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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

LE COMPTOIR - GASTRONOMIA EM PARIS (FRANÇA)


Endereço: 9, carrefour de l'Odéon, Paris, França (www.hotel-paris-relais-saint-germain.com)

Contato: +33 (0) 1 44 27 07 97 - hotelrsg@wanadoo.fr

Especialidade: comida de bistrô, com destaque para a culinária francesa mais clássica, sob o comando do chef Yves Camdeborde. Tem um toque de brasserie. O restaurante dá prioridade para os produtos da estação e aos vinhos franceses.

Quando fui: noite de 30 de outubro de 2013, quarta-feira. Éramos 03 pessoas, sem reserva. Chegamos por volta de 19 horas, quando o movimento nos restaurantes parisienses já é grande. Tivemos sorte de ter uma mesa vazia, no fundo à esquerda da entrada, em um canto bem apertado. Foi difícil acomodar nós três, mas deu certo. O restaurante tem clima de bistrô, com iluminação amarela, mesas super coladas umas nas outras. As mesas da calçada são as mais disputadas. Bem típico de Paris sentar em mesas pequenas, de frente para a rua, vendo a cidade passar. Ficamos mais de uma hora e meia no local.

Serviço: a garçonete que começou a nos atender era muito atrapalhada. Primeiro queria saber o que pediríamos em tempo recorde e depois não anotou os pedidos. Obviamente que um dos pratos veio errado, o de Emi. Depois, houve troca, passando um homem a servir nossa mesa, quando o atendimento melhorou sensivelmente. Os pratos chegaram muito rápido à mesa. wi-fi mediante solicitação de senha.

O que bebemos: compartilhamos uma garrafa do vinho tinto francês La Vista Domaine Ribiera 2011 (€ 29), um vin pays d'hérault, elaborado 100% cinsault, com 13% de álcool. Vinho simples, mas que não fez feio no jantar, harmonizando bem com meu prato principal. Para acompanhar, a horrenda carafe d'eau, ou seja, uma garrafa de água da torneira, muito comum na França, sempre uma cortesia da casa. Ao final, um belo café espresso (€ 2,20).

O que comi: assim que sentamos, colocaram no centro da mesa um cesto com um delicioso pão preto, sem custo para nós. Pedi de entrada uma salade gourmande: haricots verts, artichauds et foie gras (€ 16). Trata-se de uma bem servida salada de vagem cozida, alcachofras e fatias generosas de uma terrine de foie gras. Gostei da mistura de texturas e sabores. Como prato de fundo, escolhi o cochon de lait braisé et rôti lentilles en ragout (€ 26). Outro prato bem servido, consistindo de carne de leitão assada na brasa com um ragu de lentilhas. Mistura inusitada, com sabor forte, um pouco enjoativo para mim. Uma profusão de ervas frescas temperava o ragu e conferia ao prato um agradável aroma. Finalizei com um crême brûlée au café (€ 7). Inovaram a clássica sobremesa francesa. O gosto ficou muito forte. Prefiro a receita original.


salade gourmande: haricots verts, artichauds et foie gras


cochon de lait braisé et rôti lentilles en ragout 


crême brûlée au café

Valor que me coube no total da conta: € 50.

Minha avaliação: * * *. Boa indicação da minha amiga Hélida G.

Gastronomia Paris (França)

DE MILÃO PARA PARIS

Acordei cedo na manhã da quarta-feira, dia 30 de outubro de 2013, véspera de meu aniversário. Dia nublado, frio, sem chuva. Depois de um bom banho, acabei de arrumar as malas e desci para o restaurante do hotel, onde Cláudia e Vera já me aguardavam para nosso café da manhã de despedida dupla. A primeira despedida era de Milão, pois nós três partiríamos naquela manhã da cidade. A segunda despedida era porque eu seguiria viagem para Paris e elas para Porto, em Portugal. Terminado a primeira refeição da manhã, despedimo-nos. Voltei para o quarto, troquei de roupa e desci imediatamente para fazer o check out. Meu voo estava marcado para 12:55 horas, saindo do Aeroporto de Linate, o segundo aeroporto da cidade, de onde partem voos internos e para alguns países europeus. Comprei a passagem  em final de julho pelo site da Air France. O trecho Milão-Paris sairia por R$ 1.800,00. Quando coloquei ida e volta para o percurso Milão-Paris-Milão, a passagem caiu para R$ 381,90. Claro que comprei desta forma, colocando uma data qualquer para o trecho Paris-Milão que jamais utilizaria. Em um e-mail da Air France, aconselhavam chegar com três horas de antecedência ao aeroporto. Assim, decidi sair do hotel Maison Moschino às 9:20 horas, pois o trajeto do hotel ao aeroporto, cuja distância não chega a 10 km, seria de, aproximadamente, meia hora, conforme informado pela recepção do hotel. Enquanto fazia o check out, a recepcionista chamou um táxi para mim. O acerto de contas foi rápido, pois antes do check in, o hotel já havia feito uma pré-autorização em meu cartão de crédito. Para não ter trabalho, preferi fazer o pagamento final com o mesmo cartão. Nem foi necessário entregá-lo para a recepcionista. Apenas conferi as despesas e dei um ok. Por duas noites, taxas e despesa de frigobar (água), paguei € 311,50. O táxi chegou em menos de cinco minutos na porta do hotel. Malas no bagageiro e fomos para Linate. O motorista não deu uma palavra sequer durante o trajeto. Gastamos cerca de vinte minutos para chegar. O aeroporto é bem menor do que o Malpensa, o maior e mais distante de Milão. A corrida ficou em € 25. Já no saguão, procurei os balcões da Air France, que ficam em uma espécie de anexo, no Terminal 1. Na verdade, o check in é compartilhado com a Alitalia. Não havia fila. No balcão, ao entregar o bilhete para a atendente, ela disse que não poderia realizar meu check in naquele momento, pois estava fechando o voo das 11 horas. Para meu voo, o despacho de bagagens estaria aberto somente com duas horas de antecedência. Fiquei a me questionar porque a Air France aconselhava chegar com três horas se a Alitalia só aceitava despachar as malas com duas horas. O pior é que o aeroporto é apertado e tem grande movimento, com poucos lugares para sentar. Fui para o Terminal 2 e depois de muito rodar com as malas, achei uma cadeira desocupada. Sentei, abri o livro As Brasas e li para passar o tempo. Às 11 horas, retornei ao balcão da Alitalia. Só deixaram eu despachar as malas depois de ter feito o check in no terminal de auto atendimento. Malas despachadas, cartão de embarque nas mãos, dirigi-me para a sala de embarque, passando pelo controle de passaporte, que foi muito rápido, e pelo raio x, onde tive que tirar relógio, cinto, botas, iPad e celular de dentro da bolsa. Quando cheguei no portão de embarque, me senti em um aeroporto brasileiro. Estava lotado, com gente sentada no chão, filas sendo formadas, mesmo com o anúncio que o embarque seria feito por setores. Fiquei em pé perto do portão por onde embarcaria. No horário marcado, começaram a fazer o embarque, com os passageiros de classe executiva e/ou com o respectivo cartão fidelidade na categoria maior e aqueles acompanhados por crianças de colo em primeiro lugar. Não há prioridade para pessoas idosas, que ficam na fila como todos os outros passageiros. Presenciei a mesma aglomeração que os brasileiros fazem na frente do portão de embarque, ignorando totalmente a sequência informada pela companhia aérea. Parece que o sentimento é o mesmo. Todos preferem viajar com bagagem de mão e querem entrar primeiro para garantir um espaço no bagageiro interno da aeronave. Embarquei assim que acabaram as prioridades. Acomodei a mala de mão no bagageiro acima do meu assento e esperei a decolagem. O voo estava completamente lotado. Pousamos em Paris, no Aeroporto Charles de Gaulle no horário previsto. Desembarquei no Terminal 2. A mala demorou um pouco a aparecer na esteira. Cheguei ao saguão do aeroporto perto de 15 horas, onde Manuel, o motorista português da empresa Flynet Europe já me aguardava com uma placa na qual estava escrito meu nome. Ainda em Alba, contratei o serviço de traslado aeroporto-hotel-aeroporto, via internet, fazendo o pagamento pelo PayPal. Pelo serviço, paguei € 174,60. É caro, mas preferi não ter que procurar um táxi, ficar parado no trânsito e correr o risco de ver o taxímetro rodar, pagando muito mais. Também não queria arrastar mala para pegar um trem e depois um metrô. O trajeto até o hotel Holiday Inn Notre Dame (4, rue Danton) foi demorado, pois além do trânsito travado, havia um acidente com um caminhão na estrada. O motorista foi muito simpático e conversou bastante comigo. O sol queria sair, mas quando chegamos ao hotel, o tempo já estava bem fechado, com sinais de que choveria a qualquer instante. Demoramos mais de uma hora para chegar ao hotel. O check in foi muito rápido. Chequei se Emi e Rogério já estavam no hotel, mas ainda não tinham feito o respectivo check in. Fiquei no quinto andar, quarto 503. O quarto não é grande, com pouco espaço para circular e colocar a mala, mas é bem aconchegante, com decoração em tons de rosa choque e de lilás. Banheiro moderno, com parede de vidro para o quarto, o que garante maior luminosidade interna. Desfiz as malas. Foi o tempo de Rogério e Emi me ligarem. Já estavam no hotel, quarto 602. O deles era mais apertado, pois tinha uma varanda, já que era o único local onde era permitido fumar, fator essencial para Emi. Combinamos de sair por volta de 18 horas para dar uma volta e jantarmos, pois estávamos com fome. Nem eles, nem eu tínhamos almoçado. Eu fiz um lanche bem fraquinho no avião. Quando descemos, tivemos que voltar para o quarto, pois chovia muito e a temperatura estava na casa dos 10º C. Era necessário uma capa de chuva, guarda-chuva e um cachecol. Começamos nossa caminhada, mesmo com chuva, pela região do Boulevard Saint-Germain, na altura do Carrefour de l'Odéon, perto do nosso hotel, às 18:30 horas. A decisão era andar o menos tempo possível na chuva, procurar um restaurante e jantar. Hélida G., minha amiga de Brasília, tinha indicado um bistrô nas proximidades, o Le Comptoir, restaurante do Hôtel Relais Saint-Germain (9, Carrefour de l'Odéon). Rumamos para lá. Por sorte, tinha apenas uma pequena mesa redonda, em um canto super apertado, onde cabiam duas pessoas. Não sei como, mas a mesa acomodou nós três. Depois do jantar, não mais chovia, mas eu estava bem cansado para sair. Voltei para o hotel, enquanto Emi e Rogério foram para o Marais.