Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Adolfo Celi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Adolfo Celi. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de dezembro de 2012

007 CONTRA A CHANTAGEM ATÔMICA

Dando prosseguimento à revisão dos filmes de James Bond, coloquei para rodar o quarto filme da série, 007 Contra a Chantagem Atômica (Thunderball), produção do Reino Unido lançada em 1965. Terence Young, diretor dos dois primeiros, volta para trás das câmeras, e tem Sean Connery mais uma vez emprestando seu charme para o personagem BondDesmond Llewelyn (Q), Bernard Lee (M) e Lois Maxwell (Moneypenny) voltam a viver os mesmos personagens dos três filmes anteriores. Desta vez, o agente secreto inglês tem que ir para as Bahamas impedir que bombas atômicas roubadas pela organização criminosa Spectre sejam lançadas contra Miami. O vilão maior é Emilio Largo, interpretado por Adolfo Celi, que empresta um ar cafajeste muito interessante ao personagem, potencializado com o tapa olho que ele utiliza. Claudine Auger (Domino) é a bond girl envolvida com o vilão, mas que acaba se encantando por Bond e o ajuda a descobrir onde estão escondidas as bombas. O filme tem ótimas cenas subaquáticas, incluindo uma batalha com arpões, tubarões e muito sangue. As engenhocas de Q continuam sendo um achado para Bond e seu carro Aston Martin tem mais dispositivos que ajudam o agente secreto a se safar dos perigos. Como sempre, a abertura é um caso à parte, com um interessante clipe embalado pela canção tema, Thunderball, interpretada por Tom Jones. É o primeiro filme da série que ultrapassa as duas horas de projeção, com exatos 130 minutos. E é aí que mora o problema. Ele fica cansativo, com cenas repetidas e/ou prolongadas. Depois de Golfinger, a comparação fica inevitável, com Thunderball perdendo feio para seu antecessor. Mesmo assim, é um bom filme para diversão e entretenimento.

filme
dvd

sábado, 27 de fevereiro de 2010

CAIÇARA

Noite de sexta-feira quente no Rio de Janeiro. Cansado, decido assistir ao filme Caiçara (Caiçara), de Adolfo Celi. Produção brasileira de 1950, considerada o primeiro clássico da Companhia Vera Cruz. Estrelada pela bela atriz Eliane Lage, o filme conta a história de uma mulher órfã que vivia em um asilo onde foi buscada por um estranho para se casar. Ela se casa, muda-se para a ilha onde ele morava, mas não se dá bem com o marido, autoritário e com hábitos rústicos. Ela desperta desejo em alguns moradores da ilha, especialmente do sócio de seu marido em um pequeno estaleiro. Ainda há uma preta velha misteriosa que lida com o sobrenatural. A cópia do filme no dvd está muito ruim, com péssima qualidade de som. Há cenas inteiras em que eu não entendia nada. No dvd não há a opção de assistir com legendas, o que poderia ajudar na compreensão dos diálogos. De qualquer forma, foi interessante conhecer este trabalho de 1950, considerado por alguns críticos como a inserção do cinema brasileiro no cenário internacional. Eliane Lage era estreante e levou bem o papel da mulher infeliz no casamento. É claro que ela consegue um grande amor ao longo do filme. O cenário escolhido para o fim pode soar estranho, mas a mensagem que o diretor quis passar de fim e começo de uma vida me pareceu convincente. A melhor cena para mim é um tapa na cara que Marina (Eliane Lage) leva do marido com a câmera focando apenas o rosto da atriz. Não aparece o tapa, mas a expressão facial e o movimento do rosto transmitem para nós, espectadores, a sensação de que houve um tapa. Também gostei muito da cena seguinte ao tapa, quando Marina, com um dos ombros descobertos, se vê no espelho, revelando toda a beleza de Eliane Lage. Apesar dos problemas técnicos do dvd e de certa ingenuidade do roteiro, gostei de conhecer este clássico do cinema nacional.