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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

007 - PERMISSÃO PARA MATAR

Vi mais um filme da série 007, desta vez foi o décimo sexto da série oficial, 007 - Permissão Para Matar (License to Kill), dirigido mais uma vez por John Glen. Produção compartilhada de Estados Unidos com o Reino Unido, lançada nos cinemas em 1989. No papel de James Bond, Timothy Dalton, pela segunda e última vez encarnando o agente secreto britânico que tem permissão para matar. Desmond Llewelyn continua firme e forte como Q, Caroline Bliss encarna pela segunda vez Miss Moneypenny e M é mais uma vez interpretado por Robert Brown. Ao contrário do filme anterior, quando Bond se relacionou apenas com uma mulher, neste título ele volta a ter mais de uma bondgirl: Pam Bouvier, interpretada por Carey Lowell, e Lupe Lamora (a insossa e péssima atriz Talisa Soto). Esta última é a mulher do vilão, mas que se bandeia para o lado de Bond, não resistindo aos seus encantos. O grande vilão é Franz Sanchez (Robert Davi). Novamente a champanhe Bollinger é citada, assim como o drinque preferido de Bond: vodca-martini, batido, não misturado. Com o fim da Guerra Fria, os russos deixam de ser os vilões. Os narco traficantes passam a ser o inimigo a ser combatido. No caso, a história é totalmente atípica em relação aos demais filmes até então lançados de 007, pois não há um mistério a der desvendado pelo serviço secreto britânico. Bond é padrinho de casamento de seu amigo Felix Leiter (David Hedison), um agente da CIA que aparece em vários filmes sempre ajudando 007. Um poderoso traficante de drogas, Sanchez, é procurado pela CIA e acaba preso momentos antes do casamento. Ele consegue escapar e se vinga de Leiter, matando sua recente esposa e torturando-o em um poço com tubarão branco. Bond é impedido pelo serviço secreto britânico de capturar o traficante, mas se demite, sua permissão para matar é revogada e ele foge, com a arma na mão. O que vemos é um acerto de contas pessoal, uma vingança pelo que fizeram com o amigo e sua esposa. Cenas subaquáticas e em um cassino voltam a povoar o enredo. A performance de Talisa Soto é tão ruim, que torna o filme um pastiche de toda a série. Um dos pontos altos é a crítica à evangelização midiática, com um pastor caricato, líder de uma seita que tem sua sede em um complexo que lembra o Vale do Amanhecer nas imediações de Brasília. A canção tema é interpretada por Gladys Knight. Um dos piores filmes da série.

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

007 MARCADO PARA A MORTE


Após sete filmes seguidos dando vida ao agente secreto britânico James Bond, Roger Moore deixou o bastão para o também inglês Timothy Dalton, protagonista do 15º título oficial da série: 007 Marcado Para a Morte (The Living Daylights). Produção do Reino Unido de 1987 dirigida mais uma vez por John Glen. Sintonizado com os tempos de AIDS, Bond só se envolve com uma beldade, no caso Kara Milovy (Maryam d'Abo), uma violoncelista que tem ligação amorosa com um dos vilões, o general russo Georgi Koskov (Jeroen Krabbé). A secretária de M, o chefão do serviço secreto britânico, Miss Moneypenny passa a ser interpretada por outra atriz, Caroline Bliss, após um reinado de 14 filmes de Lois Maxwell. Assim, apenas Desmond Llewelyn é o único ator que interpretou Q em todos os filmes em que este personagem aparece. O outro vilão é Brad Whitaker (Joe Don Baker), um traficante de armas que se passa por um mecena das artes. Ainda em sintonia com o que acontecia no mundo real, há cenas que se passam no deserto do Afeganistão, quando aquele país estava invadido pelos russos. Claro que rebeldes afegãos acabam aliados de Bond. Quem diria que depois estes mesmos rebeldes seriam vistos como inimigos número 1 dos Estados Unidos e do Reino Unido. O enredo é simples: Bond tem que descobrir o real plano de Koskov, evitando uma eventual nova guerra mundial entre as duas maiores potências bélicas do mundo da época. Marcas famosas continuam marcando presença, algumas bem discretamente, como Cartier (em um mostruário no hotel onde Bond fica hospedado), Louis Vuitton (no mesmo hotel, com um carregador de malas), Philips (esta mais ostensiva, presente no gadget de 007), e Bollinger (o sempre presente champanhe, desta vez na cesta de iguarias que Bond compra na Harrods para o General Koskov). Perseguição de carros, cenas debaixo d'água, esqui e explosões estão, como sempre, presentes em toda a projeção, que dura 133 minutos. As lutas são mais realistas, mas Bond continua saindo delas com quase nenhum arranhado e mantendo o penteado. A música tema é interpretada pelo grupo a-HaDalton não tem o charme de Connery e nem o porte nobre de Moore, mas conseguiu dar um toque pessoal ao personagem com seu expressivo olhar. Gostei de rever este título.

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domingo, 10 de fevereiro de 2013

007 NA MIRA DOS ASSASSINOS

007 Na Mira dos Assassinos (A View to A Kill) é o 14º título da série do agente secreto James Bond. Foi lançado em 1985, com 131 minutos de duração. É o trabalho de despedida de Roger Moore como 007. John Glen novamente é o diretor. Grace Jones (May Day), Tanya Roberts (Stacey Sutton) e Fiona Fullerton (Pola Ivanova) são as atrizes que vivem as bondgirls deste filme. Lois Maxwell e Desmond Llewelyn continuam a interpretar Miss Moneypenny e Q, repetindo seus papeis desde o primeiro filme. O vilão da vez é o ótimo Christopher Walken que dá vida a Max Zorin, um rico industrial psicopata que planeja destruir todo o Vale do Silício na Califórnia e ter o mundo em suas mãos com sua produção de microprocessadores para computadores. Para encobertar este plano, ele faz questão de tornar pública sua paixão por corridas de cavalos, aplicando nos animais técnicas nada aconselháveis oriundas do nazismo. E ainda tem a seu lado a KGB. Ou seja, a Guerra Fria ainda é um grande mote para apresentar os soviéticos como os grandes vilões mundiais. Bond entra para descobrir o seu plano, fingindo ser um comprador de cavalos. A cena inicial homenageia alguns filmes anteriores do agente secreto, com uma espetacular perseguição nos alpes suíços. O champanhe Bollinger volta a aparecer. O luxo continua presente, seja nas malas Louis Vuitton de Bond, seja no pequeno porta cartões da mesma grife que ele usa para copiar um cheque. Mas o que impressiona neste filme é a utilização da estética dos anos oitenta. O tradicional clipe de abertura é embalado pelo mega sucesso A View to A Kill, composta especialmente para o filme pela banda pop Duran Duran em parceria com John Barry. As imagens do clipe trazem belas mulheres, algo comum nos videoclipes da banda inglesa, com cílios, lábios e unhas cintilantes, como um neon, com as cores berrantes que fizeram sucesso em roupas, acessórios e maquiagem daquela época. Ainda em relação aos 80, os produtores aproveitaram o sucesso de Zula, personagem interpretada por Grace Jones em Conan, o Destruidor, filme de 1984, para colocá-la em cena como May Day, o braço direito do vilão. Exótica, forte e com cara de mal, faz um papel muito semelhante à Zula. E a sua primeira aparição já traz todos os excessos da década, com um enorme chapéu, acessório indispensável para uma corrida de cavalos, e uma roupa de um vermelho berrante. O filme não tem tanta ação como nos anteriores, mas as cenas subaquáticas e perseguições de carros fazem presença. Por falar em perseguição, a que acontece com cavalos é bem diferente. Não é um grande filme, mas diverte. Ao final, em um diálogo entre M e o Ministro da Defesa do Reino Unido, há uma mensagem que indica que Roger Moore não viverá mais o agente secreto nos próximos filmes. É discreto, mas direto.

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

007 CONTRA OCTOPUSSY

007 Contra Octopussy (Octopussy) é o décimo terceiro filme da saga James Bond. Foi lançado nos cinemas em 1983, sendo a primeira vez que os Estados Unidos entraram como co-produtores, juntamente com o Reino Unido. Pela segunda vez, o diretor é John Glen, que deu um dinamismo à série, impondo agilidade nas cenas e não cansando quem vê, mesmo com 131 minutos de duração, o maior até aqui. No papel de Bond, continua Roger Moore, que empresta um ar cada vez mais cínico e irônico ao agente secreto inglês, mas já dá sinais de cansaço vivendo o mesmo personagem. Suas rugas faciais também não colaboram para passar uma imagem mais jovial ao agente secreto. No entanto, ele continua elegante e sedutor. O chefe do serviço secreto inglês, M, volta a aparecer, mas interpretado por outro ator, Robert Brown. Moneypenny e Q continuam com os mesmos atores de sempre, Lois Maxwell e Desmond Llewelyn, respectivamente. Desta vez, Moneypenny, a secretária de M e eterna apaixonada por Bond, ganha uma jovem auxiliar, Penelope, para quem Bond solta alguns galanteios. As bondgirls são Magda (Kristina Wayborn), envolvida com o vilão, e Octopussy (Maud Adams), a misteriosa mulher que vive em uma  palácio em uma ilha. Os vilões da vez são General Orlov (Steven Berkoff), um russo que quer ampliar os domínios da União Soviética na Europa, aproveitando a então Alemanha dividida, e Kamal Khan (Louis Jourdan), dono de um cassino em território indiano e aliado do general soviético. A história se passa, em sua maior parte, na Índia. As perseguições, a água em abundância e Bond em traje de gala jogando em um cassino continuam dominando as cenas de ação. A perseguição pelas ruas lotadas de barracas de feira e indianos, com Bond em um tuc-tuc é ótima. A fortaleza de Octopussy é em uma ilha bastante vigiada por mulheres com armas e lutadoras de artes marciais. Bond chega à ilha em um mini barco em formato de crocodilo, mais uma invenção de Q. Pela segunda vez, e em sequência, não se menciona nenhuma marca de champanhe famoso, embora há quatro cenas em que há um balde com gelo e uma garrafa preparada para ser apreciada. No quesito marca famosa, o relógio digital de Bond continua sendo um Seiko. 007 tem que desvendar um mistério que envolve falsificação de peças de joalheria pertencentes a museus e esta ligação com os soviéticos. Como se vê, o tema da Guerra Fria continua presente e crimes menores, como o comércio de peças falsificadas, parecem não incomodar, pois são os que praticam tais crimes é que ajudam James Bond a solucionar o mistério (no filme anterior o mesmo ocorreu com um contrabandista). A luta de Bond com um capanga de Kamal em cima de um trem em movimento foi relembrada no mais recente filme de 007, Skyfall (2012), logo em sua sequência inicial. A música tema, All Time High,  é uma das mais fracas da série, cantada por Rita Coolidge. Esta foi a primeira vez que vi este filme e gostei da sua agilidade.

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sábado, 19 de janeiro de 2013

007 SOMENTE PARA SEUS OLHOS

Seguindo minha determinação de ver todos os filmes da série 007, na ordem cronológica de lançamento nos cinemas, chegou a vez de ver o décimo segundo, 007 Somente Para Seus Olhos (For Your Eyes Only). Primeiro a ser dirigido por John Glen, foi lançado nos cinemas em 1981.A produção voltou a ser somente do Reino Unido, tendo novamente Roger Moore vivendo o famoso agente secreto britânico James Bond. A canção tema, muito romântica, é interpretada por Sheena Easton, que aparece no clipe inicial do filme. Antes de entrar no enredo desta aventura, o diretor faz um ótimo revival, iniciando com Bond colocando flores no túmulo de sua mulher (casamento e morte acontecem no sexto filme), sendo chamado para uma missão urgente, tendo um helicóptero à sua disposição descendo no cemitério. No voo, o piloto é assassinado pelo chefão da Spectre, que aparece em uma cadeira de rodas, com o pescoço imobilizado por um colar ortopédico, no alto de um prédio de Londres, controlando o helicóptero onde está Bond. As cenas são ótimas e o modo como 007 se livra do vilão é sensacional e divertido. Após o clipe, começa a aventura, com o agente secreto sendo destacado para solucionar o sumiço de um sistema submarino de controle nuclear. Mais uma aventura que tem a água como elemento chave. Não faltam as perseguições em montanhas nevadas e a clássica perseguição de carros, desta vez entre oliveiras. As bondgirls são interpretadas por Carole Bouquet (Melina Havelock), que dá vida a uma bela grega que quer vingar a morte dos pais e é exímia em atirar com arco, por Cassandra Harris (a condessa alpinista social Lisl), e por Lynn Holly-Johnson (a ninfeta Bibi Dahl), vivendo uma patinadora artística que sonha em ganhar uma medalha de ouro nas Olimpíadas. Ela é ninfomaníaca e dá em cima de Bond que não aceita ficar com ela, por ser uma garota, mostrando que ele se envolve apenas com mulheres adultas. Como o filme é cheio de reviravoltas, não há como afirmar aqui quem é o vilão aqui, pois pode atrapalhar a surpresa para quem quer ver o filme, mas os atores Topol (Milos Columbo), Julian Glover (Kristatos), Michael Gothard (Locque), Stefan Kalipha (Hector Gonzales), e John Wyman (Erich Kriegler) fazem parte deste time. Uma das sensações do filme é o carrinho amarelo de Melina, um Citroen 2CV, que consegue se sair bem nos caminhos tortuosos dos campos de oliveiras no interior da Espanha. M, o chefão da inteligência inglesa, não aparece desta vez, mas Q e Moneypenny dão as caras, ou melhor, as mesmas caras, já que são interpretados pelos mesmos atores desde sempre. Pela primeira vez não há citação de nenhum champanhe, enquanto o relógio do herói continua sendo o Seiko digital, só que um modelo mais moderno do que o anterior. As grifes Guy Laroche e Gucci aparecem discretamente durante a aventura. Gostei muito de rever este filme.

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