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domingo, 10 de fevereiro de 2013

007 NA MIRA DOS ASSASSINOS

007 Na Mira dos Assassinos (A View to A Kill) é o 14º título da série do agente secreto James Bond. Foi lançado em 1985, com 131 minutos de duração. É o trabalho de despedida de Roger Moore como 007. John Glen novamente é o diretor. Grace Jones (May Day), Tanya Roberts (Stacey Sutton) e Fiona Fullerton (Pola Ivanova) são as atrizes que vivem as bondgirls deste filme. Lois Maxwell e Desmond Llewelyn continuam a interpretar Miss Moneypenny e Q, repetindo seus papeis desde o primeiro filme. O vilão da vez é o ótimo Christopher Walken que dá vida a Max Zorin, um rico industrial psicopata que planeja destruir todo o Vale do Silício na Califórnia e ter o mundo em suas mãos com sua produção de microprocessadores para computadores. Para encobertar este plano, ele faz questão de tornar pública sua paixão por corridas de cavalos, aplicando nos animais técnicas nada aconselháveis oriundas do nazismo. E ainda tem a seu lado a KGB. Ou seja, a Guerra Fria ainda é um grande mote para apresentar os soviéticos como os grandes vilões mundiais. Bond entra para descobrir o seu plano, fingindo ser um comprador de cavalos. A cena inicial homenageia alguns filmes anteriores do agente secreto, com uma espetacular perseguição nos alpes suíços. O champanhe Bollinger volta a aparecer. O luxo continua presente, seja nas malas Louis Vuitton de Bond, seja no pequeno porta cartões da mesma grife que ele usa para copiar um cheque. Mas o que impressiona neste filme é a utilização da estética dos anos oitenta. O tradicional clipe de abertura é embalado pelo mega sucesso A View to A Kill, composta especialmente para o filme pela banda pop Duran Duran em parceria com John Barry. As imagens do clipe trazem belas mulheres, algo comum nos videoclipes da banda inglesa, com cílios, lábios e unhas cintilantes, como um neon, com as cores berrantes que fizeram sucesso em roupas, acessórios e maquiagem daquela época. Ainda em relação aos 80, os produtores aproveitaram o sucesso de Zula, personagem interpretada por Grace Jones em Conan, o Destruidor, filme de 1984, para colocá-la em cena como May Day, o braço direito do vilão. Exótica, forte e com cara de mal, faz um papel muito semelhante à Zula. E a sua primeira aparição já traz todos os excessos da década, com um enorme chapéu, acessório indispensável para uma corrida de cavalos, e uma roupa de um vermelho berrante. O filme não tem tanta ação como nos anteriores, mas as cenas subaquáticas e perseguições de carros fazem presença. Por falar em perseguição, a que acontece com cavalos é bem diferente. Não é um grande filme, mas diverte. Ao final, em um diálogo entre M e o Ministro da Defesa do Reino Unido, há uma mensagem que indica que Roger Moore não viverá mais o agente secreto nos próximos filmes. É discreto, mas direto.

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

NUNCA MAIS OUTRA VEZ

Em 1983 dois filmes do agente secreto James Bond, o 007, foram lançados no cinema: 007 Contra Octopussy (Octopussy), dirigido por John Glen e estrelado por Roger Moore, e Nunca Mais Outra Vez (Never Say Never Again), dirigido por Irvin Kershner e estrelado por Sean Connery. O primeiro é o décimo terceiro filme da série oficial de 007. Já o segundo não tem relação com os produtores da série, não sendo considerado um filme oficial. O produtor Kevin McClory foi co-autor de 007 Contra A Chantagem Atômica (Thunderball), lançado em 1965, e depois de uma batalha judicial com Ian Fleming, o criador do personagem, McClory venceu, tendo o direito de fazer sua própria versão de James Bond. Assim Nunca Mais Outra Vez é um remake do filme de 1965. Ele não utiliza a música tema de 007, mas os personagens fixos da série, como M, Q e Miss Moneypenny, estão presentes, assim como elementos característicos dos filmes de Bond, como mulheres bonitas, incluindo uma vilã, perseguições de automóveis, champanhe (embora não haja a identificação do rótulo), o drinque preferido do agente secreto, e muita cena subaquática. Para viver o personagem, o produtor chamou novamente Sean Connery, que havia dito quando deixou a série que não faria o papel de 007 novamente. Ele voltou atrás e sua afirmativa acabou virando piada no final do filme em um diálogo entre Bond e Domino, e inspirou o título da película. Na batalha entre os dois filmes de 1983, Roger Moore saiu ganhando, pois Octopussy teve uma maior bilheteria mundial do que Nunca Mais Outra Vez. Se comparadas as duas versões de Thunderball, prefiro esta última, a não oficial, ressaltando que em ambas Sean Connery emprestou seu charme ao agente secreto. Também em matéria de bondgirl, as duas desta versão são as mais bonitas de todos os filmes lançados até 1983. Kim Bassinger vive Domino Petachi, a namorada do vilão que se apaixona por Bond. Barbara Carrera interpreta Fatima Blush, a impiedosa agente número 12 da Spectre. Dois atores de peso vivem os vilões. Klaus Maria Brandauer interpreta Maximilian Largo, o milionário que rouba as ogivas nucleares dos Estados Unidos e planeja explodir cidades americanas. Max von Sydow é Blofeld, o número 1 da Spectre. Gostei.

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

007 CONTRA OCTOPUSSY

007 Contra Octopussy (Octopussy) é o décimo terceiro filme da saga James Bond. Foi lançado nos cinemas em 1983, sendo a primeira vez que os Estados Unidos entraram como co-produtores, juntamente com o Reino Unido. Pela segunda vez, o diretor é John Glen, que deu um dinamismo à série, impondo agilidade nas cenas e não cansando quem vê, mesmo com 131 minutos de duração, o maior até aqui. No papel de Bond, continua Roger Moore, que empresta um ar cada vez mais cínico e irônico ao agente secreto inglês, mas já dá sinais de cansaço vivendo o mesmo personagem. Suas rugas faciais também não colaboram para passar uma imagem mais jovial ao agente secreto. No entanto, ele continua elegante e sedutor. O chefe do serviço secreto inglês, M, volta a aparecer, mas interpretado por outro ator, Robert Brown. Moneypenny e Q continuam com os mesmos atores de sempre, Lois Maxwell e Desmond Llewelyn, respectivamente. Desta vez, Moneypenny, a secretária de M e eterna apaixonada por Bond, ganha uma jovem auxiliar, Penelope, para quem Bond solta alguns galanteios. As bondgirls são Magda (Kristina Wayborn), envolvida com o vilão, e Octopussy (Maud Adams), a misteriosa mulher que vive em uma  palácio em uma ilha. Os vilões da vez são General Orlov (Steven Berkoff), um russo que quer ampliar os domínios da União Soviética na Europa, aproveitando a então Alemanha dividida, e Kamal Khan (Louis Jourdan), dono de um cassino em território indiano e aliado do general soviético. A história se passa, em sua maior parte, na Índia. As perseguições, a água em abundância e Bond em traje de gala jogando em um cassino continuam dominando as cenas de ação. A perseguição pelas ruas lotadas de barracas de feira e indianos, com Bond em um tuc-tuc é ótima. A fortaleza de Octopussy é em uma ilha bastante vigiada por mulheres com armas e lutadoras de artes marciais. Bond chega à ilha em um mini barco em formato de crocodilo, mais uma invenção de Q. Pela segunda vez, e em sequência, não se menciona nenhuma marca de champanhe famoso, embora há quatro cenas em que há um balde com gelo e uma garrafa preparada para ser apreciada. No quesito marca famosa, o relógio digital de Bond continua sendo um Seiko. 007 tem que desvendar um mistério que envolve falsificação de peças de joalheria pertencentes a museus e esta ligação com os soviéticos. Como se vê, o tema da Guerra Fria continua presente e crimes menores, como o comércio de peças falsificadas, parecem não incomodar, pois são os que praticam tais crimes é que ajudam James Bond a solucionar o mistério (no filme anterior o mesmo ocorreu com um contrabandista). A luta de Bond com um capanga de Kamal em cima de um trem em movimento foi relembrada no mais recente filme de 007, Skyfall (2012), logo em sua sequência inicial. A música tema, All Time High,  é uma das mais fracas da série, cantada por Rita Coolidge. Esta foi a primeira vez que vi este filme e gostei da sua agilidade.

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sábado, 19 de janeiro de 2013

007 SOMENTE PARA SEUS OLHOS

Seguindo minha determinação de ver todos os filmes da série 007, na ordem cronológica de lançamento nos cinemas, chegou a vez de ver o décimo segundo, 007 Somente Para Seus Olhos (For Your Eyes Only). Primeiro a ser dirigido por John Glen, foi lançado nos cinemas em 1981.A produção voltou a ser somente do Reino Unido, tendo novamente Roger Moore vivendo o famoso agente secreto britânico James Bond. A canção tema, muito romântica, é interpretada por Sheena Easton, que aparece no clipe inicial do filme. Antes de entrar no enredo desta aventura, o diretor faz um ótimo revival, iniciando com Bond colocando flores no túmulo de sua mulher (casamento e morte acontecem no sexto filme), sendo chamado para uma missão urgente, tendo um helicóptero à sua disposição descendo no cemitério. No voo, o piloto é assassinado pelo chefão da Spectre, que aparece em uma cadeira de rodas, com o pescoço imobilizado por um colar ortopédico, no alto de um prédio de Londres, controlando o helicóptero onde está Bond. As cenas são ótimas e o modo como 007 se livra do vilão é sensacional e divertido. Após o clipe, começa a aventura, com o agente secreto sendo destacado para solucionar o sumiço de um sistema submarino de controle nuclear. Mais uma aventura que tem a água como elemento chave. Não faltam as perseguições em montanhas nevadas e a clássica perseguição de carros, desta vez entre oliveiras. As bondgirls são interpretadas por Carole Bouquet (Melina Havelock), que dá vida a uma bela grega que quer vingar a morte dos pais e é exímia em atirar com arco, por Cassandra Harris (a condessa alpinista social Lisl), e por Lynn Holly-Johnson (a ninfeta Bibi Dahl), vivendo uma patinadora artística que sonha em ganhar uma medalha de ouro nas Olimpíadas. Ela é ninfomaníaca e dá em cima de Bond que não aceita ficar com ela, por ser uma garota, mostrando que ele se envolve apenas com mulheres adultas. Como o filme é cheio de reviravoltas, não há como afirmar aqui quem é o vilão aqui, pois pode atrapalhar a surpresa para quem quer ver o filme, mas os atores Topol (Milos Columbo), Julian Glover (Kristatos), Michael Gothard (Locque), Stefan Kalipha (Hector Gonzales), e John Wyman (Erich Kriegler) fazem parte deste time. Uma das sensações do filme é o carrinho amarelo de Melina, um Citroen 2CV, que consegue se sair bem nos caminhos tortuosos dos campos de oliveiras no interior da Espanha. M, o chefão da inteligência inglesa, não aparece desta vez, mas Q e Moneypenny dão as caras, ou melhor, as mesmas caras, já que são interpretados pelos mesmos atores desde sempre. Pela primeira vez não há citação de nenhum champanhe, enquanto o relógio do herói continua sendo o Seiko digital, só que um modelo mais moderno do que o anterior. As grifes Guy Laroche e Gucci aparecem discretamente durante a aventura. Gostei muito de rever este filme.

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

007 CONTRA O FOGUETE DA MORTE

Cheguei ao décimo primeiro título da série James Bond. Coloquei no aparelho para rodar o filme 007 Contra o Foguete da Morte (Moonraker), primeiro a ter uma co-produção: França e Reino Unido. Dirigido por Lewis Gilbert, tem 126 minutos de duração. Foi lançado nos cinemas em 1979, em meio à onda de filmes com temas referentes ao espaço sideral. O roteiro não poderia deixar de pegar carona nesta onda e ainda faz referências a alguns filmes de sucesso nas bilheterias, como Contatos Imediatos do Terceiro Grau (Close Encounters of The Third Kind), de 1977, (a música de contato com as naves espaciais é o código de acesso ao laboratório da Drax em Veneza); Guerra nas Estrelas (Star Wars), de 1977 (as armas a laser usadas na guerra entre mocinhos e bandidos no espaço), e 2001: Uma Odisseia no Espaço (2001: A Space Odyssey), de 1968 (o uniforme dos astronautas e o movimento dos personagens sem gravidade dentro da nave espacial). O enredo gira em torno de uma nave espacial americana sequestrada pelo vilão da vez que a utilizará para transportar casais escolhidos a dedo para a criação de uma nova raça, pura, atlética, para uma estação espacial, enquanto envenena os demais habitantes da Terra. 007 tem a missão de descobrir o vilão, seus objetivos e impedí-lo de agir. De toda a série, talvez este seja o filme com enredo mais inverossímil, muito mais do que qualquer filme de ficção científica. Há lançamentos constantes de aeronaves espaciais, luta no espaço entre soldados-astronautas, e uma mistura de cenários absurda. O Château de Chantilly, localizado na França, é o castelo do vilão construído em pleno estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Bond pilota uma lancha em algum rio da bacia amazônica que termina nas Cataratas do Iguaçu. E na mesma mata em torno da famosa catarata sul-americana fica um templo maia, que fisicamente está na Guatemala. O filme tem cenas rodadas no Rio de Janeiro e aquela imagem estereotipada do Brasil está super presente na tela: carnaval, samba e festa. Bond e uma auxiliar chamada Manuela (nome nada brasileiro) atravessam um desfile de escola de samba, mas nada indica que o agente secreto veio para o Brasil em época de Carnaval. Quem não sabia que aquele desfile acontece uma vez ao ano, ficava achando que no Brasil tudo era sempre festa. Para piorar, quando ele vai subir no bondinho do Pão de Açúcar, uma turma está fantasiada sambando em um bar próximo à entrada do bondinho. Uma das músicas que se ouve em um dos becos do Centro do Rio de Janeiro é a marchinha Cidade Maravilhosa. Roger Moore empresta seu carisma mais uma vez para James Bond, e neste filme ele está mais cínico do que nunca. Michael Lonsdale vive o vilão e multimilionário Hugo Drax. As bondgirls desta vez são Lois Chiles (Drª. Holly Goodhead) e Corinne Cléry (Corinne Dufour). Richard Kiel volta como o vilão Jaws (desta vez a tradução para o português deixou o Tubarão do filme anterior para Dentes de Aço, bem mais apropriado), que deixa seu coração amolecer por uma jovem loura e acaba ajudando Bond ao final. Há novamente mais de uma perseguição de lanchas, uma pelo canais de Veneza e outra pelos rios brasileiros, num interessante contraste, pois enquanto na primeira a perseguição é essencialmente urbana, a segunda é dentro da mata, sem traços de civilização. Moneypenney, Q e M continuam a ser interpretados pelos mesmos atores desde o primeiro filme da série. E mais uma vez Shirley Bassey interpreta a música tema. Quanto ao luxo, o champanhe Dom Pérignon cede lugar mais uma vez para a Bollinger e como os relógios digitais estavam em alta na época, o Rolex deixa o pulso do agente secreto para dar lugar a um Seiko, digital, obviamente. Mesmo com toda a loucura do enredo e com as imagens clichês do Brasil, eu gostei do filme. Ou melhor, gostei de rever o filme, pois já o tinha visto no antigo Cine Jacques, em Belo Horizonte, no final dos anos setenta.

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

007 O ESPIÃO QUE ME AMAVA

Conferi mais um filme da série do mais famoso agente secreto inglês. Desta vez vi o décimo filme, lançado em 1977. Produção do Reino Unido, dirigido por Lewis Gilbert e estrelado pela terceira vez por Roger Moore, 007 O Espião Que Me Amava (The Spy Who Loved Me) volta a ser um filme de aventura, deixando a comédia de lado, fator ruim do filme anterior (007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro). Tem 125 minutos de duração, mas o filme é ágil, com bastante troca de cenários, o que dá uma motivação a mais para ver a película. Submarinos da União Soviética e da Inglaterra desaparecem nos mares, fazendo os dois melhores agentes secretos destes países trabalharem juntos para desvendar o mistério. 007 se une com a bela Major Anya Amasova (Barbara Bach, em horrível interpretação, totalmente robótica), a agente XXX, mas um não confia no outro, valendo situações inusitadas quando ambos em perigo. Para chegar ao vilão milionário Stromberg (Curd Jurgens), eles viajam ao Egito e à Sardenha, na Itália. O vilão vive em uma base submarina, chamada Atlantis, gosta do mundo aquático, de obras de arte, de objetos de decoração com design arrojado, de belas mulheres e quer destruir com bombas atômicas as cidades de New York e Moscou, numa clara alusão à Guerra Fria, para criar uma nova era, toda ela subaquática, sob o seu comando. Seu braço direito é um gigante parecido com Frankenstein, mudo e com uma dentadura de ferro, lembrando uma mandíbula de tubarão. Não por acaso, seu nome é Jaws (no Brasil, ficou sendo Tubarão). Ele é interpretado por Richard Kiel. Há belas tomadas no Templo de Karnak, em Luxor, embora no filme tudo se passe no Cairo e arredores. O diretor mostra que gosta de cinema ao fazer uma clara homenagem a Steven Spielberg, não só dando nome ao vilão com o título do megassucesso do diretor, mas também fazendo uma sequência inspirada visivelmente em Tubarão (Jaws), sucesso de 1975. Também há uma homenagem a David Lean, com uma cena de cavalgada em camelo no deserto, quando Bond está vestido com roupas árabes e visita uma tenda de um antigo amigo. A cena lembra, e muito, sequências de Lawrence da Arábia, filme de 1962, dirigido por Lean. Também faz um revival do próprio agente secreto, ao iniciar o filme com uma eletrizante perseguição na neve, cena já vivida antes pelo personagem, nos alpes austríacos (embora a filmagem tenha sido feita na Suíça), culminando com um belo salto de pára-quedas. Enfim, a série toca, mesmo que em um breve diálogo, no tema casamento de Bond e a morte de sua esposa, ocorrida no final do sexto filme, 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade. A canção tema é lindamente interpretada por Carly Simon. Mais uma vez, Moneypenny, M e Q são vividos pelos mesmos atores de sempre. Um dos melhores carros da série está neste filme, o carro Lotus Sprit, que é um esportivo veloz, que se torna anfíbio quando necessário. Para não fugir à regra, Bond mostra seu bom gosto ao abrir uma garrafa de champanhe Dom Pérignon, safra 1952. Gostei de rever este filme.

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

007 CONTRA O HOMEM COM A PISTOLA DE OURO

Nono filme da série James Bond, 007 Contra O Homem Com A Pistola de Ouro (The Man With The Golden Gun) é o segundo estrelado por Roger Moore. Produzido pelo Reino Unido, foi dirigido por Guy Hamilton e teve estréia nos cinemas em 1974. Tem 125 minutos de duração, o que o torna chato, pois algumas cenas são alongadas sem necessidade, como a perseguição de barcos em um rio da Tailândia. A bond girl da vez é Britt Ekland, que vive a auxiliar de Bond em solo tailandês, com o sugestivo nome de Goodnight. Para não fugir à tradição, 007 também se envolve com Andrea (Maud Adams), que tem ligações com o vilão. Os melhores momentos estão com o vilão e seus capangas. O chefão é Scaramanga, interpretado por Christopher Lee, conhecido àquela altura como o intérprete de Drácula nos cinemas. Ele quer dominar o mundo a partir de um controle da energia emanada do sol, mantendo um engenhoso laboratório em sua ilha particular no litoral da Tailândia. Também gosta de ilusionismo, praticando um jogo de gato e rato, onde no final ele sempre ganha, matando o oponente com uma bala de ouro vinda da sua pistola dourada, daí o título do filme. Seu principal ajudante é Nick Nack, vivido por Hervé Villechaize, o eterno Tattoo do seriado Ilha da Fantasia. O luxo continua presente: Bond usa o mesmo Rolex do filme anterior, se hospeda no chiquérrimo The Peninsula em Hong Kong, e é recebido por Scaramanga com uma garrafa de champanhe Dom Pérignon, safra 1964. O xerife abobalhado do filme anterior, J. W. Pepper (Clifton James), volta em cena, desta vez passando férias com sua esposa na Tailândia, e sendo responsável pelos momentos mais chatos do filme, com elementos de comédia pastelão que realmente não combinam com o charme de 007. Para piorar, a cena em que o xerife aparece também é durante uma perseguição de barco pelos estreitos rios tailandeses, bem no estilo do filme anterior. Falta de criatividade total. Até aqui, é o mais fraco da série. Moneypenny, M e Q voltam a aparecer e são interpretados pelos mesmos atores dos filmes anteriores. Canção tema é interpretada por Lulu.

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sábado, 5 de janeiro de 2013

COM 007 VIVA E DEIXE MORRER

Na sexta-feira à noite, com preguiça de sair, resolvi ver mais um filme da série 007, o oitavo da sequência, o primeiro com Roger Moore no papel de James Bond. Com 007 Viva e Deixe Morrer (Live and Let Die) é dirigido por Guy Hamilton para um produção do Reino Unido de 1973. Sai Sean Connery, com todo o seu charme, e entra Roger Moore, mais sofisticado e com um ar mais cínico. Desta vez Bond tem como missão descobrir quem está por trás da morte de três agentes secretos, em uma conexão que envolve New Orleans, nos Estados Unidos, a San Monique (uma ilha fictícia localizada no Caribe). Ele se envolve com adeptos do vudu chefiados pelo diplomata Kananga, interpretado por Yaphet Kotto, que mantém uma jovem papisa, Solitaire (Jane Seymour), sob seu domínio, pois acredita piamente que ela detém o poder de ler cartas de tarô. No desenrolar da história, Bond descobre que os negócios escusos de Kananga envolvem produção e comércio de heroína. Para conseguir derrotar o vilão, ele passa por grandes apuros, não podendo confiar em absolutamente ninguém que cruza seu caminho. Claro que se envolve com Solitaire, mas antes seduz Rosie (Gloria Hendry), uma agente duplo. Há referência explícita ao famoso Capitão Gancho da história de Peter Pan na figura do braço direito do vilão, o careca Tee Hee (Julius Harris), além da criação de crocodilos e jacarés que Kananga tem na ilha. Neste filme o personagem Q só é citado, mas há rápida aparição de M e Moneypenny, cujos atores são os mesmos desde o primeiro filme da série: Bernard Lee e Lois Maxwell. Características que fizeram a fama dos filmes de Bond continuam fortes na tela, como a perseguição de carros, que que potencializada neste filme por uma eletrizante perseguição de barcos pelos rios da Lousiana. Esta perseguição de barcos tem as cenas mais engraçadas do filme, vividas pelo Xerife Pepper (Clifton James), e pela invasão dos barcos a um casamento que ocorria às margens do rio, com direito a barco passar por cima do bolo da festa, deixando a noiva em prantos. Também o luxo se faz presente, seja no engenhoso relógio Rolex que ajuda o agente secreto na hora mais crítica, seja na champanhe, que volta a ser pedida por Bond, mas diferente dos outros filmes, quando solicitava uma Dom Pérignon, desta feita a bebida da vez é a Bollinger. A música tema é cantada por Paul McCartney and The Wings e recebe o mesmo nome do título original do filme: Live and Let Die, mas há uma cena em um bar-restaurante de New Orleans onde Brenda Arnau arrasa cantando a mesma canção tema. O filme tem 121 minutos de duração, sendo um pouco arrastado em determinadas ocasiões, o que o faz menos ágil do que os estrelados por Sean Connery. Mas mesmo assim, acabei gostando do filme e descobri que nada lembrava dele, ficando na dúvida se realmente já o tinha visto.

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