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quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

ATENTO AOS SINAIS - NEY MATOGROSSO - MÚSICA QUE OUÇO (103)

Ouvir e ver Ney Matogrosso sempre é bom. Acabei de comprar seu mais novo trabalho, Atento Aos Sinais, em versão digital, disco que foi precedido por show que já passou por duas vezes em Brasília e em ambas eu não pude ir. Como sempre, Ney continua dando um show de interpretação e ousadia, escolhendo novos compositores, além de prestigiar gente das antigas. Assim, ele mistura no mesmo balaio Paulinho da Viola (Roendo as Unhas), Arnaldo Antunes e Lenine (Rua da Passagem), Pedro Luís (Incêndio), Itamar Assumpção (Noite Torta e Isso Não Vai Ficar Assim), Dan Nakagawa (Todo O Mundo O Tempo Todo), entre outras. É um disco alto astral, mesmo quando ele interpreta, magnificamente, a música de bordel Freguês da Meia Noite, canção que ouvi primeiro na voz de seu autor, Criolo. Na época, lembro-me que comentei com alguns amigos que aquela canção ficaria ótima na voz de Ney. E qual foi minha agradável surpresa quando comprei o seu novo cd e entre as 14 canções estava esta de Criolo. Realmente Ney dá um show de interpretação para este bolero arrasa bordel. Como já esperamos, Ney Matogrosso atento aos sinais com este Atento Aos Sinais. Para ouvir muitas vezes. E ainda tem a foto da capa, simplesmente magnífica.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

TRIBUTO A CAZUZA - ROCK IN RIO


Quando o Tributo a Cazuza começou, nós ainda estávamos do lado de fora da Cidade do Rock, mas deu para ouvir Paulo Miklos interpretando Vida Louca Vida. Já dentro, o que queríamos era conhecer o local para depois escolher onde assistiríamos os shows da primeira noite do Rock in Rio 2013. Como paramos bem em frente aos mastros onde tremulava a bandeira brasileira ao centro, em posição central, mas bem atrás, deu para ver as luzes e projeções nos telões com a presença de Miklos no palco, quando ele chamou Maria Gadú, a segunda atração da noite. Vimos pouco, mas o suficiente para não gostar. Ela não empolgou o público presente com suas leituras de Exagerado, Faz Parte do Meu Show e Bete Balanço. Muito chato. Fomos conhecer toda a extensão da Cidade do Rock enquanto o tributo rolava no Palco Mundo, mas na maior parte do espaço dava para ouvir o show. Assim, escutei Bebel Gilberto cantar Todo Amor Que Houver Nesta Vida e Preciso Dizer Que Te Amo. Gosto de Bebel, mas a sua interpretação foi morna. Rogério Flausino, vocalista do Jota Quest, cantou junto com Bebel a música Solidão Que Nada, quando o show começou a ficar interessante. Flausino ficou só no palco para interpretar as canções Nosso Amor A Gente Inventa e Ideologia, esta última com direito a discurso inflamado sobre a tradição brasileira de fazer canções de protesto. Neste momento, já estávamos mais perto do Palco Mundo novamente, dando para ver, bem de longe, a movimentação no palco. O sempre competente Ney Matogrosso entrou em seguida para emocionar o público, especialmente os da geração rock Brasil, interpretando Codinome Beijar-Flor. O show melhorou muito e ele ainda cantou O Tempo Não Para e Brasil. Frejat, parceiro de Cazuza no Barão Vermelho e idealizador desta homenagem, entrou em cena cantando Porque A Gente É Assim. No telão passava um vídeo com imagens de Cazuza e o Barão Vermelho na primeira edição do Rock in Rio, em 1985. Estava chegando ao final, quando todos voltaram para o palco e cantaram juntos Pro Dia Nascer Feliz. O Tributo a Cazuza foi bem irregular, com momentos sem nenhuma empolgação e outros de pura emoção, mas no geral, ficou bem abaixo da altura de Cazuza, o grande poeta do rock brasileiro. Poderia ter sido bem melhor.

sábado, 3 de dezembro de 2011

BEIJO BANDIDO - NEY MATOGROSSO

No último domingo fui ver, pela segunda vez, o show Beijo Bandido, de Ney Matogrosso. Vi este show em julho de 2010 em companhia de minha mãe no Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, quando paguei R$ 150,00 pelo ingresso, valor de inteira. Em sua passagem com o mesmo show pela segunda vez em Brasília, comprei ingresso pelo mesmo valor, no entanto, referente à meia-entrada, ou seja, o show na capital federal custou o dobro do que na capital mineira. Se compararmos o nível dos locais de ambos os shows, o Palácio das Artes dá de mil no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em termos de conforto, acústica e decoração. Chovia muito na noite de domingo. As dificuldades de estacionar no local são grandes e com chuva, pioram bastante. O auditório do centro de convenções estava lotado, mas sem as horrendas cadeiras extras. Ney começou o show praticamente no horário, pois as cortinas se abriram às 20:07 horas, quando o início estava marcado para 20 horas. A falta de educação do público de Brasília é inacreditável, pois com mais de meia hora de show, ainda chegava gente para se sentar nas primeiras filas, não se importando de atrapalhar quem chegou no horário e estava sentado apreciando o belo espetáculo proporcionado por Ney Matogrosso. O roteiro foi o mesmo de BH (para ler post do show, clique aqui), começando com Tango para Tereza. No bis, Ney voltou três vezes, encantando a plateia que, ao final, já se aglomerava nas proximidades do palco, tentando um melhor ângulo para fotografar o cantor. Também tirei algumas fotos, mas de longe, o que prejudicou na qualidade, mas que dão uma geral do palco e das cores que Ney usou em sua iluminação. Seguem algumas fotos do show de domingo:








música



segunda-feira, 20 de setembro de 2010

MÚSICA QUE OUÇO XLIII



Disco lindo, com interpretações preciosas para canções conhecidas. Tem um dueto inusitado de Célia e Ney Matogrosso em nova gravação para o sucesso brega "Não Se Vá", eternizado no imaginário popular por Jane & Herondy.

Valeu Pek pela dica!

segunda-feira, 19 de julho de 2010

BEIJO BANDIDO



Domingo à noite. 19 horas. Eu e minha mãe estamos no Palácio das Artes em Belo Horizonte para assistir ao show Beijo Bandido de Ney Matogrosso. Encontro com minha tia e uma amiga na plateia. Público majoritariamente feminino e acima de sessenta anos. Entrada custou R$ 150,00 a inteira. Ney começa no horário, com o teatro totalmente lotado. Apenas quatro músicos acompanham o cantor no palco. Cenário simples, com muito uso de projeções, algo raro nos shows dele. Nada de figurinos extravagantes como em Inclassificáveis, seu show anterior. Mesmo não sendo exagerado, o figurino é típico do cantor: terno claro de um pano brilhante, fundo vermelho escarlate no paletó, bota preta, gravata preta desarrumada de propósito, usada com a camisa semi aberta e um cinto bem chamativo. Matogrosso desfila todo o repertório de seu último trabalho que tem o mesmo nome dado ao show. Momentos de emoção ao cantar Fascinação. O show tem menos rebolado, com o cantor ficando sempre no meio do palco, sem se movimentar muito. Claro que há uns requebros, uns rebolados, senão não seria show de Ney Matogrosso. Quando ele tira o paletó, a plateia vai ao delírio, com muitos gritos de gostoso ecoando no teatro. Depois de cantar 14 músicas em exatamente uma hora, ele encerra o show. Se curva para agradecer ao público e se retira. Volta, depois dos pedidos de bis, canta mais duas músicas, desta vez com o público de pé e se retira novamente. Novos pedidos de bis. Ney retorna ao palco, canta mais três músicas, finalizando com a belíssima Fala, da época em que fazia parte do grupo Secos & Molhados. Ney se supera a cada show. Faz coisas diferentes, de difícil comparação. Com 68 anos, ainda está super em forma e com uma voz cada vez melhor. Vida longa a Ney Matogrosso. Gostei muito do que vi.

sábado, 3 de julho de 2010

INCLASSIFICÁVEIS - NEY MATOGROSSO - DISCOTECA ESSENCIAL (06)



Ney Matogrosso é meu cantor preferido. Tenho todos os discos que ele lançou, incluindo aqueles com o Secos & Molhados. É um cantor que se aprimorou com o tempo. Sua voz continua firme e linda. Ele não tem medo de ousar, de gravar e cantar com a nova geração. São muitos os discos dos quais gosto, mas seu trabalho de 2008, lançado pela EMI, Inclassificáveis, é sensacional. Deve constar em qualquer discoteca básica da música brasileira. E tão bom quanto o disco é o dvd, reflexo do ótimo show de mesmo nome. Neste disco, Ney grava os compositores consagrados Chico Buarque e Edu Lobo (Ode aos Ratos), Cazuza (O Tempo Não Para e Porque Que A Gente É Assim), Caetano Veloso e Gilberto Gil (Divino Maravilhoso), Itamar Assumpção (Ouça-Me e Existem Coisas Na Vida)), e Arnaldo Antunes (Inclassificáveis). Apresenta sua versão para as músicas de compositores estrangeiros Sea (Jorge Drexler, uruguaio) e Lema (Lokua Kanza, nascido no Congo). E como sua marca registrada, não se esquece da nova geração, gravando Mal Necessário (Mauro Kwitko), Fraterno (Pedro Luís), Um Pouco de Calor (Dan Nakagawa) e Veja Bem Meu Bem (Marcelo Camelo). Ainda há as gravações bem particulares de Leve (Iara Rennó e Alice Ruiz) e Coração Coragem (Cláudio Monjope e Carlos Rennó). E regrava a música Mente, Mente, de Robinson Borba, presente em seu disco Bugre, de 1986. Esta mesma música, Ney a gravou em dueto com Arrigo Barnabé para a trilha sonora do filme Cidade Oculta, produção brasileira de 1986 dirigida por Chico Botelho. Não bastasse a beleza da interpretação de Ney Matogrosso, o cd tem uma inspirada capa em tom azulado.


INCLASSIFICÁVEIS - NEY MATOGROSSO - 2008