Gosto muito de filmes do universo Drácula. Um dos melhores para mim é Drácula de Bram Stoker (Bram Soker's Dracula), produção americana de 1992 dirigida por Francis Ford Coppola. Conta no elenco com Gary Oldman (Conde Drácula), Winona Wyder (Mina), Anthony Hopkins (Van Helsing), Keanu Reeves (Jonathan Harker), Sadie Frost (Lucy), Tom Waits (Renfield). Coppola transpôs para a tela a história que já havia sido filmada uma infinidade de vezes, mas o fez com personalidade e ousadia. Cenários deslumbrantes e ultracoloridos, figurino exuberante, efeitos especiais de grande qualidade, maquiagem perfeita e uma atuação magistral de Gary Oldman como o velho Conde Drácula. Oldman coloca uma ambiguidade sexual na personagem arrasadora. Na fase rejuvenescida, ele é fresco, um autêntico dândi nas ruas de Londres, em trajes e trejeitos que anos mais tarde foram repetidos por Johnny Depp na trilogia Piratas do Caribe. As cenas de sexo são de uma plasticidade ímpar aliada a uma brutalidade que não choca. Para comprovar isto, basta se ater em duas cenas: o banquete do qual um insosso Keanu Reeves é literalmente comido pelas três noivas do conde (uma delas é a estonteante Mônica Bellucci, em um dos seus primeiros papeis no cinema), ou a cena em que a besta fera, precisando de sangue para se tornar mais jovem, transa com a devassa Lucy, amiga de Mina, a mocinha da fita, nos jardins de sua casa. A interpretação de Oldman ofusca praticamente todos que contracenam com ele, com exceção de Hopkins, que mesmo fazendo um papel um tanto quanto histriônico, segura bem como um avançado professor caçador de vampiros. Destaco ainda a presença de Tom Waits, para quem os diretores adoram entregar personagens à margem da sociedade, verdadeiros outsiders. No filme, é um lunático internado em uma clínica psiquiátrica, que espera a chegada de seu mestre. Revi esta fita em casa, com uma qualidade de som fantástica, quando pude, mais uma vez, constatar o quanto gosto deste filme. Para mim, obrigatório em qualquer coleção básica de filmes.
Um pouco de tudo do que curto: cinema, tv, teatro, artes plásticas, enogastronomia, música, literatura, turismo.
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sexta-feira, 28 de maio de 2010
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
NATAL


É Natal. Marasmo total. A ceia terminou tarde e dormi até quase meio dia. Foi levantar, almoçar o mesmo cardápio da noite anterior e preparar o dvd para continuar assistindo à saga da família Corleone. Vi de uma vez só O Poderoso Chefão - Parte II (The Godfather - Part II), produção americana de 1974, e O Poderoso Chefão - Parte III (The Godfather - Part III), produção americana de 1990, ambas dirigidas por Francis Ford Coppola. No elenco dos filmes Al Pacino (Michael Corleone) e Diane Keaton (Kay). Na parte II, Robert De Niro (Vito Corleone jovem) e o sempre ótimo Robert Duvall (Tom Hagen). Na parte III, Andy Garcia (Vincent) e Sofia Coppola (Mary Corleone). Não tinha visto nenhuma das duas produções e gostei de ver os três filmes na sequência, pois assim pude perceber a coerência dos roteiros. As cenas filmadas na Sicília são muito bonitas. O interessante é que as três partes começam com festas grandiosas (um casamento, um batizado e uma condecoração religiosa) e também terminam com grandes comemorações e matanças. Al Pacino evolui sensacionalmente de um filme para o outro, assim com Diane Keaton. O aspecto negativo do terceiro filme fica por conta da interpretação da filha de Coppola, sofrível. Ainda bem que ela abandonou a carreira de atriz e se dedicou à direção, com filmes elogiados no currículo. Voltando aos filmes, a crítica à sociedade burguesa e à igreja é mais ácida na terceira e última parte. O roteiro do terceiro filme mistura ficção e realidade ao retratar a sucessão papal na década de setenta e a misteriosa morte do Papa João Paulo I. Gostei de ter visto a saga em sequência. Acho o primeiro filme o melhor de todos.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
O PODEROSO CHEFÃO

Para passar a tarde da véspera de Natal e com tudo já encaminhado para a ceia da noite, assisti ao segundo lugar da lista da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais. O Poderoso Chefão (The Godfather), de Francis Ford Coppola, produção americana de 1972 e ganhador do Oscar de melhor filme daquele ano. Com interpretação magistral de Marlon Brando (Don Corleone) e Al Pacino (Michael Corlone), conta a saga da família Corleone na condução de negócios escusos na Nova York das décadas de 40 e 50. Já tinha visto o filme em cinema na década de setenta e não lembrava absolutamente nada. Foi ótimo rever este grande filme de Coppola. A fotografia e a música são grandiosas, assim com as cenas de assassinatos. A reprodução de hábitos e costumes italianos também é primorosa, como nas duas cenas de casamentos. Gosto muito da cena do batismo e da renovação de compromisso de Michael Corleone renunciando à satã, ao mesmo tempo em que seus homens assassinam um monte de mafiosos. Sensacional. O bebê do batizado é Sofia Coppola. Vale também destacar a presença e grande interpretação de Robert Duvall (Tom Hagen), ainda com cabelo. Gostei muito e vou ver as duas continuações na sequência.
sábado, 22 de agosto de 2009
APOCALYPSE NOW REDUX

Depois de dormir um pouco na parte da tarde, resolvi continuar vendo os filmes da lista da revista Bravo! 100 filmes Essenciais. Desta feita vi o de número 32, Apocalypse Now, de Francis Ford Coppola, produção americana de 1979, vencedora da Palma de Ouro em Cannes de melhor filme. Assisti a versão disponível em dvd, ou seja, a chamada redux, com mais de uma hora de filme além do que passou nos cinemas quando do seu lançamento. É a mesma versão que assisti no cinema quando do seu relançamento em 2001. Embora apareça nos créditos os nomes de Marlon Brando e Robert Duvall na frente, Martin Sheen é o ator que percorre toda a trama em seus 202 minutos. E está muito bem no papel. Há também participação de Laurence Fishburne, Dennis Hopper e Harrison Ford.
Esta versão do filme deve ser vista realmente no aconchego do nosso lar, pois cansa um pouco, embora tenha gostado mais do filme o assistindo nesta tarde de sábado do que quando o vi no cinema.
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