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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

CONFRARIA VINUS VIVUS - 60ª REUNIÃO

A reunião mais aguardada da Confraria Vinus Vivus acontece em dezembro, quando temos a oportunidade de degustar alguns vinhos ícones do mundo, sempre com os preços em reais na casa dos quatro dígitos. Ao longo do ano cada confrade contribui com R$ 285,00 por encontro. Ao final da reunião do mês, quitamos o seu custo e o que sobra fica reservado para comprar os vinhos do final do ano. Assim que surge uma boa oportunidade, como um restaurante que está se desfazendo do estoque de sua adega ou alguém da própria confraria viaja ao exterior, verificamos o montante que temos guardado. Se couber no nosso orçamento, a compra é feita de imediato. Tivemos sorte em 2011 de comprar todos os vinhos antes de dezembro. Pela primeira vez, no último encontro do ano não houve necessidade de ninguém pagar a mensalidade, pois tudo já estava devidamente pago. Como sempre, em 12 de dezembro de 2011, tivemos uma noite fantástica, quando apreciamos cinco vinhos, seguido de um maravilhoso jantar oferecido pela nossa anfitriã Vera, regado por champagne. Vamos aos vinhos da noite:

Vinho 1 - Château Angelus 1er. Grand Cru Classé



Safra: 2000.
Álcool: 14%.
Casta: 50% merlot e 50% cabernet franc.
Produtor: Château Angelus.
Região: Saint Emilion, Bordeaux, França.
Cor: rubi, com reflexo atijolado.
Aromas: balsâmico, ameixa, cassis, tomilho, ervas secas, caramelo.
Boca:  acidez alta, salgado, compota de ameixa, taninos presentes, mas bem aveludados. A boca fica seca, mas sem agressividade.
Harmonização: é um vinho para se apreciar. Pede, caso haja uma harmonização, uma carne mais forte, como um cordeiro ou um javali.
Estágio: não há informações, mas com certeza estagia em barricas de carvalho.
Importador: comprado em New York.
Preço no Brasil: R$ 2.300,00.
Guarda: para se beber entre 2010 e 2030 (ou mais).
Decanter: ficou por três horas.
Observações: não filtrado. Enólogos Hubert de Bouard de Laforest e Jean-Bernard Grenié. Elevado a Premier Grand Cru Classé em 1996.

Vinho 2 - Pingus


Safra: 2001.
Álcool: 14%.
Casta: 100% tempranillo (tinto fino).
Produtor: Dominio del Pingus.
Região: Valladolid, Ribera del Duero, Espanha.
Cor: rubi, com a unha apresentando evolução.
Aromas: os aromas são muito complexos. Apresentou couro, bananada, tabaco, serragem, madeira bem seca, balsâmico, goiaba, trufas, ervas secas, charuto, jasmim, curral.
Boca:  seca a boa, mas preserva elegância, redondo, frutado, massudo. Tem o estilo do novo mundo.
Harmonização: é um vinho para se apreciar. Pede, caso haja uma harmonização, uma carne de porco, uma comida mais neutra.
Estágio: 18 a 24 meses em barricas de carvalho.
Importador: comprado em New York.
Preço no Brasil: R$ 4.500,00.
Guarda: para se beber entre 2010 e 2030 (ou mais).
Decanter: ficou por três horas e meia.
Observações: sua primeira safra data de 1996, quando recebeu 98 pontos na avaliação de Robert Parker.

Vinho 3 - Vega Sicilia Unico


Safra: 1999.
Álcool: 14%.
Casta: predomina a tempranillo (tinto fino), havendo também cabernet sauvignon e outras castas em sua composição.
Produtor: Bodegas Vega Sicilia.
Região: Valladolid, Ribera del Duero, Espanha.
Cor: rubi, com reflexos atijolados.
Aromas: lácteo, manteiga, tostado, caramelo, baunilha, geleia bem doce. Identidade aromática bem potente.
Boca:  mel, boa acidez, aveludado, um leve salgado, azedinho, taninos presentes, mas muito elegantes.
Harmonização: é um vinho para se apreciar. Pede, caso haja uma harmonização, uma comida mais neutra.
Estágio: 7 anos entre barricas e pipas de carvalho, e mais 1 a 2 anos em garrafas.
Importador: comprado na Espanha.
Preço no Brasil: R$ 1.700,00.
Guarda: para se beber até 2050.
Decanter: ficou por três horas e quarenta e cinco minutos.
O preferido da noite de Leo S., Leo L., Vera, Cláudia, Abílio, Rita, Lucimar, Fernanda e Marcos, tornando-se, portanto, o campeão da 60ª reunião da confraria.

Vinho 4 - Amarone Romano Dal Forno


Safra: 2003.
Álcool: 16,5%.
Casta: corvina, croatina, corvinone, oseleta e rondinella.
Produtor: Giuseppe Quintarelli para Romano Dal Forno.
Região: Illasi, Vêneto, Itália.
Cor: bem escura, fechada.
Aromas: floral, melão, muito álcool, açúcar mascavo, melaço de cana.
Boca:  o álcool some na boca, redondo, tabaco, licoroso, não tão ácido como os anteriores, seca o meio da língua.
Harmonização: é um vinho para se apreciar. Pede, caso haja uma harmonização, um cordeiro em redução de molho adocicado, como o cassis, uma redução de balsâmico.
Estágio: 24 meses em pipas.
Importador: comprado em Milão.
Preço no Brasil: R$ 1.700,00.
Guarda: para se beber até 2035.
Decanter: ficou por quatro horas.
Observações: é considerado o "Petrus" dos amarones.
O preferido da noite de André.

Vinho 5 - Château d'Yquem


Safra: 1998.
Álcool: 13,5%.
Casta: predomina a sémillon, tendo ainda sauvignon blanc e muscadelle.
Produtor: Château d'Yquem.
Região: Sauternes, Bordeaux, França.
Cor: dourado.
Aromas: mel, flor de laranjeira, amêndoas.
Boca:  elegante, pêssego, crème brûlée, equilibrado.
Harmonização: embora seja um vinho doce, harmoniza muito bem com queijo roquefort e foie gras.
Estágio: não há informações, mas com certeza estagia em barricas de carvalho.
Importador: comprado em São Paulo.
Preço no Brasil: R$ 2.500,00.
Guarda:  para se beber até 2100 .
Observações: só produzido em safras excepcionais. É o único vinho branco doce classificado como Premier Cru Classé do mundo. No nosso encontro, não entrou na votação, ficando uma espécie de hors concours. Degustamos o Château d'Yquem antes do jantar, harmonizando-o com queijo roquefort e foie gras. Harmonização perfeita.


queijo roquefort e foie gras


Assim que terminamos a degustação destes fantásticos vinhos, apreciamos o queijo português da Lactovil (Lacticínios de Trancoso), produzido na região demarcada da Serra da Estrela. Eu sou suspeito para falar, pois sou um apreciador deste tipo de queijo produzido com leite de ovelha curado. Não conhecia o produtor. Gostei tanto que comprei duas unidades para as festas de final de ano.


queijo Serra da Estrela


Em seguida, a anfitriã nos brindou com um ótimo jantar que teve surubim defumado assado, acompanhado de molho de dill com alho poró e espaguete de palmito pupunha ao molho de sálvia. Tudo isto regado com a champagne Jacquart Brut Mosaique Rosé (12,5% de álcool), produzida em Reims, Champagne, França, pela Alliance Champagne. No Brasil, ela custa R$ 215,00 a garrafa e pode ser encontrada em Brasília na Art du Vin.


surubim defumado assado, acompanhado de molho de dill com alho poró


espaguete de palmito pupunha ao molho de sálvia


Finalizamos com café Nespresso.

A reunião serviu para que os confrades se confraternizassem pelo final de ano, com todos renovando a certeza de vários encontros em 2012. O próximo está agendado para 23 de janeiro, quando degustaremos vinhos italianos.

vinho








domingo, 20 de março de 2011

FÉRIAS - DIA 23 - DOMINGO - 20/03/2011 - ÚLTIMO DIA NA EUROPA

Domingo lindo em Lisboa. Café da manhã fantástico do Sofitel Lisboa. Resolvemos pegar um metrô, a linha vermelha, também chamada Oriente, para ir até ao Shopping Vasco da Gama. Diferente de Milão, Bruxelas e Paris, o metrô da capital portuguesa é muito limpo, com amplas estações, todas elas bem iluminadas. O shopping estava lotado. Havia muita gente que participou da 21ª Meia Maratona de Lisboa na manhã deste domingo e estava a passear pelo centro de compras. Tive a impressão de que o Vasco da Gama foi ampliado desde a última vez que lá estive. Antes não tinha loja da Fnac e agora tem, onde acabei comprando três dvds. Paramos em uma loja de velas, atraídos pela vitrine. Acabamos comprando algumas peças. Para tirar a má impressão do jantar da noite de sábado, fomos almoçar no restaurante de comida típica portuguesa Serra da Estrela, localizado no segundo piso do shopping. Preferimos ficar em uma mesa interna. Serviço eficiente. Mal sentamos e nossa mesa estava cheia de acepipes portugueses, como queijo Estrela, presunto serrano, pães feitos na casa, entre outras delícias. Ric pediu um bacalhau de natas, enquanto eu fiquei com um arroz de pato. Os pratos vem quentes, muito bem servidos. Nem eu nem Ric conseguimos comer tudo. Não houve espaço para a sobremesa, embora a vitrine de doces portugueses estava tentadora, todos em tamanho GG. Voltamos para o hotel. Já se aproximava do meio da tarde e tínhamos que arrumar as malas, com a preocupação de nenhuma delas pesar mais do que 32 quilos, embora viajando em classe executiva, tenho o direito de despachar dois voulmes de até 32 quilos cada um, além de dois volumes de mão com o peso unitário de até 10 quilos. Deu tempo até para descansar um pouco. Tinha decidido deixar o hotel por volta de 19:30 horas. Assim, um bom banho às 19 horas foi necessário para deixar o corpo mais relaxado para a longa viagem até Brasília. O check out foi rapidíssimo. Pegamos um táxi para o aeroporto, cuja corrida deu 10 euros. O check in da classe executiva da TAP é separado, em um local de fácil acesso. Estava vazio. Foi tão rápido que nem vimos o peso das malas. Em alguns aeroportos da Europa já há uma passagem pelo raio X destinado aos passageiros viajando em executiva. No aeroporto de Lisboa esta linha se chama Green Way. Enquanto havia fila do outro lado, passamos muito rápido pelo controle de segurança. À direita do raio X está o balcão da alfândega onde quem pegou a documentação para devolução dos impostos, o tax free, ao fazer as compras na Europa, deve carimbar os papeis para retirar o dinheiro do imposto em balcão da Global Blue, localizado próximo à alfândega. Havia uma pequena fila para os carimbos porque os funcionários tinham saído para tomar um café (parece familiar!). Mas quando a funcionária voltou, foi um furacão no atendimento, ficando sem fila em menos de dez minutos. Recebi de volta 92 euros da compra do meu iPhone 4 em Paris. Passamos, então no duty free, onde fizemos compras de perfumes e vinhos. Em seguida, nos dirigimos à nova sala vip da TAP, bem grande, com dois pisos, incluindo duchas. Serviço de buffet muito bom, com algumas das especialidades da culinária portuguesa. Estou em um dos vários computadores da sala, atualizando este blog enquanto aguardo o embarque. A decolagem está prevista para 23:30 horas, com chegada em Brasília às 06:10 horas da manhã de segunda-feira, meu último dia de férias, que será destinado ao descanso do corpo para voltar ao batente na terça-feira.