Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Lulu Santos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lulu Santos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

SHOW TOCA LULU - LULU SANTOS

Início de madrugada de domingo. O relógio marcava 00:30 horas. Após resolvido o incidente com meu carro na L4, eu, Fabiola e Karina conseguimos, enfim, entrar na ASBAC, onde já rolava o show Toca Lulu no palco montado às margens do Lago Paranoá, em local conhecido como Prainha da ASBAC. O ar estava tomado pela poeira, levantada pelo ir e vir da multidão que compareceu ao show. Nosso ingresso, R$ 110,00, dava direito a open bar e ficar em frente ao palco. Como chegamos com cerca de uma hora de show, estava difícil andar no meio de tanta gente para encontrar um local mais tranquilo, com espaço para dançar e boa visão do palco. Ficamos, a princípio, atrás da estrutura montada para abrigar os operadores de luz, som e câmaras de vídeo para transmissão ao vivo nos dois telões montados nas laterais do palco. Fabiola ligou para Renata, que estava mais à frente, na lateral esquerda, onde havia um ótimo espaço livre e a visão do que acontecia no palco era ótima. E ainda era perto de um dos bares, onde passamos para pegar bebida. No meu caso, apenas refrigerante, pois estava dirigindo. Mesmo perdendo um bom pedaço do show, nos divertimos e dançamos muito ao som dos sucessos de sempre de Lulu Santos, como Sábado À Noite, a música que ele cantava assim que chegamos ao local, Assim Caminha a Humanidade, De Repente Califórnia, SereiaComo Uma Onda, Tão Bem, Casa e Tempos Modernos. Também curtimos o cover para Como É Grande O Meu Amor Por Você, sucesso na voz de Roberto Carlos. O show terminou pouco depois de 1:00 hora da madrugada. Era tempo para procurar um banheiro, beber mais alguma coisa, conversar, tentar acessar as redes sociais (digo tentar porque o meu celular é TIMganei!), passando o tempo para conferir o próximo show da madrugada: Nando Reis.

show
música

domingo, 8 de setembro de 2013

TODO MUNDO ESPERA ALGUMA COISA DE UM SÁBADO À NOITE

Sábado, 07 de setembro. Ingresso para os shows de Lulu Santos e de Nando Reis comprado antecipadamente por R$ 110,00, com open bar e direito a ficar em frente ao palco, montado na Prainha da ASBAC. Início previsto para 22 horas. Iria aos shows com Karina, Fabiola, Renata e Alex. Karina enviou uma mensagem para mim às 19:50 horas, propondo irmos de táxi. Respondi que preferia ir no meu carro, mas que dava carona para ela e Fabiola. Assim, combinamos de nos encontrar na quadra onde moro às 23 horas, pois nunca os shows ao ar livre em Brasília começam na hora marcada. No horário acertado, Karina chegou em seu carro trazendo de carona Fabiola. Foi só o tempo de ela estacionar, as duas entrarem no meu carro e seguimos para o local do show. No toca discos rolava Beyoncé, um esquenta para a primeira noite do Rock in Rio para a qual eu e Fabiola tínhamos ingresso. Ao entrar na L4, perto da ASBAC, vimos que seria muito difícil estacionar. Muitos carros já estavam ocupando o gramado central da avenida, assim como o estacionamento do TST, um pouco distante da entrada do local do show. Peguei o primeiro retorno, ficando na L4, direção Ponte JK. Resolvi fazer como todos, liguei a seta e virei o volante para a esquerda, com o intuito de subir no gramado central. Antes de fazê-lo, cheguei a comentar que o meio-fio era alto, mas coloquei em primeira marcha, segurei na embreagem e acelerei. A roda dianteira do lado do motorista passou o obstáculo, caindo em um pequeno buraco, prendendo o carro. Não consegui sair do lugar. O carro não ia para frente, nem para trás. A roda patinava na grama, levantando muita poeira, fato corriqueiro nesta época de seca na cidade. Desci do carro, pedindo para uma das duas amigas assumir o volante, pois tinha ideia de empurrar o carro. Karina foi para o volante, enquanto eu e Fabiola tentamos empurrar. Primeiro para frente, depois para trás. Em vão. Um casal que acabara de estacionar veio oferecer ajuda. Os quatro empurramos para frente. Mais uma vez em vão. O casal saiu em direção ao carro da polícia que estava perto para pedir que eles colocassem um cone na faixa onde meu carro estava com a traseira descoberta, pois somente o triângulo naquela escuridão não adiantaria muito. No entanto, a polícia saiu do local antes. O casal, muito prestativo, cortou alguns galhos de árvore e jogou na avenida, facilitando na sinalização. Enquanto isto, continuamos tentando empurrar. Karina acelerava, a roda patinava. Fabiola chamou a atenção de que uma fumaça estava saindo por debaixo da roda, motivada pela fricção com a grama seca. Quando vi, já havia chamas. Gritei para Karina sair do carro imediatamente. Ela não entendia nada e quando saiu, começou a dar risadas, sinal de seu nervosismo, confessara depois. Nem lembrei que existia extintor de incêndio no carro, pois nunca em minha vida precisei de usar. Olhei no chão ao redor e vi um pedaço de cano de PVC. Com ele nas mãos comecei a bater no foco com força e rapidez. Também pisava forte nas chamas que foram se apagando até restar poucas brasas. Neste momento, o cara do mesmo casal que estava ajudando apareceu com o extintor do seu carro e completou o serviço. Fiquei tão absorvido na situação que nem lembrei de pegar o telefone dele para pagar a recarga ou a troca de seu extintor de incêndio. Só lembrei de agradecer mais uma vez pela ajuda. Decidi chamar a assistência 24 horas do seguro, falando para Karina e Fabiola que se elas quisessem entrar para o show, eu não me importava. Elas disseram que ficariam comigo até resolver o problema. O atendimento foi rápido, mas houve um rosário de perguntas que parecia que não tinha fim. Ao final, a atendente informou que o guincho demoraria cerca de uma hora para chegar ao local. Pedi pressa, pois o local era perigoso tanto para uma eventual colisão de quem vinha acelerado pela via, quanto para assaltos, já que estávamos em local de pouco movimento de pedestres e bem escuro. Falei para as meninas que o socorro demoraria cerca de meia hora. Quando desliguei o telefone eram 23:32 horas e os primeiros acordes do show de Lulu Santos eram ouvidos pelo lado de fora. Novamente insisti para que elas entrassem, mas preferiram ficar comigo. Um cara estacionou o carro em frente ao meu, já no gramado, desceu com uma garrafa de cerveja na mão, e com um bafo de álcool disse que nos ajudaria, perguntando se tinha um macaco no carro. Confesso que nem lembrei que o macaco poderia ser útil. Agradeci a ajuda, mas disse que já tinha chamado um guincho. Alguns carros foram estacionando na grama perto de onde estávamos, o que me preocupava, já que não sabia como o guincho iria agir e qual o espaço que seria necessário para ele. Até tentei conversar com alguns, mas desisti depois que uma mulher disse que iria quebrar o meu galho. Achei totalmente sem civilidade e sem noção de ajuda ao próximo. Outro cara chegou perto, dizendo que iria ajudar as meninas a tirar o carro dali. Ele não tinha me visto. Assim que falei que não precisava, ele deu meia volta e se foi. Era um sujeito estranho, descalço, mais parecia que queria tirar proveito da situação do que ajudar. Com 18 minutos de espera, vimos um caminhão guincho do outro lado da avenida. Com certeza era o nosso socorro. Ele demorou a fazer o retorno. Demorou exatos 22 minutos desde o final de minha ligação para o BB Seguros para prestar o socorro, portanto, dentro do prazo que eu tinha amenizado para as minhas amigas. O cara foi muito rápido. Pediu para eu entrar no carro, virar totalmente a direção para a direita. Colocou o guincho embaixo da roda dianteira do lado do carona, ligou o equipamento, pedindo para eu segurar o carro no freio. Em seguida, tirou o guincho, fazendo sinal para eu manter a direção para a direita, colocar primeira e acelerar. A roda traseira estava presa no meio-fio. As meninas pediram para eu fazer o contrário, virando a direção para a esquerda e colocar a ré. Deu certo. O carro voltou todo para a avenida. Perguntei se elas viam algo de diferente no pneu. Aparentemente nada de anormal. O cara do guincho disse para eu dar uma volta com o carro para ver se tudo estava em ordem. Foi o que fiz. No primeiro retorno, notei que o meio-fio para o gramado central era como uma rampa. Não tive dúvidas, entrei logo para estacionar, parando o carro bem próximo de onde ele tinha acabado de ser retirado. Karina buscou o triângulo e Fabiola o guardou, enquanto eu preenchia o formulário de atendimento do socorro. Assim que estávamos liberados, olhei para minha roupa. Eu estava completamente coberto de pó. Bati o máximo que pude. Atravessamos a avenida e continuamos em caminhos empoeirados até a entrada da ASBAC. Quando chegamos em frente ao palco, Lulu Santos cantava seu sucesso Sábado à Noite, aquela que começa com a frase TODO MUNDO ESPERA ALGUMA COISA DE UM SÁBADO À NOITE. O susto e a aventura que passamos não eram esperados, mas a sinergia com a canção foi perfeita. Era o início de uma ótima madrugada.

sábado, 11 de agosto de 2012

MARIA BETHÂNIA INTERPRETA CHICO BUARQUE


Não tinha conseguido comprar ingresso para o terceiro show da edição brasiliense do projeto Circuito Cultural Banco do Brasil, Maria Bethânia interpreta Chico Buarque. No entanto, na manhã de sexta-feira a sorte veio na forma de uma ligação telefônica. Um amigo, sabendo que estava sem ingresso, me ligou dizendo que sua colega de trabalho tinha dois ingressos, mas não iria mais ao show. Confirmei, sem exitar, meu interesse nas duas entradas, pelas quais paguei R$ 60,00 cada uma. Era entrada de estudante, mas resolvi arriscar. Não pediram nenhum comprovante na entrada do teatro. Eu e Ric tínhamos lugar garantido na fila V, lugar longe do palco, mas com visão tranquila do show. Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro lotada para ver a excelente intérprete Maria Bethânia, acompanhada por seis músicos. Os adereços do cenário eram os mesmos dos dois shows anteriores do projeto, mostrando que Monique Gardenberg é craque, pois os moldou ao tipo de música que cada um interpretou. Bethânia entrou, como sempre, descalça, andando na ponta dos pés, com figurino todo branco, em contraste com o preto utilizado pelos músicos de sua banda. Começou o espetáculo cantando Rosa dos Ventos e emendou uma música na outra sem conversar com o público até o final, seguindo seu sempre consistente roteiro. Problemas com o som foram uma constante. Quem sentou mais atrás tinha dificuldades em ouvir a voz da cantora em determinadas partes das canções. Roda Viva, Cálice, Teresinha (muito aplaudida), Valsinha, João e Maria, Noite dos Mascarados, Tatuagem, Vida, Cotidiano, A Rita, Gente Humilde (foi a música que mais tive dificuldade em ouvir por causa do som), entre outros sucessos de Chico Buarque, foram ouvidos na voz deliciosa de Bethânia, que também recitou dois textos, também do homenageado, durante o show. Gota d'Água foi a que mais gostei, assim como a música que encerrou o espetáculo, Não Existe Pecado ao Sul do Equador. Aplaudida de pé, com muitos assobios pedindo mais um, a cantora retornou para cantar Chico Buarque da Mangueira, com as luzes da tradicional escola de samba do Rio de Janeiro, verde e rosa, iluminando o cenário e o palco. As cortinas se fecharam. Alguns começaram a sair, mas outros pediam outro bis. Ela voltou, homenageando a cantora que apresentou Chico Buarque ao Brasil, Nara Leão, cantando A Banda, com o público de pé fazendo coro. Bethânia fez um show normal, nos moldes que seus fãs esperam, não trazendo nenhuma novidade, nem uma performance arrebatadora. Foi aquilo que eu esperava. Terminado os três shows do circuito, Lulu Santos fez, de longe, o melhor espetáculo.

show
música

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

LULU SANTOS INTERPRETA ROBERTO CARLOS & ERASMO CARLOS




Lulu Santos interpreta Roberto Carlos & Erasmo Carlos foi o segundo show na temporada de Brasília do Circuito Cultural Banco do Brasil, em cartaz na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro. Comprei o ingresso por R$ 69,00 pela internet, com lugar na fileira T. Teatro lotado, mas com algumas cadeiras vazias, embora a informação de ingressos esgotados estivesse visível na bilheteria. Como na noite anterior, duas moças entregavam, para quem descia a rampa de acesso à sala, uma caixinha azul contendo duas trufas de chocolate. Como de costume, houve um atraso de dez minutos para começar o espetáculo. Lulu entrou com os demais músicas, já tocando guitarra, tendo como cenário o mesmo usado por Sandy na noite anterior, mas a utilização dos adereços era diferente. Lulu priorizou o repertório da dupla Roberto & Erasmo da época da Jovem Guarda, não se atendo aos arranjos originais. Muito antes pelo contrário, ele ousou e muito nos arranjos, numa autêntica recriação da obra do Rei, com resultados muito positivos e bem recebidos pela plateia. Era quase impossível saber a música que ele iria executar ouvindo os acordes iniciais, sendo necessário ouvir as primeiras palavras da canção para reconhecer o sucesso de Roberto Carlos e Erasmo Carlos. O show começou com Sentado à Beira do Caminho, numa versão despojada, com alterações no tom de voz. Resultado interessante e gostoso de ouvir. No meio do show, ele fez uma ótima piada, ao dizer que iria apresentar a banda. Os quatro músicos que o acompanhavam deixaram seus instrumentos de lado e foram para o centro do palco, mas Lulu não falou seus nomes. Como um anfitrião em uma festa, apresentou gestualmente um músico para o outro, que, por sua vez, deram apertos de mãos e abraços, como se nunca tivessem se encontrado. O público riu muito. A apresentação dos músicos só ocorreu ao final do show, já no bis. O Calhambeque foi a segunda canção do setlist da noite que ainda contou com outros sucessos como Minha Fama de Mau; As Curvas da Estrada de Santos; Vem Quente Que Eu Estou Fervendo; Eu Te Darei o Céu; Sou Uma Criança, Não Entendo Nada; É Preciso Saber Viver. Lulu deu uma pegada diferenciada em cada uma das músicas do show, ora com toques de tango (Se Você Pensa), ora como se fosse um reggae (Eu Te Darei O Céu). Ele ainda permitiu ao baixista Jorge Ailton um ótimo solo para Você Não Serve Pra Mim. Durante a música Festa de Arromba, um clip em preto e branco passava na tela redonda com cenas de jovens dançando twist. Ilegal, Imoral ou Engorda foi a penúltima música da noite. Assim que ele acabou de cantá-la, Lulu disse que quando fez o primeiro show do projeto em São Paulo, o empresário de Roberto Carlos estava presente e lhe disse que o Rei queria saber se uma música estava no setlist. Não estava, mas Lulu a incluiu para os shows seguintes. Ela passou a ser a última canção do show: Emoções, que foi cantada em coro pela plateia, mesmo com um arranjo bem diferente, com direito a solos de assobios feitos por Lulu Santos em seu início. Segundo li, Roberto Carlos viu o show no Rio de Janeiro e gostou. Claro que a plateia se levantou, aplaudindo calorosamente o cantor e pedindo bis. Lulu retornou ao palco dizendo que não tinha gostado de sua performance em Festa de Arromba, repetindo a canção, com as mesmas imagens que passaram na primeira vez. Ao terminar de cantar disse que a levada iê-iê-iê de Roberto e Erasmo sempre estiverem presentes em sua obra, brindando aos presentes com Tempos Modernos, de sua autoria, com público de pé, cantando e dançando. O que faltou de empolgação no show de Sandy na noite anterior, quando ela interpretou canções de Michael Jackson, teve de sobra com Lulu Santos, um verdadeiro showman. Depois de terminado o espetáculo, fiquei pensando quantas vezes já tinha visto Lulu em shows. Foram várias, mas esta foi a primeira vez que o vi em um teatro. O show merece registro em cd e dvd.

show
música