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domingo, 1 de setembro de 2013

007 - O AMANHÃ NUNCA MORRE

Mais um 007 no meu aparelho de dvd. Foi o 18º título da filmografia de James Bond: 007 - O Amanhã Nunca Morre (Tomorrow Never Dies), coprodução entre o Reino Unido e os Estados Unidos lançada nos cinemas em 1997, tendo como diretor estreante na série Roger Spottiswoode. Segundo filme em que Pierce Brosnan interpreta o agente secreto britânico. Judi Dench continua como M, desta vez aparecendo mais e sendo bem firme com os altos comandantes das forças armadas britânicas, com direito a piadinha antimachista em um de seus diálogos. Desmond Llewelyn continua firme com Q e desta vez aparece como se trabalhasse na locadora de carros Avis, quando aplica um questionário em Bond e o apresenta a um modelo BMW que será muito útil em uma das certeiras perseguições do filme que acontece dentro de um estacionamento em Hamburgo, Alemanha. As bondgirls são duas, Paris Carver, interpretada por Teri Hatcher, esposa do magnata das comunicações, o vilão Elliot Carver (Jonathan Price), mas uma antiga namorada de Bond, e a outra é a chinesa Wai Lin, vivida por Michelle Yeoh, que trabalha para o serviço secreto chinês. Em termos de performance, Yeoh é infinitamente superior que Hatcher. O roteiro é simples: o magnata quer dominar a comunicação mundial e se utiliza de aparatos tecnológicos para fazer com que britânicos e chineses iniciem uma guerra mundial. Ele faria a cobertura ao vivo da guerra e ainda se daria bem, tendo a concessão da comunicação chinesa por 100 anos, único país do mundo onde ele não tinha acesso. Bond tem que impedir isto. O de sempre está presente: perseguições (além da citada no estacionamento, ainda tem uma no ar com caças MIG e outra nas ruas de uma cidade vietnamita, quando Bond e Lin estão presos por uma algema e fogem em uma moto), festas recheadas de vips, champanhe (embora não apareça qual o rótulo que Paris Carver bebe), hotéis luxuosos, gadgets inovadores, cenas submarinas. Gostei das mensagens subliminares, como a preocupação com os chineses, que já dominavam o comércio mundial à época de lançamento da película nos cinemas, mas ao mesmo tempo mostrar que eles não são os inimigos do Ocidente. Um diálogo entre 007 e Lin, dentro de uma espécie de bunker tecnológico chinês, provoca um pouco os chineses, já que a frase dita por Bond tem duplo sentido. Ele mexe em alguns aparatos quando vê uma caixa com relógios. Pega um Ômega e diz que aquele era similar ao que conhecia. Lin ri e diz que fizeram no relógio alguns incrementos. Mensagem clara para as falsificações chinesas. No mais, Brosnan mantém a expressão única do início ao fim. A canção tema, interpretada por Sheryl Crow, é uma das que menos me empolga em toda a série. Nunca tinha visto este filme. Gostei.

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segunda-feira, 3 de junho de 2013

007 CONTRA GOLDENEYE

Continuando a revisão dos filmes do agente secreto 007, coloquei no aparelho o décimo sétimo longa metragem da série: 007 Contra Goldeneye (Goldeneye), coprodução entre o Reino Unido e os Estados Unidos lançada nos cinemas em 1995, quando Pierce Brosnan interpreta pela primeira vez James Bond. A direção é novamente de Martin Campbell. Música tema interpretada magnificamente por Tina Turner. Desta vez as bondgirls são interpretadas por Izabella Scorupco (Natalya Simonova) e por Famke Janssen (Xenia Onatopp). Outra novidade na série é a intérprete de M, que passa a ser uma mulher, a excelente atriz Judi Dench, sinal de que Hollywood apontava para uma reviravolta em participação de mulheres em papéis outrora destinados exclusivamente aos homens. O de sempre acontece: mulheres bonitas, perseguições, champanhe, dry martini, smoking impecável, armas mirabolantes inventadas pela equipe de Q, ainda na pele de Desmond Llewelyn, paisagens lindíssimas, com belas locações em São Petersburgo e em Monte Carlo. Este é o primeiro filme da série que não se baseia em nada das histórias escritas por Ian Fleming, o criador de James Bond. A história tem início com o roubo de um helicóptero bem no dia de sua apresentação para o mundo, fato que cabe a Bond investigar. Ele descobre que antigos integrantes da KGB estão ligados ao roubo e tem um sistema de satélites que consegue paralisar qualquer circuito eletrônico, incluindo computadores militares em todo o mundo. Para piorar, Bond tem que enfrentar o ex-agente secreto 006, Alec Trevelyan, interpretado por Sean Bean, que se uniu aos russos. Boa diversão, embora eu ache Brosnan sem carisma para o papel.

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

007 - PERMISSÃO PARA MATAR

Vi mais um filme da série 007, desta vez foi o décimo sexto da série oficial, 007 - Permissão Para Matar (License to Kill), dirigido mais uma vez por John Glen. Produção compartilhada de Estados Unidos com o Reino Unido, lançada nos cinemas em 1989. No papel de James Bond, Timothy Dalton, pela segunda e última vez encarnando o agente secreto britânico que tem permissão para matar. Desmond Llewelyn continua firme e forte como Q, Caroline Bliss encarna pela segunda vez Miss Moneypenny e M é mais uma vez interpretado por Robert Brown. Ao contrário do filme anterior, quando Bond se relacionou apenas com uma mulher, neste título ele volta a ter mais de uma bondgirl: Pam Bouvier, interpretada por Carey Lowell, e Lupe Lamora (a insossa e péssima atriz Talisa Soto). Esta última é a mulher do vilão, mas que se bandeia para o lado de Bond, não resistindo aos seus encantos. O grande vilão é Franz Sanchez (Robert Davi). Novamente a champanhe Bollinger é citada, assim como o drinque preferido de Bond: vodca-martini, batido, não misturado. Com o fim da Guerra Fria, os russos deixam de ser os vilões. Os narco traficantes passam a ser o inimigo a ser combatido. No caso, a história é totalmente atípica em relação aos demais filmes até então lançados de 007, pois não há um mistério a der desvendado pelo serviço secreto britânico. Bond é padrinho de casamento de seu amigo Felix Leiter (David Hedison), um agente da CIA que aparece em vários filmes sempre ajudando 007. Um poderoso traficante de drogas, Sanchez, é procurado pela CIA e acaba preso momentos antes do casamento. Ele consegue escapar e se vinga de Leiter, matando sua recente esposa e torturando-o em um poço com tubarão branco. Bond é impedido pelo serviço secreto britânico de capturar o traficante, mas se demite, sua permissão para matar é revogada e ele foge, com a arma na mão. O que vemos é um acerto de contas pessoal, uma vingança pelo que fizeram com o amigo e sua esposa. Cenas subaquáticas e em um cassino voltam a povoar o enredo. A performance de Talisa Soto é tão ruim, que torna o filme um pastiche de toda a série. Um dos pontos altos é a crítica à evangelização midiática, com um pastor caricato, líder de uma seita que tem sua sede em um complexo que lembra o Vale do Amanhecer nas imediações de Brasília. A canção tema é interpretada por Gladys Knight. Um dos piores filmes da série.

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

007 MARCADO PARA A MORTE


Após sete filmes seguidos dando vida ao agente secreto britânico James Bond, Roger Moore deixou o bastão para o também inglês Timothy Dalton, protagonista do 15º título oficial da série: 007 Marcado Para a Morte (The Living Daylights). Produção do Reino Unido de 1987 dirigida mais uma vez por John Glen. Sintonizado com os tempos de AIDS, Bond só se envolve com uma beldade, no caso Kara Milovy (Maryam d'Abo), uma violoncelista que tem ligação amorosa com um dos vilões, o general russo Georgi Koskov (Jeroen Krabbé). A secretária de M, o chefão do serviço secreto britânico, Miss Moneypenny passa a ser interpretada por outra atriz, Caroline Bliss, após um reinado de 14 filmes de Lois Maxwell. Assim, apenas Desmond Llewelyn é o único ator que interpretou Q em todos os filmes em que este personagem aparece. O outro vilão é Brad Whitaker (Joe Don Baker), um traficante de armas que se passa por um mecena das artes. Ainda em sintonia com o que acontecia no mundo real, há cenas que se passam no deserto do Afeganistão, quando aquele país estava invadido pelos russos. Claro que rebeldes afegãos acabam aliados de Bond. Quem diria que depois estes mesmos rebeldes seriam vistos como inimigos número 1 dos Estados Unidos e do Reino Unido. O enredo é simples: Bond tem que descobrir o real plano de Koskov, evitando uma eventual nova guerra mundial entre as duas maiores potências bélicas do mundo da época. Marcas famosas continuam marcando presença, algumas bem discretamente, como Cartier (em um mostruário no hotel onde Bond fica hospedado), Louis Vuitton (no mesmo hotel, com um carregador de malas), Philips (esta mais ostensiva, presente no gadget de 007), e Bollinger (o sempre presente champanhe, desta vez na cesta de iguarias que Bond compra na Harrods para o General Koskov). Perseguição de carros, cenas debaixo d'água, esqui e explosões estão, como sempre, presentes em toda a projeção, que dura 133 minutos. As lutas são mais realistas, mas Bond continua saindo delas com quase nenhum arranhado e mantendo o penteado. A música tema é interpretada pelo grupo a-HaDalton não tem o charme de Connery e nem o porte nobre de Moore, mas conseguiu dar um toque pessoal ao personagem com seu expressivo olhar. Gostei de rever este título.

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domingo, 10 de fevereiro de 2013

007 NA MIRA DOS ASSASSINOS

007 Na Mira dos Assassinos (A View to A Kill) é o 14º título da série do agente secreto James Bond. Foi lançado em 1985, com 131 minutos de duração. É o trabalho de despedida de Roger Moore como 007. John Glen novamente é o diretor. Grace Jones (May Day), Tanya Roberts (Stacey Sutton) e Fiona Fullerton (Pola Ivanova) são as atrizes que vivem as bondgirls deste filme. Lois Maxwell e Desmond Llewelyn continuam a interpretar Miss Moneypenny e Q, repetindo seus papeis desde o primeiro filme. O vilão da vez é o ótimo Christopher Walken que dá vida a Max Zorin, um rico industrial psicopata que planeja destruir todo o Vale do Silício na Califórnia e ter o mundo em suas mãos com sua produção de microprocessadores para computadores. Para encobertar este plano, ele faz questão de tornar pública sua paixão por corridas de cavalos, aplicando nos animais técnicas nada aconselháveis oriundas do nazismo. E ainda tem a seu lado a KGB. Ou seja, a Guerra Fria ainda é um grande mote para apresentar os soviéticos como os grandes vilões mundiais. Bond entra para descobrir o seu plano, fingindo ser um comprador de cavalos. A cena inicial homenageia alguns filmes anteriores do agente secreto, com uma espetacular perseguição nos alpes suíços. O champanhe Bollinger volta a aparecer. O luxo continua presente, seja nas malas Louis Vuitton de Bond, seja no pequeno porta cartões da mesma grife que ele usa para copiar um cheque. Mas o que impressiona neste filme é a utilização da estética dos anos oitenta. O tradicional clipe de abertura é embalado pelo mega sucesso A View to A Kill, composta especialmente para o filme pela banda pop Duran Duran em parceria com John Barry. As imagens do clipe trazem belas mulheres, algo comum nos videoclipes da banda inglesa, com cílios, lábios e unhas cintilantes, como um neon, com as cores berrantes que fizeram sucesso em roupas, acessórios e maquiagem daquela época. Ainda em relação aos 80, os produtores aproveitaram o sucesso de Zula, personagem interpretada por Grace Jones em Conan, o Destruidor, filme de 1984, para colocá-la em cena como May Day, o braço direito do vilão. Exótica, forte e com cara de mal, faz um papel muito semelhante à Zula. E a sua primeira aparição já traz todos os excessos da década, com um enorme chapéu, acessório indispensável para uma corrida de cavalos, e uma roupa de um vermelho berrante. O filme não tem tanta ação como nos anteriores, mas as cenas subaquáticas e perseguições de carros fazem presença. Por falar em perseguição, a que acontece com cavalos é bem diferente. Não é um grande filme, mas diverte. Ao final, em um diálogo entre M e o Ministro da Defesa do Reino Unido, há uma mensagem que indica que Roger Moore não viverá mais o agente secreto nos próximos filmes. É discreto, mas direto.

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

NUNCA MAIS OUTRA VEZ

Em 1983 dois filmes do agente secreto James Bond, o 007, foram lançados no cinema: 007 Contra Octopussy (Octopussy), dirigido por John Glen e estrelado por Roger Moore, e Nunca Mais Outra Vez (Never Say Never Again), dirigido por Irvin Kershner e estrelado por Sean Connery. O primeiro é o décimo terceiro filme da série oficial de 007. Já o segundo não tem relação com os produtores da série, não sendo considerado um filme oficial. O produtor Kevin McClory foi co-autor de 007 Contra A Chantagem Atômica (Thunderball), lançado em 1965, e depois de uma batalha judicial com Ian Fleming, o criador do personagem, McClory venceu, tendo o direito de fazer sua própria versão de James Bond. Assim Nunca Mais Outra Vez é um remake do filme de 1965. Ele não utiliza a música tema de 007, mas os personagens fixos da série, como M, Q e Miss Moneypenny, estão presentes, assim como elementos característicos dos filmes de Bond, como mulheres bonitas, incluindo uma vilã, perseguições de automóveis, champanhe (embora não haja a identificação do rótulo), o drinque preferido do agente secreto, e muita cena subaquática. Para viver o personagem, o produtor chamou novamente Sean Connery, que havia dito quando deixou a série que não faria o papel de 007 novamente. Ele voltou atrás e sua afirmativa acabou virando piada no final do filme em um diálogo entre Bond e Domino, e inspirou o título da película. Na batalha entre os dois filmes de 1983, Roger Moore saiu ganhando, pois Octopussy teve uma maior bilheteria mundial do que Nunca Mais Outra Vez. Se comparadas as duas versões de Thunderball, prefiro esta última, a não oficial, ressaltando que em ambas Sean Connery emprestou seu charme ao agente secreto. Também em matéria de bondgirl, as duas desta versão são as mais bonitas de todos os filmes lançados até 1983. Kim Bassinger vive Domino Petachi, a namorada do vilão que se apaixona por Bond. Barbara Carrera interpreta Fatima Blush, a impiedosa agente número 12 da Spectre. Dois atores de peso vivem os vilões. Klaus Maria Brandauer interpreta Maximilian Largo, o milionário que rouba as ogivas nucleares dos Estados Unidos e planeja explodir cidades americanas. Max von Sydow é Blofeld, o número 1 da Spectre. Gostei.

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

007 CONTRA OCTOPUSSY

007 Contra Octopussy (Octopussy) é o décimo terceiro filme da saga James Bond. Foi lançado nos cinemas em 1983, sendo a primeira vez que os Estados Unidos entraram como co-produtores, juntamente com o Reino Unido. Pela segunda vez, o diretor é John Glen, que deu um dinamismo à série, impondo agilidade nas cenas e não cansando quem vê, mesmo com 131 minutos de duração, o maior até aqui. No papel de Bond, continua Roger Moore, que empresta um ar cada vez mais cínico e irônico ao agente secreto inglês, mas já dá sinais de cansaço vivendo o mesmo personagem. Suas rugas faciais também não colaboram para passar uma imagem mais jovial ao agente secreto. No entanto, ele continua elegante e sedutor. O chefe do serviço secreto inglês, M, volta a aparecer, mas interpretado por outro ator, Robert Brown. Moneypenny e Q continuam com os mesmos atores de sempre, Lois Maxwell e Desmond Llewelyn, respectivamente. Desta vez, Moneypenny, a secretária de M e eterna apaixonada por Bond, ganha uma jovem auxiliar, Penelope, para quem Bond solta alguns galanteios. As bondgirls são Magda (Kristina Wayborn), envolvida com o vilão, e Octopussy (Maud Adams), a misteriosa mulher que vive em uma  palácio em uma ilha. Os vilões da vez são General Orlov (Steven Berkoff), um russo que quer ampliar os domínios da União Soviética na Europa, aproveitando a então Alemanha dividida, e Kamal Khan (Louis Jourdan), dono de um cassino em território indiano e aliado do general soviético. A história se passa, em sua maior parte, na Índia. As perseguições, a água em abundância e Bond em traje de gala jogando em um cassino continuam dominando as cenas de ação. A perseguição pelas ruas lotadas de barracas de feira e indianos, com Bond em um tuc-tuc é ótima. A fortaleza de Octopussy é em uma ilha bastante vigiada por mulheres com armas e lutadoras de artes marciais. Bond chega à ilha em um mini barco em formato de crocodilo, mais uma invenção de Q. Pela segunda vez, e em sequência, não se menciona nenhuma marca de champanhe famoso, embora há quatro cenas em que há um balde com gelo e uma garrafa preparada para ser apreciada. No quesito marca famosa, o relógio digital de Bond continua sendo um Seiko. 007 tem que desvendar um mistério que envolve falsificação de peças de joalheria pertencentes a museus e esta ligação com os soviéticos. Como se vê, o tema da Guerra Fria continua presente e crimes menores, como o comércio de peças falsificadas, parecem não incomodar, pois são os que praticam tais crimes é que ajudam James Bond a solucionar o mistério (no filme anterior o mesmo ocorreu com um contrabandista). A luta de Bond com um capanga de Kamal em cima de um trem em movimento foi relembrada no mais recente filme de 007, Skyfall (2012), logo em sua sequência inicial. A música tema, All Time High,  é uma das mais fracas da série, cantada por Rita Coolidge. Esta foi a primeira vez que vi este filme e gostei da sua agilidade.

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sábado, 19 de janeiro de 2013

007 SOMENTE PARA SEUS OLHOS

Seguindo minha determinação de ver todos os filmes da série 007, na ordem cronológica de lançamento nos cinemas, chegou a vez de ver o décimo segundo, 007 Somente Para Seus Olhos (For Your Eyes Only). Primeiro a ser dirigido por John Glen, foi lançado nos cinemas em 1981.A produção voltou a ser somente do Reino Unido, tendo novamente Roger Moore vivendo o famoso agente secreto britânico James Bond. A canção tema, muito romântica, é interpretada por Sheena Easton, que aparece no clipe inicial do filme. Antes de entrar no enredo desta aventura, o diretor faz um ótimo revival, iniciando com Bond colocando flores no túmulo de sua mulher (casamento e morte acontecem no sexto filme), sendo chamado para uma missão urgente, tendo um helicóptero à sua disposição descendo no cemitério. No voo, o piloto é assassinado pelo chefão da Spectre, que aparece em uma cadeira de rodas, com o pescoço imobilizado por um colar ortopédico, no alto de um prédio de Londres, controlando o helicóptero onde está Bond. As cenas são ótimas e o modo como 007 se livra do vilão é sensacional e divertido. Após o clipe, começa a aventura, com o agente secreto sendo destacado para solucionar o sumiço de um sistema submarino de controle nuclear. Mais uma aventura que tem a água como elemento chave. Não faltam as perseguições em montanhas nevadas e a clássica perseguição de carros, desta vez entre oliveiras. As bondgirls são interpretadas por Carole Bouquet (Melina Havelock), que dá vida a uma bela grega que quer vingar a morte dos pais e é exímia em atirar com arco, por Cassandra Harris (a condessa alpinista social Lisl), e por Lynn Holly-Johnson (a ninfeta Bibi Dahl), vivendo uma patinadora artística que sonha em ganhar uma medalha de ouro nas Olimpíadas. Ela é ninfomaníaca e dá em cima de Bond que não aceita ficar com ela, por ser uma garota, mostrando que ele se envolve apenas com mulheres adultas. Como o filme é cheio de reviravoltas, não há como afirmar aqui quem é o vilão aqui, pois pode atrapalhar a surpresa para quem quer ver o filme, mas os atores Topol (Milos Columbo), Julian Glover (Kristatos), Michael Gothard (Locque), Stefan Kalipha (Hector Gonzales), e John Wyman (Erich Kriegler) fazem parte deste time. Uma das sensações do filme é o carrinho amarelo de Melina, um Citroen 2CV, que consegue se sair bem nos caminhos tortuosos dos campos de oliveiras no interior da Espanha. M, o chefão da inteligência inglesa, não aparece desta vez, mas Q e Moneypenny dão as caras, ou melhor, as mesmas caras, já que são interpretados pelos mesmos atores desde sempre. Pela primeira vez não há citação de nenhum champanhe, enquanto o relógio do herói continua sendo o Seiko digital, só que um modelo mais moderno do que o anterior. As grifes Guy Laroche e Gucci aparecem discretamente durante a aventura. Gostei muito de rever este filme.

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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

007 CONTRA O FOGUETE DA MORTE

Cheguei ao décimo primeiro título da série James Bond. Coloquei no aparelho para rodar o filme 007 Contra o Foguete da Morte (Moonraker), primeiro a ter uma co-produção: França e Reino Unido. Dirigido por Lewis Gilbert, tem 126 minutos de duração. Foi lançado nos cinemas em 1979, em meio à onda de filmes com temas referentes ao espaço sideral. O roteiro não poderia deixar de pegar carona nesta onda e ainda faz referências a alguns filmes de sucesso nas bilheterias, como Contatos Imediatos do Terceiro Grau (Close Encounters of The Third Kind), de 1977, (a música de contato com as naves espaciais é o código de acesso ao laboratório da Drax em Veneza); Guerra nas Estrelas (Star Wars), de 1977 (as armas a laser usadas na guerra entre mocinhos e bandidos no espaço), e 2001: Uma Odisseia no Espaço (2001: A Space Odyssey), de 1968 (o uniforme dos astronautas e o movimento dos personagens sem gravidade dentro da nave espacial). O enredo gira em torno de uma nave espacial americana sequestrada pelo vilão da vez que a utilizará para transportar casais escolhidos a dedo para a criação de uma nova raça, pura, atlética, para uma estação espacial, enquanto envenena os demais habitantes da Terra. 007 tem a missão de descobrir o vilão, seus objetivos e impedí-lo de agir. De toda a série, talvez este seja o filme com enredo mais inverossímil, muito mais do que qualquer filme de ficção científica. Há lançamentos constantes de aeronaves espaciais, luta no espaço entre soldados-astronautas, e uma mistura de cenários absurda. O Château de Chantilly, localizado na França, é o castelo do vilão construído em pleno estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Bond pilota uma lancha em algum rio da bacia amazônica que termina nas Cataratas do Iguaçu. E na mesma mata em torno da famosa catarata sul-americana fica um templo maia, que fisicamente está na Guatemala. O filme tem cenas rodadas no Rio de Janeiro e aquela imagem estereotipada do Brasil está super presente na tela: carnaval, samba e festa. Bond e uma auxiliar chamada Manuela (nome nada brasileiro) atravessam um desfile de escola de samba, mas nada indica que o agente secreto veio para o Brasil em época de Carnaval. Quem não sabia que aquele desfile acontece uma vez ao ano, ficava achando que no Brasil tudo era sempre festa. Para piorar, quando ele vai subir no bondinho do Pão de Açúcar, uma turma está fantasiada sambando em um bar próximo à entrada do bondinho. Uma das músicas que se ouve em um dos becos do Centro do Rio de Janeiro é a marchinha Cidade Maravilhosa. Roger Moore empresta seu carisma mais uma vez para James Bond, e neste filme ele está mais cínico do que nunca. Michael Lonsdale vive o vilão e multimilionário Hugo Drax. As bondgirls desta vez são Lois Chiles (Drª. Holly Goodhead) e Corinne Cléry (Corinne Dufour). Richard Kiel volta como o vilão Jaws (desta vez a tradução para o português deixou o Tubarão do filme anterior para Dentes de Aço, bem mais apropriado), que deixa seu coração amolecer por uma jovem loura e acaba ajudando Bond ao final. Há novamente mais de uma perseguição de lanchas, uma pelo canais de Veneza e outra pelos rios brasileiros, num interessante contraste, pois enquanto na primeira a perseguição é essencialmente urbana, a segunda é dentro da mata, sem traços de civilização. Moneypenney, Q e M continuam a ser interpretados pelos mesmos atores desde o primeiro filme da série. E mais uma vez Shirley Bassey interpreta a música tema. Quanto ao luxo, o champanhe Dom Pérignon cede lugar mais uma vez para a Bollinger e como os relógios digitais estavam em alta na época, o Rolex deixa o pulso do agente secreto para dar lugar a um Seiko, digital, obviamente. Mesmo com toda a loucura do enredo e com as imagens clichês do Brasil, eu gostei do filme. Ou melhor, gostei de rever o filme, pois já o tinha visto no antigo Cine Jacques, em Belo Horizonte, no final dos anos setenta.

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

007 CONTRA O HOMEM COM A PISTOLA DE OURO

Nono filme da série James Bond, 007 Contra O Homem Com A Pistola de Ouro (The Man With The Golden Gun) é o segundo estrelado por Roger Moore. Produzido pelo Reino Unido, foi dirigido por Guy Hamilton e teve estréia nos cinemas em 1974. Tem 125 minutos de duração, o que o torna chato, pois algumas cenas são alongadas sem necessidade, como a perseguição de barcos em um rio da Tailândia. A bond girl da vez é Britt Ekland, que vive a auxiliar de Bond em solo tailandês, com o sugestivo nome de Goodnight. Para não fugir à tradição, 007 também se envolve com Andrea (Maud Adams), que tem ligações com o vilão. Os melhores momentos estão com o vilão e seus capangas. O chefão é Scaramanga, interpretado por Christopher Lee, conhecido àquela altura como o intérprete de Drácula nos cinemas. Ele quer dominar o mundo a partir de um controle da energia emanada do sol, mantendo um engenhoso laboratório em sua ilha particular no litoral da Tailândia. Também gosta de ilusionismo, praticando um jogo de gato e rato, onde no final ele sempre ganha, matando o oponente com uma bala de ouro vinda da sua pistola dourada, daí o título do filme. Seu principal ajudante é Nick Nack, vivido por Hervé Villechaize, o eterno Tattoo do seriado Ilha da Fantasia. O luxo continua presente: Bond usa o mesmo Rolex do filme anterior, se hospeda no chiquérrimo The Peninsula em Hong Kong, e é recebido por Scaramanga com uma garrafa de champanhe Dom Pérignon, safra 1964. O xerife abobalhado do filme anterior, J. W. Pepper (Clifton James), volta em cena, desta vez passando férias com sua esposa na Tailândia, e sendo responsável pelos momentos mais chatos do filme, com elementos de comédia pastelão que realmente não combinam com o charme de 007. Para piorar, a cena em que o xerife aparece também é durante uma perseguição de barco pelos estreitos rios tailandeses, bem no estilo do filme anterior. Falta de criatividade total. Até aqui, é o mais fraco da série. Moneypenny, M e Q voltam a aparecer e são interpretados pelos mesmos atores dos filmes anteriores. Canção tema é interpretada por Lulu.

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sábado, 5 de janeiro de 2013

COM 007 VIVA E DEIXE MORRER

Na sexta-feira à noite, com preguiça de sair, resolvi ver mais um filme da série 007, o oitavo da sequência, o primeiro com Roger Moore no papel de James Bond. Com 007 Viva e Deixe Morrer (Live and Let Die) é dirigido por Guy Hamilton para um produção do Reino Unido de 1973. Sai Sean Connery, com todo o seu charme, e entra Roger Moore, mais sofisticado e com um ar mais cínico. Desta vez Bond tem como missão descobrir quem está por trás da morte de três agentes secretos, em uma conexão que envolve New Orleans, nos Estados Unidos, a San Monique (uma ilha fictícia localizada no Caribe). Ele se envolve com adeptos do vudu chefiados pelo diplomata Kananga, interpretado por Yaphet Kotto, que mantém uma jovem papisa, Solitaire (Jane Seymour), sob seu domínio, pois acredita piamente que ela detém o poder de ler cartas de tarô. No desenrolar da história, Bond descobre que os negócios escusos de Kananga envolvem produção e comércio de heroína. Para conseguir derrotar o vilão, ele passa por grandes apuros, não podendo confiar em absolutamente ninguém que cruza seu caminho. Claro que se envolve com Solitaire, mas antes seduz Rosie (Gloria Hendry), uma agente duplo. Há referência explícita ao famoso Capitão Gancho da história de Peter Pan na figura do braço direito do vilão, o careca Tee Hee (Julius Harris), além da criação de crocodilos e jacarés que Kananga tem na ilha. Neste filme o personagem Q só é citado, mas há rápida aparição de M e Moneypenny, cujos atores são os mesmos desde o primeiro filme da série: Bernard Lee e Lois Maxwell. Características que fizeram a fama dos filmes de Bond continuam fortes na tela, como a perseguição de carros, que que potencializada neste filme por uma eletrizante perseguição de barcos pelos rios da Lousiana. Esta perseguição de barcos tem as cenas mais engraçadas do filme, vividas pelo Xerife Pepper (Clifton James), e pela invasão dos barcos a um casamento que ocorria às margens do rio, com direito a barco passar por cima do bolo da festa, deixando a noiva em prantos. Também o luxo se faz presente, seja no engenhoso relógio Rolex que ajuda o agente secreto na hora mais crítica, seja na champanhe, que volta a ser pedida por Bond, mas diferente dos outros filmes, quando solicitava uma Dom Pérignon, desta feita a bebida da vez é a Bollinger. A música tema é cantada por Paul McCartney and The Wings e recebe o mesmo nome do título original do filme: Live and Let Die, mas há uma cena em um bar-restaurante de New Orleans onde Brenda Arnau arrasa cantando a mesma canção tema. O filme tem 121 minutos de duração, sendo um pouco arrastado em determinadas ocasiões, o que o faz menos ágil do que os estrelados por Sean Connery. Mas mesmo assim, acabei gostando do filme e descobri que nada lembrava dele, ficando na dúvida se realmente já o tinha visto.

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

007 OS DIAMANTES SÃO ETERNOS

Marasmo de final de ano, mais uma noite com filme para ver em casa. Continuei com James Bond, colocando no aparelho de dvd o sétimo filme da série, o 007 Os Diamantes São Eternos (Diamonds Are Forever), mais uma produção do Reino Unido, dirigida por Guy Hamilton, lançada nos cinemas em 1971. Sean Connery volta a viver James Bond, depois de ter deixado o cargo para George Lazenby no filme anterior. No entanto, fatos marcantes na vida de 007 desenvolvidos no sexto filme, como o seu casamento, são totalmente ignorados nesta nova aventura. Bond volta a ser o sedutor de mulheres, mas não se prende a nenhuma. Blofeld, o chefão da Spectre, é interpretado por outro ator. Desta feita, por Charles Gray. Terceira vez que o vilão dá as caras, sendo interpretado por três atores diferentes. E mais uma vez ele é destruído, mas fica a dúvida se morreu. Por outro lado, os atores Desmond Llewelyn (Q), Bernard Lee (M) e Lois Maxwell (Moneypenny) voltam a viver os mesmos personagens de todos os filmes anteriores. As bond girls são interpretadas por Jill St. John (Tiffany Case) e Lana Wood (Plenty O'Toole). Além de Blofeld, dois outros vilões que trabalham para ele se destacam. São nerds e formam um casal gay (mas esta característica não se destaca no filme, apenas há insinuações visuais), sendo responsáveis pelos assassinatos mais engenhosos do filme. Os atores que dão vida a eles são Putter Smith (Mr. Kidd) e Bruce Glover (Mr. Wint). Na história, Bond tem que descobrir quem está por trás de um contrabando de diamantes e qual o seu propósito. Para tanto, viaja para Amsterdã e Las Vegas, cidades que serviram de set para as filmagens. Pela primeira vez não aparece em cena uma garrafa de Dom Pérignon, mas o bom gosto de Bond para bebidas finas continua presente, tanto quando toma uma dose de xerez, quanto em um banquete no navio quando experimenta uma taça do vinho tinto Mouton Rothschild, um dos ícones da França. As marcas de luxo também se fazem presentes, seja na citação do nome da bond girl, Tiffany, que foi assim batizada porque nasceu em uma loja da famosa joalheria, seja na brincadeira de Bond ao saber o motivo do nome desta garota, dizendo que ainda bem que ela não tinha nascido na loja da Van Cleef & Arpels. A música tema, cantada por Shirley Bassey, a mesma intérprete de Goldfinger, é uma delícia de se ouvir e teve vida própria desligada do filme. No mais, socos, brigas, perseguições (desta vez tem uma ótima no deserto de Nevada) e hotéis de luxo continuam a fazer parte da história, como se fossem personagens intrínsecos da série. História ágil, com 120 minutos. Gostei.

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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

007 A SERVIÇO SECRETO DE SUA MAJESTADE

Dando prosseguimento à revisão dos filmes da série 007, aproveitei o final de noite totalmente calmo do dia 25 de dezembro para ver o sexto filme com o agente secreto James Bond. Desta vez foi um filme que ainda não tinha visto: 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade (On Her Majesty's Secret Service), produção do Reino Unido, dirigida por Peter Hunt e lançada nos cinemas em 1969.  Desmond Llewelyn (Q), Bernard Lee (M) e Lois Maxwell (Moneypenny) voltam a viver os mesmos personagens dos filmes anteriores, mas Sean Connery deixa o posto de 007 pela primeira vez, dando lugar ao ator australiano, mas com formação inglesa, George Lazenby. Para viver o vilão Blofeld, que foi interpretado por Donald Pleasence no filme anterior, também houve troca, cabendo a Telly Savalas interpretá-lo. Savalas ficou muito conhecido como Kojak, em série televisa de mesmo nome que fez sucesso na década de setenta. Desta vez há uma enxurrada de possíveis bond girls, de várias etnias, mas somente três delas caem nos braços de James Bond. A principal é Tracy (Diana Rigg), também conhecida como Condessa Teresa, filha do milionário italiano Draco (Gabriele Ferzetti), que flerta com o crime organizado e faz um acordo com Bond. Bastava ele se casar com Tracy e teria acesso ao seu arqui-inimigo Blofeld, chefão da Spectre. O vilão se isola nos Alpes, na Suíça, onde mantém uma clínica de fachada para tratamento alérgico, mas que na verdade condiciona mulheres, todas lindas e com corpos esculturais, para servirem de vetor para uma possível guerra bacteriológica. Ao mesmo tempo, Blofeld quer ser reconhecido como descendente de uma nobre família, pleiteando para si o título de Conde de Beauchamp. Obviamente que Bond entra na história para detê-lo. O roteiro é confuso, sem muitas explicações dos motivos pelos quais 007 começa o filme perseguindo Tracy para impedí-la de se matar e esta dúvida permanecerá sem resposta já que ele não sabia que ela era filha de Draco. Alguns elementos de sempre estão presentes, como o champanhe Dom Pérignon, o dry martini, as roupas bem cortadas, a hospedagem em hotéis de luxo e o jogar do chapéu no cabideiro quando Bond chega na sala de Moneypenny. Também há referências aos filmes anteriores, especialmente na abertura quando vários fotogramas dos cinco filmes iniciais da série são mostrados em taças de vinho ou ampulhetas. Mas a referência maior é para Sean Connery e pode passar despercebida para quem não é ligado na série. Ao final da cena em que Bond tenta impedir Tracy de se matar no mar, após uma sequência de luta na praia com alguns capangas surgidos do nada, ela escapa, deixando seus sapatos na areia, fugindo no carro de Bond e depois em seu próprio carro. Bond pega os sapatos, olha para as câmeras e diz que aquilo não acontecia com o outro cara. Ou seja, quando Bond era interpretado por Connery, ele ficava com a mocinha. Curiosamente, há uma cena em que o lema de uma família, estampado abaixo de seu brasão, seria o título de mais um filme de James Bond vinte anos depois deste sexto episódio: The World is Not Enough, que no Brasil se chamou 007 - O Mundo Não É O Bastante. Mesmo com 142 minutos de duração, o filme não cansa, pois é ágil, com muitas cenas de ação e perseguição, das quais duas merecem destaque: a descida nas montanhas nevadas dos alpes suíços e a sempre presente perseguição de carros, que desta vez ocorre dentro de uma pista de corrida. Ambas são frenéticas e bem feitas, apesar de alguns efeitos especiais hoje parecerem coisa de nerd iniciante. A maior parte das cenas se passa em Portugal e na Suíça. Lazenby não tem o charme de Connery, o que prejudica um pouco a condução do herói nas telas de cinema, pois ele fica um pouco duro, sem carisma. O filme ainda quebra a áurea conquistada até então pelo agente secreto de galanteador que não se rende ao casamento ao colocar Bond no altar com a Condessa Teresa. Não escrevo mais porque para quem não conhece o filme pode estragar o desfecho da história. Pelo roteiro confuso, por tentar dar um outro caminho para o agente secreto e pela interpretação sem glamour de Lazenby, o filme pode ser considerado como um dos mais fracos da série.

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domingo, 16 de dezembro de 2012

007 CONTRA A CHANTAGEM ATÔMICA

Dando prosseguimento à revisão dos filmes de James Bond, coloquei para rodar o quarto filme da série, 007 Contra a Chantagem Atômica (Thunderball), produção do Reino Unido lançada em 1965. Terence Young, diretor dos dois primeiros, volta para trás das câmeras, e tem Sean Connery mais uma vez emprestando seu charme para o personagem BondDesmond Llewelyn (Q), Bernard Lee (M) e Lois Maxwell (Moneypenny) voltam a viver os mesmos personagens dos três filmes anteriores. Desta vez, o agente secreto inglês tem que ir para as Bahamas impedir que bombas atômicas roubadas pela organização criminosa Spectre sejam lançadas contra Miami. O vilão maior é Emilio Largo, interpretado por Adolfo Celi, que empresta um ar cafajeste muito interessante ao personagem, potencializado com o tapa olho que ele utiliza. Claudine Auger (Domino) é a bond girl envolvida com o vilão, mas que acaba se encantando por Bond e o ajuda a descobrir onde estão escondidas as bombas. O filme tem ótimas cenas subaquáticas, incluindo uma batalha com arpões, tubarões e muito sangue. As engenhocas de Q continuam sendo um achado para Bond e seu carro Aston Martin tem mais dispositivos que ajudam o agente secreto a se safar dos perigos. Como sempre, a abertura é um caso à parte, com um interessante clipe embalado pela canção tema, Thunderball, interpretada por Tom Jones. É o primeiro filme da série que ultrapassa as duas horas de projeção, com exatos 130 minutos. E é aí que mora o problema. Ele fica cansativo, com cenas repetidas e/ou prolongadas. Depois de Golfinger, a comparação fica inevitável, com Thunderball perdendo feio para seu antecessor. Mesmo assim, é um bom filme para diversão e entretenimento.

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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

MOSCOU CONTRA 007

Na esteira dos 50 anos de James Bond, coloquei mais um filme da série para ver. Desta vez foi Moscou Contra 007 (From Russia With Love), do qual quase não lembrava de nada. O filme é de 1963, uma produção do Reino Unido dirigida por Terence Young, o mesmo diretor do primeiro 007. Dura 115 minutos e tem no elenco Sean Connery (James Bond), Daniela Bianchi (Tatiana Romanova), Pedro Armendáriz (Kerim Bey), Robert Shaw (Grant), Lotte Lenya (Rosa Klebb), Bernard Lee (M), Eunice Grayson (Sylvia Trench) e Lois Maxwell (Miss Moneypenny). Este é o segundo filme da série e já mostra que Bond gostava de viajar. Enquanto no primeiro, a ação se passava na Jamaica, nesta fita, a maior parte das cenas se passa em Istambul, Turquia. Também há tomadas em Veneza, Itália. Claro que os cartões postais de ambas cidades aparecem como cenário para as tomadas do filme. Alguns personagens do primeiro filme continuam nesta sequência, sendo interpretados pelos mesmos atores, caso de Miss Moneypenny, M e Sylvia Trench, esta última uma das bondgirls de Moscou Contra 007. Bond ainda se relaciona com mais três beldades, sendo duas delas personagens ciganas e uma russa. Tatiana Romanova, a russa, é a principal bondgirl do filme. Quem a interpreta é a Miss Roma Daniela Bianchi. Sua voz não devia ser muito boa, pois no filme ela é dublada por outra atriz. Na trama, 007 é envolvido numa armadilha da Spectre, uma organização criminosa. Os agentes da Spectre tem números como identificação. O chefão, número 1, não aparece de corpo inteiro no filme, e seu rosto nunca é mostrado. Na armadilha, a Spectre coloca russos contra turcos em Istambul, estremecendo as relações amistosas que vinham mantendo até então. Tudo isto para colocar as mãos em um aparato chamado Lektor, uma espécie de máquina da verdade, e matar James Bond, em vingança pela morte do Dr. No, vilão do primeiro filme e um dos integrantes da organização criminosa. Como era o auge da guerra fria, a caracterização dos russos é hilária para os dias atuais. O filme repete as cenas de ação, perseguição de automóveis, tiros e lutas de qualquer um da série, mas um de seus elementos comuns está ausente: o famoso drinque dry martini. Em compensação, os ternos bem cortados, a gravata borboleta, o champanhe, o torso nu do agente secreto e as mulheres bonitas se fazem presentes. Uma das cenas mais interessantes é a entrevista que Rosa Klebb, a vilã número 3 da Spectre, faz com Romanova. Além da caracterização bem masculinizada, há uma forte insinuação de lesbianismo por parte de Rosa nesta entrevista. Não sei se Terence Young quis homenagear Hitchcock, mas a cena em que Bond é perseguido em um campo verdejante por um helicóptero que atira granadas sobre o agente secreto é claramente inspirada na cena em que um avião persegue o personagem vivido por Cary Grant em Intriga Internacional (North by Northwest), de 1959. A música tema, também chamada de From Russia With Love, é um destaque, cuja interpretação coube a Matt Monro. A abertura do filme é muito bem feita, como um videoclipe  Enquanto From Russia With Love é cantada, os créditos aparecem no balanço do corpo de uma dançarina do ventre. Não é tão bom quanto 007 Contra o Satânico Dr. No (Dr. No), 1962, mas é uma ótima diversão.

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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

007 CONTRA O SATÂNICO DR. NO

Depois de ver o 23º filme da franquia 007 no cinema, fiquei com vontade de rever o primeiro de todos, lançado em 1962, há cinquenta anos atrás. Peguei o DVD, coloquei no aparelho, sentei confortavelmente na poltrona e me deliciei com 007 Contra o Satânico Dr. No (Dr. No), produção inglesa dirigida por Terence Young. Baseado em conto de Ian Fleming, o agente secreto com permissão para matar, James Bond, o 007, teve sua primeira aventura no cinema na Jamaica, onde teve que enfrentar Dr. No, um cientista com ascendência asiática, com mãos de ferro, gênio do mal, que usa toda a sua inteligência e dinheiro para tentar destruir o programa espacial americano. Neste primeiro filme algumas características do personagem que se perpetuarem em todos os 22 seguintes são mostradas de forma contundente. A sua ironia, as roupas sempre bem cortadas, os carros esportivos, o dry martini, o champanhe. O famoso modo de fazer o drinque popularizou o dry martini em todo o mundo. Neste primeiro filme, a fórmula é dita bem clara: martini seco, casca de limão, batido, mas não mexido. Nesta primeira história, Bond janta com Dr. No bebendo uma Dom Pérignon Vintage 1955. Para tirar uma onda com o vilão, ele não perde a pose, dizendo que prefere a safra 1953. Isto sem falar nas mulheres. Neste filme, Bond fica com três. A primeira é Sylvia Trench (Eunice Gayson), uma jogadora profissional de cartas, que aparece na primeira cena em que surge Sean Connery na qual a famosa apresentação do agente secreto é feita pela primeira vez: Bond, James Bond. A segunda é Miss Taro (Zena Marshall), uma secretária da unidade do serviço secreto britânico na Jamaica que também trabalha para o inimigo. E a terceira é Honey Hider (Ursula Andress), a pescadora de conchas que Bond encontra na Crab Key Island, sede do laboratório do Dr. No. A cena de Andress saindo do mar, somente com biquíni e um facão na cintura virou um clássico do cinema mundial e embalou sonhos eróticos de muita gente na década de sessenta. Sean Connery mostra neste primeiro filme que seria difícil de ser substituído na pele de James Bond, sem ser um exemplo de galã, é sedutor e carismático ao mesmo tempo. Mesmo passados 50 anos, o filme ainda atrai, não envelheceu. Claro que os efeitos especiais de hoje deixam as trucagens deste filme abaixo de poleiro de pato, mas uma certa ingenuidade tem seu lugar e isto o filme tem de sobra, cuja representação máxima está na personagem de Ursula Andress. Para ver, rever, e manter em uma coleção de filmes.

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sábado, 27 de outubro de 2012

007 OPERAÇÃO SKYFALL


Sou fã da série 007. Tenho todos os filmes em casa, além de um livro sobre o icônico personagem James Bond. Ainda compro uma série de revistas, que saem em período não muito regular nas bancas, que, além de contar fatos e curiosidades sobre cada um dos filmes, traz uma miniatura de um dos veículos usados por 007 nestes filmes. Minha curiosidade e expectativa ficaram grandes para 2012, pois a franquia completa 50 anos e nada melhor do que uma boa comemoração lançando um novo filme nos cinemas. Assim, chegou à telona o 23º filme do agente secreto britânico mais famoso do mundo: 007 Operação Skyfall (Skyfall), co-produção de Estados Unidos e Grã-Bretanha, dirigida pelo ganhador do Oscar Sam Mendes. No elenco, Daniel Craig, cada vez melhor como Bond; Judi Dench, se despedindo da personagem M, a chefe de 007; Ralph Fiennes, como Gareth Mallory, o novo chefão da MI6; Naomi Harris, como Eve, uma das bondgirls do filme, que tem um interessante segredo revelado ao final da película; Bérénice Marlohe, vivendo a enigmática Sévérine, a outra bondgirl; e o fabuloso Javier Bardem, dando vida ao mega vilão Silva. O filme faz uma mistura de passado e presente, de nostalgia e atualidade, muito bem harmonizada por Mendes. Ele consegue trazer o glamour dos primeiros filmes de Bond, quando Sean Connery dava vida ao agente secreto, sem cair na pieguice de uma volta ao passado. Além disto, Craig consegue imprimir um toque que Connery dava a 007, incluindo sorrisos irônicos e tiradas com muito bom humor, atualizando o personagem. O realismo fica por conta das perseguições, das explosões e da falta de um inimigo maior, tipo Guerra Fria. No caso, Silva é um ex-agente da MI6, o preferido à época de M, que se muda de lado e passa a espalhar o terror, usando as mesmas armas que a agência MI6. Para piorar, M e seus comandados passam por uma prova de fogo no parlamento inglês, quando são questionados se ainda há motivos para gastar rios de dinheiro com espionagem no mundo. Javier Bardem rouba todas as cenas em que aparece, interpretando Silva como um ambíguo ser sexualmente falando, pois ao mesmo tempo em que mantém a bela Sévérine ao seu lado, faz uma carícia pra lá de ousada em Bond, que dá uma resposta que deixa todo mundo com a pulga atrás da orelha. Bardem está a cara de Clodovil, só que louro. A nostalgia fica por conta da não utilização por Bond de aparelhos tecnológicos de última geração, de aparecer um Aston Martin com o botão vermelho na marcha para ejetar o passageiro, como nos primeiros filmes, e da volta do personagem à antiga casa onde nasceu e cresceu, no interior da Inglaterra. Craig/Bond continua usando ternos impecáveis, escapando da morte, bebendo champanhe e seu drinque favorito, o dry martini. O filme é muito bom, um dos melhores que já vi de toda a franquia. Não poderia acabar este post sem falar na música tema. Um primor a letra e tendo a voz maravilhosa de Adele para interpretá-la. A abertura do filme, após um longo prólogo, é embalada por tal canção, chamada Skyfall. Integrada ao filme, pode ter vida própria como um videoclip. Fantástico.

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