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domingo, 17 de março de 2013

GASTRONOMIA EM RECIFE (PE) - MARRUÁ



Endereço: Rua dos Navegantes, 363, Boa Viagem, Recife, Pernambuco (Recife Monte Hotel).

Contatos:  (81) 2121 0952

Diferencial: o farto couvert.

Especialidade: culinária internacional, com destaque para os pratos com frutos do mar.

Quando fui: almoço do dia 06 de março de 2013, quarta-feira. Estava com três pessoas. Quando chegamos, já era bem tarde, passando das 15 horas, motivo pelo qual o restaurante estava bem vazio. Ficamos em uma mesa que acomoda seis pessoas, no salão lateral.

Serviço: simpático, mas houve momentos em que nenhum garçom estava no salão para nos atender. Os pratos não demoraram para chegar. Há wi-fi gratuito, mediante fornecimento de senha.

O que bebi: duas latas de Coca Cola Zero, em copo com muito gelo. Ao final do almoço, pedi uma xícara de café espresso, mas me arrependi, pois estava muito forte.

O que comi: aceitamos o couvert (R$ 10,00), já que estávamos com muita fome depois de uma longa viagem de carro desde Campina Grande, Paraíba. O couvert é muito bem servido, quase uma refeição, com cesto de torradas e pães de queijo quentinhos, um pote grande com molho de cebola, outro do mesmo tamanho com molho de berinjela, ambos muito bem temperados, pedindo um pão para acompanhá-los, manteiga com sal, pasta de queijo, bem leve, quase sem tempero, e um prato com alface, tomate, cenoura cortada em juliene, crua, pepinos sem casca cortado em fatias verticais e azeitonas verdes em profusão. Fomos beliscando e conversando até chegar nossos pratos. No meu caso, optei pelo camarão que leva o nome da casa: camarão a marruá (R$ 46,00). São 180 gramas de camarão puxados na manteiga, com pimentão de três cores fatiados, cebola, arroz com brócolis e batata sauté (no menu, a batata era noisette). O prato é bem montado, muito aromático e com excelente tempero. Gostei muito. Para finalizar, pedi uma cartola (R$ 10,00), a tradicional sobremesa pernambucana feita com banana assada, gratinada com queijo do sertão e polvilhada com muito açúcar e canela.


couvert


camarão a marruá


cartola 

 Valor individual da conta: R$ 76,45.

Minha avaliação: * * *.

Gastronomia Recife (PE)

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

CRIOLINA - FIM DE FEIRA



22:20 horas. Segunda-feira. Estava já deitado quando uma mensagem soou no meu celular. Eram amigas me chamando para ir para a Criolina, famosa noite de segunda-feira que rola no Bar do Calaf, em Brasília. Respondi que já estava tarde e que não estava muito animado para sair de casa àquela hora. Vieram muitas outras mensagens até que me convenci, levantei da cama, joguei uma água no corpo e fui para a balada em plena segunda-feira. O que me levou a mudar de ideia foi a mensagem que dizia que a banda que faria o show da noite tocava, entre outros ritmos, carimbó. Como cheguei no Calaf antes das 23 horas, paguei R$ 15,00 pelo ingresso. Para a entrada não aceitam o pagamento em cartão de crédito, somente em dinheiro. Ao pagar, recebi uma comanda para o registro de meu consumo individual, conta que pode ser paga com o cartão. As amigas que me chamaram estavam sentadas em uma mesa na varanda, perto da pista, em local arejado e tranquilo para se movimentar. Na mesa estavam onze pessoas. Logo pedi uma caipirinha de lima, curtindo o som mecânico. O ritmo que dominava a noite era o forró. No folheto que anunciava a banda convidada dizia que ela era vencedora do Prêmio da Música Brasileira, edição 2009, como a melhor banda regional. A banda é de Pernambuco e tem o sugestivo nome de Fim de Feira. No repertório, a banda toca uma mistura dos ritmos nordestinos, tais como forró, baião e xote, com jazz, chorinho e carimbó. O folheto anunciava ainda que poesia de cordel também fazia parte deste caldeirão de misturas. Fiquei curioso para ouví-la ao vivo. Depois de uma longa espera, a banda entrou no pequeno palco. Havia gente ainda na fila para entrar no Bar do Calaf e o relógio marcava 00:20 horas. Portanto, já estávamos na madrugada de terça-feira. A primeira música foi um forró, o que me pareceu uma continuidade do que vínhamos escutando e dançando desde que lá chegamos. Depois, vieram algumas canções gravadas pela banda que não me animaram a ir para a pista dançar. Para piorar, quando parecia que Fim de Feira estava engatando um set musical dançante, o vocalista parava para declamar poesias de cordel. Eu até gosto deste tipo de poesia, mas naquele momento ela quebrava totalmente o clima. Outro ponto chato durante o show foi o vocalista fazer piadas datadas e sem o menor apelo junto ao público que frequenta a noite Criolina. Para se ter uma ideia, ele contou uma piada de corno  citando os personagens Tufão e Carminha da novela Avenida Brasil, que teve seu capítulo final exibido há pelo menos três semanas. Piada desatualizada e fora do contexto. Animei um pouco, chegando a ensaiar alguns passos de dança quando a Fim de Feira fez o cover de Mamãe Oxum, música de domínio público que fez sucesso nas vozes de Zeca Baleiro e de Chico César; e o cover de Pedra de Responsa, de autoria dos mesmos Zeca Baleiro e Chico César. Antes mesmo da banda encerrar seu espetáculo, fui para a fila pagar meu consumo individual. Enquanto esperava minha vez, ouvi várias pessoas reclamando do show. Enfim, a banda Fim de Feira mostrou-se um autêntico fim de feira.

show
música

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

RESTAURANTE LEITE: O MAIS ANTIGO E TRADICIONAL DO RECIFE

Quando almocei no Restaurante Leite, em Recife, recebi do garçom um exemplar de um livrinho de 24 páginas que traz uma resenha sobre a história deste restaurante fundado em 1892 e é o mais antigo restaurante do Brasil em atividade. O livro na verdade é a reprodução autorizada do capítulo "Restaurante Leite: O Mais Antigo e Tradicional do Recife", integrante do livro "A Saga do Açúcar", escrito pela pesquisadora Fátima Quintas e editado pela Fundação Gilberto Freire. Leitura agradável e rápida, nos permitindo conhecer um pouco sobre este longevo exemplar da gastronomia brasileira, cuja culinária bebe da cozinha portuguesa. Tudo em casa!

literatura

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

GASTRONOMIA EM RECIFE (PE) - RESTAURANTE LEITE



Endereço: Praça Joaquim Nabuco, 147, Santo Antônio, Recife, Pernambuco.


Fone: 81 3224 7977.

Especialidade: culinária portuguesa.

Quando fui: almoço do dia 15 de outubro de 2012, segunda-feira. Estava só em dia de pouco movimento em Recife por causa das comemorações do dia dos professores e do dia dos comerciários. Não tinha reserva, mas não foi necessário, pois cheguei cedo, pouco após o meio dia, ficando por volta de uma hora e quinze minutos no restaurante. Fui acomodado em uma mesa no meio do salão da direita de quem entra.

 Serviço: bom, sem firulas, com garçons simpáticos e eficientes.

O que bebi: água mineral com gás de rótulo próprio do restaurante, chamada Leite, engarrafada na região de Garanhuns, Pernambuco; caipirosca de tangerina com vodca Absolut (R$ 16,00), que estava muito boa, refrescante; e um café espresso Lavazza ao final da refeição.



O que comi: aceitei o couvert, composto por uma cesta de pães e torradas, acompanhada de azeitonas verdes, abobrinha cozida em fatias, bolinho frito de peixe, patê de frango, patê de queijo e manteiga. Apesar de bem servido, o couvert é fraco, sem muito sabor. Torradas ruins. Melhor não aceitá-lo, pois há ótimas opções de entrada e de prato principal no menu. Fiquei na dúvida entre alguns pratos da culinária tradicional portuguesa, pedindo ajuda ao garçom, que me indicou uma das especialidades da casa, o prato chamado Amantes do Mar (R$ 69,00): filé de garoupa cozido, camarão e lagostins grelhados, tudo por cima de um caudaloso arroz de polvo. É bem servido, chega fumegante à mesa e é muito saboroso. O arroz de polvo do Leite é bem diferente dos que comi em restaurantes portugueses. É bem molhado, quase um ensopado, mas é muito bom. Fechei o almoço pedindo a sobremesa inventada no restaurante, a Cartola Pernambucana (R$ 17,00): banana da terra frita e queijo manteiga, polvilhada com muita canela e açúcar. Depois de saborear este doce, todas as demais cartolas que já comi por aí ficaram no chinelo.


couvert


Amantes do Mar


Cartola Pernambucana
Valor total da conta: R$ 130,30.

Minha avaliação: * * * 1/2. Restaurante com decoração clássica, música ao vivo tocada discretamente e em volume adequado por um pianista. Clássico da gastronomia recifense, existindo desde 1882, sendo o restaurante em atividade mais antigo do país.

Gastronomia Recife  (PE)

terça-feira, 28 de agosto de 2012

GASTRONOMIA EM RECIFE (PE) - B&B BISTRÔ & BOTECO




detalhe do painel de cerâmica de Francisco Brennand

Endereço: Rua Padre Carapuceiro, 777, 2º piso, Shopping Recife, Recife, PE.

Especialidade: como o próprio nome indica, faz uma mistura de itens próprios de um bar com opções da culinária de bistrô, sendo o cardápio mais enxuto, mas com opções para todas as vertentes: saladas, carnes vermelhas, aves, peixes e massas. Como pertence ao grupo do Boteco, bar com várias filiais pelo Brasil, as entradinhas individuais mais famosas deste bar estão presentes  no menu.

Quando fui: almoço do dia 27 de agosto de 2012, segunda-feira. Cheguei às 13:30 horas, lá permanecendo por uma hora e quinze minutos. Estava só.

Serviço: atendimento cordial, preciso, rápido, como se espera de um restaurante localizado em shopping com proposta de também atender aos que tem um horário mais apertado durante a semana. Pedi ajuda ao garçom para escolher um dos pratos do cardápio e ele foi certeiro ao me indicar os de maior saída. O restaurante tem apenas seis meses que foi aberto e já abocanhou o prêmio Veja Comer & Beber 2012/2013 como restaurante revelação. Não há serviço wi-fi, mas o shopping tem um bom acesso gratuito. Como tem entrada independente, o restaurante funciona após o encerramento das atividades do centro de compras.

O que bebi: uma lata de Guaraná Antarctica Zero durante o almoço e uma xícara de café expresso da marca Cafeera ao final.

O que comi: comecei pedindo uma coxinha com massa de abóboras e recheio de charque (R$ 7,00 a unidade). Ela chegou à mesa muito rápido. Tinha um aspecto feio e estava fria. Não gosto de coxinha que leva vinagre ou limão na massa. Esta estava insuportavelmente ácida. Toda a diferença da massa com abóboras foi mascarada pelo excesso de acidez. Quanto ao recheio, é bem farto e sem excesso de sal. No todo, não gostei. Como prato principal, tinha a opção de fazer como a maioria dos presentes, escolhendo um grelhado, tendo direito a um rodízio de acompanhamentos que vem à mesa em panelas trazidas pelos garçons. No entanto, pedi uma ajuda ao garçom, escolhendo o prime rib de leitão em porção individual, chamada no cardápio de 1/2 dose (R$ 31,00). O prato demorou cerca de trinta minutos para chegar. É bem servido, com cara de prato feito, pois é montado com arroz branco, tutu de feijão preto, couve crocante ao alho e bacon, banana da terra à milanesa e o corte prime rib, que veio grelhado no ponto. A carne estava bem macia, saborosa, bem temperada. O arroz foi servido como em quase todos os restaurantes nordestinos que conheço, sem gosto nenhum. O tutu estava bem leve, com pouca farinha, uma cópia distante do prato típico de Minas Gerais. A couve estava ótima, com sabor de quero mais. Quanto à banana, no cardápio diz que ela é grelhada em molho agridoce de laranja, mas meu prato foi servida à milanesa, como em um picadinho carioca. No final, achei boa pedida, sem maiores destaques ou surpresas.


coxinha com massa de abóboras e recheio de charque


prime rib de leitão

Valor total da conta: R$ 49,61.

A avaliação a seguir leva em consideração a experiência por mim vivenciada durante a minha visita ao restaurante, desde o momento da reserva (quando há), passando pela recepção, acomodação na mesa, atendimento, tempo de chegada dos pedidos, até o pagamento da conta. Esta avaliação varia de um a cinco asteriscos, representados pelo símbolo (*), podendo ter a variação de meio asterisco, representada pelo formato (1/2).

Minha avaliação: * * 1/2. Ambiente decorado com elementos que lembram os botequins cariocas, como o chão forrado de ladrilhos hidráulicos e a chopeira à vista no bar. As portas de acesso pelo shopping são oriundas de demolições de casarões antigos, enquanto o acesso pelo lado de fora se dá por uma porta de vidro. Televisores ligados em canais esportivos davam o tom de Recife, mas sem som, como sempre. Um interessante painel de cerâmica de Francisco Brennand enfeita uma das paredes no ambiente que tem decoração mais moderna (paredes de vidro, telas de televisão). Na verdade, tal painel pertence ao shopping, mas como parte do restaurante ocupou a lateral esquerda de uma das suas entradas, a obra ficou integrada ao B&B. A outra parte do painel está na lateral direita da porta, à vista para todos os usuários do centro de compras.

Gastronomia Recife (PE)

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

GASTRONOMIA EM RECIFE (PE) - ILHA DO GUAIAMUM


Endereço: Rua Maria Carolina, 68, Boa Viagem, Recife, PE.

Especialidade: o forte do cardápio são os frutos do mar, com algumas opções de comida típica de Pernambuco, como o escondidinho de charque.

Quando fui: almoço do dia 26 de agosto de 2012, domingo. Cheguei por volta de 15:00 horas, permanecendo no restaurante cerca de uma hora. Embora tarde, aina estava bem movimentado. Afinal é perto da praia e fazia um belo tempo. Éramos duas pessoas.

Serviço: atendimento fraco, preguiçoso e desatento. Sentar nas mesas protegidas do sol é uma boa pedida, mas os ventiladores colocados no teto contribuem para que a comida esfrie rapidamente. Nosso prato chegou bem rápido à mesa. Não há serviço de wi-fi.

O que bebi: uma lata de Coca Cola Zero durante o almoço e uma xícara de café expresso da marca Delta ao final. O café estava muito forte.

O que comi: estava com uma colega de trabalho. Fiquei com a responsabilidade de escolher um prato dentre as várias opções que servem duas pessoas no cardápio. Embora a moqueca de polvo tenha me chamado a atenção, o dia estava bem quente para comer este prato. Preferi, então, um arroz de polvo (R$ 75,00). Não é a receita portuguesa clássica, mas uma versão bem brasileira. O arroz vem bem temperado com molho de tomate, ervilhas e cebola, além de muitos pedaços de polvo, o ingrediente principal. Não sei se pela fome que eu estava, achei o prato muito bom. Ele é muito bem servido, podendo ser dividido até por três pessoas, desde que na mesa não tenha um glutão.




Valor total da conta: R$ 97,68.

A avaliação a seguir leva em consideração a experiência por mim vivenciada durante a minha visita ao restaurante, desde o momento da reserva (quando há), passando pela recepção, acomodação na mesa, atendimento, tempo de chegada dos pedidos, até o pagamento da conta. Esta avaliação varia de um a cinco asteriscos, representados pelo símbolo (*), podendo ter a variação de meio asterisco, representada pelo formato (1/2).

Minha avaliação: * * 1/2. Ambiente simples, com as indefectíveis telas de televisão ligadas, quando passava um show da banda baiana Cheiro de Amor. Bem praiano.

Gastronomia Recife (PE)