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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

UM DIA NO MAIOR SHOPPING DO MUNDO - DUBAI MALL


Visitar o Dubai Mall exige planejamento, pois ele é enorme, com vários atrativos, além de uma miríade de lojas de tudo quanto é estilo para todos os gostos. Nossa ideia era subir no deque de observação do Burj Khalifa, conhecer o Aquário de Dubai (Dubai Aquarium), almoçar em um de seus vários restaurantes, fazer compras e ver o show dançante da Fonte de Dubai (Dubai Fountain). Claro que isto tudo não seria possível com o grupo junto o tempo inteiro. Assim, decidimos o que faríamos no mesmo horário, sempre combinando nos encontrar em frente ao Dubai Aquarium, ponto mais central do shopping e de mais fácil acesso. Assim fizemos.
O primeiro local que visitamos foi o At The Top, o deque de observação do Burj Khalifa, cuja entrada se dá pelo shopping. Depois, cada um tratou de ir às compras, encontrando novamente para almoçar no Karam Beirut, especializado na culinária libanesa. Depois do almoço, mais compras, até novo encontro para visitar o Dubai Aquarium. Mais compras e novo encontro, desta vez para ver o show de luzes, som e água da Fonte de Dubai.
Para cada um destes programas conjuntos, há uma postagem específica neste blog.
Quanto às compras, confesso que fiquei perdido por haver centenas de opções. Comecei pela Shepora, pois queria comprar um perfume nada fácil de achar no Brasil, o Ninfeo Mio, da grife francesa Annick Goutal. Não havia, mas o vendedor, muito simpático, me disse que acharia na unidade da Bloomingdale's do shopping. Ele tinha razão. Encontrei, experimentei, gostei e comprei um vidro do perfume. Outra coisa que queria comprar era uma alpargata. Encontrei uma azul e branca na Top Man, braço masculino da inglesa Top Shop. Comprei. Assim, o que queria comprar, achei e comprei no Dubai Mall. O restante do bate perna acompanhei V, C ou D. S somente nos encontrava para os programas conjuntos. Passeamos pelos corredores do shopping, vendo vitrines e mais vitrines das lojas de todas as grifes que importam no mundo, inclusive algumas que é difícil encontrar lojas exclusivas. Desta forma, passamos por Tag Heuer, Montblanc, Louis Vuitton, Gucci, Prada, Pucci, Ermenegildo Zegna, Panerai, Zara, Puma, Nike, Adidas, Armani, Hermès, Vivienne Westwood, Alexander McQueen, Tom Ford, Top Shop, Sephora, Bloomingdale's, Galeries Lafayette, Lenôtre, Godiva, Lindt, Marc Jacobs, Chanel, Dior, entre diversas outras. Isto sem falar nas brasileiras Ipanema e Havaianas. Cada corredor do shopping é surpreendente em sua decoração. Parece que todo mundo, turistas e moradores, sempre resolvem passear no shopping, pois o movimento é intenso. Curioso também ver os árabes em suas roupas típicas, com mulheres sempre andando em grupos, todas de preto, mas com bolsas chiquérrimas nas mãos. Num destes corredores, paramos um pouco para um providencial café no meio da tarde na unidade da Fauchon Paris.


Dentro do shopping, há um enorme complexo de cinema, além de uma pista de patinação no gelo permanente, parte mais movimentada do centro de compras. Outra atração é a Waterfall, uma cascata cilíndrica que percorre os quatro andares do mall. Muito bonita, com esculturas de homens saltando sobre as águas da cachoeira.

Mantendo a tradição do mundo árabe, o shopping reservou uma área para seu mercado, o Gold Souk, com reprodução da arquitetura típica e lojas vendendo jóias e relógios. Este mercado dentro do shopping é enorme, com ruas largas, mas em forma de labirinto que dá para se perder dentro dele.


Ainda comprei algumas cadernetas Moleskine na papelaria da Bloomingdale's, pois o preço era convidativo.
Após o show da fonte dançante, em um mormaço incrível, já perto de 19:30 horas, resolvemos ir embora, depois de oito horas no Dubai Mall. Fomos para a organizada fila do táxi, perto da área de serviço do shopping, com bancos e pequenos spas para massagens. A fila era enorme, mas ninguém estava estressado. Ali, como em várias partes do centro de compras, vimos adesivos nos vidros alertando para as mulheres usarem roupas condizentes com a tradição local, com ombros e joelhos cobertos. Parece que a maioria das estrangeiras ignora tais avisos, pois elas desfilam de blusinhas com finas alças ou tops, além de mini saias e shortinhos micro. Total contraste com as túnicas negras que as mulheres árabes passeiam nos corredores e lojas do Dubai Mall. Após vinte minutos na fila e ainda longe de chegar nossa vez, um funcionário do shopping percebeu que nós cinco estávamos juntos, passando-nos na frente de todos para tomar um táxi maior, com capacidade para até sete pessoas. Voltamos exaustos e satisfeitos com nossas compras para o hotel.

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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

AT THE TOP - BURJ KHALIFA


Burj Khalifa

Quinta-feira, 27 de setembro de 2012, 11:30 horas. C foi até a bilheteria do At The Top para trocar nossos vouchers. Como já sabíamos que o ingresso para subir no observatório do Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo, era mais barato se reservado com antecedência, fizemos isto por intermédio da concierge do Radisson Blu Hotel, onde estávamos hospedados. Pagamos DHS 100 (R$ 55,20 ou U$ 27) pela reserva antecipada, com horário marcado para 12:30 horas. A entrada do observatório, localizado no 124º do prédio, fica dentro do The Dubai Mall, perto de uma de suas praças de alimentação. Assim que C pegou as entradas, sentamos em um café para esperar o tempo de subir, já que não daria para ficar passeando no maior shopping do mundo, coisa que fizemos após a visita ao At The Top. Entramos na fila pouco antes das 12:30 horas. Passamos pelo controle de ingressos e seguimos em frente, passando pelo controle de raio X, onde nossas bolsas foram escaneadas. Depois, entramos em um local para esperar a hora certa de subir. É um hall com uma maquete do Burj Khalifa, onde todos param para fotografias. Fizemos o mesmo. Assim que deram o sinal, seguimos em frente, entrando em uma esteira rolante. Nas paredes uma apresentação multimídia sobre Dubai, com destaque para os seus pontos turísticos. Após a esteira, nova fila, desta feita para os elevadores. São duas filas, uma para cada elevador. Não há ascensorista. Assim que a capacidade de lotação fica completa, uma funcionária não permite que mais ninguém entre. As portas do elevador se fecharam e começamos a viagem rumo ao 124º andar. As luzes do elevador ficam bem fracas, pois uma projeção toma conta das suas quatro paredes, em sintonia com uma música instrumental que cresce na medida em que vai se aproximando do nosso ponto de descida. Enquanto isto, o painel vai mostrando o andar em que estamos. Tudo num clima hollywoodiano. A subida é rápida, pois a velocidade é de 10 metros por segundo. Senti um pouco a pressão nos ouvidos. No deque de observação, tem-se uma excelente visão da cidade, do deserto que fica em torno dela e do oceano. O tempo estava muito quente, com uma bruma de calor que impedia uma vista limpa, mas não impediu de observarmos muitos pontos de destaque da paisagem árida de Dubai. Assim, vimos bem embaçado o imponente Burj Al Arab, em forma de vela içada no oceano; o The World, um arquipélago artificial que pretende ter o formato do mapa mundi assim que concluído; o complexo The Palm, em formato de palmeira; várias mesquitas; os arranha-ceús da cidade, feitos em aço e vidro; as futurísticas estações de metrô; as amplas rodovias e avenidas que cortam a cidade, entre outras paisagens. No local, gente de todas as partes do mundo, falando todas as línguas imagináveis, uma autêntica torre de babel. Claro que há uma lojinha de souvenir e lunetas de observação que, para serem usadas, é necessário comprar um cartão na loja local por DHS 20 (R$ 11,00 ou U$ 5.40). C comprou, possibilitando-nos uma mirada, mas não compensa quando o dia está embaçado como estava naquela quinta-feira. Uma curiosidade no observatório é a presença de uma vending machine que vende peças em ouro. Impossível não vê-la, pois ela é dourada, chamando a atenção de quem passa. Acabou virando um cenário para fotos dos visitantes. Fiz o mesmo. Por falar em fotos, acabamos por comprar aquelas foto-montagens, onde fomos "dirigidos" pela fotógrafa. Numa das fotos, eu finjo estar caindo do prédio, com as quatro amigas me segurando. Na outro, todos em posição de dançarinas de can-can. Muita diversão para nós e para quem nos via pagando este mico! Para completar o mico, ainda comprei uma miniatura do Burj Khalifa para a minha estante de souvenires kitsch de minhas viagens.
Depois de quase quarenta minutos, resolvemos descer, quando senti mais a pressão nos ouvidos do que na subida.


uma mesquita vista do observatório do Burj Khalifa


vista de parte de Dubai


The World


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