividiram os vocais em músicas que não fazem parte do repertório de nenhuma delas: Cadeira de Rodas, sucesso brega de Fernando Mendes, e De Onde Vem O Baião, de Gilberto Gil, uma autêntica trava letra, como disse Da Mata, que usou uma cola para cantá-la. Ficou ruim. A química entre as duas também não rolou. Com as convidadas fora do palco, Vanessa cantou As Rosas Não Falam, de Cartola, lindamente, encerrando o show, mas retornando rapidamente para o bis com a sempre aguardada Ai Ai Ai, quando a plateia ficou de pé em frente ao palco tirando muitas fotos e pegando na mão da cantora. Pediram Minha Herança: Uma Flor. Ela disse que acabaria o show, mas voltaria para cantá-la e o fez, quando sentou em um banquinho somente com a guitarra e mandou ver. Obviamente que as viúvas da Legião Urbana gritaram (algo que está ficando irritante em Brasília, pois qualquer show alguém grita para cantar uma música da Legião, algo parecido com o Toca Rauuuuul!) e ela cantou Por Enquanto a capella. Foi ovacionada. Um show bonito se considerarmos apenas a performance de Vanessa da Mata. As demais Mulheres do Brasil são melhores em seus respectivos repertórios, com shows produzidos para elas. As convidadas ficaram devendo...

sábado, 26 de setembro de 2009

TRIBUTO A JK


Já no bojo das comemorações pelos cinquenta anos de Brasília que serão completados em 21 de abril de 2010, há uma exposição multimídia gratuita montada no Conjunto Cultural da República sobre Juscelino Kubitschek, em cartaz até o próximo dia 30 de setembro. A abertura do evento foi nesta sexta-feira, 25/09/2009, com o nome Tributo a JK. Shows musicais fazem parte da programação oficial nos dias 25 e 26/09. Resolvi conferir os dois shows desta sexta-feira. A exposição ainda vou conferir durante esta semana.
Palco grande montado ao lado do Museu Nacional e um camarote para os convidados dos patrocinadores e apoiadores. Para o público em geral, muitas cadeiras de plástico. Isto está ficando comum em shows gratuitos na área do museu. Fator positivo, pois muitos podem assistir aos shows sentados, permitindo que idosos também tenham acesso aos espetáculos. Cheguei no momento em que um texto sobre JK estava sendo lido pela apresentadora e a Orquestra Sinfônica de Brasília, conduzida pela maestro Ira Levin, já estava a postos. O primeiro show contou com um grande público que ocupou todas as muitas cadeiras brancas e outros tantos de pé. Consegui sentar em um local privilegiado, no centro, bem de frente ao palco, na quinta fileira. O show da orquestra durou cinquenta minutos. O conjunto fez uma homenagem a JK executando a indefectível Peixe Vivo. Também fizeram parte do programa músicas de Luiz Gonzaga, Heitor Villa-Lobos, Cláudio Santoro (o fundador da orquestra), Tom Jobim, Sivuca, entre outros. Repertório eclético e brasileiro. O público apaudia com entusiasmo ao final de cada música. Na plateia, pessoas de todas as idades. Havia um casal próximo ao local em que eu estava com um carrinho com um bebê, que dormia alheio ao que acontecia a sua volta. Ao meu lado, duas mulheres que não pararam um minuto de conversar sobre os respectivos namorados. Fiquei incomodado e perguntei a elas se estavam ali para ver o show ou para botar a conversa em dia. Elas fecharam a cara e saíram. Acabei de ver a apresentação da orquestra mais tranquilo. O show foi bonito, sem grandes firulas. A retirada da parafernália da orquestra foi rápida. Amontoaram tudo ao fundo e o palco girou, quando apareceu um outro praticamente montado para o último show da noite. A apresentadora voltou, falou mais um texto sobre JK e apresentou o próximo show, fazendo uma ligação dos cinquenta anos de Brasília com a bossa nova. Chamou, então, Fernanda Takai e banda para dar início ao espetáculo. Acompanho a carreira de Fernanda há muitos anos, desde os primeiros shows do Pato Fu no bar Paco Pigale, quando este funcionava em um casarão na Rua Bernardo Guimarães, em Belo Horizonte. E ela só evoluiu. O show atual, ainda calcado no repertório de Nara Leão, está lindo. Fernanda tem presença de palco, é simples e domina a plateia. Canta de forma suave as músicas que fizeram sucesso nas décadas de sessenta e setenta. Os arranjos de todas as músicas as trouxeram para um público jovem, com uma linguagem pop, sem, contudo, afastar os fãs de Nara. Ela ainda consegue inserir músicas tão inesperadas para a bossa nova e ter harmonia, como Ben (Michael Jackson), Sinhá Pureza (sucesso na voz de Eliana Pitman), Rehab (Amy Winehouse), Seja O Meu Céu (Robertinho do Recife e Capinam), There Must Be An Angel (Eurithmics), Ordinary World (Duran Duran) e uma de sua lavra, 5 Discos, nunca gravada pelo Pato Fu. Antes de iniciar a música Você Já Me Esqueceu, gravada por Roberto Carlos em 1962, reclama que não foi selecionada para o time de cantoras que homenageou o cantor em seus 50 anos de carreira. Bem humorada, disse que espera ser convidada para os 60 anos de carreira do rei, mas que também participava de uma festa de 50 anos, a de Brasília. Nos intervalos entre uma música e outra, jovens na plateia insistiam em gritar músicas do repertório do Pato Fu. Elegante, ela disse que não se tratava de show de sua banda, mas que havia muitas músicas legais no show. Já no meio da apresentação, ela reclama que o público foi colocado distante do palco. Foi a senha para todos que estavam sentados nas primeiras filas (inclusive eu) carregassem suas cadeiras até a cerca que impedia o acesso ao pé do palco. Ela agradeceu respondendo que o show tinha ficado mais aconchegante. Já no bis, coloca o público para dançar o carimbó de Pinduca (Sinhá Pureza). O show termina perto de meia noite e a apresentadora convida a todos para a noite de sábado, quando a programação inclui Helen Oléria, Roberto Correa e Milton Nascimento. É um pedacinho de Minas no coração de Brasília.