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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

DE MILÃO PARA PARIS

Acordei cedo na manhã da quarta-feira, dia 30 de outubro de 2013, véspera de meu aniversário. Dia nublado, frio, sem chuva. Depois de um bom banho, acabei de arrumar as malas e desci para o restaurante do hotel, onde Cláudia e Vera já me aguardavam para nosso café da manhã de despedida dupla. A primeira despedida era de Milão, pois nós três partiríamos naquela manhã da cidade. A segunda despedida era porque eu seguiria viagem para Paris e elas para Porto, em Portugal. Terminado a primeira refeição da manhã, despedimo-nos. Voltei para o quarto, troquei de roupa e desci imediatamente para fazer o check out. Meu voo estava marcado para 12:55 horas, saindo do Aeroporto de Linate, o segundo aeroporto da cidade, de onde partem voos internos e para alguns países europeus. Comprei a passagem  em final de julho pelo site da Air France. O trecho Milão-Paris sairia por R$ 1.800,00. Quando coloquei ida e volta para o percurso Milão-Paris-Milão, a passagem caiu para R$ 381,90. Claro que comprei desta forma, colocando uma data qualquer para o trecho Paris-Milão que jamais utilizaria. Em um e-mail da Air France, aconselhavam chegar com três horas de antecedência ao aeroporto. Assim, decidi sair do hotel Maison Moschino às 9:20 horas, pois o trajeto do hotel ao aeroporto, cuja distância não chega a 10 km, seria de, aproximadamente, meia hora, conforme informado pela recepção do hotel. Enquanto fazia o check out, a recepcionista chamou um táxi para mim. O acerto de contas foi rápido, pois antes do check in, o hotel já havia feito uma pré-autorização em meu cartão de crédito. Para não ter trabalho, preferi fazer o pagamento final com o mesmo cartão. Nem foi necessário entregá-lo para a recepcionista. Apenas conferi as despesas e dei um ok. Por duas noites, taxas e despesa de frigobar (água), paguei € 311,50. O táxi chegou em menos de cinco minutos na porta do hotel. Malas no bagageiro e fomos para Linate. O motorista não deu uma palavra sequer durante o trajeto. Gastamos cerca de vinte minutos para chegar. O aeroporto é bem menor do que o Malpensa, o maior e mais distante de Milão. A corrida ficou em € 25. Já no saguão, procurei os balcões da Air France, que ficam em uma espécie de anexo, no Terminal 1. Na verdade, o check in é compartilhado com a Alitalia. Não havia fila. No balcão, ao entregar o bilhete para a atendente, ela disse que não poderia realizar meu check in naquele momento, pois estava fechando o voo das 11 horas. Para meu voo, o despacho de bagagens estaria aberto somente com duas horas de antecedência. Fiquei a me questionar porque a Air France aconselhava chegar com três horas se a Alitalia só aceitava despachar as malas com duas horas. O pior é que o aeroporto é apertado e tem grande movimento, com poucos lugares para sentar. Fui para o Terminal 2 e depois de muito rodar com as malas, achei uma cadeira desocupada. Sentei, abri o livro As Brasas e li para passar o tempo. Às 11 horas, retornei ao balcão da Alitalia. Só deixaram eu despachar as malas depois de ter feito o check in no terminal de auto atendimento. Malas despachadas, cartão de embarque nas mãos, dirigi-me para a sala de embarque, passando pelo controle de passaporte, que foi muito rápido, e pelo raio x, onde tive que tirar relógio, cinto, botas, iPad e celular de dentro da bolsa. Quando cheguei no portão de embarque, me senti em um aeroporto brasileiro. Estava lotado, com gente sentada no chão, filas sendo formadas, mesmo com o anúncio que o embarque seria feito por setores. Fiquei em pé perto do portão por onde embarcaria. No horário marcado, começaram a fazer o embarque, com os passageiros de classe executiva e/ou com o respectivo cartão fidelidade na categoria maior e aqueles acompanhados por crianças de colo em primeiro lugar. Não há prioridade para pessoas idosas, que ficam na fila como todos os outros passageiros. Presenciei a mesma aglomeração que os brasileiros fazem na frente do portão de embarque, ignorando totalmente a sequência informada pela companhia aérea. Parece que o sentimento é o mesmo. Todos preferem viajar com bagagem de mão e querem entrar primeiro para garantir um espaço no bagageiro interno da aeronave. Embarquei assim que acabaram as prioridades. Acomodei a mala de mão no bagageiro acima do meu assento e esperei a decolagem. O voo estava completamente lotado. Pousamos em Paris, no Aeroporto Charles de Gaulle no horário previsto. Desembarquei no Terminal 2. A mala demorou um pouco a aparecer na esteira. Cheguei ao saguão do aeroporto perto de 15 horas, onde Manuel, o motorista português da empresa Flynet Europe já me aguardava com uma placa na qual estava escrito meu nome. Ainda em Alba, contratei o serviço de traslado aeroporto-hotel-aeroporto, via internet, fazendo o pagamento pelo PayPal. Pelo serviço, paguei € 174,60. É caro, mas preferi não ter que procurar um táxi, ficar parado no trânsito e correr o risco de ver o taxímetro rodar, pagando muito mais. Também não queria arrastar mala para pegar um trem e depois um metrô. O trajeto até o hotel Holiday Inn Notre Dame (4, rue Danton) foi demorado, pois além do trânsito travado, havia um acidente com um caminhão na estrada. O motorista foi muito simpático e conversou bastante comigo. O sol queria sair, mas quando chegamos ao hotel, o tempo já estava bem fechado, com sinais de que choveria a qualquer instante. Demoramos mais de uma hora para chegar ao hotel. O check in foi muito rápido. Chequei se Emi e Rogério já estavam no hotel, mas ainda não tinham feito o respectivo check in. Fiquei no quinto andar, quarto 503. O quarto não é grande, com pouco espaço para circular e colocar a mala, mas é bem aconchegante, com decoração em tons de rosa choque e de lilás. Banheiro moderno, com parede de vidro para o quarto, o que garante maior luminosidade interna. Desfiz as malas. Foi o tempo de Rogério e Emi me ligarem. Já estavam no hotel, quarto 602. O deles era mais apertado, pois tinha uma varanda, já que era o único local onde era permitido fumar, fator essencial para Emi. Combinamos de sair por volta de 18 horas para dar uma volta e jantarmos, pois estávamos com fome. Nem eles, nem eu tínhamos almoçado. Eu fiz um lanche bem fraquinho no avião. Quando descemos, tivemos que voltar para o quarto, pois chovia muito e a temperatura estava na casa dos 10º C. Era necessário uma capa de chuva, guarda-chuva e um cachecol. Começamos nossa caminhada, mesmo com chuva, pela região do Boulevard Saint-Germain, na altura do Carrefour de l'Odéon, perto do nosso hotel, às 18:30 horas. A decisão era andar o menos tempo possível na chuva, procurar um restaurante e jantar. Hélida G., minha amiga de Brasília, tinha indicado um bistrô nas proximidades, o Le Comptoir, restaurante do Hôtel Relais Saint-Germain (9, Carrefour de l'Odéon). Rumamos para lá. Por sorte, tinha apenas uma pequena mesa redonda, em um canto super apertado, onde cabiam duas pessoas. Não sei como, mas a mesa acomodou nós três. Depois do jantar, não mais chovia, mas eu estava bem cansado para sair. Voltei para o hotel, enquanto Emi e Rogério foram para o Marais.

CONVIVIUM - GASTRONOMIA EM MILÃO (ITÁLIA)

Endereço: Via Ponte Vetero, 21 (www.conviviumristorante.it).

Contato: +39 02 864 637 08 - info@conviviumristorante.it

Especialidade: cozinha italiana, com pratos clássicos do norte do país, além de ser uma pizzaria.

Quando fui: noite de 29 de outubro de 2013, terça-feira. Éramos 03 pessoas, sem reserva. Como ainda era cedo quando chegamos, por volta de 20 horas, o restaurante não estava cheio. Escolhemos uma mesa do salão à direita da entrada, ficando perto de uma parede toda tomada por garrafas de vinhos italianos. O ambiente é acolhedor. Ficamos por quase duas horas no local.

Serviço: bom, sem afetações e com certo distanciamento do cliente. Pratos bem servidos que chegaram rapidamente à mesa. Um dos proprietários recebia entusiasticamente os cliente na entrada e também os saudavam na hora de ir embora. Um clima bem italiano, com gente falando e rindo alto, inclusive quando no uso do telefone celular. Há serviço de wi-fi, mediante solicitação de senha.

O que bebemos: compartilhamos uma garrafa do vinho tinto italiano Sassoalloro 2009 (€ 32), produzido na Toscana por Jacopo Biondi Santi, com 13,5% de álcool. Preço muito em conta para um excelente vinho. Acompanhou o vinho uma garrafa de um litro da água mineral com gás Surgiva (€ 2,50). Ao final, um ótimo café espresso, bem curto, como os italianos costumam tomar (€ 4).

O que comi: logo que nos sentamos, veio à mesa o coperto (€ 3), com os elementos de sempre: pães artesanais, focaccia e gressinos. A focaccia estava quentinha, recém saída do forno, salpicada com queijo, muito boa. Sem muita fome, escolhi apenas um prato, a polenta com funghi (€ 16). Polenta granulada, bem temperada, sensacional. Nem precisava do funghi, que era fresco, mas este caiu bem na composição do prato.


focaccia


pães artesanais e gressinos


polenta com funghi 

Valor que me coube no total da conta: € 40.

Minha avaliação: * * * . Uma surpresa agradável na região de Brera, onde não faltam opções de pequenos restaurantes. Come-se e bebe-se muito bem a um preço razoável para os padrões europeus.

Gastronomia Milão (Itália)

COMPRAS EM MILÃO

Assim que terminamos o almoço no Cracco, estava caindo uma fina chuva. Vera e Cláudia tinham horário marcado para ver a Santa Ceia e eu nada tinha programado. Combinamos de nos encontrar novamente às 17:30 horas no Emporio Armani Caffè, no final da Via Montenapoleone (Piazza Croce Rossa, 2). Cada um seguiu seu rumo. Minha primeira parada foi na loja de departamentos La Rinascente, pois Vera pediu para eu comprar um pote de Perle di Tartufi. Para evitar desejos instantâneos, peguei o elevador direto para o sétimo andar, onde fica a pequena delicatessen da La Rinascente. Achei e comprei a encomenda. Antes de descer, me deu um estalo para comprar uma calça jeans, item que não tinha colocado em minha bagagem nesta viagem. Estava sentindo falta. Há um setor específico para jeans que fica em um anexo. Perguntei em que piso poderia acessar a passagem para o anexo, o que de pronto o caixa da delicatessen respondeu dizendo ser no primeiro piso. Peguei as escadas rolantes, mas sem olhar muito para os andares, evitando compras de supetão. No setor de jeans e casual wear há uma ampla variedade de opções. Vi algumas, mas nada me agradava muito, pois tinham detalhes que eu não queria, como mistura de padronagem, rasgos, costuras aparentes, bolsos bem baixos, entre outros. Acho que estava com cara de dúvida, pois uma vendedora se aproximou, perguntado se poderia me ajudar. Expliquei como queria a calça e meu número nos padrões europeus: 38. Ela olhou para minha cintura e afirmou que deveria ser 36. É sempre bom ouvir isto! Pedi para ela me mostrar os modelos, dizendo que iria experimentar sempre os dois números. Gostei de apenas três tipos de jeans dentre todos os que ela trouxe para eu experimentar. Peguei os três e fui para o provador. Uma vestiu muito mal, já sendo descartada de imediato. Era uma Armani Jeans. As outras duas ficaram ótimas em meu corpo, e ambas na numeração 36. Escolhi a mais escura. Era uma Diesel. Decidi levá-la (€ 120). Ao ir para o córner da marca, vi uma camisa de malha preta (€ 40) com a frase: "I write my own story", tudo a ver com meu momento pré 50 anos. Comprei as duas peças. Ao invés de sair pelo anexo onde eu estava, que dava para a rua, voltei para o interior da loja, saindo no primeiro piso e pegando a primeira escada rolante. Não tinha rumo certo, mas por força do destino, a escada terminava em frente a um córner da Bottega Veneta. Algo me empurrava para a compra da pulseira de couro e prata. Entrei ressabiado, tendo em vista o tratamento que tinha tido naquela manhã na unidade da mesma grife na Via Montenapoleone. Uma vendedora atendia um casal de japoneses que via uma série de bolsas e pastas, mas foi muito gentil ao perguntar-me se queria ver alguma coisa. Com minha resposta, ela chamou um outro vendedor. Fui muito bem atendido. O jovem vendedor me mostrou todos os tipos de pulseiras que havia na loja, experimentei um monte delas, mas nenhuma fechava no meu pulso. Coloquei no pulso o mesmo modelo que tinha experimentado mais cedo. Como na outra loja, só tinha tamanho médio que não cabia em meu braço. Muito simpático, o vendedor se prontificou a verificar no sistema se havia o tamanho maior em outra loja. Enquanto esperava, me serviram espumante e água com gás San Pellegrino. Tratamento totalmente diferente do que eu tive na manhã. Sorridente, ele encontrara um modelo em outra loja. Quando ele mencionou a Via Montenapoleone, eu relatei minha experiência matutina. Ele me pediu desculpas pelo ocorrido, disse que aquele não era o padrão de atendimento da Bottega Veneta e que a pulseira estava disponível em outro endereço, perto da Montenapoleone, em uma unidade inaugurada apenas há um mês, com outro conceito de decoração interna, chamada de maison, sendo a maior loja da grife no mundo. Ele me deu o endereço, Via Sant'Andrea, 15. Como eu não sabia onde era, abri o mapa. Ele me mostrou onde ficava. Agradeci a gentileza e decidi ir conhecer a Maison Bottega Veneta. Caminhando a passos largos,, por causa da chuva, pela Corso Vittorio Emanuelle II, parei na Piazza San Carlo para entrar na Basilica di San Carlo al Corso. Por fora, é imponente, mas sem rebuscamento. Por dentro, bem simples, se comparada com o Duomo di Milano. Segui em frente, atravessei a Piazza San Babila, entrando na Via Montenapoleone até a segunda rua transversal, a Via Sant'Andrea. Virei à direita. Mais ou menos no meio do quarteirão fica a loja. Ela tem duas entradas, separando a parte de artigos masculinos da outra dedicada às mulheres. Ao entrar, percebi que a decoração é bem mais clean do que a das demais lojas da grife pelo mundo. Fui recebido pela gerente. Ao saber o que eu queria ver, chamou um vendedor e disse, em italiano, que eu era o que tinha estado na La Rinascente. Deduzi que houve uma ligação entre as lojas. Quem me atendeu foi Davide. Desta vez trouxeram-me champanhe Moet Chandon e água mineral com gás San Pellegrino. Davide me conduziu para uma sala, onde fiquei sentado, vendo um leque de opções de pulseiras de couro e prata. A primeira que experimentei foi a que queria comprar, mas doce ilusão, pois o maior tamanho fabricado até que fechou em meu pulso, mas se eu fechasse a mão, ele se abria. De qualquer forma, para tirar a dúvida sobre o preço, já que o vendedor da unidade da Via Montenapoleone tinha dito que custava € 480. Davide pegou o catálogo e me mostrou o preço: € 280. Tirei a conclusão que o fulano não tinha ido com minha cara. Na Maison foi bem diferente. Mais modelos foram mostrados e eu ia experimentando todos. Davide e a gerente se empolgaram e trouxeram modelos mais sofisticados, com diamantes, com detalhes em ouro ou outras pedras. Foquei no que tinha pensado: prata com couro. Gostei de uns cinco modelos. Foi difícil decidir. No final, comprei duas, ambas pretas. Uma maior, que dá três voltas no braço, modelo que vi muito nos pulsos durante esta viagem na Europa, nas vitrines em Paris e nos editoriais de moda de revistas de bordo. Ela custou € 290. O outro modelo, que traz peças de prata escurecida com frisos que imitam a padronagem entrelaçada característica da grife, custou praticamente a mesma coisa, € 280. Antes de encerrar a compra, Davide me pediu para preencher uma fica de cadastro. Vendo a data de meu aniversário, dali a dois dias, foi todo sorrisos, perguntando se comemoraria em Milão. Ao saber que seria em Paris, já foi indicando locais para ver e ser visto, para um esquenta, para jantar e para dançar. Escreveu tudo para mim. Saí satisfeito com a compra. Ainda faltavam 40 minutos para a hora de me encontrar com as meninas. Fui para a Via Montenapoleone. Mais uma vez por obra do destino a chuva caiu quando eu passava em frente à loja da Camper. Entrei para fugir da chuva, aproveitando para dar uma olhada nos novos modelos de sapatos esportivos desta marca espanhola da qual gosto muito. Conclusão: mais uma compra feita. Um lançamento, cor preta e solado branco, por € 120. Parecia que a chuva conspirava para esta compra, pois quando acabei de pagar, ela parou. Fui para o local de nosso encontro. Cheguei 15 minutos antes do horário previsto. O Emporio Armani Caffè é muito concorrido para o happy hour. Quando procurava uma mesa vazia para me sentar, vi que Cláudia e Vera já estavam acomodadas ao fundo, atrás da escada, mas com vista para a rua. A chuva voltou a cair. Sem saber que tinha comprado as pulseiras, Vera pediu para eu deixar aquelas sacolas com Cláudia e me levou para a loja Emporio Armani, com passagem pelo café. Lá, me mostrou uma vitrine com pulseiras de couro e prata. Tinha um modelo, na cor caramelo, bem parecido com o que eu passara o dia experimentando e não servindo em meu pulso. Não resisti, experimentei, serviu, gostei, comprei (€ 120). Dei por encerrada esta orgia de compras em Milão. Voltamos para o café, onde decidimos tomar um drinque. Nossa escolha recaiu novamente no Spritz e desta vez aprovamos. Estava muito bom. Veio acompanhado de petiscos salgados. Ficamos por mais de uma hora papeando, esperando a chuva passar. Quando passou, pagamos a conta e saímos. Era nossa última noite juntos na viagem. Não tínhamos nenhum restaurante reservado para jantar. A decisão foi por andar pela região, recheada de pequenos restaurantes, escolhendo o que mais nos fosse aprazível. Obviamente que houve paradas em algumas lojas no caminho. Perto de 20 horas, decidimos jantar. O escolhido foi o Convivium (Via Ponte Vetero, 21). Após o jantar, sem chuva, voltamos a pé para o hotel, passando por pequenas vias, onde charmosos restaurantes ocupam parte das calçadas. No hotel, combinamos de tomar café da manhã juntos. Fui para o quarto arrumar, mais uma vez, as malas.

domingo, 10 de novembro de 2013

CRACCO - GASTRONOMIA EM MILÃO (ITÁLIA)

Endereço: Via Victor Hugo, 4, Milão, Itália - http://www.ristorantecracco.it/

Contato: +39 02876774 - Reservas: info@ristorantecracco.it

Especialidade: culinária milanesa, com toques contemporâneos, sob o comando do chef Carlo Cracco e de Matteo Baronetto.



Quando fui: almoço de 29 de outubro de 2013, terça-feira. Éramos 03 pessoas com reserva feita por e-mail com mais de um mês de antecedência. Chegamos na hora em que o restaurante abriu, às 12:30 horas. Fomos acomodados no último piso do subsolo, em salão próximo à entrada da cozinha. Decoração moderna, mas sem maneirismos. Não há wi-fi disponível para os cliente, como sói acontecer nos melhores restaurantes italianos. Ficamos por mais de duas horas no local.

Serviço: minhas amigas acharam os garçons esnobes. eu não tive esta sensação, mas a sensibilidade feminina fala mais alto nestas horas. No entanto, fomos bem atendidos, com explicação de todos os pratos que chegaram à mesa, incluindo os mimos que vieram da cozinha enquanto esperávamos os nossos pratos.

O que bebemos: compartilhamos um garrafa do vinho tinto Bricco Rocche Barolo 2006 (€ 160), produzido na região de Castiglione Falletto, com 14% de álcool, acompanhado por água mineral com gás San Pellegrino (€ 5 a garrafa de um litro). Ao final, um bem tirado café espresso (€ 5)

O que comi: logo que nos sentamos, veio à mesa o coperto, um cesto com pães, canapés, gressinos e chips de legumes e folhas, cortados em finas lâminas. A consistência e a forma lembram um mandiopã, mas coloridos. Muito bons. Antes dos pratos, chegaram à mesa duas amuse bouche do chef. A primeira foi uma espécie de gaspacho de tomate com mussarela de búfala e molho de manjericão. A consistência do tomate era diferente de uma sopa fria, algo para além do creme, mas que derretia na boca. Gostei. O segundo mimo foi uma sopa de amaranto com alcaparras, da qual não gostei muito. O amaranto é um grão pouco usual nas mesas brasileiras. A mistura do sabor mais adocicado do amaranto com a alcaparra não caiu bem em meu paladar. Como primo piatto, escolhi um risoto com pinhões torrados, tomates verdes e camarão cru (€ 42). O risoto tinha uma apresentação bonita com um pó de beterraba conferindo-lhe uma bela cor. Os camarões crus estavam bem suaves, com sabor levemente adocicado, contrastando com o sabor torrado dos pinhões. Perfeito o prato. Já como parto principal, escolhi uma especialidade da casa e da região, um vitelo à milanesa com tomates e abobrinha assada (€ 42). O prato é bem diferente do que pensei. Imaginei um bife mais fino e veio três cubos de tenra carne de vitelo empanada com uma farinha de pão bem fresca. Estava bem temperado, mas confesso que prefiro o bife à milanesa que estou acostumado a comer. Os legumes que acompanharam o prato - abobrinha, pepino, berinjela e cenoura - estavam grelhados no ponto certo, ressaltando o sabor natural de cada um. Pulei a sobremesa, mas como Vera e Cláudia pediram, eles me serviram, delicadamente, um prato pequeno com um doce de frutas em calda espessa. Os mimos que acompanharam o café eram muitos, fazendo, perfeitamente, o papel de uma boa sobremesa. Destaco as fatias de frutas desidratadas que, a meu ver, passaram por um rápido processo de fritura.



coperto


gressinos


chips de legumes e folhas


gaspacho de tomate com mussarela de búfala e molho de manjericão


sopa de amaranto com alcaparras


risoto com pinhões torrados, tomates verdes e camarão cru 


vitelo à milanesa com tomates e abobrinha assada



acompanhamentos do café espressso


fatias de frutas desidratadas que acompanharam o café espresso



Valor que me coube no total da conta: € 175.

Minha avaliação: * * * *. O Cracco ocupa o 82º lugar na lista dos 100 melhores restaurantes do mundo, segundo a revista britânica The Restaurant, edição 2013. Ostenta duas estrelas Michelin. É um restaurante que merece ser conhecido.

Gastronomia Milão (Itália)

UM CAVALO, UM CANTOR, UM CARRO, UMA FRUSTRAÇÃO EM MILÃO

O dia amanheceu sem chuva na terça-feira, dia 29 de outubro de 2013. Tínhamos combinado de tomar café da manhã juntos às 9 horas. Acordei com vontade de dormir mais, mas desci para um bom repasto na companhia de Vera e Cláudia no restaurante do Maison Moschino. Elas iriam conhecer a Pinacoteca di Brera, o Castello Sforcezco e a famosa Santa Ceia, de Leonardo Da Vinci. Eu já conhecia todas estas atrações, não comprando o ingresso antecipado para a Santa Ceia, que era conjugado com a pinacoteca, antecipadamente, pela internet, como elas o fizeram. E se não fosse assim, não conheceriam a pintura de Leonardo, pois só se entra com agenda prévia. Assim, teria uma manhã e uma tarde para andar sozinho pela cidade, uma vez que nos encontraríamos para almoçar no Cracco. Terminado o café, combinamos de nos encontrar às 12:30 horas na porta do restaurante reservado, subi e deitei de novo, tirando uma breve soneca. Saí às 11 horas do hotel. Decidi caminhar até a Piazza Duomo, parando em frente às edificações que eu achava mais interessante para fazer algumas fotos. Praticamente fiz o mesmo caminho que fizemos na noite anterior para voltar ao hotel, só que em sentido inverso. Quando passava em frente à Pinacoteca di Brera, me chamou a atenção um senhor que solava algumas árias de ópera, acompanhado por um pequeno som. Muita gente parava para ouvir, dando alguns euros. O mais incrível é que bem perto fica o Palazzo Cusani, onde há uma escola de música erudita e ensaiavam ópera, sendo possível ouvir as pessoas cantando do lado de fora. Uma perfeita sinergia entre o senhor e os alunos da escola. Este palácio é muito bonito, com uma bela escultura de um cavalo em sua entrada (que ilustra esta postagem), chamada Cavallo Impennatto, de Aligi Sassu, 1960. Segui em frente, virando à esquerda na Via Monte di Pietà, caminhando até a entrada da estação de metrô Montenapoleone, onde parei para fotografar uma estranha estrutura de mármore que fica em frente ao Emporio Armani Caffè. Neste caminho, há inúmeras galerias de arte, com obras as mais variadas possíveis. Naquele momento, decidi me presentear com uma pulseira de couro e prata, acessório que tinha visto em uma revista de bordo. Na cabeça veio a grife Bottega Veneta. Estava bem perto da Via Montenapoleone onde há uma grife desta loja. Dirigi-me para ela. Entrei na loja e fui recebido por um mal humorado vendedor, daqueles que te olham da cabeça aos pés e o julgam pela roupa que você está vestido. E eu estava com uma calça sintética, impermeável por causa da chuva, da Nike, marca que alguns vendedores de lojas de grife abominam. Pedi para olhar uma pulseira. Ele me deixou em pé, trazendo-me, em seguida, um único modelo. Tinha gostado dela. Enquanto experimentava, ele me disse que ela custava caro (€ 480). Aquilo me deu uma raiva! Não tinha perguntado nada, estava ainda experimentando, e o cara vinha com tal afirmação. A pulseira não fechou em meu pulso. Fui embora irritadíssimo. Já era quase meio-dia e ainda estava distante do restaurante. Apertei o passo, percorrendo todo o Corso Vittorio Emanuele II, sem prestar atenção em nada. Só fui focar alguma coisa quando vi um carro da Fiat, modelo 500 todo adesivado com as frases: "tua, mia e nostra";  e "yours, mine and ours"; escritas em diversos tamanhos e fontes. Era a versão milanesa dos carros para aluguel como as famosas bicicletas de Paris que hoje existem em várias cidades do mundo. Este carro estava parado perto do Duomo di Milano, bem próximo do Palazzo Reale di Milano. Segui em frente. Neste momento, percebi que estava sendo seguido por um homem. Entrei na loja da Benetton e ele ficou na porta. Quando sai, ele continuou no meu encalço. Procurei rapidamente uma polícia e para perto dela me dirigi. Ele deixou de me seguir, indo em direção contrária, mas sempre olhando para trás para ver onde eu estava. Quando ele não mais estava no meu horizonte, fui para o restaurante, encontrando-me com Cláudia e Vera antes de chegar ao local marcado. Fizemos uma horinha em uma loja de cosméticos, esperando dar a hora do restaurante abrir, o que aconteceu às 12:30 horas. Ainda não desistira da pulseira. Uma tarde inteira me esperava.


sábado, 9 de novembro de 2013

IL LUOGO DI AIMO E NADIA - GASTRONOMIA EM MILÃO (ITÁLIA)

Endereço: Via Privata Raimondo Montecuccoli, 6, Milão, Itália (www.aimoenadia.com)

Contato: +39 02 416886 - Reservas: info@aimoenadia.com

Especialidade: culinária italiana, com destaque para a cozinha da Toscana, sob o comando dos chefs Fabio Pisani e Alessandro Negrini.

Quando fui: noite de 28 de outubro de 2013, segunda-feira. Éramos 03 pessoas com reserva feita por e-mail com mais de um mês de antecedência. Quando chegamos, já identificaram Cláudia, como responsável pela reserva, e nos acomodaram em uma mesa redonda mais ao fim do salão, perto de duas mesas ocupadas por chineses que nada falavam durante todo o jantar. Nas paredes e no centro da mesas, obras de arte, o que confere ao lugar um ar de galeria. Ficamos mais de duas horas no local.

Serviço: bom, embora o excesso de sorrisos dos atendentes, o que nos soou um pouco falso, nos incomodou. Logo na entrada, já ofereceram para guardar nossos casacos e paletós. Uma sommelier nos auxiliou na escolha do vinho. Os pratos não demoraram muito a chegar à mesa. Não há wi-fi disponível para os clientes, fato comum nos restaurantes mais refinados da Itália.

O que bebemos: começamos aceitando uma taça (€15) do espumante Franciacorta edição especial para o restaurante. Não gostamos. Bem fraquinha. O vinho da noite foi o tinto italiano Barolo G.D. Vajra 2009 (€ 110), de Bricco delle Viole, com 14,5% de álcool. Bom corpo, boca longa, harmonização de média para fraca com o menu degustação que escolhemos. Acompanhou o vinho a água mineral sem gás Sparea. Desta vez, nada de café espresso ao final, pois queria ter uma boa noite de sono.

O que comi: embora com a promessa de não mais pedir menu degustação, ao ver o cardápio, resolvemos escolher uma das opções existentes. Pedimos o menu Grand Tour Italia (€ 90), composto por cinco pratos. Antes, o coperto de sempre foi colocado à mesa, com pães, focaccias e gressinos. Eis a sequência dos pratos, todos com bela apresentação e bem aromáticos:
1. fungi porcini freschi dorati in mandirle di Toritto, con zuchine in fiore, mozzarella di bufala e profumo di cacao. Um bom prato, com os cogumelos frescos levemente tostados com amêndoas, servidos com flor de abobrinha, mussarela de búfala e cacau em pó.



2. cicerchie delle Murge in crema con marasciuolo selvatico, mosto cotto di fichi, lampaspioni e olive Nolche, con biscotto mostacciolo. Um creme de cicerchie, uma espécie de feijão, um pouco mais arredondado e mais claro, comum em certas regiões italianas, com uma erva local, um mosto de figos cozidos, cebolinhas, azeitonas e um biscoito típico. Não gosto de sopa, motivo pelo qual, passei batido. Nem foto tirei.

3. spaghettoni di grano duro di Benedetto Cavalieri al cipollotto fresco e peperoncino con fio d'olio e basilico ligure. Massa bem simples e muito aromática, feita com grano duro de procedência específica, com cebolas frescas, pimentões, azeite e manjericão da Ligúria.



4. seppia arricciata a mano farcita di baccalà, erva lippia e mele Annurca in succo di peperoni di Carmagnola arrostiti. O pior prato, embora muito bonito. Lula recheada com bacalhau, com calda de maçã, erva e um molho de pimentão. Nada harmonizou com o vinho tinto, como já era esperado, e seu sabor me lembrava maresia.



5. tirami-sud: crema allo yogurt e mascarpone, biscotto al caffè ricotta al bergamotto e capperi di Pantelleria canditi al miele. Uma brincadeira com a tradicional sobremesa italiana, o tiramisù. Um creme com iogurte e queijo mascarpone, calda de tangerina, crocante de café com ricota e uma inusitada alcaparra confitada com mel. O sabor não me agradou. Creio porque eu não seja muito fã de alcaparras.





Valor que me coube no total da conta: € 150.

Minha avaliação: * * 1/2.  Restaurante com mais de 50 anos de histórias, frequentando nos últimos anos a lista dos melhores na Itália. Integra o seleto grupo do Le Soste e tem duas estrelas Michelin. Além de todo este arcabouço de prêmios, alguns dos mais badalados chefs brasileiros são vistos com frequência nas mesas deste restaurante. Com tanto ponto positivo, foi uma pena não termos gostado de nossa experiência no Il Luogo di Aimo e Nadia.

Gastronomia Milão (Itália)

MAISON MOSCHINO



Como já escrevi em postagem anterior, deixamos nossa bagagem no hotel Maison Moschino por volta de 10:30 horas da segunda-feira, 28 de outubro de 2013, fizemos o check in, mas não foi possível entrar nos quartos, que estariam liberados somente a partir das 14 horas. Lembro também que Emi e Rogério nos aconselharam a não ficar no 4º andar, por causa das janelas minúsculas e do tamanho diminuto do quarto. Voltamos ao hotel somente no início da noite. Entramos no seu hall às 18:50 horas, passamos na recepção para pegar as chaves dos quartos, perguntando em quanto tempo um táxi nos levaria do hotel para o restaurante Il Luogo di Aimo e Nadia. O tempo seria de aproximadamente vinte minutos. Decidimos sair às 20 horas, já que tínhamos reserva confirmada para jantar às 20:30 horas. Pegamos as chaves dos nossos quartos. Cláudia e Vera ficaram no terceiro e eu no quarto andar (416). Resolvi pagar para ver! As malas já estavam nos respectivos quartos. Ao abrir a porta, constatei que os meninos tinham razão: o quarto é minúsculo, mas bem decorado, com umas trepadeiras de plástico tomando conta de parte da parede. Os móveis imitam mobília antiga, mas com material moderno. Quanto às janelas, tinham quatro quadradinhos bem pequenos, impossíveis de abrir. Ali era uma espécie de sótão. Não tinha um lugar apropriado para abrir a mala, o que tive que fazer sobre a cama. Tinha que ser rápido, pois um banho era necessário. Ao entrar no banheiro, outro choque, pois a bancada da pia não cabia absolutamente nada. Fiquei a imaginar como estariam se virando as minhas amigas, caso o quarto delas fosse no mesmo estilo. O box mal me cabia. Torneiras e chuveiro com design moderno, mas pouco funcionais. Para abrir o chuveiro, há duas opções: ou você entra, fica debaixo dele e abre, tomando um jato de água fria (ou fervendo), ou abre pelo lado de fora e molha tudo. Ao olhar o vaso, senti um receio, pois ele, também de design, era pregado na parede e não fixo no chão, estando levemente inclinado para a frente. Com meus 99 quilos não poderia acontecer outra coisa: sentei e ele fez um barulho se soltando mais um pouco da parede. Pulei fora e fiquei me equilibrando. Muito cômico. Ao entrar no chuveiro, outra surpresa desagradável antes de abrir a torneira: o piso, de mármore branco, era solto, pois era um quadrado, com os frisos funcionando como ralo. Se eu não ficasse no centro do quadrado, ela um tal de solta daqui e dali, exigindo uma habilidade de surfista para ficar nele equilibrado. E para completar o caos, o chuveiro estava travado, só saindo água muito quente. Foi um horror conseguir tomar o banho, que de relaxante não teve nada. Após enxugar, liguei imediatamente para a recepção relatando o caso. Em menos de cinco minutos apareceu um mensageiro que não falava inglês para me ensinar a mexer no chuveiro. Claro que ele não conseguiu destravar e, apesar dos meus vários alertas, tomou uma chuveirada de roupa e tudo, pois ficou mexendo na torneira embaixo do chuveiro. Mostrei o vaso a ele, dizendo, em italiano, que queria trocar de quarto. Ele pediu para eu esperar. Esperei por dez minutos e como não tive nenhum retorno, liguei novamente para a recepção. Outra atendente me falou para esperar, pois o mensageiro iria consertar os defeitos. Com muita calma, eu argumentei que não iria esperar fixarem um vaso na parede, que queria trocar de quarto imediatamente e que queria ir para um que tivesse janela com possibilidade de abrir. Ela ainda tentou dizer que eles consertariam rapidinho, mas quando falei mais duramente que estava de férias, que tinha um compromisso dali a alguns minutos e que não queria ficar estressado, a contragosto, ela pediu-me que esperasse cinco minutos. Neste prazo, o mesmo mensageiro, já com outra roupa, bateu em minha porta, entregando-me outra chave e ajudando-me a transportar a minha bagagem para o terceiro andar. Fiquei em quarto um pouco maior, o 306, com decoração diferente, desta vez um lustre em forma de abelha e muitos Zs pela parede e teto davam o ar contemporâneo ao dormitório. O banheiro tinha um box maior, o vaso estava fixado rente à parede e havia uma pequena bancada na pia para colocar as minhas coisas. A janela era imensa, tinha tratamento acústico e se abria para a rua em frente ao hotel. Fui para meu banho relaxante. As amenities eram bem agradáveis, todas da grife Moschino, a mesma que abastece o luxuoso spa do hotel localizado no segundo piso. Descobri que o prédio fora uma estação de trens, reformada para ser um hotel de design, com 65 quartos, com 15 tipos de decorações diferentes. Por falar em decoração, é o que mais chama a atenção dos hóspedes, especialmente a das áreas comuns e de trânsito, como as nuvens que enfeitam o teto do hall, especialmente as em forma de carneiro, as luminárias em forma de vestidos, as cadeiras do restaurante como se estivessem vestidas para um baile de gala e os quadros com botões que enfeitam as paredes deste mesmo restaurante. Por falar em café da manhã, ele era muito bom e variado. Apesar dos problemas, depois que eles foram resolvidos, não tive mais nenhum tipo de aborrecimento em minha curta estadia no Maison Moschino. Vera e Cláudia estavam no quarto 302 e também reclamaram do seu tamanho. A bancada da pia delas era inexistente e Cláudia viajava com doze necessaires! Ela foi a que mais reclamou da falta de espaço. O quarto delas tinha a mesma decoração que o meu. Antes de sairmos para jantar, Cláudia percebeu que as garrafas de vinho que ela tinha comprado na última noite em Alba tinham ficado no carro, entregue na manhã daquele dia. Ligou para a Hertz, mas não teve sorte, pois informaram que nada tinha sido encontrado. Uma pena!