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terça-feira, 26 de junho de 2012

PROMETHEUS



Segunda-feira, sessão das 21:30 horas. Estava na fila da unidade do Cinemark no Pier 21 em Brasília para comprar ingresso para o aguardado filme de ficção científica Prometheus (Prometheus), produção americana de 2012, dirigida por Ridley Scott. Enfrentei quarenta minutos de fila, por causa da lentidão no atendimento, já que os grupos de adolescentes que foram juntos ao cinema não iam ao mesmo caixa e sendo lugar marcado, ficavam de um lado para o outro perguntando aos amigos qual lugar compraram. Faltou bom senso, tanto de quem comprava, quanto da gerência do cinema, que poderia evitar aquele tipo de atraso. Enfim, consegui um bom lugar para ver o filme na sala 3, equipada com uma tela imensa para a projeção em 3D. A sala tem o sugestivo nome de XD. Ingresso caro, R$ 14,00 a meia entrada. Sou fã de ficção científica e Scott é um diretor que tem dois filmes no currículo que são sensacionais: Blade Runner e Alien - O 8º Passageiro. Neste sentido, Prometheus era um filme ansiosamente aguardado por mim. Ainda mais que o diretor revisita o universo alien, ambientando sua história algumas décadas antes da viagem da Tenente Ripley (Sigourney Weaver) quando teve que lutar com um alienígena. Não chega a ter relação direta com a quadrilogia Alien, mas a empresa Weyland se faz presente, assim como os asquerosos seres. Em Prometheus, nome da espaçonave, uma trupe de cientistas, financiada pela Weyland, viaja através do universo em busca da origem do homem, a partir de uma tese dos cientistas Shaw (Noomi Rapace) e Holloway (Logan Marshall-Green). A nave é comandada por Janek (Idris Elba), mas há uma enigmática mulher acima de todos, fria e calculista, chamada Vickers (Charlize Theron). Enquanto todos hibernam durante a viagem, apenas um androide, David (Michael Fassbender), fica acordado na nave. Quando se aproximam do planeta onde estariam as evidências da origem do homem, é hora de todos acordarem. Em solo desconhecido, tem contato com uma realidade diferente da que pensavam, constatando que o ambiente era muito mais hostil do que poderiam imaginar, com direito, inclusive, a intrigas entre a tripulação (algo que já era de se esperar) e de uma nova gestação de um alien no corpo da cientista Elizabeth Shaw, confirmando que no universo alien os personagens fortes e heroicos são vividos por atrizes. Guy Pearce está no elenco, mas irreconhecível debaixo de pesada maquiagem, fazendo o dono da Weyland. O filme não inova em nada, sendo previsível em várias cenas, incluindo o final. Parece que Scott se espelhou no primeiro filme da quadrilogia, se auto homenageando, com releitura de várias cenas do filme que dirigiu. A história de Prometheus não pode ser considerada um prequel, pois ele tem vida própria e deixa no ar a ideia de que outros filmes virão em sequência. Quanto às atuações, o onipresente Fassbender está muito bem como o androide David e Theron consegue passar toda a frieza que sua personagem carrega consigo. A atriz sueca cada vez mais requisitada Noomi Rapace não tem cara de heroína, fazendo com que os fãs tenham saudades de Weaver e sua forte Tenente Ripley. De toda forma, foi legal ver o nascimento do alien na forma que conhecemos, além de Prometheus ser bem feito, com ótimos efeitos especiais, elenco afinado e ser dirigido por Scott, que, mesmo pouco inspirado, fez um filme que diverte e tem bons momentos de susto.

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sábado, 9 de junho de 2012

BRANCA DE NEVE E O CAÇADOR

Era finalzinho da tarde de segunda-feira quando fiquei livre dos compromissos de trabalho em Salvador, Bahia. Já que estava próximo, resolvi dar uma passada no Salvador Shopping e acabei comprando ingresso (R$8,00) para ver o filme Branca de Neve e O Caçador (Snow White and The Huntsman), produção americana de 2012, dirigida por Rupert Sanders, em cartaz no Cinemark local. O cinema estava com bom público. Vi algumas crianças acompanhadas de seus pais, afinal era a história de Branca de Neve! Com pouco mais de vinte minutos de filme, as crianças já estavam impacientes, querendo sair da sala de projeção. O filme é sombrio, feito para adultos, embora não haja cenas muito fortes, mas não tem nada da inocência do famoso desenho da Disney. O diretor parece ser um fã ardoroso dos filmes de fantasia, como a trilogia O Senhor dos Anéis, As Crônicas de Nárnia e similares, pois há cenas visivelmente inspiradas nestas fitas. A história é ambientada na Idade Média, com direito a cavalos em armadura, castelos protegidos por grandes portões de ferro e cenas de batalha na floresta. Charlize Theron empresta sua beleza para Ravenna, a rainha má, que em sua noite de núpcias com o pai de Branca de Neve, vivida pela insossa Kristen Stewart, a mocinha vampira da saga Crepúsculo, assassina o rei para ficar com o trono, trancando Branca de Neve em uma  cela no alto da torre norte do castelo (referência à Rapunzel, talvez). Quando Ravenna faz a clássica pergunta ao seu espelho sobre se existia alguém mais bela que ela, o espelho lhe responde que para ter a beleza eterna precisava do coração de Branca de Neve. Ravenna pede a ajuda de seu irmão e capacho para que ele traga a jovem à sua presença. É a deixa para Branca de Neve fugir e ser perseguida até a Floresta Negra (uma alusão à Alemanha dos Irmãos Grimm que escreveram um dos mais famosos contos sobre a Branca de Neve), local sombrio e cheio de espíritos malignos. Entra em cena o beberrão caçador, interpretado pelo fraquíssimo Chris Hemsworth, o mesmo que dá vida a Thor nos cinemas. Aqui ele está péssimo, pois não convence de forma alguma como um bêbado e fica pior em cena dramática quando chora ao lado do caixão de Branca de Neve. A caçada tem início, e logo ele se vira a casaca, como se esperava, para ficar ao lado da heroína. No caminho do castelo do duque, onde ela espera encontrar apoio, eles são capturados por anões rabugentos (alguns atores não são anões de verdade, em interessante truque de imagem, como é o caso de Bob Hoskins, que faz o líder do bando). Nesta altura, o cenário muda para um lugar lindo, cheio de verde e de vida, onde uma espécie de veado branco com uma galha enorme é quase um deus (neste momento lembrei-me do leão de As Crônicas de Nárnia e falei comigo mesmo: "se ele falar, saio agora"!, pois odeio filme que bicho fala - faço exceção apenas para desenho animado, mas o veado não falou). Para não deixar dúvidas que Branca de Neve é um conto de fadas, este seres bonzinhos dão as caras neste idílico lugar. O irmão de Ravenna é incansável na busca de Branca de Neve e continua no encalço da princesa. O filme acaba como todos esperávamos, mas sem um príncipe para nossa heroína, mas sim dois deles. Apesar das péssimas atuações de Stewart e de Hemsworth, o filme é interessante de se ver, nem que seja para apreciar a beleza de Theron. Ao final da projeção, saí com uma certeza. Com o elenco que foi escalado, o espelho mágico sempre haverá de responder que não existe mulher mais bela do que a rainha, afinal Charlize Theron, mesmo com a maquiagem que a envelhece no filme, é infinitamente mais bonita do que Stewart, com enormes dentes de coelho aparecendo em vários closes.

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domingo, 27 de maio de 2012

HOMENS DE PRETO 3

Foram necessários dez anos para um terceiro filme da série para cinema Homens de Preto (Men in Black) chegar às telonas. Homens de Preto 3 (Men in Black III) entrou em cartaz no circuito brasileiro na última sexta-feira, dia 25 de maio. No final da tarde da mesma sexta, já sem compromissos de trabalho que me levaram a Belo Horizonte, fui conferir o filme no Cinemark do Pátio Savassi Shopping. Apesar de não gostar, comprei entrada para a sessão em 3D, pagando meia entrada (R$ 12,50), por utilizar o cartão de crédito Bradesco. Óculos no rosto, vi todos os trailers que antecederam ao filme, rindo muito de A Era do Gelo 4. Homens de Preto 3 manteve o mesmo time principal dos dois primeiros filmes, ou seja, Steven Spielberg é o produtor, Barry Sonnenfeld é o diretor, Will Smith é o Agente J. e Tommy Lee Jones é o Agente K. A novidade é Josh Brolin vivendo o Agente K mais jovem, quando tinha 29 anos, em 1969, na época do lançamento da Apollo XI à Lua. O filme começa com a estonteante cantora/atriz Nicole Scherzinger, em uma roupa justíssima preta, carregando um bolo cor de rosa. O close no sapato de salto alto e sola vermelha não deixa dúvida se tratar de um Louboutin, indicando que o filme vai flertar com o universo luxo/pop o tempo inteiro. Tal cena inicial me fez lembrar a abertura da hilária série de TV Agente 86, com uma infinidade de portas se abrindo para a passagem do atrapalhado Maxwell Smart (Don Adams). A mulher fatal está fazendo uma visita ao prisioneiro Boris, O Animal (Jemaine Clemant), um blogodita de alta periculosidade, vilão da história, trancafiado em uma cela na prisão de segurança máxima construída na Lua. Ele escapa, com direito a um salto na superfície lunar igual ao do primeiro homem a pisar por lá, nos idos de 1969. Os agentes J. e K. continuam os mesmos, com J. falando muito e K. sempre com cara de poucos amigos. Bóris volta à New York com a intenção de pegar uma máquina de viagem no tempo para voltar em 1969, em Cabo Canaveral, Flórida, quando do lançamento da Apollo XI, para acertar as contas com K., que tinha arrancado seu braço esquerdo. A intenção de Boris é matar K., alterando profundamente o curso da história, permitindo que a Terra fosse invadida e destruída por blogoditas (uma alusão aos blogs que proliferam aos montes na internet?). Logicamente que J. tem que voltar no tempo para impedir que Boris mate K. Josh Brolin dá um show como o jovem Agente K., mantendo os mesmos cacoetes que Tommy Lee Jones imprimiu na personagem. O filme é superior à segunda parte da série, mas me pareceu datado, sem muita novidade quanto aos alienígenas. Alguns pontos são esclarecidos como a paixão de K. pela Agente O. (Emma Thompson nos dias atuais e Alice Eve em 1969), e os motivos de tanta dedicação de K. por J. Emma Thompson está desperdiçada e muito caricata (sua primeira fala é um amontoado de uivos e grunhidos). Smith é o mesmo eterno meninão, sem novidades na interpretação e Lee Jones está sem brilho. Brolin, Clemant e Bill Hader, que interpreta Andy Warhol, são os pontos altos no quesito interpretação. Por falar em Warhol, foi muito boa a ideia de colocar a Factory, sua casa frequentada por modelos, celebridades e anônimos nos anos 60/70, como um ponto de encontro de alienígenas, incluindo todas as modelos (há uma fala de Smith que deixa isto claro). Barry Sonnenfeld resolveu também dar as caras no filme, como um autêntico marido americano, acompanhado de sua esposa, com roupas coloridas e muito laquê no cabelo, assistindo pela televisão o homem indo à Lua. Antes de sua estreia, já tinha lido que algumas celebridades apareceriam no filme como alienígenas. Assim, assistir a Homens de Preto 3 pode ser também um jogo, uma espécie de Onde Está Wally?, quando podemos tentar identificar Lady Gaga, Justin Bieber ou Tim Burton. Confesso que consegui distinguir apenas Lady Gaga (aparece de peruca azul em um monitor de vídeo na agência onde trabalham J. e K.). E para quem é fã de Frank, o cachorro falante da raça pug que dominou o segundo filme da trilogia, ele não integra o elenco desta vez, mas uma foto gigante dele, em preto e branco, decora o quarto da casa de J. Enfim, é uma boa diversão. E saí da sala de projeção sem dor de cabeça. Acho que os óculos da rede Cinemark não me causam as dores fortes que os aparelhos de outras redes de cinema me provocam.

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sábado, 31 de março de 2012

PROTEGENDO O INIMIGO

Após um longo período sem ir aos cinemas, resolvi dar uma chegada no Cinemark do Diamond Mall em Belo Horizonte na noite de quinta-feira, dia 29 de março. Utilizando o cartão Claro Clube paguei R$ 7,00 pelo ingresso para ver o único filme que era possível, tendo em vista que cheguei ao shopping por volta de 19 horas, quando tinha início a sessão de Protegendo O Inimigo (Safe House), produção americana de 2012 dirigida por Daniel Espinosa. No elenco, os astros Denzel Washington (Tobim Frost, o inimigo do título em português) e Ryan Reynolds (Matt Weston, o protetor). Filme policial, onde um ex-agente da CIA considerado traidor se entrega no Consulado dos Estados Unidos em Cape Town, África do Sul, após uma perseguição com muito carro destruído e muita pancadaria. Ele é levado para um abrigo (a safe house do título original) onde trabalha o agente novato Weston. Uma equipe interroga o ex-agente quando o abrigo é atacado pelo mesmo grupo que perseguira Frost no início do filme. A partir daí West tem que fugir com Frost, procurando protegê-lo e levá-lo a salvo para um outro abrigo. Este convívio faz West rever seus conceitos em relação à CIA. História previsível, com final mais manjado do que nunca. O filme pode ser resumido como uma sequência de perseguição de carros em alta velocidade, pancadaria, tiros, mortes e tudo se repete novamente. O final é uma cópia descarada do final do último filme Missão Impossível. Não gostei.

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sábado, 11 de fevereiro de 2012

AS AVENTURAS DE TINTIM

Tentando colocar os filmes que estão em cartaz em dia, fui conferir a animação de Steven Spielberg As Aventuras de Tintim (The Adventures of Tintin). Nunca fui um aficionado pelo personagem do belga Hergé, mas o pouco que li de suas histórias em quadrinho, gostei. Como na versão cinematográfica dois nomes de peso de Hollywood estão envolvidos: Spielberg e Peter Jackson, além de contar com meu ator favorito, Daniel Craig, emprestando sua voz ao vilão da história, fiquei com vontade de ver esta co-produção Estados Unidos-Nova Zelândia de 2011. Ao checar a programação dos cinemas, apenas filmes em 3D dublados tinham sessões compatíveis com meu horário livre. Tive dor de cabeça ao final de todos os filmes em terceira dimensão que assisti até hoje, fato que me desanimou um pouco (além de não poder ouvir a voz de Craig). Fui assim mesmo, já que são 107 minutos de projeção. Escolhi uma unidade do Cinemark, pagando R$ 12,50 pela meia entrada, onde os óculos são mais leves. Ao final da sessão, um alívio, pois não estava com a cabeça doendo. Spielberg levou para as telas o universo de Tintim sem licença poética. Escolheu uma história publicada em quadrinhos que continha elementos suficientes para transformá-la em animação e a colocou na telona. Tintim, um repórter com cara de criança, sempre acompanhado do seu eterno companheiro Milu, um simpático cãozinho branco, se envolve em uma caça ao tesouro ao comprar uma réplica em madeira de um barco a vela, objeto desejado por Rackham, o vilão da história em caracterização que lembra o próprio diretor, Steven Spielberg. Para ajudar Tintim na busca ao tesouro e acabar com as maldades de Rackham entra em cena o beberrão Capitão Haddock. A história é engraçada, divertida e prende a atenção da gente. Isto sem falar no show de tecnologia da animação, potencializado com o uso do 3D. Continuei com a certeza de que Tintim não é meu personagem de quadrinhos favorito, prefiro algo mais dark, como Batman, mas gostei de ter visto esta versão animada.

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domingo, 23 de outubro de 2011

OS TRÊS MOSQUETEIROS


Depois de uma quarta-feira cansativa no trabalho, nada melhor do que uma sessão de cinema. Melhor ainda se for uma aventura escrachada. Fui ver no Cinemark Pier 21 Os Três Mosqueteiros (The Three Musketeers), a mais nova adaptação do livro de Alexandre Dumas. Na verdade, o filme de 2011 é apenas baseado neste clássico da literatura mundial, pois o diretor Paul W. S. Anderson deu um ritmo recheado de efeitos especiais e histórias incríveis para atrair os jovens. É uma mistura de aventura, romance capa & espada e ficção. O diretor não esconde seus filmes de referência, com sequências bem similares à série Piratas do Caribe (não é à toa que Orlando Bloom está em ambos os filmes). Uma sequência de roubo de um colar de diamantes executado por Milady (Mila Jovovich, mulher do diretor) é muito parecida com a cena de roubo de joias executado pelo personagem de Tom Cruise no primeiro filme da série Missão Impossível. O jovem ator Logan Lerman (D'Artagnan), o queridinho das pré-adolescentes, é muito fraco. É engolido em cena quando está com o trio Athos (Matthew Macfadyen), Porthos (Ray Stevenson) e Aramis (Luke Evans). Sem charme, não consegue dar energia ao forte personagem D'Artagnan. Os destaques ficam para os excessos de Mila Jovovich (Milady), Orlando Bloom (Duque de Buckinghan), Christopher Waltz (Cardeal Richilieu) e Freddie Fox (Rei Luís XVIII). Este último está afetadíssimo como o rei preocupado com moda e afins. A "licença poética" fica por conta dos navios voadores, uma máquina de guerra projetada por Leonardo Da Vinci. É justamente o projeto desta máquina o mote principal do início do filme, quando são apresentados os três mosqueteiros, Milady, que deixa de ser simplesmente uma ladra para ser uma agente tripla, e Buckingham. A apresentação dos mosqueteiros é ótima. O filme é uma grande distração e dá a entender que terá uma continuação, onde até mesmo Milady sobrevive a uma morte certa. É esperar para ver a sequência.


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segunda-feira, 11 de julho de 2011

MEIA-NOITE EM PARIS


Ouvi muitos comentários positivos sobre o mais recente filme de Woody Allen, Meia-Noite em Paris (Midnight in Paris), uma co-produção Espanha/Estados Unidos de 2011, atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros. Também li várias críticas falando bem do filme. Para finalizar, o filme caminha para ser o maior sucesso de bilheteria do diretor novaiorquino nos Estados Unidos, embora, por ironia do destino, a história se passe toda em Paris. Fui conferir o filme durante minha estadia em Belo Horizonte, quando estive a serviço dos dias 04 e 05 de julho. Escolhi o Cinemark do Diamond Mall, quando paguei R$ 6,50 a meia entrada, benefício para quem usa o cartão de crédito Bradesco para pagar o ingresso. Público majoritariamente feminino e com idade acima dos quarenta anos. Os protagonistas são vividos por Owen Wilson (Gil), um escritor de roteiros de filmes superficiais, mas com sucesso de bilheteria, viajando com a noiva vivida por Rachel McAdams (Inez), em período pré-casamento, quando estão em na capital francesa na companhia dos pais dela, aproveitando a ocasião para comprar móveis para decorar o novo lar. Ele aproveita a viagem para se inspirar e terminar seu livro, uma ficção séria, sem a superficialidade de seus roteiros. O casal não se afina, enquanto a noiva e seus pais são consumistas e esnobes, Gil quer se encontrar, quer respirar o ar que grandes nomes das artes respiraram em Paris. E aqui, Paris é uma personagem com vida própria, com seus cartões postais em evolução no decorrer do filme. Paris vive intensamente na tela. Paris é arte na tela. Fazendo uma própria auto releitura, Woody Allen revisita o universo de A Rosa Púrpura do Cairo, onde personagens de realidades distintas se encontram em um mesmo período de tempo. Em Meia-Noite em Paris não é a ficção e o real que se relacionam como no seu famoso filme em homenagem ao cinema, mas são personagens da história das artes que se encontram todas as noites, à meia-noite com Gil em intermináveis festas e encontros na noite parisiense. Neste sonho acordado, Gil se encontra com F. Scott e Zelda Fitzgerald, Salvador Dalí, Luís Buñuel (uma clara homenagem ao cinema), Edgar Degas, Toulouse-Lautrec, Gertrude Stein, Ernest Hemingway, Pablo Picasso, Cole Porter, Joséphine Baker, T. S. Elliot, Henri Matisse, Paul Gauguin, Man Ray. Claramente, Allen quis homenagear escritores, pintores, escultores, músicos, toureiros, cineastas, fotógrafos. Além destes grandes nomes do cenário artístico mundial, Gil conhece Adriana, uma misteriosa mulher, musa inspiradora de vários destes artistas, por quem acaba se apaixonando. Seu livro é lido por Gerturde Stein, que lhe fornece dicas importantes. Claro que a esta altura, seu casamento está indo para o espaço. Uma história leve, cheia de magia, mas que não deixa de dar umas cutucadas ácidas no way of life americano, representado pelos pais da noiva e seu ex-namorado, que encontram de surpresa na cidade. A prepotência americana é retratada em uma degustação de vinhos franceses da região de Bordeaux, quando o pai de Inez diz que na falta de vinhos californianos, teve que escolher os franceses. O consumismo desenfreado e desnecessário é encarnado pela mãe da noiva, que odeia Paris. Enquanto a mania de saber tudo e ser o melhor em tudo do americano está no ex-namorado de Inez. Gil quer se libertar da opressão do capitalismo americano, largar seus roteiros superficiais para o cinema (mais um crítica de Allen aos Estados Unidos, desta feita, à arte que domina, o cinema) e viver em uma cidade feliz, cheia de vida, onde tudo pode acontecer, inclusive revisitar o passado. Não é o melhor filme de Woody Allen, mas é um Woody Allen, embora não tão característico pelo seu final feliz. Destaque para a histriônica participação de Adrien Brody como Dalí e a apagada, praticamente sem tempero, interpretação de Carla Bruni, Primeira Dama francesa, como uma guia de turismo no Museé Rodin. Gostei do filme e rever Paris, mesmo que em projeção, sempre é delicioso.

domingo, 15 de maio de 2011

SÁBADO: COMPRAS EM TRÊS SHOPPINGS E O FILME THOR

Dediquei o sábado aos shoppings e, consequentemente, às compras. Saí cedo de casa para não pegar o tumulto de gente que costuma invadir estes centros de compras nos finais de semana. Fui, inicialmente, ao ParkShopping, pois queria comprar ingressos para o musical New York, New York, em cartaz no Teatro Bradesco, em São Paulo, para onde vou no próximo final de semana. Os ingressos são vendidos pela Ingresso Rápido que possui um ponto de venda nas lojas Fnac. Aproveitei a ida ao ParkShopping para comprar uma bateria sobressalente e uma bolsa para a minha nova câmara digital na loja Sony Style. A bateria custava R$ 189,00 e a bolsa R$ 69,00. Enquanto o vendedor buscava os dois itens fechados, fiquei mexendo no mostruário e achei um kit por R$ 209,00 contendo a bateria que eu precisava, uma bolsa e um tripé. Claro que optei por este kit, muito mais em conta. Também passei na Drogasil para comprar remédios, além de pegar os medicamentos gratuitos para controlar a pressão arterial que fazem parte da Farmácia Popular, já que fazia um mês que tinha usado a receita pela primeira vez (cada receita pode ser usada até quatro vezes para pegar os medicamentos, sendo uma vez por mês). Como a época da seca está chegando, comprei um novo umidificador de ambientes, pois o meu já tem mais de dez anos e está com várias partes quebradas, embora ainda funcione. Ficarei com os dois: o novo para colocar no quarto e o antigo para circular pelo apartamento. Na Fnac, além dos ingressos comprados para a sessão de sexta-feira, dia 20/05/2011, também comprei cartuchos para a impressora e revistas. Saindo do ParkShopping, onde fiquei por uma hora, fui para o CasaPark Shopping, bem próximo, para passar na Livraria Cultura para devolver um blu-ray e um livro que tinha comprado em duplicata no domingo passado. Somente quando cheguei em casa, vi que já tinha os dois itens. Fiz a devolução, ficando com crédito para a próxima compra. Já que estava ali, estava com tempo e não tinha grande movimento, fiz a compra, gastando mais do que os créditos. Foram cds, guias de turismo (pensando na viagem ao México para o mês de outubro próximo) e mais revistas. Quarenta minutos depois estava saindo do segundo shopping. Passei em casa, deixei as compras e saí novamente, desta vez com Ric, para almoçarmos. Escolhemos o Café Savana (SCLN 116, Bloco A, Loja 04, Asa Norte), onde fizemos o mesmo pedido: o prato do festival 6º Brasil Sabor. Como tinha um libreto com seis selos brancos, dos quais um era do Savana, não pagamos pelo "filet bourguignon" (meus comentários sobre este prato já foram postados, se quiser ler clique aqui). Do restaurante, fomos à Caixa Cultural, ou seja, saímos do final da Asa Norte para o início da Asa Sul, onde queria comprar ingressos para o show de Zizi Possi e para o show de Marina de La Riva. Para o primeiro não havia mais ingressos, todos esgotados para as apresentações dos dias 21 e 22 de maio, enquanto para o segundo, as entradas só começarão a ser vendidas a partir de meio dia do sábado, dia 21 de maio, já que o show está marcado para os dias 28 e 29 de maio. Fizemos o caminho de volta, parando para abastecer o carro, até o Shopping Iguatemi Brasília, onde chegamos por volta das 15:30 horas. Decidimos ver um filme. Escolhemos Thor, versão sem 3D, cuja próxima sessão seria às 16:40 horas. Tinha dois ingressos cortesia do Cinemark que troquei pelos pontos que tinha acumulado no programa Dotz. Fui até à bilheteria para trocar os ingressos e escolher os lugares. Tínhamos ainda uma hora antes do início do filme. Como tinha que comprar alguns artigos para colocar no banheiro e na área de serviço, passamos na Tok & Stok, onde também compramos algumas coisas para Getúlio. Gastamos todo o nosso tempo na loja. Só deu tempo de colocar as compras no bagageiro do carro e voltar para o cinema. Sala 2. Lotado de adolescentes, a maioria meninas, que falavam alto, riam muito. Um homem chamou a atenção delas. Calaram no ato. Sempre gostei do herói Thor. Via bastante os desenhos animados sobre este personagem da Marvel que veio de um reino distante, Asgaard, caindo na Terra, ajudando a combater o mal. O filme, uma produção americana de 2011, é dirigido por Kenneth Branagh, o que me surpreendeu um pouco ele dirigir um filme pipoca. No elenco, a recém oscarizada Natalie Portmam como Jane Foster, uma cientista que estuda fenômenos meteorológicos, sendo a mocinha da fita. Para o papel de Thor foi o escalado o ator Chris Hemsworth que provocou suspiros não só na mocinha da fita, mas também nas adolescentes barulhentas que viam o filme na mesma sessão. Para mim, ele não convenceu como herói, faltou um physique du rôle, como diriam os franceses. Anthony Hopkins faz o papel de Odin, o todo poderoso, rei de Asgaard e pai de Thor. Uma apagada Rene Russo faz a rainha e mãe do herói. O irmão de Thor, Loki, que é o seu maior inimigo, é vivido por Tom Hiddleston, que faz um atormentado personagem que, na verdade, ainda não é o grande vilão como nos quadrinhos e no desenho animado. Como este filme mostra a origem dos personagens, a vilania ainda está em construção. Para quem fica depois dos créditos finais, uma cena rápida mostra o ator Samuel L. Jackson recebendo Erik Selvig (Stellan Skarsgard), o mentor das pesquisas de Jane Foster, em uma unidade da S.H.I.E.L.D., organização responsável por unir os quatro heróis conhecidos como Os Vingadores (Homem de Ferro, Hulk, Thor e Capitão América). A cena é interessante e vale ficar até o final dos créditos, pois para quem conhece a história destes heróis, ela é elucidativa. Poucos ficam até acabar de passar todos os créditos. Como este expediente foi adotado nos dois filmes do Homem de Ferro e no do Hulk, imaginei que também poderia acontecer com Thor, o que de fato ocorreu. Ao final, uma mensagem avisa que Thor voltará em Os Vingadores, filme já em pré-produção, já que o último herói do quarteto também terá seu filme solo em 2011, o Capitão América. Durante o filme, há referências às empresas de Tony Stark, o Homem de Ferro. Achei o filme médio, com muito efeito especial e pouca história convincente. Saímos do cinema e, antes de ir embora, ainda passamos na Nespresso para comprar cápsulas de café, mas a loja estava lotada, com uma fila grande para ser atendida. Como ainda temos bastante cápsulas, deixamos para outra oportunidade. voltamos para casa no início da noite. Minha ideia era sair mais tarde para o Live P.A. no CCBB ou na esta Mafuá, que rolaria na La Ursa. No entanto, acabei ficando em casa, pedindo uma pizza da Fratello Uno pelo telefone.


quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A REDE SOCIAL

 99,90

Depois de ler muitas críticas favoráveis, além das recomendações de amigos e colegas de trabalho, fui conferir na noite de quarta-feira o filme A Rede Social (The Social Network), produção americana de 2010 dirigida por David Fincher. Comprei ingresso para a última sessão do Cinemark do Shopping Iguatemi Brasília. Enquanto aguardava na fila, observei que a maioria dos presentes eram jovens. Tudo a ver, pois o filme trata da criação do site de relacionamento Facebook, especialmente na pessoa de Mark Zuckerberg, figura central para o surgimento deste site. O roteiro tem idas e vindas no tempo, já que a ação principal do filme se concentra em uma mesa de negociação extrajudicial envolvendo Zuckerberg e aqueles que se sentiram prejudicados no decorrer da criação e evolução do Facebook. Enquanto a negociação desenrola, cenas em flashback aparecem, situando-nos na história e mostrando-nos as cenas do fato narrado. O filme não agradará a todos, pois os diálogos são acelerados e longos. Há uma verborragia sem fim, incluindo termos usados pelos "nerds" da computação, mas no saldo final, é muito bom. Fincher consegue mostrar fielmente o retrato da geração "sites de relacionamento", onde tudo deve ser compartilhado com todos. Além disto, as festas, bebidas, relacionamentos frugais, preocupação com estética, drogas e a gastança generalizada, típicas dos dias atuais, estão presentes de forma contundente no filme. Isto sem falar de como esta geração é perdida e, muito cedo, entrou em crise. Foi interessante saber que de um fora que Zuckerberg levou de sua namorada, acabou sendo criado o Facebook. O principal amigo dele e escolhido por ele para ser o diretor financeiro do site é brasileiro, Eduardo Saverin e, ao longo da trajetória da criação do site, foi sendo colocado de lado por Sean Parker (Justin Timberlake) criador do Napster, um autêntico oportunista que, vendo a aparente fragilidade de Zuckerberg e também seu aparente desinteresse por dinheiro, chega junto e, aos poucos, afasta Eduardo da empresa. Não se sabe a quantia que Eduardo levou na negociação extra judicial, mas seu nome voltou a figurar no Facebook como co-fundador. Merecidamente, os atores Jesse Einsenberg (Mark Zuckerberg) e Andrew Garfield (Eduardo Saverin) mereceram as indicações para concorrer ao Globo de Ouro 2011 como melhor ator e melhor ator coadjuvante, ambos para performances em drama. A Rede Social também está indicado nas categorias filme de drama, diretor e roteiro. Vale a pena conferir.

sábado, 11 de dezembro de 2010

ENTERRADO VIVO

O voo Brasília-Belo Horizonte (Confins) saiu com uma hora de atraso. Em ambas as cidades, os aeroportos estavam lotados. Não despachamos malas, por isso, nossa saída foi rápida, mas enfrentamos nova fila para comprar a corrida de táxi até o Hotel Mercure Lourdes (Avenida do Contorno, 7.315, Lourdes), cujo valor está em R$ 87,00, além de outra fila para esperar um carro. Foi a primeira vez que chego em Confins e tenho que ficar em uma fila, aguardando um táxi chegar no ponto. O trânsito estava bom. Assim, chegamos ao hotel às 22:20 horas. O check in foi eficiente. Apartamento no décimo nono andar, com uma vista deslumbrante da cidade. Nem deu tempo para desfazer as malas, porque nossa diária é em valor promocional de final de semana, chamada diária cultural (R$ 149,00 com café da manhã), exigindo a apresentação, por diária, de uma entrada de museu, show, teatro ou cinema. Já tinha checado os horários dos filmes, sabendo que há sessões depois de 23 horas no Cinemark do Pátio Savassi Shopping. Pegamos um táxi na porta do hotel. A corrida é pequena, dá até para fazer a pé, mas o tempo corria. Pedi ao motorista para sair da Avenida do Contorno, pois o trânsito estava lento. Depois descobri que era por causa de um show no Chevrolet Hall, ao lado do shopping para onde estávamos indo. Descemos na Praça da Savassi, pagamos a corrida de R$ 8,00, subindo a pé para o shopping. O centro de compras ainda estava aberto, com horário especial de Natal. Paramos antes no quiosque do Ah! Bom Café, onde fizemos um lanche rápido. Chegamos na bilheteria às 23 horas, hora de início da última sessão do filme escolhido, A Rede Social. Sessão esgotada. Tendo que ver um filme ainda no dia 10/12, comprei para o próximo disponível. Não pagamos entrada, pois tinha cortesias para a rede Cinemark, trocadas pelos pontos que acumulei no programa DOTZ. O filme escolhido foi Enterrado Vivo (Burried), do qual não tinha nenhuma informação. Estreia na direção do espanhol Rodrigo Cortés, com produção americana, protagonizada por Ryan Reynolds (Paul Conroy). O filme me surpreendeu positivamente. O título brasileiro entrega o seu final, mas nem por isso ficamos quietos na poltrona. É um suspense crescente, agoniante, cheio de surpresas, claustrofóbico. O cenário é único: um caixão de madeira no qual Conroy, um motorista americano que prestava serviços no Iraque em 2006, acorda. Ele está amarrado, com a cabeça sangrando e não sabe porque está naquele espaço mínimo, sem possibilidades de se sentar. Um celular vibra aos seus pés. Começa, então, sua luta contra o tempo para sobreviver, ligando para sua família, para conhecidos, para a empresa para a qual trabalha, para o serviço de emergência americano, para o FBI, para o Departamento de Estado americano, além de receber várias ligações de seu sequestrador, exigindo dinheiro para o resgate e a gravação de vídeos. A interpretação de Reynolds é perfeita. Ele nos passa todo seu sofrimento e sua vontade de sair do caixão. Nos diálogos pelo celular, identificamos críticas ferozes à ocupação americana no Iraque, à maneira como os serviços telefônicos são atendidos e à supremacia dos interesses corporativos em detrimento ao indivíduo. No inicio, o público ainda consegue rir de algumas falas, mas na medida em que o filme evolui, as risadas desaparecem, ficando um clima de suspense na sala de cinema. Um filme que nos faz prender a respiração, nos fazer mexer na poltrona, mas nos faz pensar sobre nossa realidade. Um dos melhores filmes que vi neste ano de 2010. Na saída, o shopping já estava fechado. A única maneira de deixar o shopping é pela garagem, um absurdo para quem não está de carro, pois o espaço é pequeno, sendo um verdadeiro perigo para quem tem que sair a pé, pois é a mesma saída de carros. A administração do shopping deve repensar esta atitude, deixando aqueles que não estão com carro no seu estacionamento sair por uma das portas do centro comercial. Pegamos um táxi para o hotel, pagando R$ 7,00 pela corrida. Não quis comer mais nada, apenas deitar e dormir. Já passava de uma hora da madrugada.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

AVATAR

Depois de três tentativas frustradas de assistir Avatar (Avatar), de James Cameron, consegui entradas para a projeção em 3D, versão dublada, para terça-feira na última sessão da noite. Enfrentei uma grande fila na bilheteria do Cinemark Pier 21, em Brasília, para comprar o caro ingresso (R$22,00), uma hora e meia antes do início do filme. O bilheteiro avisou que a fila para entrar na sala de projeção começava a se formar quarenta minutos antes. Aproveitei que tinha tempo e jantei no TGI Friday's que existe no local. Escolhi uma massa ao molho Alfredo e frango. Pesado demais, mas como enfrentaria um filme de três horas de duração, não senti muito. Fui para a fila de entrada faltando meia hora para o início da sessão e já estava bem grande. Anunciaram no sistema de som que os ingressos para a minha sessão estavam esgotados. Muitos que ainda enfrentavam a fila para comprar não perderam a viagem. Compraram ingressos para o filme de ação Sherlock Homes, que também quero ver. Quinze minutos antes liberam a sala 12. Óculos na mão. Assentos bem posicionados. Somente traillers de filmes em 3D, a maioria é animação. Enfim, começa o filme. E que belo filme! O roteiro já foi explorado várias vezes no cinema. Um homem branco se infiltra em uma sociedade diferente para dela tirar proveito e acaba se envolvendo, ficando ao seu lado. Um Homem Chamado Cavalo, Dança com Lobos e tantos outros filmes são exemplos.Voltando a Avatar, achei um espetáculo para os olhos, uma orgia visual, uma filme de ação que é puro entretenimento, mas com conteúdo. Há discussões sobre opressão, tirania, meio ambiente, ganância, solidariedade, coletividade, espiritualidade, superação. Fiquei extasiado e a experiência em 3D torna o filme mais impactante. Ficar com os óculos durante quase três horas é um pouco cansativo. Tive que tirar em breves momentos, pois estava incomodando. Filme nota 10.

sábado, 12 de dezembro de 2009

ATIVIDADE PARANORMAL

Tarde de sábado ensolarada e quente em Brasília. Dois convites para qualquer filme no Cinemark Pier 21. Eu e Ric escolhemos Atividade Paranormal (Paranormal Activity), de Oren Peli, produção americana de 2007. Não sabia muito sobre o filme, apenas que foi feito por uma quantidade bem pequena de dólares e arrecadou nas bilheterias norte americanas milhões. Câmara amadora, frenética, uma casa, um casal e uma assombração. Katie e Micah moram juntos há pouco tempo. Algo sobrenatural ronda Katie desde a infância e volta a aparecer nesta nova casa. Micah resolve filmar tudo, inclusive o sono de ambos. Não há trilha sonora, não há créditos finais. Não amedontra, mas não resvala na comédia. Filminho para agradar adolescentes. Horrível. Na linha da A Bruxa de Blair, mas piorado. Sem ritmo. Irrita a idiotice de Katie e sua gritaria sem fim. Detestei.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

REUNIÃO EM PLENO HORÁRIO DE ALMOÇO

Hoje foi daqueles dias. Noite mal dormida. Mau humor logo de manhã e duas reuniões antes do almoço. Ou melhor, uma antes do almoço e outra que entrou no horário do meu almoço. Reuniões com organismos internacionais sobre cooperação técnica. Produto esperado: transferência de conhecimento e boas práticas do Brasil para os países do hemisfério sul. Resultado: uma enorme quantidade de trabalho pela frente.
Não almocei. Apenas sanduíche comprado na lanchonete do térreo do prédio em que trabalho. Horrível. O melhor foi a manga que levei de casa e comi como sobremesa.
Como meus pais ainda estão em Brasília, não fiquei até tarde no trabalho. Antes de 19 horas já estava em casa. Ric preparava a sobremesa que servirá no almoço de sábado. Sim, ele está fazendo um almoço para meus pais. Ele não quis sair.





Chamei meus pais para ir ao cinema. O filme escolhido na verdade é um desenho animado: A Era do Gelo 3 (Ice Age: Dawn of The Dinossaurs), direção de Carlos Saldanha, produção americana de 2009. Escolhi este desenho para que meus pais pudessem ter a chance de assistir a um filme em terceira dimensão com os óculos especiais fornecidos na entrada do cinema (que devem ser devolvidos na saída). Fomos ao Cinemark, no shopping de entretenimento Pier 21, às margens do Lago Paranoá, no Setor de Clubes Sul. Descobri que quem tem o cartão Claro Clube paga meia na rede Cinemark. Fiquei feliz, pois tenho este cartão por assinar a banda larga móvel da Claro. A entrada para os filmes em 3D é mais cara, no caso, paguei três meias entradas, no valor de R$12,50 cada uma.
Meu pai não queria colocar os óculos ao saber que eram usados continuamente pelos frequentadores do cinema, ficou com nojo. Mesmo falando com ele que eram esterilizados, ele resistiu. Ao ver que o filme fica embaçado sem os tais óculos, ele os colocou. Embora a estreia oficial será apenas no dia primeiro de julho, a pré-estreia estava cheia, com muitos adultos sem crianças. Talvez pelo horário escolhido, sessão das 20:20 horas.
Por ser 3D, não há propagandas e poucos trailers, todos em terceira dimensão, são exibidos. O filme começa logo.
Achei divertido, como os dois primeiros, mas parece que não há mais como contar as mesmas piadas e mostrar as mesmas situações em mais um filme com os mesmos personagens. Embora a história tenha um novo personagem cativante, uma doninha solitária e destemida, me soou mais do mesmo. Há momentos com piadas para adultos que dificilmente uma criança compreenderá. Também há referências a vários filmes de aventura, especialmente na segunda metade do filme. Cenas de Star Wars (como a corrida no deserto com Anakin ainda criança ganhando a competição), obviamente de Parque dos Dinonassauros, de King Kong (a versão mais recente), entre outros. Para quem é cinéfilo e gosta dos filmes de aventura e ficção, é um prato cheio tentar identificar as muitas referências e homenagens.
Como todo filme em 3D, o filme é dublado e a voz de Cláudia Gimenez, pelo menos para meus ouvidos, não combina com a mamute.




E fica a dúvida, a preguiça Sid é fêmea ou macho?






Ao sair, ficamos bem em frente ao Pizza Hut e foi ali mesmo que matamos a fome, comendo uma pizza média, massa pan, metade marguerita, metade supreme. Há muito não comia nesta pizzaria. O gosto é mesmo padrão. O serviço deixou a desejar, pois todos os garçons e garçonetes estavam mais interessados em ver o Globo Repórter especial sobre Michael Jackson, em uma televisão ligada no meio do salão. A nossa estadia no restaurante durou o tempo necessário para comer a pizza e pagar a conta, algo em torno de quarenta minutos.