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domingo, 14 de dezembro de 2014

ANTES DO BAILE VERDE (CONTOS) - LYGIA FAGUNDES TELLES

Gosto de escrever contos e tenho publicado os que escrevi nos últimos tempos aqui neste blog. Tenho uma relação especial com os contos, por isso, aprecio muito um livro que reúne as histórias neste formato imaginadas pelos escritores. Lygia Fagundes Telles é um caso especial. Adoro tudo o que ela escreve, especialmente seus contos. Pek, meu querido amigo de Belo Horizonte, me presenteou com o livro desta escritora maravilhosa chamado Antes do Baile Verde, edição de 2009, publicado pela editora Companhia das Letras. Este livro foi originalmente publicado em 1970, mas eu ainda não o conhecia. A própria autora revisou os contos e decidiu retirar dois deles nesta nova edição, agora com dezoito histórias. Aproveitei minha viagem a Buenos Aires para fazer a leitura de Antes do Baile Verde.
A cada história lida, minha vontade era iniciar imediatamente a próxima. Os contos me envolveram de uma forma que há muito não acontecia comigo. São histórias distintas, todas ficcionais, com personagens que poderiam estar no nosso convívio diário. Todos são tranquilos no início da narrativa, nos transmitindo equilíbrio. No entanto, na medida em que avançamos na leitura, a harmonia aparentemente instalada vai se dissolvendo como açúcar em um forte café preto. A forma como Lygia escreve é incrível, fazendo com que o leitor se transporte imediatamente para dentro da história, ficando ali, no canto da sala, atrás do túmulo no cemitério, dentro de um cinema, observando a vida ou a mente de cada um dos personagens fluir naturalmente.
Ao final do livro, há uma reprodução de uma carta do poeta Carlos Drummond de Andrade para Lygia Fagundes Telles na qual ele define, de maneira muito lúcida e acertada, alguns textos da autora que foram publicados em jornais e ela mesma revisou em 1968 para publicação em livro: "Parece escrito de novo, mais preciso e ao mesmo tempo mais vago, essa vaguidão que é um convite ao leitor para aprofundar a substância, um dizer múltiplo, quase feito de silêncio".
Aceitei de pronto este convite e me aprofundei ao final de cada história, imaginando as sequências daqueles finais abertos, embora precisos.
Leitura obrigatória.
Obrigado pelo presente querido Pek.

literatura

domingo, 5 de outubro de 2014

BRAVO! - LITERATURA E FUTEBOL

Gosto muito de ler contos, prosas e histórias curtas. Há muito uma coletânea da Bravo! chamada Literatura & Futebol estava em minha estante. Em uma sentada, enquanto aguardava um voo no Aeroporto de Brasília, li as dezoito histórias desta coletânea, que tem João Gabriel de Lima como organizador. São textos de autores consagrados da literatura brasileira, sendo dezessete homens e uma única mulher, Clarice Lispector, que comparece com uma crônica publicada no Jornal do Brasil em resposta a Armando Nogueira. Como qualquer coletânea, há altos e baixos, mas no geral, os textos são gostosos de se ler. Todos eles destacam o futebol de alguma maneira, seja diretamente, com histórias de técnicos e jogadores, quanto indiretamente, com o futebol sendo apenas o mote para encontros e desencontros. Destaco os três que mais gostei: Gaetaninho, de Antônio de Alcântara Machado, que não tem piedade para com seu personagem; Na Boca do Túnel, escrito por Sérgio Sant'Anna, um interessante relato de um jogo de futebol entre um time grande e um pequeno sob a perspectiva do técnico na beira do gramado; e O Dia em que o Brasil perdeu a Copa, de Paulo Perdigão, no qual o autor viaja no tempo e assume a responsabilidade pelo Brasil ter perdido a final da Copa de 1950 em pleno Maracanã.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A DÉCIMA SEGUNDA NOITE - LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO


Enfim, consegui ler mais um livro neste 2014. Aproveitei o voo Brasília-Belo Horizonte para ler, em uma sentada, o ótimo A Décima Segunda Noite, escrito por Luís Fernando Veríssimo para a coleção Devorando Shakespeare da Editora Objetiva. Lançamento de 2006, com 152 páginas. Tinha este livro em minha estante desde o ano de lançamento, mas ficou no esquecimento. Leitura fácil, agradável, prazerosa. Veríssimo faz uma divertida releitura da comédia de erros Noite de Reis escrita pelo inglês William Shakespeare para o teatro. Veríssimo ambienta sua versão em Paris, mas a recheia de personagens brasileiros, com menções, mesmo que distante, dos exilados da época da ditadura, e de contrabando de pedras preciosas dentro de imagens de santos. Um salão de beleza com decoração brasileira no qual um papagaio pintado de verde e amarelo é o narrador de toda a história de amores impossíveis que vão se formando ao longo das confusões que os personagens aprontam. Todos os estereótipos de brasileiros estão presentes: samba, jeitinho, amizades com pessoas ligadas ao poder, alegria, beleza, malandragem, praia, sol, palmeiras, comidinhas típicas, festas. Tudo com muito humor. Quando vi, o avião estava pousando e eu acabando de ler a última página. Gostei muito.

domingo, 11 de maio de 2014

82 UMA COPA | QUINZE HISTÓRIAS

Em tempos de Copa do Mundo, resolvi ler um livro que comprei em 2013, pouco antes do início da Copa das Confederações, chamado 82 Uma Copa | Quinze Histórias. O livro é uma coletânea de contos de escritores baianos ou que adotaram a Bahia como moradia, tendo como organizador Mayrant Gallo. Editado pela Casarão do Verbo, o livro traz a visão de cada um destes escritores sobre a trágica eliminação do Brasil na Copa da Espanha em 1982, no fatídico jogo Brasil X Itália, quando nossa seleção que encantava o mundo perdeu inacreditavelmente por 3 X 2, sendo o atacante Paolo Rossi o autor dos três gols italianos. Tostão, craque da seleção tri-campeão em 1970, escreve a orelha do livro, na qual ele ele é muito feliz ao dizer que "a adoração ao Brasil de 1982, à Holanda de 1974 e à Hungria de 1954, que não foram campeões, contraria o lugar-comum de que a história é sempre contada pelos vencedores". A leitura é deliciosa, mesmo trazendo recordações tristes para quem torcia e acreditava que a seleção comandada por Telê Santana e recheada de craques como Falcão, Éder, Júnior, Cerezzo, Zico, Dirceu, entre outros, ergueria a taça e se sagraria tetra-campeã mundial, fato que só se concretizou 12 anos depois. Como qualquer coletânea, não há uma linearidade de qualidade nos contos, mas a maioria deles é sensacional. Destaco quatro deles: Decameron, de Sidney Rocha; A Culpa Foi Minha, de Rodrigo Melo; a ótima ficção Cartão Vermelho, de Elieser Cesar; e Toda A Arte do Futebol, de Lima Trindade. Leitura rápida e muito boa. Recomendo.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

GUIA DA CULINÁRIA OGRA - ANDRÉ BARCINSKI




Confesso que comprei o livro por causa da capa, mas gostei muito do seu conteúdo. Indicações bem humoradas para se comer bem em São Paulo, em locais que deixam o requinte de lado, com prato fartos e preços acessíveis. E para quem pensa que ele só indica restaurantes/bares obscuros, vai ficar surpreso em saber que locais badalados, sempre presentes em guias gastronômicos da cidade de São Paulo e até mesmo integrantes da lista dos melhores restaurantes da América Latina, estão neste guia da culinária ogra, como o é caso do Mocotó, restaurante de culinária nordestina, do Sujinho, uma ótima pedida para quem gosta de carnes, e o Frangó, bar que tem a coxinha como seu carro chefe. Leitura rápida e prazerosa.  Guia para se ter à mão em viagens para São Paulo.

sábado, 11 de janeiro de 2014

UM LIVRO POR DIA - JEREMY MERCER


Comecei 2014 já com um livro na mão. Minha Tia Duda me emprestou, entre outros, "Um livro por dia - minha temporada parisiense na Shakespeare and Company", escrito pelo jornalista canadense Jeremy Mercer. Em pouco mais de 300 páginas, ele descreve os quatro meses em que ficou morou em Paris, sem dinheiro, fugindo de uma ameaça de morte na cidade de Toronto, onde fazia cobertura policial para um jornal. Na capital francesa, ficou hospedado na icônica livraria francesa especializada em literatura na língua inglesa, a Shakespeare and Company. Escrito de maneira direta e simples, com fácil leitura, o livro relata casos engraçados, fatos pitorescos e inusitados, mostrando uma Paris fora do olhar de um turista. Uma Paris que abriga sem tetos, pedintes, estudantes sem dinheiro, e, sobretudo, escritores novatos em busca de um lugar ao sol. O autor mitifica o dono da livraria, o comunista octogenário George, colocando-o como um grande benfeitor e humano, ajudando os escritores e artistas necessitados, dando abrigo na livraria por quanto tempo precisasse, em troca apenas do cumprimento de uma regra: ler um livro por dia. Eu fiz outra leitura da sua bondade: ele aproveitava mão de obra sem custo algum para ajudar a manter a livraria em funcionamento. Mesmo não concordando com o ponto de vista do autor, gostei dos relatos, rindo com alguns, ficando reflexivo com outros. Boa leitura.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

VIE DE FRANCE - JAMES HALLER

Neste final de 2013 acelerei a leitura. Conclui mais um livro em 26 de dezembro. Tia Duda tinha me emprestado alguns livros, entre eles Vie de France - Uma viagem culinária ao vale do Loire (Vie de France), do escritor e chef James Haller. Livro de 2002, lançado no Brasil pela Publifolha em 2004, com tradução de Eduardo Simantob. Leitura fácil, rápida, direta. É um relato das férias de 30 dias que o autor passou na companhia de amigos, todos americanos, em uma casa alugada na cidade de Savonnières, no interior da França, localizada no famoso Vale do Loire, repleto de castelos. Ao ler o dia a dia de Haller, fiquei com vontade de conhecer os locais por onde ele passou, os restaurantes, cafés e padarias. É um relato gostoso de ler em todos os sentidos, pois além de escrito de modo bem tranquilo, sem palavras ou frases rebuscadas, o autor explica cada refeição que fizeram, sempre dividido em café da manhã, almoço e jantar. Para quem não curte culinária, pode ficar um pouco enfadonho a narrativa dos preparos dos pratos, mas se pular tais relatos nada se perde do aspecto turístico da região. Haller e seus amigos refazem seu conceito em relação à França, aos franceses e seus hábitos, muito mais saudáveis do que aqueles praticados pelos americanos. Eles se apaixonam pela cidade de Savonnières e por seus vizinhos. Aquele mito de que os franceses recebem mal e sempre estão de mau humor é desfeito na concepção do autor, mesmo havendo um relato, já mais para o final do livro, sobre o atendimento em um restaurante a uma família de ingleses. A conclusão dele em relação a este atendimento é deliciosa. Leitura despretensiosa e muito agradável.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

CORAÇÕES BLUES E SERPENTINAS - LIMA TRINDADE

Lançado em 2007 pela Editora Arte Paubrasil, o livro de contos Corações Blues e Serpentinas, de Lima Trindade, figurava em minha lista de leitura há algum tempo. Gosto da maneira como Trindade escreve, já conhecendo seus dois livros anteriores: Supermercado da Solidão (2005) e Todo Sol Mais O Espírito Santo (2005), além de seus contos em coletâneas. Não consseguia achar o Corações Blues e Serpentinas nas livrarias. Pesquisando o site Estante Virtual, que agrega vários sebos do Brasil, finalmente o encontrei. Ficou um bom tempo na estante lá de casa, pois o excesso de trabalho durante 2013 me impediu de ler regularmente como costumo fazer. Neste final de ano, tenho conseguido tirar um pouco o atraso, praticando o delicioso hábito da leitura. Aproveitei o voo Brasília-Recife, em mais uma viagem de trabalho, para começar a ler os contos de Lima Trindade compilados em Corações Blues e Serpentinas. São quinze contos que tem o relacionamento amoroso como foco. O autor nos envolve de tal maneira que a gente tem vontade de ler imediatamente a próxima história, sem pausas. São histórias que podem acontecer do nosso lado, diariamente. Ele aborda toda a sorte de amores e desamores, de alegrias e tristezas. Mesmo nos contos mais tristes, temos a certeza de que toda forma de amar vale a pena. E Lima Trindade ainda mostra que bebe do suco da arte, com várias referências à música, ao cinema e aos quadrinhos. Por ter nascido em Brasília e morar em Salvador, a maior parte dos encontros e desencontros narrados tem como cenário uma destas duas cidades. Leitura gostosa, agradável, que acrescenta algo no nosso pensar. Gostei muito.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A CONFISSÃO DA LEOA - MIA COUTO

Kitty me presenteou, no início de 2013, com o livro A Confissão da Leoa, obra de 2012 do escritor Mia Couto, de Moçambique, editada no Brasil pela Companhia das Letras. Somente agora, no voo Lima-Guarulhos, li o livro. E li de uma só sentada. Tão logo comecei, não consegui mais parar. A leitura é muito instigante. Gosto muito da maneira como Mia Couto escreve e aqui ele narra toda a história, em duzentos e cinquenta e uma páginas, na primeira pessoa, revezando os relatos entre dois personagens, Mariamar, uma jovem com problemas de relacionamento na família e na comunidade, e o caçador, um forasteiro que veio da cidade grande para matar os leões que atacavam uma pequena aldeia. A história é até simples, pois gira em torno de um ataque de leões às pessoas de uma cidade pequena, uma vila rural, mas o autor consegue abordar tantos temas atuais, como a submissão feminina em países africanos, problemas com o meio ambiente, a falta de respeito com as tradições, as relações inter familiares, o incesto, o jogo de poder político. Os leões são uma ameaça constante, mas ao mesmo tempo são vítimas de um processo de extermínio do ambiente natural onde vivem. Eles acabam virando uma alegoria na história de Couto. O que importa é o ser humano, suas dúvidas, seus anseios, seus desejos mais profundos e carnais. É um jogo de relacionamentos. Os relatos dos personagens começam totalmente desligados entre si, mas vão se aproximando, ora convergindo, ora controversos, mostrando que algo os ligava. E o final tem uma surpreendente confissão, a confissão da leoa. Recomendo.

literatura

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

AS BRASAS - SÁNDOR MÁRAI


Minha amiga Kitty me presenteou com o livro As Brasas, do escritor húngaro Sándor Márai. Como tinha muita coisa de trabalho para ler na época, deixei o livro na estante e confesso que esqueci dele. Ela até me deu outro livro meses depois. Na verdade, quem me lembrou do livro foi a própria Kitty, quando ficou hospedada em minha casa e o viu na estante, perguntando se eu tinha gostado. Separei As Brasas imediatamente para levar na minha viagem de férias. E foi durante os dez dias de viagem, em momentos de ócio no quarto, que devorei este excelente livro. Ele foi escrito na década de 40, mas ficou proibido na Hungria até os anos noventa. É um belo tratado sobre a amizade. Dois homens, muito unidos na infância/juventude, se separam sem motivo aparente e, após 41 anos, se reencontram, já na velhice, para um acerto de contas com o passado e com a amizade entre eles. Tocante.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

RETROSPECTIVA LITERATURA - LIVROS LIDOS EM 2012



06 - Restaurante Leite: O Mais Antigo e Tradicional do Recife - Capítulo do livro "A Saga do Açúcar", por Fátima Quintas - Editado por Fundação Gilberto Freire.

05 - 99 Filmes Clássicos Para Apressadinhos (99 Classic Movies for People in a Hurry) - Henrik Lange & Thomoas Wengelewski - Tradução e adaptação: Otacílio d'Assunção (Ota) - Editora Galera Record, 2011.

04 - 1822 - Laurentino Gomes - Ediouro, 2010 - e-book.

03 - Espólio - Rubervam Du Nascimento - Editora Fábrica de Livros, 2011 - 2ª Edição.

02 - Guia Michelíndio - Helena Perim Costa - Editora Matrix, 2008.

01 - Guia O Melhor de Santiago do Chile - Editora Abril, 2008.

literatura



quarta-feira, 24 de outubro de 2012

RESTAURANTE LEITE: O MAIS ANTIGO E TRADICIONAL DO RECIFE

Quando almocei no Restaurante Leite, em Recife, recebi do garçom um exemplar de um livrinho de 24 páginas que traz uma resenha sobre a história deste restaurante fundado em 1892 e é o mais antigo restaurante do Brasil em atividade. O livro na verdade é a reprodução autorizada do capítulo "Restaurante Leite: O Mais Antigo e Tradicional do Recife", integrante do livro "A Saga do Açúcar", escrito pela pesquisadora Fátima Quintas e editado pela Fundação Gilberto Freire. Leitura agradável e rápida, nos permitindo conhecer um pouco sobre este longevo exemplar da gastronomia brasileira, cuja culinária bebe da cozinha portuguesa. Tudo em casa!

literatura

terça-feira, 21 de agosto de 2012

99 FILMES CLÁSSICOS PARA APRESSADINHOS

Leitura rápida e divertida. Cada um dos 99 filmes apresentados foi resumido em uma história em quadrinhos com apenas quatro quadros. Poder de síntese total e funciona, pois os autores conseguiram transmitir a ideia central de cada um dos filmes. Desfilam pelo humor ácido dos quadrinhos vacas sagradas da cinematografia mundial, tais como Lawrence da Arábia, Psicose, Uma Aventura na África, Ladrões de Bicicleta, Spartacus, Cinema Paradiso, Tubarão, Gata em Teto de Zinco Quente, O Encouraçado Potemkin, Laranja Mecânica, Doutor Jivago, Cantando na Chuva e muitos outros.


literatura

sexta-feira, 20 de abril de 2012

1822 - LAURENTINO GOMES


Quando li 1808, de Laurentino Gomes, gostei muito da narrativa, ágil, gostosa de se ler, sem ser chata como costuma ser os livros de história. Assim que saiu 1822, do mesmo autor, com enfoque na época da Independência do Brasil, coloquei o livro em minha lista de leitura necessária. O tempo foi passando e nada de adquirir o livro. Em agosto de 2011, quando me recuperava de uma cirurgia na casa de meus pais e tendo comprado um iPad, decidi comprar este título como o primeiro em versão eletrônica da minha vida. Comprei pelo sítio eletrônico da Libraria Cultura e o baixei imediatamente para meu tablet. E lá ele ficou até este mês de abril de 2012. Aproveitei a viagem, a trabalho, para Praia, Cabo Verde, e as longas esperas em aeroportos por causa das conexões para conferir 1822. Gostei muito da narrativa. Novamente, leve, ágil, fácil de ler. É daqueles livros que dá vontade de ler em uma única sentada, mesmo tendo mais de 300 páginas. Mesmo sabendo da história da independência brasileira, há muitos fatos que para mim eram desconhecidos, tais como o fato de D. Pedro I estar montado em uma mula no momento do Grito da Independência ao invés do imponente cavalo pintado por Pedro Américo em quadro eternizado nos livros de história que estudei durante o primeiro e o segundo graus. Também gostei da experiência de ler em um tablet. Aliás, cada dia mais vejo que este pequeno e leve gadget é um parceiro essencial para vários momentos, pois nele pode se navegar na internet, checar e responder e-mails, ver filmes (tenho vários baixados em meu iPad), ler livros, revistas e jornais, trabalhar, divertir, ouvir música, enfim, com pouco mais de um quilo de peso, levamos um mundo conosco para onde formos.

literatura

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

GUIA - O MELHOR DE SANTIAGO DO CHILE







Para fazer o roteiro de 04 dias em Santiago, Chile, li este guia. Prático, fácil de ler, com muitas dicas. Tamanho ótimo para carregar em bolsa durante a viagem.
















turismo
literatura

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

RETROSPECTIVA LITERATURA - LIVROS LIDOS EM 2011

06 - Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra (Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra), de Mia Couto, de 2002 - Companhia das Letras, 2011
05 - Elogio da Madrasta (Elogio de La Madrasta), de Mario Vargas Llosa, 1988 - Tradução: Ari Roitman e Paulina Wacht - Alfaguara - Editora Objetiva, 2009
04 - Terra Sonâmbula (Terra Sonâmbula), de Mia Couto - Companhia das Letras, 2007
03 - Todos Os Homens do Xá (All The Shah's Men), de Stephen Kinzer - Tradução: Pedro Jorgensen Jr. - Editora Bertrand Brasil, 2004
02 - A Cabeça do Cachorro (Inside of a Dog), de Alexandra Horowitz - Tradução: Lourdes Sette - Editora Best Seller, 2010
01 - Andy Warhol - O Gênio do Pop (Pop - The Genius of Andy Warhol), de Tony Scherman & David Dalton - Tradução: Douglas Kim & Ricardo Lísias - Editora Globo, 2010


Literatura

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

UM RIO CHAMADO TEMPO, UMA CASA CHAMADA TERRA - MIA COUTO



O autor Mia Couto utiliza do realismo fantástico para contar uma comovente história de embate entre a tradição e a modernidade, do antigo com o novo.


literatura