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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

FONTE DE DUBAI



18:25 horas, quinta-feira, 27 de setembro de 2012. Estávamos a postos na esplanada em frente à Fonte de Dubai (Dubai Fountain), localizada em frente a uma das entradas do The Dubai Mall, para ver o show de água, som e luz que acontece diariamente a partir de 18 horas, a cada meia hora. O calor era de matar, ainda mais para quem ficou mais de oito horas dentro do shopping, com ar condicionado perfeito. Mas o show é uma das grandes atrações de Dubai, assim vale enfrentar a quentura.
Inspirado em uma fonte de um hotel em Las Vegas, mas, como tudo na cidade é superlativo, tinha que ser maior. Os jatos de água chegam a 150 metros do espelho d'água, com seis mil luzes coloridas e mais de mil formas ou expressões que a água faz no ar, em sincronia com a música instrumental. Realmente é um show que atrai uma multidão. O curioso é ver todas as pessoas com máquinas fotográficas ou filmadoras nas mãos com sacolas e mais sacolas de compras aos seus pés.
As águas dançam para um lado e para o outro, como se bailassem ao sabor de um vento que não existe. Em determinados momentos a água se transforma em uma corda que chicoteia o ar e corre em direção ao nada, enquanto em outros, os jatos fazem movimentos suaves, como num balé clássico, formando figuras geométricas. Ao término, tais jatos explodem como fogos de artifício, nem belo e apoteótico final. O show durou cerca de quinze minutos. Quando terminou, foi engraçado ver as pessoas apertarem o passo para voltar para dentro do shopping, procurando se refrescar do calor que fazia naquele início de noite. 42º C marcavam os termômetros externos.
Foi interessante ver o mesmo show de dois ângulos distintos, pois na noite de terça-feira, quando jantamos no At.mosphere, no 122º andar do Burj Khalifa, tivemos a chance de ver o mesmo show com a perspectiva do alto, quando os formatos das figuras geométricas e a corrida da água são mais nítidos, mas ver o espetáculo do chão tem uma outra dimensão, pois conseguimos ouvir o som, o que confere ao show maior intensidade e emoção.
Programa necessário para quem visita Dubai.

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quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A SAGA PARA CHEGAR AO DUBAI MALL


bilhete de metrô

A quinta-feira, dia 27 de setembro de 2012, foi dedicada ao maior shopping do mundo, The Dubai Mall, com suas 1.200 lojas e muitas atrações. Após mais um excelente café da manhã com iguarias da culinária árabe no Radisson Blu Deira Creek Hotel, pegamos informações junto à concierge como chegar de metrô ao shopping. Ela nos deu uma mapa, indicando a Estação Union, bem perto do hotel, onde pegaríamos a linha vermelha em direção à Jebel Ali, descendo na Estação Burj Khalifa/Dubai Mall. Nesta estação, deveríamos pegar um ônibus ou um táxi para chegar ao centro de compras. Decidimos que pegaríamos o metrô para conhecê-lo, já que tinha lido que ele é um dos mais modernos do mundo. Fomos a pé, em uma caminhada de dez minutos sob o sol forte do meio da manhã, do hotel até a Union, uma estação moderna, com traços futurísticos. Compramos o bilhete simples, só de ida, por DHS 3 (R$ 1,70 ou U$ 0.80). Estação limpa, ampla, com ar condicionado perfeito. Há vagões exclusivos para mulheres e crianças. Também há um vagão vip, no melhor estilo classe executiva. Nosso bilhete não dava direito a entrar no vagão vip. Os vagões são bem iluminados e muito limpos. A Union é uma estação de ligação entre as linhas vermelha e verde. Pegamos o trem da linha vermelha na direção Jebel Ali, descendo na sétima estação seguinte. Assim que o metrô sai da área mais antiga da cidade, ele passa a ser de superfície, em pista elevada, possibilitando apreciar a paisagem, dominada por prédios altos e modernos. Seguindo a informação da concierge, descemos na Estação Burj Khalifa/Dubai Mall. Não dava para ir a pé o restante do caminho. A ideia era sair da estação e tomar um táxi, mas quando saímos, notamos que esta opção seria difícil, pois não havia ponto de táxi e em frente ficava uma via expressa, sem possibilidades de parar um carro. Tínhamos que esperar algum táxi chegar com passageiros ou seguir a multidão que saía do metrô e esperar um ônibus para o shopping. Foi o que fizemos. Não havia fila, mas sim um aglomerado de pessoas que iam chegando a todo o instante. Veio o ônibus. Fomos um dos primeiros a entrar pela porta da frente. Parei em frente ao motorista e perguntei o valor da passagem. Ele disse que não vendia bilhetes dentro do ônibus. Vi que as pessoas nos observavam com cara feia e, para piorar, eu estava na área do ônibus reservada para mulheres e crianças. Descemos para buscar onde comprar os bilhetes. Neste momento, um táxi deixou uma passageira. C, S e D aproveitaram a oportunidade e entraram no táxi. Eu e V ficamos a ver navios. Como nenhum outro passava e tinha mais gente querendo um táxi, voltamos para dentro da estação do metrô, onde parei na primeira lanchonete, perguntando onde comprar o bilhete do ônibus. Para nossa surpresa, ele disse que nosso bilhete de metrô servia para o ônibus, sem nenhum acréscimo. Voltamos para o ponto, esperamos o próximo ônibus, entrei pela porta traseira para não pagar novo mico de ficar em área restrita a mulheres e crianças, quando fui acompanhado por V. Chegamos ao The Dubai Mall, indo direto para o Dubai Aquarium, local que havíamos combinado de nos encontrar. Começava o nosso dia no maior centro de compras do mundo.

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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

AT THE TOP - BURJ KHALIFA


Burj Khalifa

Quinta-feira, 27 de setembro de 2012, 11:30 horas. C foi até a bilheteria do At The Top para trocar nossos vouchers. Como já sabíamos que o ingresso para subir no observatório do Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo, era mais barato se reservado com antecedência, fizemos isto por intermédio da concierge do Radisson Blu Hotel, onde estávamos hospedados. Pagamos DHS 100 (R$ 55,20 ou U$ 27) pela reserva antecipada, com horário marcado para 12:30 horas. A entrada do observatório, localizado no 124º do prédio, fica dentro do The Dubai Mall, perto de uma de suas praças de alimentação. Assim que C pegou as entradas, sentamos em um café para esperar o tempo de subir, já que não daria para ficar passeando no maior shopping do mundo, coisa que fizemos após a visita ao At The Top. Entramos na fila pouco antes das 12:30 horas. Passamos pelo controle de ingressos e seguimos em frente, passando pelo controle de raio X, onde nossas bolsas foram escaneadas. Depois, entramos em um local para esperar a hora certa de subir. É um hall com uma maquete do Burj Khalifa, onde todos param para fotografias. Fizemos o mesmo. Assim que deram o sinal, seguimos em frente, entrando em uma esteira rolante. Nas paredes uma apresentação multimídia sobre Dubai, com destaque para os seus pontos turísticos. Após a esteira, nova fila, desta feita para os elevadores. São duas filas, uma para cada elevador. Não há ascensorista. Assim que a capacidade de lotação fica completa, uma funcionária não permite que mais ninguém entre. As portas do elevador se fecharam e começamos a viagem rumo ao 124º andar. As luzes do elevador ficam bem fracas, pois uma projeção toma conta das suas quatro paredes, em sintonia com uma música instrumental que cresce na medida em que vai se aproximando do nosso ponto de descida. Enquanto isto, o painel vai mostrando o andar em que estamos. Tudo num clima hollywoodiano. A subida é rápida, pois a velocidade é de 10 metros por segundo. Senti um pouco a pressão nos ouvidos. No deque de observação, tem-se uma excelente visão da cidade, do deserto que fica em torno dela e do oceano. O tempo estava muito quente, com uma bruma de calor que impedia uma vista limpa, mas não impediu de observarmos muitos pontos de destaque da paisagem árida de Dubai. Assim, vimos bem embaçado o imponente Burj Al Arab, em forma de vela içada no oceano; o The World, um arquipélago artificial que pretende ter o formato do mapa mundi assim que concluído; o complexo The Palm, em formato de palmeira; várias mesquitas; os arranha-ceús da cidade, feitos em aço e vidro; as futurísticas estações de metrô; as amplas rodovias e avenidas que cortam a cidade, entre outras paisagens. No local, gente de todas as partes do mundo, falando todas as línguas imagináveis, uma autêntica torre de babel. Claro que há uma lojinha de souvenir e lunetas de observação que, para serem usadas, é necessário comprar um cartão na loja local por DHS 20 (R$ 11,00 ou U$ 5.40). C comprou, possibilitando-nos uma mirada, mas não compensa quando o dia está embaçado como estava naquela quinta-feira. Uma curiosidade no observatório é a presença de uma vending machine que vende peças em ouro. Impossível não vê-la, pois ela é dourada, chamando a atenção de quem passa. Acabou virando um cenário para fotos dos visitantes. Fiz o mesmo. Por falar em fotos, acabamos por comprar aquelas foto-montagens, onde fomos "dirigidos" pela fotógrafa. Numa das fotos, eu finjo estar caindo do prédio, com as quatro amigas me segurando. Na outro, todos em posição de dançarinas de can-can. Muita diversão para nós e para quem nos via pagando este mico! Para completar o mico, ainda comprei uma miniatura do Burj Khalifa para a minha estante de souvenires kitsch de minhas viagens.
Depois de quase quarenta minutos, resolvemos descer, quando senti mais a pressão nos ouvidos do que na subida.


uma mesquita vista do observatório do Burj Khalifa


vista de parte de Dubai


The World


vending machine



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domingo, 7 de outubro de 2012

GASTRONOMIA EM DUBAI, EAU - AT.MOSPHERE GRILL



Endereço: Burj Khalifa, 122º andar, Dubai, Emirados Árabes Unidos (www.atmosphereburjkhalifa.com).



Fone: +971 4 888 3828.

Especialidade: culinária contemporânea, sob o comando do chef Dwayne Cheer.

Quando fui: jantar do dia 25 de setembro de 2012, terça-feira. Éramos quatro pessoas com reserva feita com dois meses de antecedência via email, com envio de cópia do cartão de crédito como garantia de no show. Ficamos em uma mesa perto da parede de vidro, dando-nos a possibilidade de ficar de pé para assistir ao show de luzes e água proporcionado pela Fonte de Dubai, que fica em frente ao Dubai Mall.

 Serviço: preciso em todos os aspectos. A solicitação de reserva foi respondida de imediato, assim como a sua confirmação. Na chegada, ainda no térreo do maior prédio do mundo, uma atenciosa hostess nos recebeu, conferindo nossa reserva e nos conduzindo para o elevador que nos levou ao 123º andar. Descemos as elegantes escadas para o hall do 122º onde à direita fica o At.mosphere Grill e à esquerda fica o At.mosphere Lounge. Nossa reserva era para o grill, já que o outro é um bar. Maitre, garçons e sommelière atenciosos e prestativos, com perfeito conhecimento do menu, da carta de drinques e da carta de vinhos. Os pratos do menu degustação chegaram em tempos exatos à mesa.

O que bebi: comecei com o coquetel Drangonfly (DHS 85 – R$ 47,00 ou U$ 23.10): mirtilos frescos, gengibre, saquê, creme de mure, creme de violeta e chá de hibisco. Apresentação linda, com uma bola gelada no centro de um suco roxo (os mirtilos frescos), sabor refrescante, embora doce.



Em seguida, dividimos uma garrafa de vinho tinto francês, indicado pela sommelière equatoriana, Le Grand Pauillac Grand Cru Classé 2007 (DHS 800 – R$ 442,10 ou U$ 218), elaborado com as castas cabernet sauvignon, cabernet franc, malbec e petit verdot. Agradável, mais leve,, aroma profundo, bom para meditar e para acompanhar a variedade de pratos do menu degustação. Acompanhou o coquetel e o vinho água sem gás Evian.

O que comi: todos na mesa pediram o menu degustação (DHS 770 – R$ 425,10 ou U$ 209.60), com sete pratos:
01)   Gillardau oyster – ostras levemente gratinadas com caviar. Não gosto de ostras, nem de caviar e ainda não foi desta vez que resolvi mudar de opinião.


02)   Kingfish carpacciocarpaccio de caranguejo gigante acompanhado de cogumelos enoki, yuzu granita e molho shiso. Sabor delicado, mas marcante. Gostei.


03)   Foie Grasfoie gras com damascos assados, farelo de cookie e pistache. Delicioso, grelhado no ponto certo, dissolvendo na boca. Harmonização perfeita com os damascos assados.


04)   Steamed John Dory – filé de peixe cozido no vapor, com mini alho poro, camarões ao molho tailandês. Mais um prato leve, com explosão de aromas. Gostei.


05)   Wagyu – filé da raça bovina wagyu acompanhado por espinafre cozido, batatas também cozidas ao molho romanesco. Tirando o espinafre, que não comi, o prato estava divino. Filé macio, com molho forte envolvendo-o, em harmonia perfeita com o vinho francês que tomávamos. Gostei muito.


06)   Lemon Merengue Pie – torta de limão com suspiros. Nada demais.

07)   Ice Cream Sandwich – sorvete de erva doce e chocolate em pedaços, mergulhado em geleia de laranja. Muito bom.



Valor que me coube na conta: DHS 1.129 (R$ 649,00 ou U$ 320).

Minha avaliação: * * * *. É considerado o restaurante que fica em local mais alto do mundo contado a partir do piso térreo, tem uma espetacular vista para Dubai, que deve ser melhor ainda na hora do almoço.

Gastronomia Dubai, Emirados Árabes Unidos