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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

NUNCA MAIS OUTRA VEZ

Em 1983 dois filmes do agente secreto James Bond, o 007, foram lançados no cinema: 007 Contra Octopussy (Octopussy), dirigido por John Glen e estrelado por Roger Moore, e Nunca Mais Outra Vez (Never Say Never Again), dirigido por Irvin Kershner e estrelado por Sean Connery. O primeiro é o décimo terceiro filme da série oficial de 007. Já o segundo não tem relação com os produtores da série, não sendo considerado um filme oficial. O produtor Kevin McClory foi co-autor de 007 Contra A Chantagem Atômica (Thunderball), lançado em 1965, e depois de uma batalha judicial com Ian Fleming, o criador do personagem, McClory venceu, tendo o direito de fazer sua própria versão de James Bond. Assim Nunca Mais Outra Vez é um remake do filme de 1965. Ele não utiliza a música tema de 007, mas os personagens fixos da série, como M, Q e Miss Moneypenny, estão presentes, assim como elementos característicos dos filmes de Bond, como mulheres bonitas, incluindo uma vilã, perseguições de automóveis, champanhe (embora não haja a identificação do rótulo), o drinque preferido do agente secreto, e muita cena subaquática. Para viver o personagem, o produtor chamou novamente Sean Connery, que havia dito quando deixou a série que não faria o papel de 007 novamente. Ele voltou atrás e sua afirmativa acabou virando piada no final do filme em um diálogo entre Bond e Domino, e inspirou o título da película. Na batalha entre os dois filmes de 1983, Roger Moore saiu ganhando, pois Octopussy teve uma maior bilheteria mundial do que Nunca Mais Outra Vez. Se comparadas as duas versões de Thunderball, prefiro esta última, a não oficial, ressaltando que em ambas Sean Connery emprestou seu charme ao agente secreto. Também em matéria de bondgirl, as duas desta versão são as mais bonitas de todos os filmes lançados até 1983. Kim Bassinger vive Domino Petachi, a namorada do vilão que se apaixona por Bond. Barbara Carrera interpreta Fatima Blush, a impiedosa agente número 12 da Spectre. Dois atores de peso vivem os vilões. Klaus Maria Brandauer interpreta Maximilian Largo, o milionário que rouba as ogivas nucleares dos Estados Unidos e planeja explodir cidades americanas. Max von Sydow é Blofeld, o número 1 da Spectre. Gostei.

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sábado, 5 de janeiro de 2013

COM 007 VIVA E DEIXE MORRER

Na sexta-feira à noite, com preguiça de sair, resolvi ver mais um filme da série 007, o oitavo da sequência, o primeiro com Roger Moore no papel de James Bond. Com 007 Viva e Deixe Morrer (Live and Let Die) é dirigido por Guy Hamilton para um produção do Reino Unido de 1973. Sai Sean Connery, com todo o seu charme, e entra Roger Moore, mais sofisticado e com um ar mais cínico. Desta vez Bond tem como missão descobrir quem está por trás da morte de três agentes secretos, em uma conexão que envolve New Orleans, nos Estados Unidos, a San Monique (uma ilha fictícia localizada no Caribe). Ele se envolve com adeptos do vudu chefiados pelo diplomata Kananga, interpretado por Yaphet Kotto, que mantém uma jovem papisa, Solitaire (Jane Seymour), sob seu domínio, pois acredita piamente que ela detém o poder de ler cartas de tarô. No desenrolar da história, Bond descobre que os negócios escusos de Kananga envolvem produção e comércio de heroína. Para conseguir derrotar o vilão, ele passa por grandes apuros, não podendo confiar em absolutamente ninguém que cruza seu caminho. Claro que se envolve com Solitaire, mas antes seduz Rosie (Gloria Hendry), uma agente duplo. Há referência explícita ao famoso Capitão Gancho da história de Peter Pan na figura do braço direito do vilão, o careca Tee Hee (Julius Harris), além da criação de crocodilos e jacarés que Kananga tem na ilha. Neste filme o personagem Q só é citado, mas há rápida aparição de M e Moneypenny, cujos atores são os mesmos desde o primeiro filme da série: Bernard Lee e Lois Maxwell. Características que fizeram a fama dos filmes de Bond continuam fortes na tela, como a perseguição de carros, que que potencializada neste filme por uma eletrizante perseguição de barcos pelos rios da Lousiana. Esta perseguição de barcos tem as cenas mais engraçadas do filme, vividas pelo Xerife Pepper (Clifton James), e pela invasão dos barcos a um casamento que ocorria às margens do rio, com direito a barco passar por cima do bolo da festa, deixando a noiva em prantos. Também o luxo se faz presente, seja no engenhoso relógio Rolex que ajuda o agente secreto na hora mais crítica, seja na champanhe, que volta a ser pedida por Bond, mas diferente dos outros filmes, quando solicitava uma Dom Pérignon, desta feita a bebida da vez é a Bollinger. A música tema é cantada por Paul McCartney and The Wings e recebe o mesmo nome do título original do filme: Live and Let Die, mas há uma cena em um bar-restaurante de New Orleans onde Brenda Arnau arrasa cantando a mesma canção tema. O filme tem 121 minutos de duração, sendo um pouco arrastado em determinadas ocasiões, o que o faz menos ágil do que os estrelados por Sean Connery. Mas mesmo assim, acabei gostando do filme e descobri que nada lembrava dele, ficando na dúvida se realmente já o tinha visto.

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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

007 OS DIAMANTES SÃO ETERNOS

Marasmo de final de ano, mais uma noite com filme para ver em casa. Continuei com James Bond, colocando no aparelho de dvd o sétimo filme da série, o 007 Os Diamantes São Eternos (Diamonds Are Forever), mais uma produção do Reino Unido, dirigida por Guy Hamilton, lançada nos cinemas em 1971. Sean Connery volta a viver James Bond, depois de ter deixado o cargo para George Lazenby no filme anterior. No entanto, fatos marcantes na vida de 007 desenvolvidos no sexto filme, como o seu casamento, são totalmente ignorados nesta nova aventura. Bond volta a ser o sedutor de mulheres, mas não se prende a nenhuma. Blofeld, o chefão da Spectre, é interpretado por outro ator. Desta feita, por Charles Gray. Terceira vez que o vilão dá as caras, sendo interpretado por três atores diferentes. E mais uma vez ele é destruído, mas fica a dúvida se morreu. Por outro lado, os atores Desmond Llewelyn (Q), Bernard Lee (M) e Lois Maxwell (Moneypenny) voltam a viver os mesmos personagens de todos os filmes anteriores. As bond girls são interpretadas por Jill St. John (Tiffany Case) e Lana Wood (Plenty O'Toole). Além de Blofeld, dois outros vilões que trabalham para ele se destacam. São nerds e formam um casal gay (mas esta característica não se destaca no filme, apenas há insinuações visuais), sendo responsáveis pelos assassinatos mais engenhosos do filme. Os atores que dão vida a eles são Putter Smith (Mr. Kidd) e Bruce Glover (Mr. Wint). Na história, Bond tem que descobrir quem está por trás de um contrabando de diamantes e qual o seu propósito. Para tanto, viaja para Amsterdã e Las Vegas, cidades que serviram de set para as filmagens. Pela primeira vez não aparece em cena uma garrafa de Dom Pérignon, mas o bom gosto de Bond para bebidas finas continua presente, tanto quando toma uma dose de xerez, quanto em um banquete no navio quando experimenta uma taça do vinho tinto Mouton Rothschild, um dos ícones da França. As marcas de luxo também se fazem presentes, seja na citação do nome da bond girl, Tiffany, que foi assim batizada porque nasceu em uma loja da famosa joalheria, seja na brincadeira de Bond ao saber o motivo do nome desta garota, dizendo que ainda bem que ela não tinha nascido na loja da Van Cleef & Arpels. A música tema, cantada por Shirley Bassey, a mesma intérprete de Goldfinger, é uma delícia de se ouvir e teve vida própria desligada do filme. No mais, socos, brigas, perseguições (desta vez tem uma ótima no deserto de Nevada) e hotéis de luxo continuam a fazer parte da história, como se fossem personagens intrínsecos da série. História ágil, com 120 minutos. Gostei.

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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

007 A SERVIÇO SECRETO DE SUA MAJESTADE

Dando prosseguimento à revisão dos filmes da série 007, aproveitei o final de noite totalmente calmo do dia 25 de dezembro para ver o sexto filme com o agente secreto James Bond. Desta vez foi um filme que ainda não tinha visto: 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade (On Her Majesty's Secret Service), produção do Reino Unido, dirigida por Peter Hunt e lançada nos cinemas em 1969.  Desmond Llewelyn (Q), Bernard Lee (M) e Lois Maxwell (Moneypenny) voltam a viver os mesmos personagens dos filmes anteriores, mas Sean Connery deixa o posto de 007 pela primeira vez, dando lugar ao ator australiano, mas com formação inglesa, George Lazenby. Para viver o vilão Blofeld, que foi interpretado por Donald Pleasence no filme anterior, também houve troca, cabendo a Telly Savalas interpretá-lo. Savalas ficou muito conhecido como Kojak, em série televisa de mesmo nome que fez sucesso na década de setenta. Desta vez há uma enxurrada de possíveis bond girls, de várias etnias, mas somente três delas caem nos braços de James Bond. A principal é Tracy (Diana Rigg), também conhecida como Condessa Teresa, filha do milionário italiano Draco (Gabriele Ferzetti), que flerta com o crime organizado e faz um acordo com Bond. Bastava ele se casar com Tracy e teria acesso ao seu arqui-inimigo Blofeld, chefão da Spectre. O vilão se isola nos Alpes, na Suíça, onde mantém uma clínica de fachada para tratamento alérgico, mas que na verdade condiciona mulheres, todas lindas e com corpos esculturais, para servirem de vetor para uma possível guerra bacteriológica. Ao mesmo tempo, Blofeld quer ser reconhecido como descendente de uma nobre família, pleiteando para si o título de Conde de Beauchamp. Obviamente que Bond entra na história para detê-lo. O roteiro é confuso, sem muitas explicações dos motivos pelos quais 007 começa o filme perseguindo Tracy para impedí-la de se matar e esta dúvida permanecerá sem resposta já que ele não sabia que ela era filha de Draco. Alguns elementos de sempre estão presentes, como o champanhe Dom Pérignon, o dry martini, as roupas bem cortadas, a hospedagem em hotéis de luxo e o jogar do chapéu no cabideiro quando Bond chega na sala de Moneypenny. Também há referências aos filmes anteriores, especialmente na abertura quando vários fotogramas dos cinco filmes iniciais da série são mostrados em taças de vinho ou ampulhetas. Mas a referência maior é para Sean Connery e pode passar despercebida para quem não é ligado na série. Ao final da cena em que Bond tenta impedir Tracy de se matar no mar, após uma sequência de luta na praia com alguns capangas surgidos do nada, ela escapa, deixando seus sapatos na areia, fugindo no carro de Bond e depois em seu próprio carro. Bond pega os sapatos, olha para as câmeras e diz que aquilo não acontecia com o outro cara. Ou seja, quando Bond era interpretado por Connery, ele ficava com a mocinha. Curiosamente, há uma cena em que o lema de uma família, estampado abaixo de seu brasão, seria o título de mais um filme de James Bond vinte anos depois deste sexto episódio: The World is Not Enough, que no Brasil se chamou 007 - O Mundo Não É O Bastante. Mesmo com 142 minutos de duração, o filme não cansa, pois é ágil, com muitas cenas de ação e perseguição, das quais duas merecem destaque: a descida nas montanhas nevadas dos alpes suíços e a sempre presente perseguição de carros, que desta vez ocorre dentro de uma pista de corrida. Ambas são frenéticas e bem feitas, apesar de alguns efeitos especiais hoje parecerem coisa de nerd iniciante. A maior parte das cenas se passa em Portugal e na Suíça. Lazenby não tem o charme de Connery, o que prejudica um pouco a condução do herói nas telas de cinema, pois ele fica um pouco duro, sem carisma. O filme ainda quebra a áurea conquistada até então pelo agente secreto de galanteador que não se rende ao casamento ao colocar Bond no altar com a Condessa Teresa. Não escrevo mais porque para quem não conhece o filme pode estragar o desfecho da história. Pelo roteiro confuso, por tentar dar um outro caminho para o agente secreto e pela interpretação sem glamour de Lazenby, o filme pode ser considerado como um dos mais fracos da série.

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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

COM 007 SÓ SE VIVE DUAS VEZES

Vi pela primeira vez o quinto filme da série James Bond. Produção do Reino Unido de 1967, Com 007 Só Se Vive Duas Vezes (You Only Live Twice), tem na direção Lewis Gilbert e conta no elenco com Sean Connery mais uma vez emprestando seu charme e carisma ao agente secreto a serviço da rainha da InglaterraDesmond Llewelyn (Q), Bernard Lee (M) e Lois Maxwell (Moneypenny) voltam a viver os mesmos personagens dos filmes anteriores. As bond girls desta vez são interpretadas por Mie Hama (Kissy), uma agente secreto que casa, de mentira, obviamente, com Bond; Akiko Wakabayashi (Aki), outra agente secreta que sempre salva 007 dos perigos do filme, e Karin Dor (Helga Brandt), a vilã que cai nos braços do herói. A vilania fica por conta dos personagens interpretados por Teru Shimada (Mr. Osato) e Donald Pleasence (Blofeld), o número 1 da Spectre, que, enfim, mostra a sua cara. O principal aliado de Bond é vivido por Tetsurô Tanba (Tiger Tanaka).A história se passa em solo japonês, o que justifica o tanto de atores nipônicos no filme. A Spectre captura naves espaciais em órbita na Terra, tanto americanas quanto russas. Os chefes das duas potências pensam que estão sendo atacados mutuamente, o que os faz ficar em pé de guerra e é esta a intenção de Blofeld. Não podemos esquecer que o filme é rodado no auge da Guerra Fria entre Estados Unidos e a então União Soviética. Bond é escalado pela Inglaterra, única que acredita que a culpa não é das duas potências mundiais, para resolver o caso. Para tanto, simulam a morte do agente secreto em Hong Kong, e ele passa a usar uma segunda identidade em solo japonês. O filme tem mais ação do que o anterior, com muito mais mortes, tiros e explosões que os antecessores. O Aston Martin não aparece desta vez, mas a champanhe Dom Pérignon se faz presente, como sempre. Boas cenas de perseguição e a invasão dos ninjas à base de lançamentos de foguetes da Spectre são os pontos altos do filme. Gostei muito.

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domingo, 16 de dezembro de 2012

007 CONTRA A CHANTAGEM ATÔMICA

Dando prosseguimento à revisão dos filmes de James Bond, coloquei para rodar o quarto filme da série, 007 Contra a Chantagem Atômica (Thunderball), produção do Reino Unido lançada em 1965. Terence Young, diretor dos dois primeiros, volta para trás das câmeras, e tem Sean Connery mais uma vez emprestando seu charme para o personagem BondDesmond Llewelyn (Q), Bernard Lee (M) e Lois Maxwell (Moneypenny) voltam a viver os mesmos personagens dos três filmes anteriores. Desta vez, o agente secreto inglês tem que ir para as Bahamas impedir que bombas atômicas roubadas pela organização criminosa Spectre sejam lançadas contra Miami. O vilão maior é Emilio Largo, interpretado por Adolfo Celi, que empresta um ar cafajeste muito interessante ao personagem, potencializado com o tapa olho que ele utiliza. Claudine Auger (Domino) é a bond girl envolvida com o vilão, mas que acaba se encantando por Bond e o ajuda a descobrir onde estão escondidas as bombas. O filme tem ótimas cenas subaquáticas, incluindo uma batalha com arpões, tubarões e muito sangue. As engenhocas de Q continuam sendo um achado para Bond e seu carro Aston Martin tem mais dispositivos que ajudam o agente secreto a se safar dos perigos. Como sempre, a abertura é um caso à parte, com um interessante clipe embalado pela canção tema, Thunderball, interpretada por Tom Jones. É o primeiro filme da série que ultrapassa as duas horas de projeção, com exatos 130 minutos. E é aí que mora o problema. Ele fica cansativo, com cenas repetidas e/ou prolongadas. Depois de Golfinger, a comparação fica inevitável, com Thunderball perdendo feio para seu antecessor. Mesmo assim, é um bom filme para diversão e entretenimento.

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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

007 CONTRA GOLDFINGER

Mais um 007 para ver, ou melhor, rever. Desta vez, coloquei o DVD do terceiro filme da série. Para muitos críticos, ele é um dos melhores, senão o melhor de todos. Lembrava pouco, pois a última vez que vi foi quando adolescente, na segunda metade da década de setenta. O filme é 007 Contra Goldfinger (Goldfinger), produção do Reino Unido de 1964, primeiro filme dirigido por Guy Hamilton. Estrelado mais uma vez por Sean Connery, cada vez mais a vontade na pele do agente secreto com permissão para matar, James Bond. Alguns ícones da série aparecem pela primeira vez em Goldfinger, como o carro Aston Martin com banco injetável a partir de um botão na alavanca da caixa de marcha. Desmond Llewelyn (Q), Bernard Lee (M) e Lois Maxwell (Moneypenny) voltam a viver os mesmos personagens dos dois filmes anteriores. Desta feita, as bond girls são interpretadas por Shirley Eaton (Jill Masterson), Tania Mallet (Tilly Masterson), Mai Ling (Mei-Lei) e Honor Blackman (a comparsa do vilão que cai na lábia de Bond, a louraça Pussy Galore). O vilão Goldfinger é magistralmente interpretado por Gert Frobe. E ainda há o capanga de Goldfinger, o sempre calado Oddjob (Harold Sakata), que usa como arma a aba de seu chapéu. As filmagens em território americano fizeram parte da estratégia dos produtores de atingir o público dos Estados Unidos. Desta vez, as locações são na Suíça, Estados Unidos e Londres. A história é simples. James Bond tem que se aproximar de Goldfinger para descobrir seu real plano. O vilão negociava ouro ao redor do mundo, mantendo um belo estoque e fez um plano para atacar a reserva americana de ouro guardada no Forte Knox. Ele não queria roubar o ouro americano, mas submetê-lo a uma forte dose de radiação nuclear, inutilizando-o e, com seu estoque particular, passaria a ditar as regras no mercado mundial. O filme é ágil, tem as ironias de sempre de Bond, roupas impecáveis, luxo, com aparição, mais uma vez, de uma garrafa da champanhe Dom Pérignon, mas seus efeitos especiais, comparados com a tecnologia atualmente utilizada pelos grandes estúdios do cinema, são de dar boas risadas. No entanto, é um excelente filme, o que me faz concordar com os críticos, pois é um dos melhores da série.

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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

MOSCOU CONTRA 007

Na esteira dos 50 anos de James Bond, coloquei mais um filme da série para ver. Desta vez foi Moscou Contra 007 (From Russia With Love), do qual quase não lembrava de nada. O filme é de 1963, uma produção do Reino Unido dirigida por Terence Young, o mesmo diretor do primeiro 007. Dura 115 minutos e tem no elenco Sean Connery (James Bond), Daniela Bianchi (Tatiana Romanova), Pedro Armendáriz (Kerim Bey), Robert Shaw (Grant), Lotte Lenya (Rosa Klebb), Bernard Lee (M), Eunice Grayson (Sylvia Trench) e Lois Maxwell (Miss Moneypenny). Este é o segundo filme da série e já mostra que Bond gostava de viajar. Enquanto no primeiro, a ação se passava na Jamaica, nesta fita, a maior parte das cenas se passa em Istambul, Turquia. Também há tomadas em Veneza, Itália. Claro que os cartões postais de ambas cidades aparecem como cenário para as tomadas do filme. Alguns personagens do primeiro filme continuam nesta sequência, sendo interpretados pelos mesmos atores, caso de Miss Moneypenny, M e Sylvia Trench, esta última uma das bondgirls de Moscou Contra 007. Bond ainda se relaciona com mais três beldades, sendo duas delas personagens ciganas e uma russa. Tatiana Romanova, a russa, é a principal bondgirl do filme. Quem a interpreta é a Miss Roma Daniela Bianchi. Sua voz não devia ser muito boa, pois no filme ela é dublada por outra atriz. Na trama, 007 é envolvido numa armadilha da Spectre, uma organização criminosa. Os agentes da Spectre tem números como identificação. O chefão, número 1, não aparece de corpo inteiro no filme, e seu rosto nunca é mostrado. Na armadilha, a Spectre coloca russos contra turcos em Istambul, estremecendo as relações amistosas que vinham mantendo até então. Tudo isto para colocar as mãos em um aparato chamado Lektor, uma espécie de máquina da verdade, e matar James Bond, em vingança pela morte do Dr. No, vilão do primeiro filme e um dos integrantes da organização criminosa. Como era o auge da guerra fria, a caracterização dos russos é hilária para os dias atuais. O filme repete as cenas de ação, perseguição de automóveis, tiros e lutas de qualquer um da série, mas um de seus elementos comuns está ausente: o famoso drinque dry martini. Em compensação, os ternos bem cortados, a gravata borboleta, o champanhe, o torso nu do agente secreto e as mulheres bonitas se fazem presentes. Uma das cenas mais interessantes é a entrevista que Rosa Klebb, a vilã número 3 da Spectre, faz com Romanova. Além da caracterização bem masculinizada, há uma forte insinuação de lesbianismo por parte de Rosa nesta entrevista. Não sei se Terence Young quis homenagear Hitchcock, mas a cena em que Bond é perseguido em um campo verdejante por um helicóptero que atira granadas sobre o agente secreto é claramente inspirada na cena em que um avião persegue o personagem vivido por Cary Grant em Intriga Internacional (North by Northwest), de 1959. A música tema, também chamada de From Russia With Love, é um destaque, cuja interpretação coube a Matt Monro. A abertura do filme é muito bem feita, como um videoclipe  Enquanto From Russia With Love é cantada, os créditos aparecem no balanço do corpo de uma dançarina do ventre. Não é tão bom quanto 007 Contra o Satânico Dr. No (Dr. No), 1962, mas é uma ótima diversão.

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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

007 CONTRA O SATÂNICO DR. NO

Depois de ver o 23º filme da franquia 007 no cinema, fiquei com vontade de rever o primeiro de todos, lançado em 1962, há cinquenta anos atrás. Peguei o DVD, coloquei no aparelho, sentei confortavelmente na poltrona e me deliciei com 007 Contra o Satânico Dr. No (Dr. No), produção inglesa dirigida por Terence Young. Baseado em conto de Ian Fleming, o agente secreto com permissão para matar, James Bond, o 007, teve sua primeira aventura no cinema na Jamaica, onde teve que enfrentar Dr. No, um cientista com ascendência asiática, com mãos de ferro, gênio do mal, que usa toda a sua inteligência e dinheiro para tentar destruir o programa espacial americano. Neste primeiro filme algumas características do personagem que se perpetuarem em todos os 22 seguintes são mostradas de forma contundente. A sua ironia, as roupas sempre bem cortadas, os carros esportivos, o dry martini, o champanhe. O famoso modo de fazer o drinque popularizou o dry martini em todo o mundo. Neste primeiro filme, a fórmula é dita bem clara: martini seco, casca de limão, batido, mas não mexido. Nesta primeira história, Bond janta com Dr. No bebendo uma Dom Pérignon Vintage 1955. Para tirar uma onda com o vilão, ele não perde a pose, dizendo que prefere a safra 1953. Isto sem falar nas mulheres. Neste filme, Bond fica com três. A primeira é Sylvia Trench (Eunice Gayson), uma jogadora profissional de cartas, que aparece na primeira cena em que surge Sean Connery na qual a famosa apresentação do agente secreto é feita pela primeira vez: Bond, James Bond. A segunda é Miss Taro (Zena Marshall), uma secretária da unidade do serviço secreto britânico na Jamaica que também trabalha para o inimigo. E a terceira é Honey Hider (Ursula Andress), a pescadora de conchas que Bond encontra na Crab Key Island, sede do laboratório do Dr. No. A cena de Andress saindo do mar, somente com biquíni e um facão na cintura virou um clássico do cinema mundial e embalou sonhos eróticos de muita gente na década de sessenta. Sean Connery mostra neste primeiro filme que seria difícil de ser substituído na pele de James Bond, sem ser um exemplo de galã, é sedutor e carismático ao mesmo tempo. Mesmo passados 50 anos, o filme ainda atrai, não envelheceu. Claro que os efeitos especiais de hoje deixam as trucagens deste filme abaixo de poleiro de pato, mas uma certa ingenuidade tem seu lugar e isto o filme tem de sobra, cuja representação máxima está na personagem de Ursula Andress. Para ver, rever, e manter em uma coleção de filmes.

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sábado, 27 de outubro de 2012

007 OPERAÇÃO SKYFALL


Sou fã da série 007. Tenho todos os filmes em casa, além de um livro sobre o icônico personagem James Bond. Ainda compro uma série de revistas, que saem em período não muito regular nas bancas, que, além de contar fatos e curiosidades sobre cada um dos filmes, traz uma miniatura de um dos veículos usados por 007 nestes filmes. Minha curiosidade e expectativa ficaram grandes para 2012, pois a franquia completa 50 anos e nada melhor do que uma boa comemoração lançando um novo filme nos cinemas. Assim, chegou à telona o 23º filme do agente secreto britânico mais famoso do mundo: 007 Operação Skyfall (Skyfall), co-produção de Estados Unidos e Grã-Bretanha, dirigida pelo ganhador do Oscar Sam Mendes. No elenco, Daniel Craig, cada vez melhor como Bond; Judi Dench, se despedindo da personagem M, a chefe de 007; Ralph Fiennes, como Gareth Mallory, o novo chefão da MI6; Naomi Harris, como Eve, uma das bondgirls do filme, que tem um interessante segredo revelado ao final da película; Bérénice Marlohe, vivendo a enigmática Sévérine, a outra bondgirl; e o fabuloso Javier Bardem, dando vida ao mega vilão Silva. O filme faz uma mistura de passado e presente, de nostalgia e atualidade, muito bem harmonizada por Mendes. Ele consegue trazer o glamour dos primeiros filmes de Bond, quando Sean Connery dava vida ao agente secreto, sem cair na pieguice de uma volta ao passado. Além disto, Craig consegue imprimir um toque que Connery dava a 007, incluindo sorrisos irônicos e tiradas com muito bom humor, atualizando o personagem. O realismo fica por conta das perseguições, das explosões e da falta de um inimigo maior, tipo Guerra Fria. No caso, Silva é um ex-agente da MI6, o preferido à época de M, que se muda de lado e passa a espalhar o terror, usando as mesmas armas que a agência MI6. Para piorar, M e seus comandados passam por uma prova de fogo no parlamento inglês, quando são questionados se ainda há motivos para gastar rios de dinheiro com espionagem no mundo. Javier Bardem rouba todas as cenas em que aparece, interpretando Silva como um ambíguo ser sexualmente falando, pois ao mesmo tempo em que mantém a bela Sévérine ao seu lado, faz uma carícia pra lá de ousada em Bond, que dá uma resposta que deixa todo mundo com a pulga atrás da orelha. Bardem está a cara de Clodovil, só que louro. A nostalgia fica por conta da não utilização por Bond de aparelhos tecnológicos de última geração, de aparecer um Aston Martin com o botão vermelho na marcha para ejetar o passageiro, como nos primeiros filmes, e da volta do personagem à antiga casa onde nasceu e cresceu, no interior da Inglaterra. Craig/Bond continua usando ternos impecáveis, escapando da morte, bebendo champanhe e seu drinque favorito, o dry martini. O filme é muito bom, um dos melhores que já vi de toda a franquia. Não poderia acabar este post sem falar na música tema. Um primor a letra e tendo a voz maravilhosa de Adele para interpretá-la. A abertura do filme, após um longo prólogo, é embalada por tal canção, chamada Skyfall. Integrada ao filme, pode ter vida própria como um videoclip. Fantástico.

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