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domingo, 12 de junho de 2011

X-MEN: PRIMEIRA CLASSE

O mundo dos super heróis sempre me fascinou, especialmente o Batman (tenho, inclusive, vários itens relativos a este herói, sem superpoderes, como revistas, filmes, carros e bonecos). Por causa disto, todo anúncio de um novo filme sobre qualquer herói, fico aguardando com ansiedade a sua estreia, lendo tudo que está a meu alcance sobre o andamento da produção. Fora o Batman, disparado o meu favorito, o universo X-Men também me chama a atenção. Tanto pela ação em si. com a eterna luta contra o bem e o mal, manjadíssima por todos nós, mas também pela mensagem da necessidade de o mundo conviver com as diferenças, com a diversidade de culturas, religião, modo de ser, de agir, orientação sexual, necessidades especiais, idade, forma física, preferências. Todos os quatro filmes sobre os X-Men que já passaram nas telonas tinham esta mensagem subliminar, mas não eram tão evidentes como no quinto filme da franquia, que reinaugura o universo dos mutantes no cinema ao abordar como tudo começou. O filme X-Men: Primeira Classe (X-Men: First Class)  é uma produção americana de 2011, dirigida por Matthew Vaughn e estrelada por James McAvoy (Charles Xavier, o futuro Professor Xavier) e Michael Fassbender (Erich Lehncsherr, o futuro Magneto). O subtítulo, Primeira Classe, não deixa claro que o filme vai contar como os mutantes se juntaram, o motivo desta união e como os dois grandes amigos Professor Xavier e Magneto escolheram lados opostos, fato que pontuará toda a história destes mutantes. Tal subtítulo remete apenas à escola formada para ensinar os mutantes a lidar com seus poderes especiais e suas diferenças. Para não fugir do corriqueiro em filmes de heróis, o ator que interpreta o vilão dá um show de caracterização. No caso, o vilão é o nazista Sebastian Shaw, vivido por Kevin Bacon. Claro que ele não entra na galeria de vilões memoráveis das telonas (o Coringa de Jack Nicholson, o Coringa de Heath Ledger, a Mulher Gato de Michelle Pfeiffer ou o Duende Verde de Willem Dafoe, só para citar alguns), mas em relação ao elenco deste X-Men, a maioria atores ainda desconhecidos ou saídos de seriados da televisão americana, ele está muito bem como um manipulador, sádico e frio mutante que quer a destruição do mundo a partir de uma terceira guerra mundial, bem no auge da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética, já que o filme tem ambientação nesta época da história mundial. Vou usar um termo utilizado por um amigo sobre a película. Como eu sabia que ele já assistira ao filme, perguntei a ele na noite de domingo passado, quando comíamos uma pizza, o que achara. Ele disse que tinha gostado, que era cheio de metalinguagens. Quando vi o filme, só lembrava da palavra metalinguagem e realmente a fita é recheada de linguagens para descrever outras linguagens. São as mensagens subliminares, onde se destaca a questão da convivência entre diferentes. Nada mais atual, nada mais real. Gostei do filme. Mostrou que filme de ação também serve para pensar. Vi este filme em um momento de folga, na última terça-feira, quando estive em Belo Horizonte. Fui ao Cinemark do Pátio Savassi Shopping, quando utilizei o cartão de crédito Bradesco para pagar meia entrada no valor de R$ 5,50.

sábado, 11 de dezembro de 2010

ENTERRADO VIVO

O voo Brasília-Belo Horizonte (Confins) saiu com uma hora de atraso. Em ambas as cidades, os aeroportos estavam lotados. Não despachamos malas, por isso, nossa saída foi rápida, mas enfrentamos nova fila para comprar a corrida de táxi até o Hotel Mercure Lourdes (Avenida do Contorno, 7.315, Lourdes), cujo valor está em R$ 87,00, além de outra fila para esperar um carro. Foi a primeira vez que chego em Confins e tenho que ficar em uma fila, aguardando um táxi chegar no ponto. O trânsito estava bom. Assim, chegamos ao hotel às 22:20 horas. O check in foi eficiente. Apartamento no décimo nono andar, com uma vista deslumbrante da cidade. Nem deu tempo para desfazer as malas, porque nossa diária é em valor promocional de final de semana, chamada diária cultural (R$ 149,00 com café da manhã), exigindo a apresentação, por diária, de uma entrada de museu, show, teatro ou cinema. Já tinha checado os horários dos filmes, sabendo que há sessões depois de 23 horas no Cinemark do Pátio Savassi Shopping. Pegamos um táxi na porta do hotel. A corrida é pequena, dá até para fazer a pé, mas o tempo corria. Pedi ao motorista para sair da Avenida do Contorno, pois o trânsito estava lento. Depois descobri que era por causa de um show no Chevrolet Hall, ao lado do shopping para onde estávamos indo. Descemos na Praça da Savassi, pagamos a corrida de R$ 8,00, subindo a pé para o shopping. O centro de compras ainda estava aberto, com horário especial de Natal. Paramos antes no quiosque do Ah! Bom Café, onde fizemos um lanche rápido. Chegamos na bilheteria às 23 horas, hora de início da última sessão do filme escolhido, A Rede Social. Sessão esgotada. Tendo que ver um filme ainda no dia 10/12, comprei para o próximo disponível. Não pagamos entrada, pois tinha cortesias para a rede Cinemark, trocadas pelos pontos que acumulei no programa DOTZ. O filme escolhido foi Enterrado Vivo (Burried), do qual não tinha nenhuma informação. Estreia na direção do espanhol Rodrigo Cortés, com produção americana, protagonizada por Ryan Reynolds (Paul Conroy). O filme me surpreendeu positivamente. O título brasileiro entrega o seu final, mas nem por isso ficamos quietos na poltrona. É um suspense crescente, agoniante, cheio de surpresas, claustrofóbico. O cenário é único: um caixão de madeira no qual Conroy, um motorista americano que prestava serviços no Iraque em 2006, acorda. Ele está amarrado, com a cabeça sangrando e não sabe porque está naquele espaço mínimo, sem possibilidades de se sentar. Um celular vibra aos seus pés. Começa, então, sua luta contra o tempo para sobreviver, ligando para sua família, para conhecidos, para a empresa para a qual trabalha, para o serviço de emergência americano, para o FBI, para o Departamento de Estado americano, além de receber várias ligações de seu sequestrador, exigindo dinheiro para o resgate e a gravação de vídeos. A interpretação de Reynolds é perfeita. Ele nos passa todo seu sofrimento e sua vontade de sair do caixão. Nos diálogos pelo celular, identificamos críticas ferozes à ocupação americana no Iraque, à maneira como os serviços telefônicos são atendidos e à supremacia dos interesses corporativos em detrimento ao indivíduo. No inicio, o público ainda consegue rir de algumas falas, mas na medida em que o filme evolui, as risadas desaparecem, ficando um clima de suspense na sala de cinema. Um filme que nos faz prender a respiração, nos fazer mexer na poltrona, mas nos faz pensar sobre nossa realidade. Um dos melhores filmes que vi neste ano de 2010. Na saída, o shopping já estava fechado. A única maneira de deixar o shopping é pela garagem, um absurdo para quem não está de carro, pois o espaço é pequeno, sendo um verdadeiro perigo para quem tem que sair a pé, pois é a mesma saída de carros. A administração do shopping deve repensar esta atitude, deixando aqueles que não estão com carro no seu estacionamento sair por uma das portas do centro comercial. Pegamos um táxi para o hotel, pagando R$ 7,00 pela corrida. Não quis comer mais nada, apenas deitar e dormir. Já passava de uma hora da madrugada.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

AEROPORTOS

Acordamos cedo na segunda-feira para fazermos as malas. Foi só o tempo de aprontá-las, tomar café da manhã, fazer o check out no hotel e pegar um táxi para o Aeroporto Pinto Martins. Preferi ir mais cedo, pois sabia que o aeroporto de Fortaleza estaria lotado, afinal era fim de um feriado esticado, com muita gente voltando para casa. Dito e feito. A fila para o check in da TAM era quilométrica. Procurei a posição de atendimento ao cartão fidelidade vermelho. Não tinha ninguém. Check in rápido. Tivemos tempo para um lanche no Bob's da praça de alimentação local. 11 horas da manhã. Começava nosso chá de aeroporto. Nosso voo tinha horário de saída previsto para 12:59 horas. O chamado para o embarque ocorreu às 12:30 horas. Um pequeno atraso na saída para um voo lotado em direção à Salvador, onde fizemos uma conexão de uma hora. O novo voo saiu às 15:30 horas, com destino a Belo Horizonte, onde chegamos às 18:10 horas. Temos uma festa para ir em BH. Nossas malas rapidamente apareceram na esteira. Compramos uma corrida de táxi para o bairro Anchieta, onde ficaríamos hospedados no apartamento de amigos. Otimamente bem recebidos, ainda saímos para jantar. O restaurante escolhido foi o Ah! Bom (Rua Fernandes Tourinho, 801, Lourdes).  Quis um prato leve. Minha opção foi por um penne com berinjela com pomodoro. Muito bom! Findo o jantar, só queria saber de dormir. Foi o que fizemos.
A programação para terça-feira em BH consistia em cortar o cabelo, fazer algumas compras no shopping Pátio Savassi, almoçar com Kitty, assistir a um filme no cinema, voltar para o apartamento onde estamos para descansar para a festa da noite. Não cumprimos apenas a parte do cinema. Enquanto eu cortava o cabelo no local de sempre, Ric ficou no shopping, adiantando suas compras. Entrei em contato com Kitty, combinando o encontro para o Graciliano, restaurante localizado no shopping onde Ric estava. Antes de encontrar com a amiga, também fiz uma comprinha básica, pois precisava de uma mochila. O restaurante serve um buffet diferenciado na hora do almoço, com opções de quilo ou buffet livre. Ficamos com a segunda opção, pois a sobremesa estava incluída. Fazendo as contas, nossa opção foi mais barata do que se tivéssemos escolhido pesar o prato na balança. Kitty aproveitou o encontro para me presentear com um filme de John Ford que não tenho em minha coleção. Adorei. Caminhamos até a Praça da Savassi, onde nos despedimos. Pegamos um táxi de volta para o bairro Anchieta. Ao descer do táxi, Ric lembrou que havia deixado seus óculos de grau no restaurante. A sorte nossa foi eu ter pedido um cartão com o endereço do restaurante, ficando fácil telefonar. Ele ligou e seu óculos estavam guardados no local. Ric deu meia volta e foi buscar o objeto perdido. Aproveitei para descansar um pouco, pois a noite promete ser boa.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

WALL STREET - O DINHEIRO NUNCA DORME

Na última sexta-feira, depois de cortar cabelo, resolvi assistir a um filme no cinema. Há muito não frequentava os cinemas. Estava em Belo Horizonte. Fui ao Pátio Savassi Shopping. Cheguei às 19 horas na bilheteria do Cinemark e conferi a programação. Não tive escolha, no horário, somente o filme Wall Street - O Dinheiro Nunca Dorme (Wall Street - Money Never Sleeps), de Oliver Stone, produção americana de 2010. No elenco o mesmo Michael Douglas que estrelou o primeiro filme Wall Street - Poder e Cobiça, de 1987. O diretor Oliver Stone, oportunista como sempre, resolve reviver a história sórdida dos bastidores do mercado financeiro americano, ambientando a história no início da crise econômica que se abateu nos Estados Unidos no segundo semestre de 2008, contaminando em escala vertiginosa todo o mundo, em menor ou maior escala. A causa da crise foi a bolha imobiliária americana, representada em uma sequência inicial no Central Prak por bolinhas de sabão evoluindo rumo ao espaço (há cena com as mesmas bolinhas no final do filme). Metáfora visual inteligente. O filme começa com o personagem vivido por Douglas (Gordon Gekko) saindo da prisão, onde cumpriu pena por crimes financeiros, ao mesmo tempo em que sua filha tem um romance com um jovem funcionário de Wall Street. A filha não conversa com o pai pois o culpa da morte do irmão. O tal jovem é um operador do sistema financeiro e acredita em energia limpa, considerando esta forma como a grande sacada para investimentos futuros. O filme se perde num desempenho não convincente de Shia Labeouf (Jake Moore) e em uma lacrimejante Carey Mulligan (Winnie Gekko), pois ela chora em todas as cenas, seja de tristeza ou de felicidade. O grande vilão da vez é Josh Brolin (Bretton James), um rico banqueiro que espalha boatos sobre a saúde financeira de empresas que lhe interessam fianceiramente. Gekko, o pai, parece ter regenerado na prisão, mas, na primeira oportunidade, aplica um golpe...financeiro. A sensação que temos é que o crime de colarinho branco compensa quando cometido em favor de uma boa causa. História fraca, interpretações esquecíveis. Achei muito ruim.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

DIA DA JUSTIÇA

11 de agosto de 2009, Dia da Justiça. Os tribunais federais e o Ministério Público não funcionam. Feriado ou recesso, chamem do que quiser. Privilégio para poucos. E depois dizem que é necessário uma reforma do Poder Judiciário. Poderiam começar pela revisão dos recessos e feriados exclusivos durante o ano. Mas isto é matéria para o Congresso Nacional.
A reunião foi cedo, num prédio novo, sede local de um órgão federal, no 16º andar. A vista de BH é de tirar o fôlego, com a Serra da Piedade ao fundo e bem em primeiro plano a Basílica de Lourdes. Nunca tinha visto a igreja do modo que vi hoje. É linda, bem cuidada. Pena que fica escondida no meio de tantos prédios altos. Consegui ter uma visão de toda a extensão da igreja. O dia também ajudou muito a emoldurar esta visão, com o céu bem azul.
A reunião foi bem informal e conversamos muito, sem ver o tempo passar. Quando assustamos, já estava quase na hora de almoçarmos. Pois bem, saimos os três representantes de Brasília para o almoço na Savassi. Escolhemos o local mais fácil para estacionar o carro. A escolha mais óbvia foi o Shopping Pátio Savassi, com facilidade de estacionamento.



Preferimos não ficar na praça de alimentação e escolhemos o Parrila del Pátio (Avenida do Contorno, 6.061, loja 333, Shopping Pátio Savassi). A comida é boa, com cortes da carne selecionados, mas o serviço deixa a desejar. Ficamos na área externa, pois minha chefe fuma. Tal espaço é bem na porta de entrada do enorme salão que acomoda várias mesas e um buffet de salada, muito sortido, por sinal, com opções de azeites aromatizados. Embora esteja na entrada, a área de fumantes é um pouco esquecida dos garçons, o que nos fez esperar para fazer o pedido e para pedir a conta. O restaurante estava cheio, mas há muitos garçons. Falta, talvez, um melhor gerenciamento de onde cada um vai atender, dividindo o espaço em praças. Após o almoço, cada um já tinha compromissos e fui me encontrar com Pek, amigo e autor do blog Insensatez, que faz parte da minha coluna Diariamente bem ao lado direito deste post. Sentamos no Blue Mountain (Avenida Cristóvão Colombo, 550, Savassi), um misto de café e sorveteria. Pek me presenteou com um livro, na verdade um catálogo, que adorei. Ele foi produzido por ocasião dos trinta anos do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Uma relíquia! Depois de uma hora de ótimo papo, Pek me acompanhou e me esperou fazer a barba em um salão também na Savassi. Tarde muito agradável.

Chego em casa de meus pais apenas para tomar um banho, arrumar a mala e ir para o aeroporto, voltando para Brasília.

domingo, 9 de agosto de 2009

DIA DOS PAIS

Domingo, agosto, dia dos pais. Vou para BH a trabalho, com reuniões segunda e terça-feira. Voo marcado para 12:55 horas, Gol, sai no horário. Viajo com minha chefe. Chego na casa de meus pais e tem um almoço me esperando. Almoço só, pois os dois não aguentaram esperar. Eles ficam comigo na mesa, falando, obviamente, dos netos. Depois do almoço, deito um pouco e acabo dormindo. Quando acordo, sinto um pouco de dor, mas bem amena. Resolvo chamar meus pais para ir ao cinema.

Escolhemos o filme O Contador de Histórias, de Luiz Villaça, em cartaz no Cinemark (Pátio Savassi Shopping). Tinha tudo para ser um bom filme: uma boa atriz, a portuguesa Maria de Medeiros, uma história real e emocionante, um elenco infanto-juvenil muito bem preparado, bem feito tecnicamente, mas faltou ritmo. Tem certas cenas muito arrastadas. Fiquei incomodado na poltrona do cinema, olhando as horas. Maria de Medeiros poderia ter sido melhor aproveitada. Destaco a presença pequena, mas marcante, de Chico Diaz. Para os belo horizontinos, um prazer ver nossa cidade na tela. Meus pais gostaram do filme. O público preenchia cerca de 2/3 da sala. Parece que fará um bom público ao longo de seu tempo de exibição nos cinemas brasileiros.

Na saída do cinema, aproveitando ainda o dia dos pais, chamo os dois para jantarmos e eles escolhem comer uma pizza (típico programa de noites de domingo). Há muito queria conhecer a 68 La Pizzeria (Rua Felipe dos Santos, 68, Lourdes). Pegamos um táxi na porta do shopping e, depois de uma longa volta desnecessária, chegamos à pizzaria. O local é muito bonito e estava com um bom público. Havia uma mesa na varanda, mas preferi o espaço interior, onde não se pode fumar. O atendimento é bem informal, mas muito bom. Pedimos a pizza da casa e também uma portuguesa. As duas estavam saborosas. Massa como eu gosto, nem grossa e nem muito fina. Bela noite.

sábado, 11 de julho de 2009

SÁBADO GOSTOSO EM BH

Minha mente borbulha. Vontade de escrever muito. Tenho mil ideias para novos textos de ficção. Fiquei mais leve e tranquilo ao saber que Chico Buarque e Carlos Heitor Cony, além de outros escritores e escritoras consagradas, levam para a ficção experiências vividas ou ouvidas de fatos reais que se tornam insumos para histórias fictícias. Também tenho isto de levar fatos reais para minhas histórias. Vou escrever um texto novo na próxima semana.

Hoje quero falar de BH.

Fontes da Praça da Liberdade - Belo Horizonte

Como é gostoso andar na Praça da Liberdade, um lugar lindo e agradável no coração da cidade. O sábado estava propício para uma caminhada relaxante na praça. Eu e Ri fomos para lá, já passava do meio dia, e tiramos algumas fotos dos prédios neoclássicos, do prédio moderno de Niemeyer e das palmeiras e fontes da praça. Não ficamos muito, pois a fome gritava alto, já que não tomamos café da manhã (acordamos depois do horário do café do hotel). Descemos a pé para a Savassi, vendo os prédios e lojas. Quando cheguei na esquina de Rua Sergipe com Rua Tomé de Souza, me lembrei do restaurante Dona Derna (Rua Tomé de Souza, 1.343, Savassi) e que ele fazia parte da Associação dos Pratos da Boa Lembrança. Ric faz coleção destes pratos e há vários deles decorando as paredes do apartamento em que moramos. A última vez que estive neste restaurante, ele ainda funcionava do lado par da mesma rua, em uma casa quase em frente de onde está nos dias de hoje. A outrora casa deu lugar a um edifício. Atualmente, o restaurante, já com 49 anos de existência, funciona no segundo andar de um sobrado, cujo térreo é ocupado por outro restaurante. O Dona Derna é um restaurante de cozinha italiana clássica. Chegamos por volta de 13 horas e não havia muita gente. Escolhemos uma mesa de canto e percebi como a decoração está ultrapassada, remetendo a um classicismo francês, com cadeiras estofadas de panos florais. Uma das paredes é coberta de espelho para dar uma sensação de amplitude e outra das paredes tem um papel também com motivos florais, clássico. Porém o restaurante está mal cuidado, com parapeitos e janelas descascadas e toalhas de mesa manchadas. É tradicional em BH, mas parece não se preocupar em renovar seu público, pois a grande maioria das pessoas sentadas e as que chegavam tinham acima de sessenta anos. Os garçons seguem a mesma linha, todos já antigos de casa e de idade. Todos muito simpáticos e de bom atendimento. Pedimos o couvert da casa - uma conserva de berinjela com gosto bem ácido, acompanhada de pães e torradas assadas com uma pasta de alho, cuja combinação com a berinjela fica ótima. Como pratos principais, Ric pediu uma galinha d'angola com polenta trufada e eu pedi o prato da boa lembrança, um cordeiro assado à caçadora, também acompanhado por polenta, porém sem trufas. O cordeiro estava muito saboroso, e a polenta, embora um pouco fria, estava com sabor leve e delicado. Preferi a polenta do prato de Ric, pois a trufa deu um sabor especial. Ric protagonizou uma cena no restaurante, pois pegou o osso com as mãos e raspou toda a carne. Um vexame, que ele fazia questão de ressaltar. Para fechar, apenas dois cafés expressos. A casa não oferece a opção de café descafeinado, uma pena. Se pagarmos a conta com cartão de crédito, o serviço deve ser pago a parte, mas há um aviso no cardápio. Paguei em cheque, coisa que não fazia há anos. Levamos o prato da boa lembrança, aumentando a coleção de Ric.

De lá, nova andança pela Savassi, até chegarmos ao Pátio Savassi Shopping (Avenida do Contorno com Avenida Nossa Senhora do Carmo, Savassi), onde comprei o presente da amiga que completa 50 anos. Ric aproveitou para comprar mais apetrechos para suas performances.

Sentamos no Cappuccini Café, dentro do shopping, para uma pausa e um belo cappuccino. Voltamos a pé para o hotel e paramos na Praça da Liberdade para mais fotos.






Edifício Niemeyer - Praça da Liberdade - Belo Horizonte - MG