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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O MESTRE

Continuando a conferir os filmes que concorrem a algum Oscar, foi a vez de ver O Mestre (The Master). Segunda-feira, Carnaval, sessão das 21 horas no Espaço Itaú de Cinema, CasaPark Shopping. Eu achava que seria uma sessão tranquila, mas parecia que todo mundo estava dentro do shopping, pois não havia vaga no estacionamento pago e foi uma dificuldade para estacionar o carro do lado de fora. A fila para comprar o ingresso estava imensa, assim como as da lanchonete. Sessão lotada, com gente sentada na primeira fileira. O filme é uma produção americana de 2012, dirigido por Paul Thomaz Anderson, o que já garante um roteiro difícil (vide Sangue Negro e Magnólia), também escrito por ele. Concorre ao Oscar de melhor ator (Joaquin Phoenix), melhor atriz coadjuvante (Amy Adams) e melhor ator coadjuvante (Philip Seymour Hoffman). O diretor optou por usar uma cor esmaecida, com tons pastéis, garantindo uma conexão com a época em que se passa a história, logo após o término da Segunda Guerra Mundial. Com 144 minutos de duração, parece ter muito mais, pois é bem lento. Nem todo mundo aguenta ficar na sala de projeção. Vi pessoas se levantarem antes mesmo do filme chegar na metade para ir embora. O roteiro, como eu já esperava, é truncado, difícil, com alguns furos. Os atores, especialmente os que concorrem ao Oscar, estão soberbos. Phoenix dá um show de interpretação em sua volta ao cinema depois de quatro anos de seu último filme. Ele é Freddie Quell, um ex-combatente de guerra que volta para casa sem rumo e com muitas sequelas traumáticas, não conseguindo se fixar em nenhum emprego, dependente de álcool e muito violento. Quell faz sua própria bebida, utilizando até remover de tinta em sua composição. Em seu caminho errante, cruza com Lancaster Dodd (Hoffman), líder de uma seita que prega o autocontrole a partir de técnicas nada ortodoxas, autor de um livro chamado The Cause, e com seguidores fiéis. Hipnose e regressão são algumas das técnicas que ele usa para "limpar" as emoções. Peggy Dodd (Adams), esposa de Lancaster, é também uma fiel defensora do método, sendo muito mais fria e calculista do que seu marido. Quell, com seu problemas psicológicos, é um prato cheio para o casal, que o usa como cobaia em suas demonstrações públicas. A relação entre Quell e a família Lancaster acaba sendo de dependência mútua. O que vemos é como o ser humano pode ser manipulado por uma ideologia, uma seita, especialmente quando ele é frágil psicologicamente. O filme é lento, chato, difícil de agradar, mas vale conferir pela ótima performance destes três atores. Gostei médio.

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

AS AVENTURAS DE PI

Quando vi o cartaz de As Aventuras de Pi (Life of Pi), fiquei pensando se ia ou não ia ver o filme nos cinemas, pois não gosto de filme onde animais falam como humanos e a impressão que me deu é que em algum momento do filme, os animais falariam, ainda mais depois que li que se tratava de uma aventura em forma de fábula. Só deixei o meu temor de lado quando o filme foi indicado para vários prêmios internacionais, incluindo o Globo de Ouro e o Oscar, ambos edição 2013. Aproveitei uma noite chuvosa de uma segunda-feira em Brasília e fui conferir o novo filme de Ang Lee, um diretor que gosto muito. Fila grande para comprar ingresso no Espaço Itaú de Cinema, no CasaPark Shopping. Filme em 3D, cujo ingresso me custou R$ 12,00 (meia entrada, cartão de crédito Itaú). Lugar marcado para a sessão das 21:10 horas. Sala parcialmente ocupada. Com pouco mais de duas horas de duração, o filme é belíssimo. Em uma interessante narrativa, Lee nos mostra a história de Pi Patel (vivido por vários atores, dependendo da idade do personagem), um indiano cujos pais eram donos de um zoológico na Índia, que ao perder o subsídio da prefeitura, resolvem pegar os animais e se mudar para o Canadá, em uma longa viagem de navio. Um naufrágio muda a vida de Pi, que perde sua família e se vê no meio do oceano em um bote, com suprimento de água e comida para sobrevivência por alguns dias, na companhia de uma zebra com a perna quebrada, uma hiena, um orangotango fêmea, um rato e um tigre de bengala, cujo nome era Richard Parker. O filme narra a luta pela sobrevivência de todos eles. Recheado de menções filosóficas ligadas ao cristianismo, ao hinduísmo, ao islamismo e à cabala, o filme realmente é uma parábola. Metáforas não faltam ao longo da projeção. Imagens belíssimas fazem parte do contexto. A cena do salto da baleia jubarte é um show de tecnologia e de sensibilidade. Há a curiosa participação de Gérard Depardieu como o mau humorado cozinheiro do navio que vai a pique. O filme emociona em vários momentos. A plateia corresponde, ora sorrindo, ora gargalhando, ora chorando, ora fungando o nariz. E como toda fábula, há a mensagem final, ou muitas delas, dependendo da perspectiva que cada um tem do filme, pois ele permite várias leituras. Para mim, o que ficou foi a lição de acreditar na vida, acreditar na sua força, ser perseverante e ter fé. E Ang Lee dá novamente um show na direção e na condução da história, especialmente na dúvida que fica ao final sobre a veracidade do que acabamos de ver. Gostei muito. E para quem está curioso e não viu o filme, não direi se os animais falam.

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segunda-feira, 14 de maio de 2012

BATTLESHIP - BATALHA DOS MARES

Cheguei de João Pessoa, onde estava a trabalho, na sexta-feira já no final da tarde. Resolvi seguir do aeroporto direto para o CasaPark Shopping, onde comprei ingresso (R$ 10,00) para conferir o blockbuster Battleship - Batalha dos Mares (Battleship - Estados Unidos, 2012). O filme está em cartaz na sala 3 do confortável e bonito Espaço Itaú de Cinema. Sessão de 18:30 horas. Lugar marcado na bilheteria. Sala com pouco público. Fiquei interessado no filme quando vi o seu trailer. Ao final dos 131 minutos de projeção, preferi mil vezes o trailer. O filme é dirigido por Peter Berg e tem no elenco, entre outros, Liam Neeson (Shane), Taylor Kitsch (Alex Hopper), Alexander Skarsgard (Stone Hopper), Brooklyn Decker (Sam) e Rihanna (Raikes). Engenheiros da NASA enviam um sinal ao espaço com o objetivo de fazer comunicação com o Planeta G, que tem semelhanças com a Terra. O sinal é recebido, com os alienígenas enviando cinco naves ao nosso planeta, com objetivos não muito amistosos. Uma nave bate em um satélite e se espatifa nos mares de Hong Kong, destruindo um dos muitos arranha-céus da cidade, em cena que lembrou os ataques do 11 de setembro de 2001 no World Trade Center, incluindo a corrida desesperada dos cidadãos nas ruas perto do prédio atingido, com direito à mesma nuvem de pó que ocorreu naquele atentado. As quatro outras espaçonaves pousam no oceano, perto de Pearl Habour, no Havaí, onde aconteciam as manobras dos jogos da marinha com participação de navios e tripulação de uma dezena de países banhados pelo Pacífico. Antes de dar início aos jogos, veteranos de guerra da marinha americana são homenageados a bordo de um encouraçado que virou museu. Na tripulação, um tenente atrapalhado, apaixonado pela filha do almirante, que, por sua vez, não gosta do jovem. Ele tem um irmão na marinha que é seu oposto, cheio de virtudes e admiração dos colegas. A mocinha é fisioterapeuta da marinha e recebe um paciente, veterano de guerra, sem as duas pernas que perdeu a vontade de viver (é claro que os dois serão peça fundamental na vitória americana sobre os aliens). Assim, cheio de clichês, incluindo a participação dos velhinhos e do encouraçado na batalha contra os ets, se desenrola o filme. Sofrível é a palavra que vem a minha cabeça para descrever esta película. Os efeitos especiais são bons, mas não seguram a história. Fiquei me perguntando o que Liam Neeson está fazendo no filme, pois está totalmente desperdiçado. Kitsch e Decker não conseguem ser carismáticos para conquistar a plateia como o casal de mocinhos da história. Skarsgard está apagado, com participação curta, não lembrando, nem de longe, sua interpretação sensual para o vampiro Eric da série True BloodRihanna não muda a expressão facial, sendo a mesma desde a primeira tomada. O próprio diretor chegou a dizer, em entrevista realizada em Cartagena, Colômbia, quando do lançamento mundial do filme, que ela foi muito esforçada. Esforçada, neste caso, pode ser entendido como uma interpretação pífia. É melhor continuar sua carreira vitoriosa de cantora pop. O jogo Batalha Naval, seja o da Hasbro ou nos blocos de papel, no qual o filme foi inspirado, diverte muito mais do que esta versão para os cinemas.

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quinta-feira, 19 de abril de 2012

SHAME


Dois amigos falaram muito bem do filme Shame (Shame), produção inglesa de 2011 dirigida por Steve McQueen. Fui ao CasaPark Shopping na noite de terça-feira, 10 de abril, meio sem rumo, sem saber se iria lanchar, passear na Livraria Cultura ou ver a palestra de Claude Troigros. Ainda sem destino certo, perambulei pelos corredores do shopping, passando em frente ao Espaço Itaú de Cinema. Resolvi checar os filmes em cartaz e um deles era justamente Shame, com sessão às 21:10 horas. Eram 20:45 horas. Decidi comprar ingresso. Havia uma pequena fila, mas havia muitas pessoas atendendo na bilheteria centralizada. Com assento marcado no ato da compra, utilizei o cartão de crédito Itaucard para pagar meia entrada, ou seja, R$ 8,50. A sala recebia público escasso, em sua esmagadora maioria mulheres. O filme é estrelado por Michael Fassbender. Na verdade, a história é toda centrada no personagem vivido por Fassbender, Brandon, um homem egoísta, centrado em si próprio, viciado em sexo. No início, parece que ele lida bem com seu vício, sem se importar se paga prostitutas para ter sexo ou navega em sites pornográficos com o mesmo fim. Mas quando sua irmã, Sissy (Carey Mulligan), chega inesperadamente em seu apartamento e resolve ficar, sua vida se desestrutura. Ele começa a refletir sobre o fazer sexo simplesmente por fazer, mas a cidade de Nova Iorque, onde se passa a história, parece conspirar contra ele, com atrativos sexuais a cada esquina, no metrô, nos hotéis envidraçados e mesmo no trabalho. Ao mesmo tempo em que não consegue parar de pensar e fazer sexo, não aceita o fato de seu chefe, casado, transar com sua irmã em seu próprio quarto. Um conflito se estabelece em sua cabeça. Ele chega a brochar com uma colega de trabalho. O vício fala mais alto e ele mergulha de cabeça no mundo sexual novaiorquino, a ponto de passar uma cantada em uma jovem em um bar sem se importar que o namorado dela estivesse presente, ou fazer experimentações homossexuais com parceiro desconhecido, encontrado em local barra pesada. Paralelamente a isto, sua irmã também entra em um processo depressivo, com sérias consequências para ambos. O filme acaba triste, com Brandon chorando em uma rua deserta debaixo de chuva. O choro de desespero ao final sinaliza a vergonha de Brandon por ter se deixado levar pelo vício sexual, sem se importar em construir um relacionamento sério ou mesmo ter maior presença na vida de sua irmã. Embora com pouco mais de 100 minutos de duração, a narrativa do filme é lenta, a cor escolhida é pálida e os diálogos são, geralmente, curtos, fazendo valer a força da imagem. Por isto, não é um filme fácil de se ver. A mulherada dentro da sala de cinema ficou assanhada nas primeiras cenas, pois Fassbender aparece nu, tanto de frente quanto de costas. A performance de Michael Fassbender lhe valeu mais de uma dezena de indicações como melhor ator em festivais de cinema ao redor do mundo, sendo que em muitos ele saiu como vencedor. Realmente sua interpretação é magistral. Gostei muito.

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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

OS DESCENDENTES

Uma folguinha. Hora de conferir mais um filme com indicações ao Oscar 2012. Aproveitei para conhecer o Espaço Itaú de Cinema localizado no CasaPark Shopping, em Brasília. Ficou lindo o local, com conforto, boa projeção e facilidade para adquirir o ingresso. Paguei R$ 10,00 (meia entrada) para ver Os Descendentes (The Descendants). Lugar marcado no ato da compra do bilhete, sem necessidade de ficar em fila em frente à porta da sala de projeção. Aproveitei para tomar uma água, acompanhando o entra e sai de pessoas no saguão do espaço cultural. O filme tem 117 minutos, mas parece ser maior. Achei lento. A direção é de Alexander Payne, o mesmo de Sideways, para produção americana de 2011. É uma adaptação de um romance da escritora havaiana Kaui Hart Hemmings. Por ser escrito por uma mulher, pensei que a história fosse menos machista do que é. No elenco George Clooney no papel de Matt King, cuja interpretação lhe rendeu uma indicação na categoria de melhor ator no Oscar, além de ter faturado alguns prêmios que antecedem a maior premiação do cinema, como o Globo de Ouro. King é um advogado que vive no Havaí que se vê obrigado a cuidar de duas filhas, uma pré-adolescente que quer ser fotógrafa e outra já jovem que se envolveu com drogas, após um grave acidente sofrido por sua mulher que a deixou em coma. Além disto, ele tem a árdua tarefa de decidir sobre a venda de um enorme terreno herdado de sua família, situado em local paradisíaco. Ele tem dificuldades de se adaptar à nova rotina, além de sofrer a pressão de seus primos pela venda das terras para um havaiano. Sem nenhuma surpresa, o filme é muito previsível. Feito para levar os expectadores às lágrimas, chega a ser piegas em determinadas cenas. O fungar de nariz é uma constante durante a projeção, principalmente na segunda metade da película. Um acabado Beau Bridges interpreta um dos primos de King. Clooney mereceu os prêmios que já ganhou até então, pois interpreta o advogado de forma contida, serena, mas com uma força de expressão muito forte, sem a necessidade de ser o eterno galã da propaganda da Nespresso. O filme também é indicado para a principal categoria do Oscar, mas se depender de mim, passa longe do título. Tirando a performance de George Clooney, não gostei do filme. Extremamente previsível.

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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

CISNE NEGRO


Depois de três tentativas frustradas e de ouvir muitos elogios ao filme, consegui ver Cisne Negro (Black Swan), dirigido por Darren Aronofsky e estrelado pela bela Natalie Portman (Nina) e Vincent Cassel (Thomas). A produção é americana de 2010 e concorre ao Oscar 2011 de melhor filme, melhor atriz, entre outros. O filme acompanha a obsessão de Nina, uma bailarina do corpo de balé de uma importante companhia de balé clássico, na busca para ser escolhida a protagonista do balé "Cisne Negro", onde ela desempenhará o papel tanto do cisne branco quanto o do cisne negro. Em magnífica atuação, Portman faz inicialmente uma tímida, recatada, dedicada, técnica e virginal bailarina que vai sendo provocada pelo diretor da companhia, o francês Thomas, até incorporar de vez todo o lado negro da personagem que ela precisava interpretar, o cisne negro. A transformação de Nina vem acompanhada de vários surtos e alucinações e ainda ela tem que conviver com uma mãe frustrada por ter abandonado a carreira para criá-la e transfere para a filha toda a responsabilidade do sucesso que não teve, tem que lidar com a disputa pelo papel, pelo ciúme da ex-primeira bailarina da companhia e com uma enigmática nova colega de balé. Nestas alucinações (ou seria realidade?, podem perguntar alguns), ela se solta, experimenta ecstasy, tem uma relação homoerótica com sua enigmática colega, se mutila, e vê crescer penas negras em suas costas. A trilha sonora é um caso à parte e os números de dança são muito bem filmados. O final, surpreendente, é lindo. É perfeito! Quem viu o filme, entende o que escrevo, quem não viu, precisa ver urgentemente e entenderá. Se tivesse que apostar, o Oscar de melhor atriz já está nas mãos de Natalie Portman. Até agora, entre os filmes concorrentes a melhor película que já vi, prefiro Cisne Negro, disparado, mas acho que não leva a estatueta, pois é muita alucinação para os conservadores que votam no maior prêmio da indústria cinematográfica mundial. Vi o filme na noite desta segunda-feira, na última sessão do Embracine CasaPark Shopping, pagando meia entrada, no valor de R$ 6,00. Tinha um bom público, mas nem todos gostaram. Ouvi gente dizendo que nada entendeu. Eu entendi muito bem e adorei o filme. Recomendo. Além de ser um ótimo filme, seu cartaz também é belíssimo.

sábado, 21 de agosto de 2010

FINAL DE SEMANA COM SOBRINHOS

Meus sobrinhos chegaram em Brasília nesta sexta-feira à noite. Doze anos (minha afilhada) e nove anos (o irmão dela), vieram sem os pais. Primeira vez que viajam sozinhos. Chegaram animados. Deixamos as mochilas em casa e fomos comer pizza na Pizzaria Valentina, comida favorita dos dois. Depois demos uma volta na Esplanada dos Ministérios, mas ambos dormiram no carro. Voltamos para casa. Deitamos cedo. Sábado teve café da manhã, animação e muitos pedidos, pois os dois tinham sessenta reais cada um e queriam gastá-los no shopping (puxaram o tio!). Queriam também conhecer a Catedral Metropolitana, pois sempre a veem na televisão. Fomos para a Esplanada dos Ministérios. Parei o carro em frente ao Museu Nacional da República. Eles adoraram. Acharam que estavam em um cenário de filme futurista. Perguntavam sobre tudo. tiravam foto de tudo. Quiseram entrar no museu. Ficaram maravilhados com as obras de arte moderna lá expostas. Podia tirar foto sem flash. Mais uma festa. Fomos a pé até à Catedral. Acharam esquisito as estátuas dos quatro evangelistas na entrada. Riram da entrada ser em rampa para o subsolo. Adoraram o interior. Os vitrais ainda não estão todos colocados, apenas pela metade, mas a igreja continua lindíssima. Depois queriam ver uma coruja buraqueira, já que tinham lido que era uma ave do cerrado. Lembrei-me de um buraco próximo ao local onde trabalho, onde uma coruja havia chocado seu ovo. Levei-os até lá, mas a coruja não estava. Tiraram fotos do buraco para mostrar para os pais. Reclamaram de fome. Perguntei o que queriam comer. Responderam que queriam comida mexicana. Não tive dúvidas, fomos para o El Paso, Texas. Sábado é dia de buffet. O mais novo comeu muito, mas minha afilhada só queria frango enrolado em tortilha. Fotos com o sombrero na cabeça. Ric nos encontrou para almoçar. Os pedidos para ir ao shopping ficaram intensos. Também pediram para ir ao cinema. Minha afilhada queria comprar um livro. Fomos para o CasaPark Shopping. Chegamos bem na hora do início do filme Meu Malvado Favorito (Despicable Me), de Pierre Coffin & Chris Renaud, animação dos Estados Unidos de 2010. Adorei o desenho animado. Divertidíssimo. O grande vilão da história é um banqueiro. Nada mais atual... Ao sair do cinema, passamos na Livraria Cultura, onde minha afilhada achou o livro que queria. Ainda devia um presente de aniversário para ela. Ela perguntou-me se podia ser o livro. Além do livro, também dei um filme, que tinha relação com o livro. Queriam loja de brinquedo, queriam sorvete, queriam iogurte. Saímos do CasaPark Shopping e fomos para o ParkShopping. Hagen Daz, Yoggi, PB Kids. Resolvemos ir embora. Novo shopping, desta feita do outro lado da cidade: Iguatemi Shopping. Outra passada na Livraria Cultura, onde tinha uma encomenda para pegar. Compramos Nhá Benta. Minha afilhada gastou seu dinheiro em maquiagem da Contém 1 g. Meu sobrinho já havia torrado sua grana na PB Kids. Quiseram voltar para casa. Estavam eufóricos, mas sabiam que teríamos uma peça para ir à noite. Pausa para descanso...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

ALMOÇO FRUSTRADO

Nesta última segunda-feira, estava sozinho e resolvi almoçar no Tête à Tête Café (Casa Park - SGCV Sul, lote 22, loja 150), localizado no piso térreo do CasaPark Shopping. Há muito não ia neste restaurante, um simpático bistrô, com opções para todos os gostos. Logo na entrada, uma lousa indicando as sugestões do dia. Preferi fazer um pedido do cardápio. Como estou em fase de comer peixe, devido à dieta, escolhi um salmão grelhado, acompanhado por risoto de shitake e shimeji. Falei o pedido completo, como está escrito no cardápio, ao garçon que me atendeu e ele perguntou qual o acompanhamento. Repeti o pedido e reforcei que o acompanhamento era o mesmíssimo do cardápio. Perguntei quanto tempo demoraria para o prato chegar à mesa e a resposta foi de 20 a 25 minutos. Passaram-se 40 minutos e o prato chegou. Errado!. Veio um robalo grelhado com molho de limão e o risoto do meu pedido. Falei inicialmente com o garçon que trouxe o prato (diferente do que tirou meu pedido) e ele foi conferir como havia sido comandado o pedido. Voltou dizendo que comandaram um robalo e não um salmão, mas que poderiam trocar. Disse a ele que não tinha mais tempo para aguardar novamente quarenta minutos. Comeria aquele prato. Resolvi chamar o gerente para registrar minha queixa. Ele perguntou quem foi o garçon que tirou meu pedido e novamente propôs trocar o robalo pelo salmão. Recusei, devido ao tempo que já estava no restaurante. O garçon que me atendeu no início veio até a mesma para se desculpar e dizer que o prato não seria cobrado. Com fome, comi o robalo. É difícil achar um robalo grelhado que não fique com a crosta dura. E com este não foi diferente. Não gosto. Parecia que o dia não estava para mim, pois o risoto não estava bom, com o arroz aquém do ponto, ou seja, ainda cru. Pedi um café expresso e a conta. O gerente reafirmou que não cobraria o prato. Disse que havia comido e fazia questão de pagar. Ele insistiu na cortesia, mas não aceitei. A nota veio com o indefectível papel anexado com o acréscimo do serviço. Achei um despropósito. Obviamente que mandei retirar o serviço na hora de passar o cartão de crédito. Paguei o prato e os demais itens consumidos, pois só assim me sentiria à vontade para escrever este post e fazer a reclamação. Se volto no local? Isto é uma questão a ser pensada, pois das outras vezes que lá estive não tive nenhum problema.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

TRISTE CONSTATAÇÃO

Há muito não pesava e hoje constatei o que já imaginava. Meu peso ultrapassou a barreira dos cem quilos. Os números no display não enganam: 100,8 Kg. Fiquei deprimido comigo mesmo. Preciso de alterar meus hábitos alimentares e mandar embora o sedentarismo. É difícil começar, mas nunca impossível. Vou buscar forças interiores para começar uma nova maneira de encarar a vida. Para amenizar um pouco a tristeza (sei que só depende de mim perder peso), fui para a Livraria Cultura (2º piso, CasaPark Shopping) e adquiri alguns discos:

01) A Modernidade da Tradição - Marcos Sacramento
02) Tempo - Diogo Poças (irmão de Céu)
03) Não Vou Pro Céu - João Bosco
04) Nove - Ana Carolina
05) Maria Gadú - Maria Gadú
06) Minha Cara - Mart'Nália (segundo disco dela que estava fora de catálogo)
07) Luz Negra - Fernanda Takai (também comprei o dvd)

Dos que queria, só não foi possível comprar os novos discos de Céu (Vagarosa) e de Simone (Na Veia), pois a previsão de lançamento de ambos está para esta semana.

Como estava no shopping e sozinho, almocei no Marietta Italia Café (2º piso, CasaPark Shopping), no buffet de comida oriental.

A secura em Brasília está horrível, especialmente no início da tarde. A sensação de calor é insuportável e a poeira que levanta e os constantes incêndios no cerrado incomodam os olhos. Colírio lubrificante é artigo de primeira necessidade nesta época.

domingo, 16 de agosto de 2009

BRUNO



Depois de um breve descanso da viagem de carro, eu, Ric, Marcelo, Cris, Emi e Rogério nos encontramos novamente no início da noite para ver o filme Bruno, dirigido por Larry Charles, com o hilário Sacha Baron Cohen. O local escolhido foi a sala da Embracine (CasaPark Shopping). O cinema estava lotadíssimo, com um público majoritariamente gay.

Produção americana de 2009, é mais uma metralhadora giratória de Sacha Cohen, desta vez interpretando um austríaco gay fashionista. O ator/personagem não poupa nenhum movimento, destilando de forma sarcástica veneno contra a igreja, o mundo de celebridades, a televisão, movimentos pacifistas, organizações terroristas, gays, negros, homofóbicos, grifes, entre outros. Totalmente incorreto para os politicamente corretos. Por isso mesmo gostei. O filme tem cenas dispensáveis, mas algumas delas são memoráveis, como a sessão espírita e o programa hetero exibido direto de um ringue de vale tudo.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

SECA EM BRASÍLIA

Kit de sobrevivência para a seca em Brasília: colírio, soro para narinas, hidratante facial, protetor solar, protetor labial, hidratante corporal, água termal e muito, mas muito, líquido. Ainda estamos em julho e a secura na cidade está horrível. A umidade relativa do ar baixa de 30% todos os dias no início da tarde e, aliado ao calor e à falta de chuva, é poeira para todos os lados. Poeira que está potencializada com as inúmeras obras na cidade.
Tive muita preguiça de sair da cama de manhã, mesmo porque fiquei até tarde da noite (já de madrugada) em conferência no skype com os amigos que viajarão comigo para o Canadá. Depois de muitas pesquisas em guias e mapas na internet, decidimos os hotéis em que ficaremos nas cidades de Quebec, Montreal e Toronto e já efetuamos as reservas, todas confirmadas. Mais um passo foi dado para a viagem. Agora só falta a parte terrestre (traslados aeroportos-hotéis-aeroportos; city tour; excursões a Otawa e às Cataratas do Niágara; e deslocamento Quebec-Montreal) e falta o visto de entrada no Canadá, que somente providenciaremos no mês de agosto.
Depois de lutar com a cama, fui para o trabalho, ouvindo o cd de Mônica Salmaso & Pau Brasil cantando músicas de Chico Buarque, gravado ao vivo em 2008. O cd tem o mesmo repertório do gravado em estúdio, mas há arranjos diferenciados. Como já tinha gostado do anterior e também do show, é chover no molhado dizer que também gostei deste disco ao vivo.
Na hora do almoço, fui com Marcelo e Ro almoçar no Marietta Itália Café (CasaPark Shopping), cujo buffet do dia eram pratos inspirados na comida francesa. Comemos bem e tivemos a grata companhia de Emi quando já estávamos no café. O motivo de ir ao shopping foi buscar o livro Todo Sol Mais o Espírito Santo, de Lima Trindade, que havia encomendado na última terça-feira na Livraria Cultura.
Quando voltei ao trabalho, me sentia muito mole, parecia que a pressão tinha baixado. A seca provoca tais sensações. Todos no trabalho reclamavam do calor e da secura. Fiquei sentado, borrifando água termal no rosto por um bom tempo.
À noite, resolvo voltar para casa e assistir ao jogo do glorioso Galo. Motivo de comemoração: vitória do Atlético sobre o Fluminense e, de quebra, a liderança isolada do campeonato brasileiro deste ano.
Para dormir, já preparei o umidificador de ar que ficará ligado a noite inteira.

domingo, 21 de junho de 2009

DOMINGO COM MEUS PAIS

De manhã, fomos às compras de frutas, legumes e verduras no Mercadinho La Palma.
Compras de artigos de limpeza e de mercearia deixei para a internet, Pão de Açúcar Delivery. Entrega programada para terça-feira de manhã.




Saímos para almoçar no Zahle, mas como havia fila de espera, decidimos mudar de restaurante e ir para O Convento ( EQS 208/209, Asa Sul), restaurante estilizado de comida mineira localizado na Casa D'Italia, bem em frente à Estação 108 Sul do metrô de Brasília. Pedi um risoto caipira, com carne seca, banana frita, abóbora e linguiça. Delicioso.



Do restaurante, fomos direto para o ParkShopping, onde deixei minha máquina fotográfica para consertar na Sony Style e aproveitei que estava lá e comprei um notebook pequeno.
De um shopping para outro, chegamos no CasaParkShopping para ver um filme. Como chegamos adiantados, passei na Livraria Cultura e comprei os novos discos de Móveis Coloniais de Acaju (C_mpl_te), Marcos Sacramento (Na Cabeça) e Pequeno Cidadão (disco infantil de Arnaldo Antunes, Antônio Pinto, Edgard Scandurra e Taciana Barros), e os filmes Romance (Guel Arraes), Vergonha (Ingmar Bergman), O Curioso Caso de Benjamin Button (David Fincher), O Fundo do Coração (Francis Ford Coppola) e True Blood - Primeira Temporada Completa (série de TV criada por Alan Ball).



O filme escolhido foi Trama Internacional (The International), de Tom Tykwer, produção conjunta dos Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha, de 2009. Filme que mistura suspense e muita ação, especialmente no Museu Guggenhein de Nova York. O próprio diretor disse que espera que a cena de tiroteios no museu seja lembrada assim como a cena da perseguição sofrida por Cary Grant no filme de Hitchcock, Intriga Internacional. Gostei muito do filme. Há algumas falhas de roteiro que não atrapalham a trama. Detalhe importante, o ator principal é o ótimo Clive Owen.





Ao sair do shopping, resolvemos já comer alguma coisa para evitar sair novamente. Paramos no Crepe Royale (SCLS 207, Bloc C, loja37, Asa Sul) para comermos um crepe básico.




Em casa, hora de configurar meu novo notebook e registros dos cds e dvds.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

VOCÊ ACREDITA EM PESSOA NEGATIVA?

Dia tumultuado, mas produtivo.



Manhã: acompanhei o noticiário sobre o avião da Air France desaparecido no oceano, enquanto aguardava a hora de fazer uma ecografia do abdomen. Jejum de oito horas. Horário marcado para o final da manhã, o que inviabiliza qualquer alimentação na parte da manhã.

Exame realizado em vinte minutos, no horário marcado. Nada de novo. Todos os órgãos verificados estão dentro da normalidade e o fígado continua apresentando um grau leve de gordura, indicando que a dieta (que abandonei totalmente) deve ser reiniciada (pela enésima vez).

Da clínica, fui direto para o Zahle (SCLS 210, Bloco C, loja 12/30, Asa Sul), um restaurante árabe que adoro. O falafel deles é maravilhoso. Chego cedo e não há ninguém no local, apenas os funcionários. Escolho uma ótima mesa e me esbaldo de comer quitutes árabes. Dois merecem destaque, além do falafel já mencionado: a esfiha de coalhada e o quibe assado. Praticamente não me servi dos pratos quentes, ficando apenas com os acepipes que os garçons levavam à mesa.
Do restaurante, direto para o trabalho, onde a tarde foi muito produtiva, com leitura em conjunto de três minutas de instruções normativas que serão em breve publicadas, envio de e-mails a todos os chefes do país, cumprindo os compromissos assumidos na semana anterior, quando 60 deles estiveram presentes em Brasília, numa proveitosa reunião de trabalho. Também tive a oportunidade de ensinar serviço para uma nova servidora que passou a ter exercício na secretaria.

Noite: compras na Livraria Cultura, no CasaPark Shopping. Aqui entra o tema do título deste post. Depois de tranquilamente passar pela seção de cd, quando coloquei na cesta os novos de Tiê (Sweet Jardim), Pet Shop Boys (Yes), Ozzetti (Balangandãs), Toni Garrido (Todo Meu Canto), Leonard Cohen (Live in London), Cesaria Evora (Rogamar), Spok Frevo (Passo de Anjo Ao Vivo), Fito Paez (No Sé Si Es Baires O Madrid), Fernanda Porto (Auto Retrato), Nando Reis (Drês), Rita Lee (cd e dvd Multishow Ao Vivo), Lady Gaga (The Fame), Elba Ramalho (Balaio de Amor), e Os The Darma Lóvers (Simplesmente); pela seção de dvd, aumentando meu acervo de filmes nacionais: Casa da Mãe Joana (Hugo Carvana, em blueray), Bem-Vindo A São Paulo (vários diretores), Falsa Loura (Carlos Reichenbach), Cassy Jones O Magnífico Sedutor (Luiz Sérgio Person), Última Parada 174 (Bruno Barreto), e O Tempo e O Lugar (Eduardo Escorel); pela seção de livros, onde comprei guias turísticos de Chicago, Canadá, Montreal e Toronto, além de um livro, também sobre viagens, para dar de presente a uma amiga que aniversariou no mês de maio. Com a cesta cheia, fui até o caixa, a atendente passou toda a mercadoria e quando passou meu cartão, uma pessoa que conheço, mas não faz parte do meu rol de convívio, passou exatamente atrás de mim emanando energia negativa. Problemas imediatos no cartão, com compra não concluída e cartão bloqueado. Gastamos, eu, a atendente e uma gerente, para resolver todos os problemas, mais de uma hora. Ao final, já com a loja fechada, cartão desbloqueado, cancelamento da primeira autorização do cartão e nova autorização no mesmo cartão, a compra foi finalizada. A ideia inicial era comprar na livraria, depois comprar um presente na loja Tool Box e assisitir ao filme Star Trek, com um lanche rápido antes do filme. Nada disto pode ser feito, já que saí da Livraria Cultura já com todas as lojas do shopping com as portas fechadas e a sessão do filme já com mais de vinte minutos em andamento.

Voltei para casa com uma sensação estranha. Coloquei o cd da cantora Tiê para tocar. Voz linda e suave, dissipando a uruca da noite.

Resposta à pergunta do post: antes de morar em Brasília não acreditava em pessoas e energias negativas, mas depois de 14 anos no Planalto Central, com todo o misticismo que cerca a cidade, passei a acreditar e os fatos do dia a dia comprovam que pessoas e energias negativas existem aos montes. É sempre bom purificar o ambiente e nosso corpo.



Desde que comecei a escrever este blog, hoje foi a primeira vez que recusei a publicação de um comentário. Justamente um comentário ao post onde escrevi um texto ficcional, sem relação direta com o meu dia a dia. O comentário era agressivo e maldoso, sem identificação do autor. Decidi que escreverei mais vezes textos de ficção neste blog.