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terça-feira, 10 de maio de 2022

ALÉM DA MARGEM (OUTER RANGE)

As séries da Amazon Prime têm ficado cada vez melhores, com tramas bem construídas e elenco muito bom. Recentemente vi os oito episódios de Além da Margem (Outer Range). Fiquei cada vez mais empolgado na medida em que via os capítulos.

O roteiro vai deixando mistérios e questões sem respostas a cada episódio, que têm duração média de 58 minutos, o que me deixava ansioso para ver mais um.

Estrelado por Josh Brolin, que interpreta o fazendeiro Royal Abbott, cuja família tem uma rixa com os Tillerson, também fazendeiros e vizinhos de cerca. É um faroeste moderno, com quadriciclos e caminhonetes quatro por quatro no lugar de cavalos (mas estes também estão presentes na família Abbott), e com indígena integrado na comunidade, sendo uma policial indígena lésbica, que está disputando a eleição para ser a xerife do condado. A briga das duas famílias tem como ponto central o pasto oeste dos Abbott, onde está o grande mistério da série, um buraco redondo no meio da pastagem. Para apimentar o mistério, Autumm, uma mochileira, chega na fazenda dos Abbott, pedindo para acampar. Ela vai se envolver com toda a família, sempre com ares de quem tem um grande segredo para revelar. E ainda tem o desaparecimento da mãe de Amy, neta de Royal e Cecilia (Lili Taylor).

O escritor Brian Watkins mistura elementos do faroeste com suspense, aventura, mistério e ficção científica. Com direito a várias mortes no decorrer dos oito episódios.

Alguns dos mistérios são desvendados pelo espectador no último capítulo, mas muitos fios ainda ficaram soltos, dando margem para especulações e teorias de todos os tipos, aguardando uma segunda temporada.

Ao terminar, fiquei com aquele gosto de quero mais na boca quando a gente se delicia com alguma iguaria deliciosa.

Tem uma pegada de Lost, outra de Dark, e até mesmo de séries mais antigas, como Bonanza e Túnel do Tempo.

Minha nota: 08.

domingo, 27 de maio de 2012

HOMENS DE PRETO 3

Foram necessários dez anos para um terceiro filme da série para cinema Homens de Preto (Men in Black) chegar às telonas. Homens de Preto 3 (Men in Black III) entrou em cartaz no circuito brasileiro na última sexta-feira, dia 25 de maio. No final da tarde da mesma sexta, já sem compromissos de trabalho que me levaram a Belo Horizonte, fui conferir o filme no Cinemark do Pátio Savassi Shopping. Apesar de não gostar, comprei entrada para a sessão em 3D, pagando meia entrada (R$ 12,50), por utilizar o cartão de crédito Bradesco. Óculos no rosto, vi todos os trailers que antecederam ao filme, rindo muito de A Era do Gelo 4. Homens de Preto 3 manteve o mesmo time principal dos dois primeiros filmes, ou seja, Steven Spielberg é o produtor, Barry Sonnenfeld é o diretor, Will Smith é o Agente J. e Tommy Lee Jones é o Agente K. A novidade é Josh Brolin vivendo o Agente K mais jovem, quando tinha 29 anos, em 1969, na época do lançamento da Apollo XI à Lua. O filme começa com a estonteante cantora/atriz Nicole Scherzinger, em uma roupa justíssima preta, carregando um bolo cor de rosa. O close no sapato de salto alto e sola vermelha não deixa dúvida se tratar de um Louboutin, indicando que o filme vai flertar com o universo luxo/pop o tempo inteiro. Tal cena inicial me fez lembrar a abertura da hilária série de TV Agente 86, com uma infinidade de portas se abrindo para a passagem do atrapalhado Maxwell Smart (Don Adams). A mulher fatal está fazendo uma visita ao prisioneiro Boris, O Animal (Jemaine Clemant), um blogodita de alta periculosidade, vilão da história, trancafiado em uma cela na prisão de segurança máxima construída na Lua. Ele escapa, com direito a um salto na superfície lunar igual ao do primeiro homem a pisar por lá, nos idos de 1969. Os agentes J. e K. continuam os mesmos, com J. falando muito e K. sempre com cara de poucos amigos. Bóris volta à New York com a intenção de pegar uma máquina de viagem no tempo para voltar em 1969, em Cabo Canaveral, Flórida, quando do lançamento da Apollo XI, para acertar as contas com K., que tinha arrancado seu braço esquerdo. A intenção de Boris é matar K., alterando profundamente o curso da história, permitindo que a Terra fosse invadida e destruída por blogoditas (uma alusão aos blogs que proliferam aos montes na internet?). Logicamente que J. tem que voltar no tempo para impedir que Boris mate K. Josh Brolin dá um show como o jovem Agente K., mantendo os mesmos cacoetes que Tommy Lee Jones imprimiu na personagem. O filme é superior à segunda parte da série, mas me pareceu datado, sem muita novidade quanto aos alienígenas. Alguns pontos são esclarecidos como a paixão de K. pela Agente O. (Emma Thompson nos dias atuais e Alice Eve em 1969), e os motivos de tanta dedicação de K. por J. Emma Thompson está desperdiçada e muito caricata (sua primeira fala é um amontoado de uivos e grunhidos). Smith é o mesmo eterno meninão, sem novidades na interpretação e Lee Jones está sem brilho. Brolin, Clemant e Bill Hader, que interpreta Andy Warhol, são os pontos altos no quesito interpretação. Por falar em Warhol, foi muito boa a ideia de colocar a Factory, sua casa frequentada por modelos, celebridades e anônimos nos anos 60/70, como um ponto de encontro de alienígenas, incluindo todas as modelos (há uma fala de Smith que deixa isto claro). Barry Sonnenfeld resolveu também dar as caras no filme, como um autêntico marido americano, acompanhado de sua esposa, com roupas coloridas e muito laquê no cabelo, assistindo pela televisão o homem indo à Lua. Antes de sua estreia, já tinha lido que algumas celebridades apareceriam no filme como alienígenas. Assim, assistir a Homens de Preto 3 pode ser também um jogo, uma espécie de Onde Está Wally?, quando podemos tentar identificar Lady Gaga, Justin Bieber ou Tim Burton. Confesso que consegui distinguir apenas Lady Gaga (aparece de peruca azul em um monitor de vídeo na agência onde trabalham J. e K.). E para quem é fã de Frank, o cachorro falante da raça pug que dominou o segundo filme da trilogia, ele não integra o elenco desta vez, mas uma foto gigante dele, em preto e branco, decora o quarto da casa de J. Enfim, é uma boa diversão. E saí da sala de projeção sem dor de cabeça. Acho que os óculos da rede Cinemark não me causam as dores fortes que os aparelhos de outras redes de cinema me provocam.

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segunda-feira, 4 de outubro de 2010

WALL STREET - O DINHEIRO NUNCA DORME

Na última sexta-feira, depois de cortar cabelo, resolvi assistir a um filme no cinema. Há muito não frequentava os cinemas. Estava em Belo Horizonte. Fui ao Pátio Savassi Shopping. Cheguei às 19 horas na bilheteria do Cinemark e conferi a programação. Não tive escolha, no horário, somente o filme Wall Street - O Dinheiro Nunca Dorme (Wall Street - Money Never Sleeps), de Oliver Stone, produção americana de 2010. No elenco o mesmo Michael Douglas que estrelou o primeiro filme Wall Street - Poder e Cobiça, de 1987. O diretor Oliver Stone, oportunista como sempre, resolve reviver a história sórdida dos bastidores do mercado financeiro americano, ambientando a história no início da crise econômica que se abateu nos Estados Unidos no segundo semestre de 2008, contaminando em escala vertiginosa todo o mundo, em menor ou maior escala. A causa da crise foi a bolha imobiliária americana, representada em uma sequência inicial no Central Prak por bolinhas de sabão evoluindo rumo ao espaço (há cena com as mesmas bolinhas no final do filme). Metáfora visual inteligente. O filme começa com o personagem vivido por Douglas (Gordon Gekko) saindo da prisão, onde cumpriu pena por crimes financeiros, ao mesmo tempo em que sua filha tem um romance com um jovem funcionário de Wall Street. A filha não conversa com o pai pois o culpa da morte do irmão. O tal jovem é um operador do sistema financeiro e acredita em energia limpa, considerando esta forma como a grande sacada para investimentos futuros. O filme se perde num desempenho não convincente de Shia Labeouf (Jake Moore) e em uma lacrimejante Carey Mulligan (Winnie Gekko), pois ela chora em todas as cenas, seja de tristeza ou de felicidade. O grande vilão da vez é Josh Brolin (Bretton James), um rico banqueiro que espalha boatos sobre a saúde financeira de empresas que lhe interessam fianceiramente. Gekko, o pai, parece ter regenerado na prisão, mas, na primeira oportunidade, aplica um golpe...financeiro. A sensação que temos é que o crime de colarinho branco compensa quando cometido em favor de uma boa causa. História fraca, interpretações esquecíveis. Achei muito ruim.