Acordei cedo na manhã da quarta-feira, dia 30 de outubro de 2013, véspera de meu aniversário. Dia nublado, frio, sem chuva. Depois de um bom banho, acabei de arrumar as malas e desci para o restaurante do hotel, onde Cláudia e Vera já me aguardavam para nosso café da manhã de despedida dupla. A primeira despedida era de Milão, pois nós três partiríamos naquela manhã da cidade. A segunda despedida era porque eu seguiria viagem para Paris e elas para Porto, em Portugal. Terminado a primeira refeição da manhã, despedimo-nos. Voltei para o quarto, troquei de roupa e desci imediatamente para fazer o check out. Meu voo estava marcado para 12:55 horas, saindo do Aeroporto de Linate, o segundo aeroporto da cidade, de onde partem voos internos e para alguns países europeus. Comprei a passagem em final de julho pelo site da Air France. O trecho Milão-Paris sairia por R$ 1.800,00. Quando coloquei ida e volta para o percurso Milão-Paris-Milão, a passagem caiu para R$ 381,90. Claro que comprei desta forma, colocando uma data qualquer para o trecho Paris-Milão que jamais utilizaria. Em um e-mail da Air France, aconselhavam chegar com três horas de antecedência ao aeroporto. Assim, decidi sair do hotel Maison Moschino às 9:20 horas, pois o trajeto do hotel ao aeroporto, cuja distância não chega a 10 km, seria de, aproximadamente, meia hora, conforme informado pela recepção do hotel. Enquanto fazia o check out, a recepcionista chamou um táxi para mim. O acerto de contas foi rápido, pois antes do check in, o hotel já havia feito uma pré-autorização em meu cartão de crédito. Para não ter trabalho, preferi fazer o pagamento final com o mesmo cartão. Nem foi necessário entregá-lo para a recepcionista. Apenas conferi as despesas e dei um ok. Por duas noites, taxas e despesa de frigobar (água), paguei € 311,50. O táxi chegou em menos de cinco minutos na porta do hotel. Malas no bagageiro e fomos para Linate. O motorista não deu uma palavra sequer durante o trajeto. Gastamos cerca de vinte minutos para chegar. O aeroporto é bem menor do que o Malpensa, o maior e mais distante de Milão. A corrida ficou em € 25. Já no saguão, procurei os balcões da Air France, que ficam em uma espécie de anexo, no Terminal 1. Na verdade, o check in é compartilhado com a Alitalia. Não havia fila. No balcão, ao entregar o bilhete para a atendente, ela disse que não poderia realizar meu check in naquele momento, pois estava fechando o voo das 11 horas. Para meu voo, o despacho de bagagens estaria aberto somente com duas horas de antecedência. Fiquei a me questionar porque a Air France aconselhava chegar com três horas se a Alitalia só aceitava despachar as malas com duas horas. O pior é que o aeroporto é apertado e tem grande movimento, com poucos lugares para sentar. Fui para o Terminal 2 e depois de muito rodar com as malas, achei uma cadeira desocupada. Sentei, abri o livro As Brasas e li para passar o tempo. Às 11 horas, retornei ao balcão da Alitalia. Só deixaram eu despachar as malas depois de ter feito o check in no terminal de auto atendimento. Malas despachadas, cartão de embarque nas mãos, dirigi-me para a sala de embarque, passando pelo controle de passaporte, que foi muito rápido, e pelo raio x, onde tive que tirar relógio, cinto, botas, iPad e celular de dentro da bolsa. Quando cheguei no portão de embarque, me senti em um aeroporto brasileiro. Estava lotado, com gente sentada no chão, filas sendo formadas, mesmo com o anúncio que o embarque seria feito por setores. Fiquei em pé perto do portão por onde embarcaria. No horário marcado, começaram a fazer o embarque, com os passageiros de classe executiva e/ou com o respectivo cartão fidelidade na categoria maior e aqueles acompanhados por crianças de colo em primeiro lugar. Não há prioridade para pessoas idosas, que ficam na fila como todos os outros passageiros. Presenciei a mesma aglomeração que os brasileiros fazem na frente do portão de embarque, ignorando totalmente a sequência informada pela companhia aérea. Parece que o sentimento é o mesmo. Todos preferem viajar com bagagem de mão e querem entrar primeiro para garantir um espaço no bagageiro interno da aeronave. Embarquei assim que acabaram as prioridades. Acomodei a mala de mão no bagageiro acima do meu assento e esperei a decolagem. O voo estava completamente lotado. Pousamos em Paris, no Aeroporto Charles de Gaulle no horário previsto. Desembarquei no Terminal 2. A mala demorou um pouco a aparecer na esteira. Cheguei ao saguão do aeroporto perto de 15 horas, onde Manuel, o motorista português da empresa Flynet Europe já me aguardava com uma placa na qual estava escrito meu nome. Ainda em Alba, contratei o serviço de traslado aeroporto-hotel-aeroporto, via internet, fazendo o pagamento pelo PayPal. Pelo serviço, paguei € 174,60. É caro, mas preferi não ter que procurar um táxi, ficar parado no trânsito e correr o risco de ver o taxímetro rodar, pagando muito mais. Também não queria arrastar mala para pegar um trem e depois um metrô. O trajeto até o hotel Holiday Inn Notre Dame (4, rue Danton) foi demorado, pois além do trânsito travado, havia um acidente com um caminhão na estrada. O motorista foi muito simpático e conversou bastante comigo. O sol queria sair, mas quando chegamos ao hotel, o tempo já estava bem fechado, com sinais de que choveria a qualquer instante. Demoramos mais de uma hora para chegar ao hotel. O check in foi muito rápido. Chequei se Emi e Rogério já estavam no hotel, mas ainda não tinham feito o respectivo check in. Fiquei no quinto andar, quarto 503. O quarto não é grande, com pouco espaço para circular e colocar a mala, mas é bem aconchegante, com decoração em tons de rosa choque e de lilás. Banheiro moderno, com parede de vidro para o quarto, o que garante maior luminosidade interna. Desfiz as malas. Foi o tempo de Rogério e Emi me ligarem. Já estavam no hotel, quarto 602. O deles era mais apertado, pois tinha uma varanda, já que era o único local onde era permitido fumar, fator essencial para Emi. Combinamos de sair por volta de 18 horas para dar uma volta e jantarmos, pois estávamos com fome. Nem eles, nem eu tínhamos almoçado. Eu fiz um lanche bem fraquinho no avião. Quando descemos, tivemos que voltar para o quarto, pois chovia muito e a temperatura estava na casa dos 10º C. Era necessário uma capa de chuva, guarda-chuva e um cachecol. Começamos nossa caminhada, mesmo com chuva, pela região do Boulevard Saint-Germain, na altura do Carrefour de l'Odéon, perto do nosso hotel, às 18:30 horas. A decisão era andar o menos tempo possível na chuva, procurar um restaurante e jantar. Hélida G., minha amiga de Brasília, tinha indicado um bistrô nas proximidades, o Le Comptoir, restaurante do Hôtel Relais Saint-Germain (9, Carrefour de l'Odéon). Rumamos para lá. Por sorte, tinha apenas uma pequena mesa redonda, em um canto super apertado, onde cabiam duas pessoas. Não sei como, mas a mesa acomodou nós três. Depois do jantar, não mais chovia, mas eu estava bem cansado para sair. Voltei para o hotel, enquanto Emi e Rogério foram para o Marais.
Um pouco de tudo do que curto: cinema, tv, teatro, artes plásticas, enogastronomia, música, literatura, turismo.
Pesquisar este blog
Mostrando postagens com marcador Maison Moschino. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Maison Moschino. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
DE MILÃO PARA PARIS
Marcadores:
Charles de Gaulle,
Flynet Europe,
França,
Holiday Inn Notre Dame,
Hôtel Relais Saint-Germain,
Itália,
Le Comptoir,
Linate,
Maison Moschino,
Milão,
Paris
domingo, 10 de novembro de 2013
UM CAVALO, UM CANTOR, UM CARRO, UMA FRUSTRAÇÃO EM MILÃO
sábado, 9 de novembro de 2013
MAISON MOSCHINO
Como já escrevi em postagem anterior, deixamos nossa bagagem no hotel Maison Moschino por volta de 10:30 horas da segunda-feira, 28 de outubro de 2013, fizemos o check in, mas não foi possível entrar nos quartos, que estariam liberados somente a partir das 14 horas. Lembro também que Emi e Rogério nos aconselharam a não ficar no 4º andar, por causa das janelas minúsculas e do tamanho diminuto do quarto. Voltamos ao hotel somente no início da noite. Entramos no seu hall às 18:50 horas, passamos na recepção para pegar as chaves dos quartos, perguntando em quanto tempo um táxi nos levaria do hotel para o restaurante Il Luogo di Aimo e Nadia. O tempo seria de aproximadamente vinte minutos. Decidimos sair às 20 horas, já que tínhamos reserva confirmada para jantar às 20:30 horas. Pegamos as chaves dos nossos quartos. Cláudia e Vera ficaram no terceiro e eu no quarto andar (416). Resolvi pagar para ver! As malas já estavam nos respectivos quartos. Ao abrir a porta, constatei que os meninos tinham razão: o quarto é minúsculo, mas bem decorado, com umas trepadeiras de plástico tomando conta de parte da parede. Os móveis imitam mobília antiga, mas com material moderno. Quanto às janelas, tinham quatro quadradinhos bem pequenos, impossíveis de abrir. Ali era uma espécie de sótão. Não tinha um lugar apropriado para abrir a mala, o que tive que fazer sobre a cama. Tinha que ser rápido, pois um banho era necessário. Ao entrar no banheiro, outro choque, pois a bancada da pia não cabia absolutamente nada. Fiquei a imaginar como estariam se virando as minhas amigas, caso o quarto delas fosse no mesmo estilo. O box mal me cabia. Torneiras e chuveiro com design moderno, mas pouco funcionais. Para abrir o chuveiro, há duas opções: ou você entra, fica debaixo dele e abre, tomando um jato de água fria (ou fervendo), ou abre pelo lado de fora e molha tudo. Ao olhar o vaso, senti um receio, pois ele, também de design, era pregado na parede e não fixo no chão, estando levemente inclinado para a frente. Com meus 99 quilos não poderia acontecer outra coisa: sentei e ele fez um barulho se soltando mais um pouco da parede. Pulei fora e fiquei me equilibrando. Muito cômico. Ao entrar no chuveiro, outra surpresa desagradável antes de abrir a torneira: o piso, de mármore branco, era solto, pois era um quadrado, com os frisos funcionando como ralo. Se eu não ficasse no centro do quadrado, ela um tal de solta daqui e dali, exigindo uma habilidade de surfista para ficar nele equilibrado. E para completar o caos, o chuveiro estava travado, só saindo água muito quente. Foi um horror conseguir tomar o banho, que de relaxante não teve nada. Após enxugar, liguei imediatamente para a recepção relatando o caso. Em menos de cinco minutos apareceu um mensageiro que não falava inglês para me ensinar a mexer no chuveiro. Claro que ele não conseguiu destravar e, apesar dos meus vários alertas, tomou uma chuveirada de roupa e tudo, pois ficou mexendo na torneira embaixo do chuveiro. Mostrei o vaso a ele, dizendo, em italiano, que queria trocar de quarto. Ele pediu para eu esperar. Esperei por dez minutos e como não tive nenhum retorno, liguei novamente para a recepção. Outra atendente me falou para esperar, pois o mensageiro iria consertar os defeitos. Com muita calma, eu argumentei que não iria esperar fixarem um vaso na parede, que queria trocar de quarto imediatamente e que queria ir para um que tivesse janela com possibilidade de abrir. Ela ainda tentou dizer que eles consertariam rapidinho, mas quando falei mais duramente que estava de férias, que tinha um compromisso dali a alguns minutos e que não queria ficar estressado, a contragosto, ela pediu-me que esperasse cinco minutos. Neste prazo, o mesmo mensageiro, já com outra roupa, bateu em minha porta, entregando-me outra chave e ajudando-me a transportar a minha bagagem para o terceiro andar. Fiquei em quarto um pouco maior, o 306, com decoração diferente, desta vez um lustre em forma de abelha e muitos Zs pela parede e teto davam o ar contemporâneo ao dormitório. O banheiro tinha um box maior, o vaso estava fixado rente à parede e havia uma pequena bancada na pia para colocar as minhas coisas. A janela era imensa, tinha tratamento acústico e se abria para a rua em frente ao hotel. Fui para meu banho relaxante. As amenities eram bem agradáveis, todas da grife Moschino, a mesma que abastece o luxuoso spa do hotel localizado no segundo piso. Descobri que o prédio fora uma estação de trens, reformada para ser um hotel de design, com 65 quartos, com 15 tipos de decorações diferentes. Por falar em decoração, é o que mais chama a atenção dos hóspedes, especialmente a das áreas comuns e de trânsito, como as nuvens que enfeitam o teto do hall, especialmente as em forma de carneiro, as luminárias em forma de vestidos, as cadeiras do restaurante como se estivessem vestidas para um baile de gala e os quadros com botões que enfeitam as paredes deste mesmo restaurante. Por falar em café da manhã, ele era muito bom e variado. Apesar dos problemas, depois que eles foram resolvidos, não tive mais nenhum tipo de aborrecimento em minha curta estadia no Maison Moschino. Vera e Cláudia estavam no quarto 302 e também reclamaram do seu tamanho. A bancada da pia delas era inexistente e Cláudia viajava com doze necessaires! Ela foi a que mais reclamou da falta de espaço. O quarto delas tinha a mesma decoração que o meu. Antes de sairmos para jantar, Cláudia percebeu que as garrafas de vinho que ela tinha comprado na última noite em Alba tinham ficado no carro, entregue na manhã daquele dia. Ligou para a Hertz, mas não teve sorte, pois informaram que nada tinha sido encontrado. Uma pena!
DE CARRO ENTRE ALBA E MILÃO
Segunda-feira, 28 de outubro de 2013, dia de deixar Alba, no Piemonte, e seguir para Milão, na Lombardia. A distância entre estas duas cidades é de aproximadamente 120 Km, trecho que fizemos de carro. Sempre durmo mal quando tenho que viajar em horário muito cedo. E desta vez não foi diferente. Acordei várias vezes durante a noite, até que resolvi levantar por volta de 05:30 horas. Acabei de arrumar as malas, deixando para trás algumas roupas velhas, que já estava cansado de usar. Peso a menos na bagagem! Depois de um banho longo, quente e relaxante, desci para o café da manhã. Estava só, pois Emi e Rogério já deviam estar na estação ferroviária seguindo viagem para a França. Aproveitei para comer uma iguaria local que até então não tinha experimentado, a torta de avelãs. Estava boa. Em seguida, últimas peças na mala, descendo para fazer o check out no Hotel I Castelli. Minha conta ficou em € 489 por quatro noites, consumo de água do frigobar e taxas locais. Foi um dos acertos mais rápidos que já fiz em hotel. Não demorei nem cinco minutos no balcão, pois tudo já estava pronto, faltando apenas o meu pagamento. Creio que se tivesse optado em pagar com cartão de crédito, teria sido mais rápido ainda, mas resolvi pagar em dinheiro, operação que tinha troco. Fiquei sentado na recepção do hotel, lendo o livro As Brasas, aguardando Cláudia e Vera passarem por lá para me pegar. O horário combinado era 08:15 horas, mas elas enviaram uma mensagem por whatsapp dizendo que se atrasariam uns quinze minutos. Antes de 08:30 horas, Cláudia estacionou o 500 L em frente ao hotel. O carro já estava preparado para me receber, com malas e sacolas ocupando todo o porta-malas, bem como o espaço de duas pessoas no banco traseiro. Restava apenas um lugar solitário, atrás do motorista, onde me sentei, após arrumar minhas duas malas, uma grande e uma de mão, nos espaços livres. Com tudo no seu devido lugar, Vera escreveu o endereço de nosso hotel em Milão, o Maison Moschino (Viale Monte Grappa, 12b), no Google Maps. O aplicativo traçou o nosso trajeto, informando que o tempo médio do percusso seria de uma hora e quarenta e sete minutos. Seguimos viagem. A estrada é boa, embora com algumas falhas no asfalto em determinados trechos, e muito movimentada. Há um pedágio neste trecho. Durante a viagem, conversamos, rimos muito e nem vimos o tempo passar. No prazo indicado pelo aplicativo, chegamos no hotel, sem nenhum erro. Paramos o carro na porta, vindo logo um mensageiro para nos ajudar com a bagagem. Assim que paramos, fiquei gritando: libertem Mandela, libertem Mandela, uma piadinha sobre como estava me sentindo dentro do carro. Cláudia se acabou de tanto rir. Enquanto ele retirada tudo, fizemos o check in. No entanto, só poderíamos entrar nos quartos a partir das 14 horas. Emi e Rogério tinham ficado neste mesmo hotel antes de nos encontrar em Alba. Eles deram a dica para para não ficarmos no quarto andar, pois neste piso os quartos são muito pequenos e com janelas minúsculas, dando a sensação de uma prisão. Não falamos deste detalhe com a recepcionista. Deixamos as malas sob os cuidados do hotel e saímos para entregar o carro na Hertz, que ficava relativamente perto de onde estávamos. Mais uma vez utilizamos o Google Maps para chegar na locadora de veículos. Não existe uma loja física da Hertz no endereço indicado para a devolução, que deve ser feita em uma garagem subterrânea. Isto nos confundiu um pouco, mas conseguimos acertar a entrada do tal estacionamento. A entrega foi muito rápida. Não olharam nada no carro e como ninguém queria recibo, e com tudo debitado no cartão de crédito, deixamos a chave do carro e subimos a rampa. Começava ali nosso longo passeio pelas ruas de Milão, cidade onde já estivera por duas vezes. Vera também já a conhecia. Milão era novidade para Cláudia.
Assinar:
Postagens (Atom)