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sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

BAR DOCE LAR (THE TENDER BAR)

Bar Doce Lar (The Tender Bar), 106 minutos, 2021.

Direção de George Clooney, tendo no elenco Ben Affleck (Charlie), Daniel Ranieri (JR criança), Tye Sheridan (JR), Christopher Lloyd (avô) e Lily Rabe (mãe).

Historinha chata, tipo aqueles contadas para boi dormir.

JR tem pai ausente fisicamente, mas sempre o escuta nos programas de rádio em que ele é locutor. Cresce dentro de uma família disfuncional, na casa do avô, tendo como ídolo seu tio Charlie, que é dono de um bar. O sonho de sua mãe, mesmo sem dinheiro, é vê-lo ingressando em Harvard ou em Yale. JR tem o sonho de sua mãe para realizar, que é ingressar na carreira de advogado, mas seu verdadeiro sonho é ser escritor.

E sua vida segue, monótona, sem muitas aventuras, entre a casa, o bar do tio, os estudos e o namoro.

História baseada no livro de memórias do escritor J. R. Moehringer.

Ben Affleck empresta seu charme para o tio Charlie, tem boa performance, mas nada demais para ganhar prêmio de melhor ator coadjuvante. Daniel Ranieri faz uma criança adulta, sem muita infância. Tye Sheridan continua com aquela expressão fixa no rosto de não sei o que estou fazendo aqui (continuo sem gostar de suas performances). Lily Rabe tem as mesmas feições em todo o filme, mesmo quando dá um salto de uns oito/dez anos no tempo. E Christopher Lloyd está parecendo seu eterno personagem Dr. Emmett Brown na trilogia De Volta para o Futuro.

Vi, em 18/01/2021, no Prime Vídeo.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

GRAVIDADE

Terça-feira, dia de ir ao cinema com a amiga Diana. Fomos para o Iguatemi para conferir o filme de ficção científica que tem só colhido críticas positivas, inclusive já despontando como um dos candidatos ao Oscar em várias categorias. Sessão das 20:50 horas para Gravidade (Gravity, EUA, 2013). A sala recebeu um bom público. Fui beneficiado por Diana ser cliente Vivo adquirindo meia entrada. Minha amiga me fez a gentileza de pagar meu ingresso. O filme é dirigido pelo mexicano Alfonso Cuarón e tem apenas dois atores no elenco: George Clooney (Matt Kowalski) e Sandra Bullock (Ryan Stone). No mais, apenas vozes de outros personagens, cuja mais conhecida é de Ed Harris. A produção é americana, tendo cerca de uma hora e meia de projeção. A história é simples: um astronauta e uma doutora estão consertando uma estação espacial quando ocorre um acidente e eles ficam vagando no espaço. A partir daí, é uma constante luta pela sobrevivência, cujo foco é todo na personagem de Bullock. Diana fez uma ótima abordagem ao dizer que o filme era lento, mas passava rápido. E esta é a sensação que temos. A narrativa é bem lenta, mas não percebemos o passar dos minutos. Não há nenhum ser alienígena, nenhum ataque extraterrestre, mas tão somente as consequências, totalmente plausíveis, do tal acidente espacial. Os efeitos especiais são ótimos, potencializados com a projeção em 3D. Há um momento que assustei, pensando que os destroços de uma estação espacial atingiria meus olhos. Considerei Gravidade uma mistura de 2001 - Uma Odisseia no Espaço (2001, A Space Odyssey, EUA, 1968), dirigido por Stanley Kubrick, com Náufrago (Cast Away, EUA, 2000), de Robert Zemeckis, tendo Tom Hanks como protagonista. Além destas duas películas, vi traços do figurino usado pela heroína Ripley (Sigourney Weaver) na série Alien na roupa por baixo do uniforme de astronauta que Ryan Stone veste quando está dentro de alguma estação espacial. Bullock está muito bem, transmitindo toda a ansiedade e desespero de sua personagem nos momentos mais críticos de sua luta para sobreviver. Típica interpretação para lhe render, no mínimo, uma indicação de melhor atriz para o Oscar 2014. Clooney é mais coadjuvante do que ator principal, destilando ironia e simpatia quando contracena com Bullock. Gostei muito, apesar de ter assistido uma sessão em 3D. Mesmo sendo na rede Cinemark, cujo dispositivo não me incomodava, desta vez tive uma pequena dor de cabeça da metade para frente da projeção. Ainda bem que não aumentou até o final.

filme

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

ARGO

Argo (Argo) é o melhor filme dos candidatos ao Oscar 2013. Ouso dizer isto mesmo tendo visto até agora somente quatro dos nove concorrentes. Estréia na direção de Ben Affleck, esta produção americana de 2012 se baseia em fatos reais para narrar a história de uma operação da CIA, juntamente com o Canadá, para retirar do Irã seis diplomatas que estavam refugiados na embaixada canadense durante o período pós revolução iraniana comandada pelos ayatolás, em 1979/1980. O elenco está bem afinado, encabeçado pelo próprio Affleck, que interpreta o agente da CIA Tony Mendez, especialista em expatriação. Mesmo sabendo como termina, o filme gera tensão, reproduzindo fielmente a época retratada, especialmente figurinos, maquiagem e cabelos. Ben Affleck mostra que sabe dirigir, conferindo à película agilidade e performances de conjunto espetaculares, onde nenhum ator se destaca sobre os outros. Todos estão muito bem. As participações de John Goodman e Alan Arkin dão o tom mais leve (sem nenhum trocadilho) para a tensão do enredo, vivendo, respectivamente, John Chambers, um famoso e premiado maquiador de Hollywood, e Lester Siegel, um produtor hollywoodiano. O plano para a retirada dos seis diplomatas é ousado, pois Mendez pretende tirá-los do Irã como se fossem membros de uma equipe de filmagens de uma ficção científica que procuram locações naquele país para o filme. Para tanto, um aparato é montado em Hollywood para que tudo soasse verdade. George Clooney, como todos sabem é um engajado político, e produz junto com Affleck o filme Argo, o que justifica a narração em off logo no início do filme, quando há uma indicação de que foram os Estados Unidos o maior responsável por toda a revolução iraniana, sem medir as consequências futuras para todo o planeta (quem leu Todos Os Homens do Xá, de Stephen Kinzer, tem uma boa noção de como o terror foi implantado no Oriente Médio). Mesmo enaltecendo a CIA e, consequentemente, o governo americano, a mensagem dos produtores foi passada no início da projeção. Talvez este seja o único ponto que pode pesar negativamente para Argo não levar o Oscar de melhor filme. No mais, excelente em todos os aspectos.

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

OS DESCENDENTES

Uma folguinha. Hora de conferir mais um filme com indicações ao Oscar 2012. Aproveitei para conhecer o Espaço Itaú de Cinema localizado no CasaPark Shopping, em Brasília. Ficou lindo o local, com conforto, boa projeção e facilidade para adquirir o ingresso. Paguei R$ 10,00 (meia entrada) para ver Os Descendentes (The Descendants). Lugar marcado no ato da compra do bilhete, sem necessidade de ficar em fila em frente à porta da sala de projeção. Aproveitei para tomar uma água, acompanhando o entra e sai de pessoas no saguão do espaço cultural. O filme tem 117 minutos, mas parece ser maior. Achei lento. A direção é de Alexander Payne, o mesmo de Sideways, para produção americana de 2011. É uma adaptação de um romance da escritora havaiana Kaui Hart Hemmings. Por ser escrito por uma mulher, pensei que a história fosse menos machista do que é. No elenco George Clooney no papel de Matt King, cuja interpretação lhe rendeu uma indicação na categoria de melhor ator no Oscar, além de ter faturado alguns prêmios que antecedem a maior premiação do cinema, como o Globo de Ouro. King é um advogado que vive no Havaí que se vê obrigado a cuidar de duas filhas, uma pré-adolescente que quer ser fotógrafa e outra já jovem que se envolveu com drogas, após um grave acidente sofrido por sua mulher que a deixou em coma. Além disto, ele tem a árdua tarefa de decidir sobre a venda de um enorme terreno herdado de sua família, situado em local paradisíaco. Ele tem dificuldades de se adaptar à nova rotina, além de sofrer a pressão de seus primos pela venda das terras para um havaiano. Sem nenhuma surpresa, o filme é muito previsível. Feito para levar os expectadores às lágrimas, chega a ser piegas em determinadas cenas. O fungar de nariz é uma constante durante a projeção, principalmente na segunda metade da película. Um acabado Beau Bridges interpreta um dos primos de King. Clooney mereceu os prêmios que já ganhou até então, pois interpreta o advogado de forma contida, serena, mas com uma força de expressão muito forte, sem a necessidade de ser o eterno galã da propaganda da Nespresso. O filme também é indicado para a principal categoria do Oscar, mas se depender de mim, passa longe do título. Tirando a performance de George Clooney, não gostei do filme. Extremamente previsível.

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

AMOR SEM ESCALAS

Domingo em São Paulo, pós show magnífico de Beyoncé. Calor forte. Voltamos ao Shopping Cidade Jardim, pois todos tínhamos curiosidade de conhecer a sala vip do complexo de cinemas da rede Cinemark. O preço é salgado, R$ 42,00 a inteira, mas digo que compensa. A sala é muito confortável. A distância da tela para a primeira fila tem oito metros. As cadeiras são de couro e tem descanso para os pés, como aquelas chamadas cadeiras do papai. Há porta copos e mesas móveis em todas as poltronas. Enquanto esperávamos, decidimos comer alguma coisa. Há cardápio, incluindo vinhos e espumantes. Fizemos nossos pedidos, pagamos e tudo foi entregue dentro da sala, pois os lugares são marcados. Um luxo!
O filme era um dos dez concorrentes ao Oscar 2010 de melhor filme, Amor Sem Escalas (Up In Yhe Air), de Jason Reitman, produção americana de 2009, com George Clooney, Anna Kendrick e Vera Farmiga, ambas também concorrendo ao Oscar como melhor atirz coadjuvante. História chata, sem grandes empolgações. Um executivo que viaja pelos Estados Unidos contratado pelas empresas com a missão de demitir seus trabalhadores. O mote é a fixação do executivo (Clooney) em acumular milhas e viver a vida de solteiro. Ao longo da história, conhece uma mulher executiva que também vive pelos ares e os dois tem um romance. Também tem que demonstrar para uma colega de trabalho que seu método de demissão cara a cara é mais eficiente e humano do que utilizar a tecnologia, como ela propõe. Não gostei da interpretação de Clooney e nem mesmo das atrizes que estão no páreo do Oscar. Valeu por conhecer a sala, muito mais interessante do que o filme.