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sexta-feira, 28 de julho de 2017

DUBROVNIK - CROÁCIA - TERCEIRO DIA

03/05/2017: quarta-feira, dia frio, mas com um céu lindo novamente. Mais um dia para aproveitar as belezas da cidade medieval de Dubrovnik. Passamos a manhã no hotel, tomando um café longo e tranquilo no restaurante La Castille. Quando saímos para o centro, já era início de tarde. Fomos, como todos os demais dias, de ônibus. Foi um dia sem nada definido, sem compromissos agendados. A ideia era andar pelas ruas e becos da cidade dentro dos muros, tirar fotos, observar as pessoas, os prédios e as atrações turísticas. Assim que entramos pelo Portão Pile, decidimos ver a exposição temporária de Salvador Dalí que tinha lugar no prédio ao lado da bilheteria para a caminhada da muralha. Pagamos cada ingresso o valor de Kn 60. Cerca de sessenta obras do mestre do surrealismo, entre gravuras, pinturas, desenhos, cerâmicas e esculturas, estavam expostas, muitas delas pertencentes a acervos particulares. Além de apreciar belas obras, também tivemos uma outra perspectiva de alguns prédios antigos vistos das janelas da galeria. Da exposição, seguimos nosso caminho, parando em uma feira de produtos orgânicos e artesanato que ocupava uma praça da cidade. Ali, compramos sabonetes artesanais e sachês de lavanda (que é quase onipresente na Croácia). A Catedral estava bem perto e ainda não tínhamos visitado seu interior. Entramos, demos uma volta (é bem mais interessante por fora), acendemos uma vela, e seguimos viagem, parando em outra igreja, a dedicada a São Blásio. Outra que é mais interessante o seu entorno, como a pequena Fonte de Onófrio e a Coluna de Orlando.
Ao sair da igreja, atravessamos uma arcada e chegamos ao porto. Era hora de fazer um passeio de barco. Havia uns sete quiosques vendendo diversos tipos de tour pelo Mar Adriático. Ficamos mais interessados em um barco que tinha o formato de um semi-submarino, pois o fundo dele tinha janelas de vidro que possibilitavam ver o fundo do mar. Optamos por este passeio, cuja duração é de quarenta e cinco minutos, pelo qual pagamos Kn 90 cada bilhete. Faltavam vinte minutos para a próxima saída. Aguardamos sentados em um dos vários bancos que ficam encostados na muralha. O nome da empresa que nos vendeu é Yellow Submarine, mas há um submarino vermelho na frota. Fomos no amarelo. Conosco, mais cinco pessoas.
O passeio fez um percurso panorâmico, quando tivemos a oportunidade de ver a muralha do mar, além de uma parte da costa com muitos hotéis boutique. A recomendação era para ficar na parte de cima para apreciar tais vistas e somente descer no retorno, quando o barco parou para vermos o fundo do mar. Que decepção. Nada de interessante, a não ser plantas aquáticas, areia, pedra e um cabo de transmissão telefônica. O melhor era pagar menos e ir em um dos muitos barcos que navegam ali todos os dias. Assim que descemos em terra firme, paramos para almoçar no Lokanda Peskarija.
Depois do almoço, fomos conhecer o Aquarium. Seu bilhete individual custou Kn 60. Nele, apenas peixes, crustáceos e alguns animais do Mar Adriático. Pequeno, escuro, frio e fácil de caminhar. Eu gostei, mas sou suspeito, pois um dos meus passeios favoritos em viagens é conhecer aquários. Para quem não aprecia muito, é dispensável. Quando saímos do aquário, já era final de tarde. Resolvemos voltar para o hotel, onde arrumamos as malas para seguir nossa viagem de férias no dia seguinte, rumo a Paris.
Ainda voltamos à cidadela à noite para jantar no Domino. Após o delicioso jantar, paramos na Gossip para tomar um sorvete, que estava horrível, diga-se de passagem. Era uma bola sabor mirtilo (Kn 14), que não tinha sabor de nada.
Voltamos para o hotel cansados, mas muito contentes com estes três dias que passamos em Dubrovnik.  

segunda-feira, 24 de julho de 2017

ZAGREB - CROÁCIA - SEGUNDO DIA

29 de abril de 2017: o sábado amanheceu nublado e frio, mas sem chuva. Tomamos um excelente e reforçado café da manhã no hotel, incluído na diária. Para espanto de Gastón, comi uns dez morangos, fruto que nada aprecio. Eram bem doces, bem diferentes dos que comemos no Brasil. Saímos do hotel às 10:30 horas para conhecer mais um pedaço da Gornji Grad, a Cidade Alta, com muita história em suas casas e ruas, a maioria delas proibidas para carros. Ficava bem perto do hotel. Começamos por uma pequena feira de flores, repleta de lavanda e seus derivados à venda. Seguimos para o Mercado Dolac, que ocupa dois níveis da Praça Dolac. No nível descoberto, que acessamos por uma escadaria pela rua Pod Zidom, ficam dezenas de bancas que vendem verduras, frutas, legumes, flores, tudo fresco, direto dos produtores locais. Tem também uma parte dedicada ao artesanato croata, onde compramos imãs de geladeira e uma tábua de madeira para cortar pães. O movimento é intenso, com corredores bem estreitos entre as bancas. Os croatas parecem irritados com os turistas, pois fomos empurrados algumas vezes quando parávamos para tirar fotos, especialmente de legumes que não conhecíamos. Os morangos se destacavam pela cor e tamanho. Na esquerda está o mercado de peixes, que fica em ambiente fechado, bem limpo, mas com aquele cheiro característico. No subsolo, ocupando toda a parte de baixo da praça, o mercado continua, com algumas bancas vendendo os mesmos produtos que encontramos na parte de cima, mas sobretudo produtos derivados do leite, como queijos frescos, cogumelos secos de muitas variedades, charcutaria, carnes, ovos, aves, entre outros produtos típicos de mercados. Gastamos um bom tempo ali. Entramos em uma rua estreita, do lado esquerdo da praça e alcançamos a Igreja de Santa Maria, onde ocorria um batizado. É pequena e sem nenhum atrativo que me chamasse a atenção. Cruzamos a Ivana Tkalcica, a tal rua de pedestres, entrando em uma passagem com acesso a pequeno comércio, chegando a uma outra rua onde demos início à caminhada na Cidade Alta. Entramos pelo Portão de Pedra (Kamenita Vrata), remanescente da era medieval e muito bem preservado, onde há uma espécie de capela com a imagem da Virgem Maria, onde os croatas passam para orar e agradecer. Os agradecimentos estão escritos nas pedras que ladeiam a capela. Do portão, seguimos em direção à Torre Lotrscak. Em frente à torre está a estação terminal do pequeno teleférico que liga a parte baixa à parte alta, além de um pequeno mirante. Eram 11:45 horas. Ao meio-dia, todos os dias, um tiro de canhão é disparado desta torre. Resolvemos presenciar este tiro ao vivo e a cores, do alto da torre. Para subir, pagamos Kn 20 cada ingresso, sem direito a elevador, pois não há (pelo menos disponível ao público). Subimos até o mirante, de onde se tem uma bela vista de boa parte da cidade. Perto de meio-dia, eu desci para o nível onde fica o canhão. Eu e mais quatro turistas franceses ficamos parados olhando o canhoneiro disparar. Na hora do tiro, ele fez gestos para que nós tapássemos os ouvidos. Meio-dia ecoou o tiro, com um revoada de pássaros assustados, e um susto de todos nós. O ritual diário estava cumprido.
Enquanto esperávamos tal tiro, vi que perto dali acontecia uma cerimônia com homens vestidos a caráter, alguns deles montados em cavalos. Parecia uma troca de guarda. Saímos da torre, subimos a rua e chegamos onde esta cerimônia ocorria. Gritos e ordens em croata, incompreensíveis para nós, cavalgada, marcha, tambores, trompetes e guardas sendo substituídos. Tudo ocorrendo na lateral da Igreja de São Marcos, que é o símbolo da Croácia, com seu interessante telhado de azulejos coloridos com desenhos de dois escudos que representam a Croácia e Zagreb. Naquela mesma praça está o Palácio Ban, sede do Poder Executivo do país, e o Edifício do Parlamento, ambos sem visitação interior. A igreja estava fechada. Depois de muitas fotos, compramos água em uma mercearia, um dos poucos lugares comerciais abertos no início da tarde de sábado naquela parte da cidade.
Decidimos, após consulta ao meu guia impresso, conhecer o Ateliê de Ivan Mestrovic (Mletacka Ulica, 8), artista muito conhecido na Croácia, com obras espalhadas por toda a cidade. Seu forte é a escultura. Ficava pertinho. Pagamos Kn 20 cada entrada. Infelizmente o segundo piso estava fechado para visitação, pois sua obra é linda. Vimos as esculturas expostas em um salão interno e em um jardim ao lado, onde ficamos sentados por um bom tempo contemplando as obras.
A fome começava a dar sinal de vida, o que nos fez caminhar sem rumo pelas ruas antigas da parte mais alta de Zagreb. Nada encontramos aberto para almoçar.
Seguimos a caminhada, chegando à Igreja de Santa Catarina, cujo belvedere chama a atenção, não só pela vista, mas também pelos grafites nas paredes dos prédios e muros ao seu redor. Descemos por um caminho sombreado, chegando novamente à rua dos bares e restaurantes, mas resolvemos seguir andando, conhecendo um pouco mais da cidade, com parada no bem conservado e vazio Jardim Público Ribnjak. Nada perto dali também para comer. Resolvemos voltar para a Ivana Tkalcica, onde acabamos por sentar em uma espécie de lanchonete, com mesas na calçada, local que sentamos mesmo com toda a ventania que corria ali. Era o Pecenjara Ivo, cujas impressões podem ser verificadas clicando aqui. Já passavam das 15:30 horas.
Depois do almoço, rodamos na área comercial da cidade, quando aproveitamos que a H&M estava aberta para fazer compras. Em seguida, mais umas voltas com parada no Caffe Bar Millenium (Maksimirska, 108) para um café duplo, Coca Cola Zero e um docinho. Nesta curta parada, deixamos Kn 95,50. Ao invés de retornar ao hotel, ainda fomos ao deque de observação Zagreb 360º (Ilica, 1A), que fica perto da Praça Ban Jelacic. Para ver a vista de 360º da cidade, subimos 182 metros de elevador, e pagamos Kn 60 cada ingresso. Lá descobrimos que este é o local turístico mais visitado de Zagreb. Fomos em ótimo horário, por volta de 19:30 horas, com dia ainda claro, sem chuva, e com luz adequada para tirar fotos. Para quem gosta, há um bar com uma boa carta de drinques por lá.
Quando saímos, ainda batemos mais perna pela cidade, conhecendo o exterior do Teatro Nacional, já iluminado por ser noite, e as suas adjacências. Retornamos ao hotel bem cansados, mas satisfeitos por um dia intenso.
Ainda saímos novamente para jantar, perto do hotel, no restaurante Pod Zidom Bistrô & Wine Bar (Pod Zidom, 5). Nossos comentários sobre o jantar podem ser verificados clicando aqui.
Quando voltamos para o hotel, já iniciava a madrugada de domingo.

ZAGREB - CROÁCIA - PRIMEIRO DIA

Iniciamos nossa viagem de férias em 27 de abril de 2017, voando de Belo Horizonte (Confins) para Zagreb (Pleso Airport), com conexões no Rio de Janeiro (Galeão) e Paris (Charles de Gaulle). Fomos de Gol e Air France. Houve atrasos nos voos. Após quase 24 horas entre deslocamentos, voos, conexões, esperas em salas de embarque, enfim, chegamos ao aeroporto de Zagreb às 14:42 horas da sexta-feira, dia 28 de abril de 2017. Cansados, mas com muita disposição para dezesseis dias de férias, sendo três deles na capital croata. Demoramos para fazer imigração, pegar as malas, passar pela aduana e fazer câmbio. Pegamos um táxi normal, daqueles que ficam na fila logo na saída do aeroporto. O detalhe: chovia e os táxis ficavam em local descoberto. Para ir até eles, tivemos que nos molhar! O valor da corrida foi negociado com o taxista. Dissemos nosso destino, o Hotel Dubrovnik (Gajeva Ulica, 1), e ele disse o preço: Kn 280. Fomos conversando em inglês com o motorista, cujo tema principal girou em torno da gastronomia local, baseada em carne e batatas, segundo ele. O trajeto aeroporto-hotel durou 40 minutos. Mais uma vez tivemos que andar um pequeno trecho na chuva. O hotel fica em área de pedestre. O táxi nos deixou cerca de 100 metros da sua entrada. Check in às 17 horas, com direito a upgrade de quarto! Muito rápido. Para a cama não nos "prender", deixamos as malas sem desarrumá-las, tomamos um banho ligeiro e saímos para fazer um reconhecimento da área no entorno do hotel. Cruzamos a praça principal, onde parece ser o centro nervoso da cidade, com muita gente indo e vindo, paradas de trens elétricos, bares, cafés, lojas e repartições públicas. Passamos pela Praça Dolac, onde há uma feira diária, que já tinha encerrado as atividades daquele dia. Um rastro de muito lixo, restos de legumes, flores, verduras e frutas nos revelou que o local era movimentado. Caminhamos para o lado direito da praça, onde visitamos a Catedral da Assunção da Virgem Maria. A Croácia é dominantemente católica, mas suas igrejas não são tão suntuosas como em outros países da Europa. Esta catedral é vista de várias partes da cidade por ter torres altas, por sua imponência e tamanho. Sua construção data do início do Século XI e sofreu vários reveses, o maior deles o de um terremoto, que destruiu boa parte de sua estrutura. O relógio de uma das torres resistiu, registrando a hora do terremoto e hoje ornamenta a parede de pedra que contorna a igreja de seu lado esquerdo para quem a está vendo de frente. Apesar de ter o nome de Assunção da Virgem Maria, ela é dedicada também a mais dois santos: Santo Estefano e São Ladislau. Achei o seu interior rico, mas sem ostentação. Em frente há uma fonte com uma enorme coluna com uma imagem dourada da Virgem bem no alto. Em dias de céu azul, o contraste é bem interessante.
Dali seguimos para a principal rua de pedestres daquela região histórica, repleta de bares, pubs e pequenos restaurantes, a Ivana Tkalcica. Subimos e descemos esta rua, onde turistas e locais faziam o mesmo. O tempo pedia uma bebida quente. Paramos no Café Bar Donna, onde eu tomei um café espresso, muito curto e frio, enquanto Gastón bebeu, além do café, um chocolate quente. O atendimento foi tão ruim, que se quiséssemos ir embora sem pagar (sentamos nas mesas externas, de frente para a rua, com providenciais aquecedores ao redor), teríamos ido, pois ninguém aparecia para fecharmos a conta. Tive que entrar, procurar alguém, dizer o que consumimos e pagar, um total de Kn 37.
Como já passavam de 18:30 horas, resolvemos voltar para o hotel, pois naquele dia, 28 de abril, comemorávamos dois anos de relacionamento, com reserva confirmada às 20:30 horas para um jantar no restaurante número 1 da Croácia, o Zinfandel's, que fica no elegante e sofisticado Hotel Esplanade (Mihanoviceva, 1).
Descansamos rapidamente no hotel, com direito a um banho mais demorado e relaxante. Às 20:10 horas saímos em direção ao hotel, que ficava cerca de 900 metros de distância de onde estávamos. Fomos a pé. Foi uma noite memorável. Para ler as impressões de nosso jantar, clique aqui.

domingo, 12 de janeiro de 2014

DE BRASÍLIA PARA CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

Em junho de 2013, em um jantar no Rubaiyat de Brasília, Vera perguntou-me se eu não queria passar o réveillon com ela e Cláudia na África do Sul. Sem pensar, aceitei. No final de julho, fechamos o pacote com a Descubra Turismo, agência de viagens localizada em São Paulo. Nenhum de nós tinha viajado com tal empresa e não tínhamos nenhuma referência, mas eles foram muito atenciosos durante toda a negociação, alterando partes do pacote e acrescentando outras. O pacote incluía todos os trechos aéreos, internacionais e internos, voando em classe econômica pela South African Airways, os traslados aeroportos-hotéis-aeroportos, e as estadias nos hotéis Strand Tower na Cidade do Cabo (cinco noites, com café da manhã incluído na diária), Imbali Safari Lodge em Hoedspruit, dentro do Kruger Park (duas noites, com pensão completa e quatro safáris incluídos), e Radisson Blu em Joahnnesburg (duas noites, com café da manhã incluído na diária), além do seguro saúde GTA (Global Travel Assistance), plano bronze, para todo o período. Tudo por R$ 8.115,72. Saída de Brasília marcada para domingo, 29 de dezembro de 2013, com retorno dia 08 de janeiro de 2014, quarta-feira, chegando em Brasília na noite desta mesma data. Como o voo TAM JJ 3578 de Brasília para Guarulhos sairia às 12:36 do aeroporto de Brasília, arrumei a minha mala na tarde de sábado, com tempo suficiente para fazer uma lista de tudo o que deveria levar. Embora viajaríamos no verão, por leituras de blogs e guias de viagem, coloquei três tipos de blusas de frio na bagagem por causa dos safáris noturnos. Sem lembrar que meu pacote já incluía o seguro saúde, comprei um pela internet da Travel Ace, categoria Master 2013, por R$ 239,12. No domingo pela manhã, depois de um bom banho, fiz a última checagem das duas malas, sendo uma delas de bordo, fechei, coloquei uma roupa bem confortável para aguentar as muitas horas de viagem que teria pela frente, e esperei Karina dar notícias, já que ela, gentilmente, tinha se oferecido para me levar ao aeroporto. Por volta de 9:30 horas, ela me enviou uma mensagem por whatsapp informando que estava saindo de casa. Antes de 10 horas, ela parava o carro na porta do meu prédio. Seguimos para o aeroporto, cujo percurso levou menos de vinte minutos, pois era domingo, com pouco trânsito. Karina queria descer e me esperar, mas as obras do aeroporto estão muito confusas. Achei melhor ela me deixar na área de embarque e ir embora. Sempre prestativa esta Karina! Segui direto para o balcão destinado aos clientes que possuem o cartão fidelidade vermelho. Apenas uma pessoa na minha frente, em contraste com as enormes filas nos balcões de despacho de bagagens para quem tinha feito o check in pela internet e nos balcões de quem ainda nada tinha feito. A mala que despachei pesou 17 quilos. Segundo o funcionário da TAM, a mala iria direto para Cidade do Cabo (Cape Town), mas eu teria que passar no balcão da South African no aeroporto de Guarulhos para troca dos cartões de embarque dos trechos Guarulhos-Joahnnesburg e Joahnnesburg-Cape Town. Pedi a ele que colocasse o meu número fidelidade TAM para pontuar em todos os trechos, no que fui prontamente atendido. Assim que saí do balcão, sentei ainda na área de despacho para enviar uma mensagem para Cláudia e para Vera alertando sobre o tamanho das filas da TAM. Em seguida, passei pelo controle de cartão de embarque, pelo controle de raio X, ficando sentado em frente ao portão 9 onde se daria o nosso embarque. Logo as minhas amigas chegaram. Cada um de nós tinha uma bagagem de mão e uma bolsa. No horário correto, chamaram para o embarque. Voo completamente lotado. Este é um voo onde a maioria dos passageiros faz conexão em Guarulhos para voos internacionais, portanto, sempre sai no horário. O voo transcorreu tranquilo. Aproveitei para dormir um pouco. Aterrissamos conforme previsto, por volta de 14:20 horas. Como o aeroporto de Guarulhos também está em obras, demoramos para chegar ao portão de desembarque. O movimento de passageiros era muito menor do que imaginei que seria. Depois me dei conta de que a maior parte dos voos internacionais é programada para sair durante a noite. Estávamos com fome, mas fomos primeiro no balcão da South African, onde uma fila já estava formada, embora não houvesse ninguém atendendo. Procurei um funcionário da companhia aérea e fui informado que o check in abriria às 14:45 horas, mas que eu podia já ficar na fila, pois faltava faltava pouco para começar o despacho. Enquanto Vera e Cláudia foram para a fila, peguei os passaportes e cartões de embarque de ambas, seguindo para o balcão destinado aos passageiros com status Gold na Star Alliance. O cartão vermelho da TAM ainda possui este status até 31 de março de 2014. Era o primeiro da fila. Fui atendido às 15:30 horas. A atendente, muito simpática, pegou todos os cartões de embarque, conferiu nossos nomes, colocando à caneta o portão de embarque. Depois, foi a vez de conferir os três passaportes. Para minha surpresa, ela conferiu cada cartão de vacinação, verificando se a vacina contra a febre amarela estava no prazo de validade. Fiquei surpreso porque ninguém nos alertara para tal necessidade. A sorte é que nós três temos o costume de deixar nossos respectivos cartões de vacinação junto aos nossos passaportes. Ao meu lado começava um drama de uma mulher jovem, pois ela tinha tomado a vacina na semana anterior. O atendente lhe informou que ela só poderia entrar na África do Sul a partir de 05 de janeiro de 2014, já que era nesta data que se completaria o prazo de dez dias para a vacina começar a ter validade a partir de quando ela foi tomada. A moça foi às lágrimas e chamaram o gerente para resolver o problema. Enquanto isto, com Cláudia e Vera já do meu lado, minha atendente me informava que eu teria que retirar as malas em Joahnnesburg para passar pela alfândega daquele país, mesmo as etiquetas indicarem o destino final como Cape Town. Concluída a checagem dos nossos documentos, era hora de escolher um local para almoçar. Optamos pelo On The Rocks, um misto de bar e restaurante. Estava cheio, mas havia mesa disponível no salão interno, com ar condicionado. Nas telas de televisão passava o dvd do show Elas Cantam Roberto Carlos. Depois do almoço, uma rápida passagem na farmácia para compras de última hora, seguindo para a área de embarque do Terminal 2. Sem filas, passamos rapidamente pelo raio X e pela imigração. Demos uma parada na loja Dufry, onde Vera comprou uma garrafa de champanhe Moet Chandon Rosé para nosso brinde de virada de ano. Tinha a ideia de comprar os produtos da Biotherm Homme que uso diariamente, mas tinha apenas um. Temendo não ter tempo suficiente para tal compra quando de nossa volta, comprei o pote de creme hidratante. A esta altura, tínhamos pouco mais de uma hora para o início de nosso embarque, marcado para 17:30 horas pelo portão 27. Os três tem cartão Mastercard Black. Resolvemos passar este tempo no conforto da sala vip deste cartão. Andamos bastante para chegar nela, pois fica localizada no Terminal 1. Estava bem cheia, em espaço bem menor do que eu estive quando da última vez que a utilizei. Aproveitamos para carregar os nossos celulares, tomar algo gelado. Não há anúncio de partida de voos na sala. Assim, cada um fica atento para não perder o voo. Ficamos menos de uma hora por lá, seguindo para o portão 27. Quando já estávamos no Terminal 2, Vera, ao ver uma mulher com um chapéu, percebeu que tinha esquecido o seu na sala Mastercard Black, voltando correndo para pegá-lo. Eu e Cláudia seguimos para o nosso portão. Passados dez minutos, Vera chegou com o chapéu na cabeça. Embarcamos no horário marcado. Nossos assentos eram na fileira 51. Eu estava no corredor, no bloco do meio da fileira, enquanto as duas ocupavam os dois assentos da minha esquerda, no bloco da janela. Ao meu lado, sentou um homem magro, o que dei graças a Deus. O avião ficou bem cheio, mas havia poucas poltronas vazias. A decolagem atrasou cerca de quarenta minutos, com o avião levantando voo às 19:15 horas. O comandante anunciou, já no ar, que o voo duraria oito horas e meia até Joahnnesburg. Tentei ler um pouco, mas logo cansei. Resolvi ver filmes. Vi dois: Blue Jasmine (Woody Allen) e Jobs (Joshua Michael Stern). O homem ao meu lado também via filmes e foi se esparramando na poltrona. Esparramou tanto que invadiu meu espaço. Tive que cutucá-lo, alertando que aquela era minha poltrona. Com cara de poucos amigos, ele se virou para o outro lado, onde a poltrona estava vazia. No mais, foi um voo tranquilo, sem muita turbulência. Dormi picado, mas dormi, sem necessidade de tomar remédio, embora estivesse com Melatonina, caso necessário. Pousamos em Joahnnesburg às 7:10 horas, horário local, quatro horas a mais do que no Brasil. O desembarque foi demorado. O aeroporto local é grande, arejado, limpo e muito bonito, com corredores amplos e muitas esteiras rolantes pelo caminho. Nossas malas estariam disponíveis na esteira 8, mas antes teríamos que passar pela imigração. Na fila para checagem de passaporte, vimos a jovem que teve problemas com o seu cartão de vacinação quando do check in em Guarulhos. Ela conseguira vencer uma etapa. No guichê da imigração, eles conferem o passaporte e o cartão de vacinas. No meu caso, ainda tenho o cartão antigo, aquele de cor amarela. Neste cartão não há a informação da data de validade da vacina, mas sim a data em que ela foi ministrada. A minha última dose contra febre amarela foi tomada em 2010, valendo, portanto, até 2020. Tive que explicar isto para o cara que me atendia, enquanto Vera e Cláudia já tinham passado e me aguardavam sair do guichê. Carimbo no passaporte e rumei para a esteira 8, onde nossas malas já rodavam. Pegamos a mala, dirigindo-nos para o balcão de conexão para voos locais. Lá, tentei despachar as malas de nós três no balcão destinado ao status Gold da Star Alliance, mas a atendente estava de mau humor, só permitindo a minha bagagem. Vera e Cláudia ficaram na outra fila, que andou rápido. Era hora de sair do terminal internacional. Tínhamos a informação que o melhor câmbio era neste aeroporto. Paramos em uma das casas de câmbio localizadas à esquerda da saída do terminal. Troquei U$ 400, recebendo, em rands, moeda local, o montante de R3.764,45. Caminhamos até o terminal de voos locais, sempre com alguém tentando nos ajudar. Há várias pessoas que não são funcionários do aeroporto e chegam nos passageiros com muita amabilidade oferecendo ajuda. Ao final, sempre cobram pelas informações dadas. Ignoramos todos e seguimos as placas indicativas. Nova passagem pelo controle de cartão de embarque, pelo raio X, onde tive que retirar meu iPad da bolsa, seguindo para o portão de embarque E1, de onde partiria nosso voo para Cape Town. Passei pelo banheiro, onde dei muitas risadas, pois, ao entrar, o encarregado pela limpeza do local, sorriu e disse "bem vindo ao meu escritório". Bom humor e alto astral lá nas alturas! Como ainda faltava mais de uma hora para o embarque, resolvemos sentar no Vida e Caffè, onde todo o cardápio é escrito em português, para um merecido café espresso. O embarque aconteceu na hora prevista. O avião era enorme, bem maior que aquele em que fizemos o trecho Guarulhos-Joahnnesburg. Voo completamente lotado. Decolamos no horário, às 10:05 horas, chegando em Cape Town às 12:15 horas. Esperamos quase meia hora por nossas malas. Chegávamos ao nosso destino.

domingo, 31 de março de 2013

INÍCIO DO CRUZEIRO - CINGAPURA, TAILÂNDIA, VIETNÃ E HONG KONG

Neste domingo de Páscoa vou começar a fazer um cruzeiro que sairá de Cingapura, passará por Tailânida, onde fará duas paradas, Vietnã, com três paradas, terminando em Hong Kong, no dia 11 de abril. Neste período, o acesso à internet será difícil, não sendo possível a atualização deste blog com meus relatos de viagem, o que farei somente quando retornar ao Brasil.

FELIZ PÁSCOA PARA TODOS E TODAS!

sexta-feira, 29 de março de 2013

IMPERIAL TREASURE FINE CHINESE CUISINE - GASTRONOMIA EM CINGAPURA


Endereço: 8, Bayfront Avenue, #02-04, The Shoppes at Marina Bay Sands, Singapore.

Contatos:  +65 6688 7788 (mbs@imperialtreasure.com)

Diferencial: fica no segundo piso do cassino do shopping e pertence ao mesmo grupo do premiado Imperial Treasure Super Pecking Duck Restaurant.

Especialidade: culinária chinesa, servida com certo requinte.

Quando fui: jantar do dia 27 de março de 2013, quarta-feira. Éramos quatro pessoas. Fomos acomodados em mesa bem perto da entrada, encostada na parede de vidro que nos permitia ver o corredor de acesso ao restaurante japonês que fica em frente. Chegamos depois de 21:00 horas, quando o restaurante já perdia o movimento, uma vez que os locais costumam jantar cedo. A maioria dos restaurantes em Cingapura fecha a cozinha às 22:30 horas.

Serviço: muito bom, com uma enorme brigada de garçons servindo a nossa mesa. Como escolhemos pratos para compartilhar, eles foram chegando na medida em que iam ficando prontos, fato muito comum na China.

O que bebi: uma garrafa de Coca Cola Light, em copo com muito gelo. Aceitei também uma xícara de chá verde antes de iniciar a refeição.

O que comi: escolhemos seis pratos para compartir:
01) um bife cortado em pedaços temperado com pimenta preta. Não experimentei este prato.


02) filé cortado em tiras com cogumelos frescos cozidos no vapor. Também não provei deste prato.
03) frango cozido no vapor, servido com cartilagem, acompanhado de cogumelos também cozidos no vapor, tudo por cima de uma folha de lótus. Quando fizemos o pedido, informaram que, naquele prato, o frango era servido com cartilagem. Resolvemos experimentar e não gostamos. O frango estava com gosto de mal lavado. Pensei que a folha de lótus viria misturada com os demais ingredientes do prato, mas era apenas um enfeite.


04) noodle (macarrão de arroz) braseado com shimeji e um molho típico chinês chamado xue cai. Prato aparentemente simples, mas com sabor marcante e muito gostoso. Aprovadíssimo.


05) arroz branco cozido no vapor, servido em cumbucas individuais. Como eu já esperava, totalmente sem tempero, próprio para acompanhar os pratos que estavam na mesa com abundância de molhos. Gosto deste arroz e não foi diferente nesta noite.
06) noodle frito misturado com vegetais. O macarrão estava bem crocante, compacto e saboroso. A acelga que dominava os vegetais estava ótima, cozida no vapor e com pouquíssimo sal, deixando seu sabor natural se sobressair.




Valor total da conta: 180 SGD (R$ 293,20 ou U$ 145,20).

Minha avaliação: * * *

Gastronomia Cingapura

KRAZE BURGER - THE GOURMET BURGER - GASTRONOMIA EM CINGAPURA



Endereço: 2, Bayfront Avenue, #B2-54/55, The Shoppes at Marina Bay Sands, Singapore.

Contatos:  +65 6688 7844 (singapore2@kraze.co.kr)

Diferencial: o hambúrguer de carne de caranguejo.

Especialidade: hambúrgueres.

Quando fui: almoço do dia 27 de março de 2013, quarta-feria. Éramos seis pessoas. Fomos acomodados em mesa encostada na parede, com ampla visão de todo o movimento do restaurante. Fica na praça de alimentação do elegante shopping The Shoppes at Marina Bay Sands, mas tem salão reservado. Chegamos após 14:30 horas e por lá ficamos por mais de uma hora.

Serviço: distante, como em qualquer restaurante que quer ser fast-food. Pedimos uma entrada que nunca chegou, mas não cobraram e pediram desculpas pela falha ao final.

O que bebi: uma lata de Coca Cola Light (3,50 SGD), em copo com muito gelo.

O que comi: escolhi a especialidade da casa, estampada na primeira página do colorido cardápio: kraze signature crab burger (14 SGD) ou seja, um sanduíche feito com hambúrguer de carne de caranguejo ao estilo de Cingapura. O hambúrguer é empanado, vem com a capa bem seca e crocante, com o interior quente. Ainda no pão há cebola picadinha, manga verde cortada em tirinhas bem finas, queijo suíço, milho cozido, um toque de limão e coentro em quantidade bem discreta. O pão vem cortado em dois pedaços, o que facilita na hora de comer. Achei bem saborosa a carne de caranguejo, cuja consistência estava perfeita para compor um hambúrguer, não esfarelando na hora de morder. O toque doce (manga e milho) e ácido (limão) garantiram um sabor leve e diferenciado. Gostei de experimentar este sanduíche, que é bem servido, valendo, realmente, por uma refeição. Acompanha o prato uma pequena porção de uma salada fria de macarrão, com um leve creme de leite adocicado, já que manga e lichia faziam parte do acompanhamento.




Valor total da conta: 156 SGD (R$ 254,10 ou U$ 125,90).

Minha avaliação: * * *. Para quem quer uma comida rápida, dentro de um shopping, mas sem ter que se submeter ao barulho de uma praça de alimentação.

Gastronomia Cingapura

quinta-feira, 28 de março de 2013

CLIMA QUENTE, ÚMIDO E CHUVOSO EM CINGAPURA


ArtScience Museum

Ainda sob o efeito do jetleg, dormi apenas quatro horas, estando de pé antes das 7 horas da manhã em Cingapura. Como o sono não chegava, o melhor era começar a explorar a cidade. Combinamos de tomar café da manhã juntos no The Club, restaurante que fica localizado no 57º andar do Marina Bay Sands Hotel. É o mesmo andar onde fica a piscina de borda infinita que dá a sensação que estamos nadando no céu, com o skyline da cidade na linha do horizonte. Para ter acesso à piscina e ao restaurante, é necessário apresentar um cartão específico que recebemos no ato do check in. O elevador vai até o 55º andar, onde uma troca de elevadores é necessária. Neste andar, há o controle de acesso, onde mostramos nosso cartão e recebemos uma pulseira de papel roxa, na qual a palavra wednesday estava estampada em preto. Subimos os dois andares seguintes em outro elevador. Assim que as portas se abriram, o impacto visual foi grande, com muita gente já nadando, aproveitando aquela inusitada piscina na cobertura do hotel. O tempo estava nublado, mas o calor era forte. Há dois restaurantes para o café da manhã dos hóspedes do andar club. Qualquer um servia, pois tem o mesmo buffet. Escolhemos o da direita de quem sai do elevador. Eu e Ric chegamos primeiro e já solicitamos uma mesa para seis pessoas do lado de dentro, onde tem ar condicionado. Logo os amigos apareceram. Além de itens tradicionais de uma café da manhã ocidental, como pães, queijos, embutidos, frutas tropicais, iogurte, café, suco de frutas, ovos nas mais diversas variações, havia disponível ingredientes da culinária local, algo bem próximo ou quase igual ao que os chineses comem no café da manhã. Ficamos ali por mais de uma hora. Do lado de fora, a umidade excessiva e o calor nos mostravam como seria nosso dia. Ainda tinha a chuva. Com chuva, resolvemos sair para conhecer a cidade andando em ônibus turístico de dois andares, tipo hop on hop off. Encontramo-nos no lobby do hotel às 10 horas da manhã. Pegamos informações sobre o ônibus junto ao concierge. Uma das paradas era muito próxima ao hotel, em frente à entrada para o centro de convenções. O primeiro ônibus passaria somente às 10:55 horas. Tínhamos tempo para um breve passeio pelo shopping anexo ao hotel, cujo nome é The Shoppes at Marina Bay Sands. Ele é enorme. A primeira parada foi em uma casa de câmbio para quem não tinha feito troca de dinehiro no aeroporto. Em seguida, demos uma volta do lado de fora do shopping, ao longo da Marina Bay, onde está o Museu de Artes e Ciências, a maior loja Louis Vuitton do mundo, entre outros prédios. A volta foi rápida, já que tínhamos que pegar o ônibus turístico. Seguimos, pois, para a parada do ônibus. Não havia nenhuma identificação de que o tal ônibus parava por lá. Perguntamos para uma funcionária do centro de convenções que nos confirmou. Duas turistas tinham o folheto do ônibus nas mãos na mesma parada. Vimos dois ônibus passarem do outro lado da rua, o que nos fez pensar que estávamos enganados. A chuva começou a cair, mas nada de dissipar o calor. Com quinze minutos de atraso, o ônibus chegou. Era o que fazia a linha vermelha, a que nos interessava, pois leva aos principais pontos de interesse. Há dois tipos de passe. Para 24 horas, custa 33 SGD, enquanto para 48 horas, o preço é 39 SGD. Ficamos com a segunda opção. É o próprio motorista quem vende os bilhetes. Com o tíquete nas mãos, pegamos o mapa com os trajetos das linhas vermelha e amarela e um fone de ouvido para acompanhar as descrições dos locais pelo caminho, mas não há gravação em espanhol, muito menos em português. A chuva caía, o que nos fez ficar no piso inferior do ônibus. A visão para quem fica embaixo não é a mesma coisa do que fazer o percurso na parte de cima. Tive sede e lembrei-me que em Dubai tinha um cooler com água mineral. Como a empresa era a mesma, pensei e acertei que ali também haveria água. Abri o cooler, peguei água para quem quis e depois jogamos as garrafas vazias no lixo. Não havia nenhum cartaz indicando preço da água e o motorista também não cobrou nada. Em algumas paradas, como em Little India e no Hotel Raffle's, tivemos vontade de descer, mas a chuva nos impedia. Acabamos por fazer a volta completa, em pouco mais do que uma hora, descendo novamente em frente ao centro de convenções onde tínhamos iniciado nossa viagem. Entramos no shopping, percorrendo, com calma, seus corredores, conhecendo as lojas até a fome dar sinal de vida. Era hora de almoçar. Resolvemos verificar as opções na praça de alimentação. O local é dominado por restaurantes de comida oriental, mas encontramos um que servia massas e hamburgers, tinha mesas exclusivas e era barato. Seu nome: Krazer Burger. Foi onde fizemos nossa primeira refeição em Cingapura. Ficamos por mais de uma hora no restaurante, para, em seguida, dar mais uma volta pelo shopping, onde além de lojas, há um cassino movimentadíssimo, spa, teatros e até um pequeno canal, onde há um passeio de barco. Cansados e com sono, voltamos para o hotel. Todo mundo combinou de passar no quarto para colocar roupa de banho e aproveitar a piscina de borda infinita. Quando entrei no quarto e vi a cama, meu corpo não obedeceu aos comandos da mente. Deitei e dormi por quatro horas. Acordei pouco depois de 20 horas. Tomei um banho prolongado, deixando a água morna bater bem em meu corpo. Era hora de jantar. Entrei em contato com os  demais amigos. Dois toparam sair, enquanto os outros dois resolveram permanecer no quarto. Para não ir longe, resolvemos experimentar um dos restaurantes localizados no segundo piso do cassino, com entrada pelo shopping. São quatro restaurantes requintados, um deles assinado pelo chef Guy Savoy. Foi este último que escolhemos. Resolvemos ver o menu antes de entrar e não tinha opção para um dos que estavam conosco. Lembrei-me que o Imperial Treasure figurava na lista dos 50 melhores restaurantes da Ásia, em recente publicação da revista inglesa The Restaurant. Fomos até ele, vimos o menu, cuja especialidade era a culinária chinesa. Perguntamos se havia mesa para quatro, sem reserva, obtendo resposta positiva. Jantamos ali. A comida era boa, mas fiquei a me perguntar o que levara aquele restaurante a figurar na citada lista dos melhores. Às 22:30 horas, o restaurante já estava vazio, pois, entre os hábitos locais, está jantar cedo. Voltamos para o hotel, todos bem cansados, ainda sob os efeitos do jetleg. No quarto, sem sono, resolvi navegar na internet e descobri que o restaurante onde jantamos pertencia a uma rede, todos com o nome de Imperial Treasure. No caso, jantamos no Imperial Treasure Fine Chinese Cuisine, enquanto o que figura na lista dos 50 mais é o Imperial Treasure Super Peking Duck Restaurant. Naveguei na internet até o sono bater. Deitei e nem me lembro se desliguei as luzes.

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quarta-feira, 27 de março de 2013

DE BRASÍLIA PARA CINGAPURA - PARTE 3

Os assentos no trecho Barcelona-Cingapura continuavam os mesmos desde o início da viagem, em Guarulhos. Desta vez, ao meu lado tinha um jovem e sua mãe. Ao lado de Ric, ninguém. Assim que a porta se fechou, com o encerramento do embarque, mudei de lugar. Ric ficou na janela e eu no corredor, sem ninguém na cadeira do meio. Ficamos com espaço para movimentar o corpo e com mais conforto para tentar dormir durante as doze horas de voo até Cingapura. A tripulação mudou, mas a aparência das comissárias era a mesma do trecho anterior. O uniforme também era o mesmo, mas em cor azul no lugar do vermelho e nos pés, elas tinham sapatos ao invés de sandálias. Os comissários, em número menor, usavam ternos. Homens e mulheres eram todos magérrimos. Quase perguntei o segredo para eles. No quesito limpeza da aeronave, a preocupação era a mesma. Durante o voo, limparam diversas vezes o banheiro. Quanto às refeições, serviram um aperitivo logo após a decolagem, o que aconteceu no horário, e um almoço por volta das 10 horas, horário espanhol. Eu não tinha a menor fome, recusando a refeição. A comissária ainda tentou me oferecer a sobremesa, que desta vez era um sorvete tipo Cornetto, mas não conseguia comer. Só fui colocar um alimento na boca com nove horas de voo, quando passaram o lanche. Escolhi um sanduíche de pão de forma recheado com presunto serrano e tomate fresco. Dormi menos do que no trecho anterior, bebi muito mais líquido, o que me fez ir diversas vezes ao banheiro. Como em toda viagem de avião de longa duração, fui ficando irritado com a falta de espaço para me deitar, a barriga inchou e uma incômoda dor na coluna apareceu. Tomei um Dorflex par amenizar as dores. Não consegui nem ouvir música. Fechava o olho e pensava que dormia, mas quando o abria, notava que tinham passados meros quinze minutos. Quase não houve turbulência. Quando faltavam pouco menos do que duas horas para chegarmos ao destino final, serviram o café da manhã. Como eu não havia almoçado, escolhi a opção de frango frito com noodles e vegetais. Um verdeiro almoço nas alturas, perto de três horas da madrugada. Pousamos em Cingapura no horário previsto, às 04:50 horas. O Aeroporto Changi é enorme e muito bonito. Com corredores espaçosos e muito banco para as pessoas se sentarem ao longo do caminho. Os banheiros são impecáveis de limpos e cheirosos. Nem acreditamos quando vimos o espaço para a imigração: amplo, lindo e limpíssimo. Não havia fila. Fomos atendidos separados e bem distantes um do outro. Fiquei observando Ric para ver como ele se sairia sem entender o inglês que o funcionário o abordaria. Enquanto ele nada falou, pois logo o atendente percebeu que ele não falava inglês, o que me atendeu, conversou bastante comigo, querendo saber sobre o Brasil e seu futebol, além de fazer as perguntas triviais para um turista estrangeiro. Assim que passamos pela imigração, nos dirigimos para o setor de entrega de bagagens, onde nossas malas já rodavam na esteira. Elas estavam geladas. Era hora de passar no controle alfandegário. Todas as malas tiveram que passar pelo raio X. Fui o primeiro. O funcionário me perguntou se eu levava uma pequena faca na mala. Respondi que era um canivete suíço. Fui liberado sem precisar abrir nada. Em seguida, foi a vez de Ric, que também foi perguntado se tinha um cinto de ferro dentro de sua bagagem. Ele não se contentou com a resposta positiva, pedindo para abrir a mala. Ric se enrolou no segredo do cadeado. Eu o ajudei. Ao abrir a mala, a fantasia que ele usa para dublar Ney Matogrosso foi a primeira coisa que o funcionário viu, assim como os adereços de penas e pedras. Ele ficou com cara de espantado, viu o cinto e mandou fechar a bagagem, ficando com uma expressão no rosto digna de uma foto. Saímos rindo, passamos no guichê de câmbio, onde trocamos alguns dólares. Segundo o e-mail de confirmação da reserva de nosso hotel, o Marina Bay Sands Hotel, havia um transporte gratuito de qualquer dos três terminais do aeroporto (estávamos no Terminal 3) para o hotel, bastando apresentar o e-mail de confirmação da reserva. Perguntei na casa de câmbio, mas não souberam responder, apontando para o balcão de informações do aeroporto, localizado um pouco mais à direita de onde estávamos. Lá descobrimos que o serviço do hotel não mais existia. Tínhamos que pegar um táxi. A moça disse o valor aproximado da corrida, cerca de 25 dólares de Cingapura (SGD), e nos mostrou onde pegar um táxi. Fomos para a saída, onde havia uma estrutura enorme, destas tipo papa-fila, em frente à porta de saída do aeroporto onde ficava o ponto de táxi. Ainda bem que chegamos em horário de pouco movimento. Somente uma pessoa estava à nossa frente. Ao sair, um bafo quente e úmido nos deu uma mostra de como seria o clima durante nossas férias pelo Sudeste Asiático. Não havia táxi, mas logo dois apareceram. O primeiro foi para o senhor que era o primeiro da fila. Pegamos o táxi amarelo, com direção inglesa. As duas malas, mesmo enormes, couberam no porta malas do carro. Disse para o motorista a nossa direção. Não trocamos mais nenhuma palavra até chegarmos ao hotel, quando paguei a corrida e ele perguntou seu eu precisava de recibo. Total da corrida: 24,90 SGD. Eram 06:15 horas da quarta-feira, dia 27 de março, horário local, onze horas a mais do que no Brasil, quando estávamos fazendo o check in no hotel. Depois de pouco mais do que trinta e três horas de nossa saída de casa, estávamos no hotel em Cingapura. Fomos os primeiros a chegar. Nosso quarto fica no 47º andar, com um belíssima vista para a Marina Bay, um lugar muito bonito, que faz parte do complexo do hotel, com um elegante shopping, museus e jardins. O quarto é enorme. A primeira coisa que fiz foi tomar um demorado banho quente, relaxante. Esperamos os amigos chegarem para, juntos, tomarmos nosso primeiro café da manhã das férias na Ásia.

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DE BRASÍLIA PARA CINGAPURA - PARTE 2

Para acessar o meu assento no voo da Singapore Airlines, 41G, tive que passar pela classe executiva. Estava com muito lugar vazio. Perguntei a uma das comissárias e ela me disse que não estava lotado. Não entendi porque disseram que não havia disponibilidade de assentos para milhas na noite anterior, se havia tanto lugar. A companhia prefere voar com os assentos vazios do que permitir a emissão de bilhetes com milhas. Fica a pergunta: para que fazer parte de uma aliança global se não faz como as outras companhias da mesma aliança? A classe econômica estava bem cheia. A maioria era de passageiros brasileiros que desceriam em Barcelona, escala necessária para seguir viagem para Cingapura. A configuração da aeronave para a classe econômica é de três poltronas numa lateral, três no meio e três na outra lateral. Eu estava na poltrona do corredor da parte central, enquanto Ric ficou no corredor da parte esquerda do avião para quem caminha para seu fundo. Alguns amigos me disseram que a Singapore Airlines tinha uma classe econômica ótima, quase uma executiva. Claro que duvidei. E eu estava certo. O conforte da classe econômica é o mesmo em todas as companhias aéreas. São espaços mínimos, parecendo cubículos, onde não importam com a duração da viagem. Se quiser conforto e espaço, pague mais do que o dobro e viaje de executiva! Quando cheguei no meu assento, fiquei preocupado em viajar ao lado de uma criança de quatro anos de idade, pois a experiência pode ser ótima, como pode ser péssima. Logo perguntei para a mãe, que ficou na outra ponta da fila, se iriam até Cingapura. Elas eram colombianas que moravam em Barcelona, cidade onde desceriam. A menina coloria um livro de desenhos e não tinha cara de boa amiga. Problemas à vista, pensei, mas estava muito enganado. A garotinha não deu trabalho, coloriu por um bom tempo, depois brincou no iPad da mãe e dormiu a maior parte do voo. Ao sentar, notei que a distância entre as fileiras era um pouco maior do que a de outras companhias, o que fez uma enorme diferença, pois não me senti apertado em momento algum da viagem, diferentemente do que tinha acontecido quando viajei de Emirates no moderno Airbus A-380. As comissárias da Singapore trajavam um vestido longo, tinham o mesmo penteado, eram todas magérrimas, tinham maquiagem bem igual, o que as tornavam mais parecidas umas com as outras do que já achamos do povo oriental. O uniforme era em tom avermelhado, com grafismos próprios da cultura oriental. Nos pés, todas estavam de sandálias, com unhas impecavelmente pintadas. Os poucos comissários usavam terno como uniforme. Um fato que me impressionou foi a preocupação com a limpeza da aeronave. Eles passavam de hora em hora recolhendo papeis de bala, jornais já lidos, copos usados e plásticos descartados. O banheiro sempre estava limpo, mesmo com alguns que o usavam insistindo em não dar descarga, hábito que me parece comum no Oriente. Comida também foi o que não faltou. Logo após a decolagem, serviram bebida e um pacotinho de amendoim (maior e melhor do que o servido pela TAM no trecho Brasília-Guarulhos). Com duas horas de voo, foi a vez de serviram uma refeição quente, com uma salada de atum defumado como entrada, pão, manteiga, geleia, cream cheese, duas opções de prato (frango frito ou carne bovina), bebidas, incluindo vinho tinto e vinho branco, ambos australianos, e um Eskibon de sobremesa. Escolhi o frango frito que veio acompanhado de macarrão de arroz. Estava bem saboroso. Para passar o tempo, procurei as opções de entretenimento no monitor individual em minha frente. Eram 253 opções de filmes, mas nenhum com legendas em português. Da seção de lançamentos recentes, estavam quase todos os concorrentes ao Oscar 2013, incluindo Argo, o vencedor. Chequei as opções de programas de televisão, mas me detive nos canais musicais, ouvindo a programação de música pop de língua inglesa. Dormi um pouco, mas o sono era bem leve, acordando a qualquer movimento ao meu lado, ou em períodos curtos de turbulência. Quando cansei das músicas do avião, passei a ouvir o playlist do meu iPhone. Com sete horas de voo, foi a vez de passarem um lanche, onde tinha desde maçã, até saco de batata frita. Não quis nada. Água e suco de laranja eram servidos de hora em hora. Percebi que muita gente fica em pé após a metade do voo. Em sua maioria, brasileiros. Não só ficavam em pé, como encostavam na cadeira dos outros para se apoiar. Atrapalham quem está sentado e incomodam quem tenta dormir. Faltando duas horas para pousar em Barcelona, serviram o café da manhã, novamente bem farto e com duas opções de prato quente. Preferi o omelete de queijo, que estava totalmente sem gosto. Com dez horas de voo, pousamos no Aeroporto de Barcelona. Eram 7 horas da manhã de terça-feria, 26 de março, horário local, quatro horas a mais do que no Brasil. Era uma escala, mas todos tiveram que sair do avião, levando todos os seus pertences. Desembarcamos. Fazia frio do lado de fora: 13ºC, mas o ar condicionado no aeroporto não exigia blusa. Caminhamos até a parte destinada aos passageiros em trânsito, onde há um controle de passaporte, mas sem ser a imigração espanhola, com nova passagem em máquinas de raio X. Lá, além dos itens que tiveram que ser tirados da minha mochila no Aeroporto de Guarulhos, tive que retirar o iPad da bolsa. Passei sem problemas. Ric teve que parar para ser revistado mais pormenorizadamente, pois o portal apitou quando ele passou. Tinha um iPod no bolso. Teve que tirar a pochete interna de guardar dinheiro e colocar os pés, um de cada vez, em uma máquina. Liberado, nos dirigimos para a funcionária da Singapore Airlines que estava atendendo aos passageiros em trânsito. Ela nos indicou o portão 18D para nosso próximo embarque, o que se daria às 08:50 horas. Tínhamos tempo suficiente para procurarmos um banheiro, comer alguma coisa, caso tivéssemos fome, e esticar as pernas. Pulamos a parte da comida. Há muito tempo não passava pelo Aeroporto de Barcelona, que está moderno, amplo, clean e bem organizado. Desembarcamos e embarcamos novamente no Terminal 1. Aproveitei o tempo livre para achar uma internet gratuita. Achei uma única que nos dava 15 minutos de navegação durante 24 horas, mediante um cadastro rápido. Fiz o cadastro, e aproveitei o tempo curto para checar e-mails e postar fotos no Instagram. Às 08:50 horas chamaram para embarcar. A quantidade de gente em frente ao portão 18D indicava que o voo não estava cheio. Novamente, fila organizada, embarque por setor, garantindo agilidade e rapidez. O trecho Barcelona-Cingapura duraria 12 horas. Uma nova longa viagem pela frente.

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terça-feira, 26 de março de 2013

FÉRIAS 2013 - PRIMEIRA PARTE

Malas prontas e despachadas para viagem de férias durante três semanas. Mais uma vez vou para o sudeste asiático. Meu roteiro inclui Cingapura, Malásia, Tailândia, Vietnã e China (apenas Hong Kong). Vou postar minhas histórias por aqui, mas como uma parte será em um cruzeiro pelo Mar do Sul da China, vou ficar sem acesso à internet por alguns dias, motivo pelo qual não devo escrever diariamente.

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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A LONGA VOLTA DE DUBAI PARA O BRASIL

Cinco horas da manhã. Todos prontos, com check out feito no Radisson Blu Deira Creek. Era manhã quente de sábado, 29 de setembro, dia de voltar para casa. A van do hotel já nos aguardava. Pelo traslado, pagamos DHS 100 (R$ 55,20 ou U$ 27). O trajeto até o aeroporto durou vinte minutos. O Aeroporto Internacional de Dubai é imenso, com amplo espaço nos corredores dos balcões de despacho das companhias aéreas. Fomos para o balcão da Emirates, onde fizemos um rápido check in, pois não havia quase ninguém na fila. Despachei duas bagagens, ficando com uma mochila e uma bolsa para ir comigo no avião. Quando todos estavam com os respectivos cartões de embarque nas mãos, fomos para o controle de raio X e, em seguida, passamos pela imigração. Até ali, muita calmaria no aeroporto. Mas foi entrar no saguão principal para toda a calma se dissipar. Um turbilhão de gente andava no corredor central entrando e saindo das lojas, procurando o seu portão de embarque. Idiomas diversos eram ouvidos. Vestimentas diversas confirmavam que ali era um aeroporto de ligação entre todos os continentes. Passei com V em uma loja de vinhos, parando também na loja de souvenir da Emirates onde comprei mais um pin para minha coleção. Eu e V seguimos para nosso portão de embarque que ficava em uma ala nova do aeroporto. Tivemos que andar bastante para chegar. Lá nos encontramos com S, D e C. Ficamos sentados nas cadeiras em frente ao portão indicado no cartão de embarque, mas com uma hora e meia antes do embarque, um funcionário da Emirates pediu para que todos deixassem aquela sala, pois deveríamos aguardar o controle de segurança da empresa para ali ficar. Voltamos para a área externa, onde há poucos lugares para se sentar. Ficamos ali até que fizeram a chamada. Entramos em uma fila. Algumas pessoas ignoravam solenemente a fila, passando na frente de quem esperava educadamente sua vez. Houve um atraso de vinte minutos para o embarque, que aconteceu remotamente, tendo que pegar um ônibus até a porta do avião.
Minha poltrona era no corredor, assento 19D. Logo chegou o ocupante do assento do meu lado direito. Era um homem grande e parrudo. Logo senti que teria problemas de espaço, o que de fato ocorreu durante toda a viagem, quando tinha que empurrar a perna ou o braço do homem para o seu canto.
Viajar de dia em voos muito longos é muito ruim. Não consigo dormir e as horas parecem nunca passar. O entretenimento a bordo dos aviões da Emirates é muito bom, mas chega uma hora que nada me atrai, pois o desconforto da poltrona, a falta de espaço para as pernas e a barriga que incha são fatores que contribuem para esta situação de irritação. Fico tão ansioso que não tenho paciência para assistir a um filme ou quando a comida é servida, como mais rápido do que costumo comer, e olha que sou rápido neste aspecto.
Para piorar, quando passamos por cima da África, tivemos um longo percurso com turbulência, o que acabou deixando todo mundo tenso.
Para tentar passar o tempo, escutei música um certo tempo. Depois resolvi ver um filme. Minha escolha foi entre os lançamentos mais recentes: Espelho, Espelho Meu (Mirror, Mirror), produção de 2012 dirigida por Tarsem Singh e estrelada por Julia Roberts, que durou cerca de 100 minutos. Em seguida, passei os olhos na revista de bordo e tentei dormir, mas me faltava espaço. O homem ao meu lado roncava e se esparramava onde não tinha lugar. Não tive dúvidas em dar um cutucão na perna dele.
Como não dormia, escolhi novo filme. Desta feita, O Exótico Hotel Marigold (The Best Exotic Marigold Hotel), produção de 2011 dirigida por John Madden, com um elenco de ganhadores ou indicados ao Oscar. Mais um passatempo de pouco mais do que duas horas.
Depois, não consegui ver mais nada, pois já estava bem irritado e minha dor de cabeça tinha voltado.
Foi duro aguentar as quinze horas de voo.
Pousamos no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, perto de 17 horas, com meia hora de atraso do horário previsto. Houve uma longa demora para sair do avião. Enfim, em solo brasileiro, mas ainda longe de casa. Tinha que esperar ainda mais quatro horas e meia para o voo para Brasília. Aguardamos por um longo tempo para recolher nossas malas e, depois, passamos na loja Dufry, onde minhas compras se concentraram em perfumes e chocolates. Na fila para pagar tive a notícia que Hebe Camargo tinha morrido. Nenhum de nós foi parado na Receita Federal, mas ninguém tinha nada demais nas bagagens. Fomos direto para o balcão da TAM para fazer nosso check in e despachar as bagagens. Eu, S, D e C logo tivemos nossos cartões de embarque, enquanto V teve problemas, pois sua reserva não era encontrada. Ela teve que ir à loja da Emirates resolver o caso, o que foi logo solucionado. Com todo mundo cansado e com malas despachadas, era hora de comer alguma coisa. Nada melhor do que algo bem brasileiro: pão de queijo com café. Após este rápido lanche, fomos para a sala de embarque. Nossa espera foi maior, pois o voo atrasou quase uma hora para sair. Chegamos em Brasília perto de meia noite, quase na madrugada de domingo.
Nada como chegar em casa, tomar um bom banho e deitar em uma cama gostosa. Chegava ao fim nossa ótima viagem pela China e por Dubai, Emirados Árabes Unidos.

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quarta-feira, 17 de outubro de 2012

BURJ AL ARAB


O táxi que nos levava ao hotel Burj Al Arab parou em frente a uma cancela, onde um número considerável de turistas tentava o melhor ângulo para tirar fotos do hotel em forma de vela içada. Ninguém passava daquele ponto sem se apresentar ao controle local. Só tem permissão de passar quem é hóspede do hotel ou tem reserva confirmada em um dos bares ou restaurantes do lugar. Era nosso caso, pois tinha feito reserva pelo site do Burj Al Arab para jantar às 19 horas no Al Iwan, um restaurante especializado na culinária árabe. Tal reserva foi feita com dois meses de antecedência, tendo recebido sua confirmação por e-mail juntamente com um código. O motorista desceu o vidro e eu apresentei o papel impresso com o número de confirmação de nossa reserva. O funcionário do hotel conferiu e, muito educadamente, nos desejou uma ótima noite nas dependências do hotel. A porta estava aberta para nós, pobres mortais!
Percorremos uns oitocentos metros de carro, parando na suntuosa porta do hotel, quando homens com luvas brancas abriram as portas do táxi, nos dando boas vindas. Em frente, uma linda fonte enfeitava a entrada. Ao entrar, o impacto visual é grande. É tão suntuosa a decoração, que beira o brega. Amarelo, dourado e vermelho são as cores que dominam no hall de entrada. Na confirmação da reserva estava escrito que ela não dava o direito de passear pelas dependências do hotel, mas parece que ninguém liga para isto, pois todo mundo que chegava para jantar fazia um tour pelas áreas comuns do hotel. Fizemos cara de paisagem, tiramos muitas fotos no hall, subimos a escada rolante que dá acesso ao primeiro piso, onde fica o Al Iwan, o restaurante onde jantaríamos. O pé direito do vão interno do hotel é imenso, praticamente do tamanho de sua altura total. Luzes verde e rosa eram projetadas nas varandas dos 27 andares do hotel, todas voltadas para o vão interno do hotel. Sofás vermelhos eram um convite para nos sentarmos. Seguimos em frente, em direção aos elevadores, passando por uma loja de joias e uma tabacaria. Os tapetes tem motivos geométricos com a predominância do vermelho. As portas dos elevadores são impactantes, todas em dourado. A maioria das pessoas que fazia o mesmo "tour" parava para tirar fotos nestas portas. Claro que fizemos o mesmo. Um grupo de japoneses entrou em um dos quatro elevadores. Quis fazer o mesmo, mas C e V acharam que era muito mico. C teve a ideia de nos apresentarmos no restaurante, pedindo para verificarem se havia possibilidade de um esquenta no bar localizado no 27º andar. Aprovamos a ideia. Voltamos para a entrada do Al Iwan, onde uma simpática hostess nos atendeu, conferindo a reserva, dizendo que nossa mesa estava pronta. Faltava mais de meia hora para o horário marcado. Perguntamos se havia possibilidade de conseguir uma mesa no Al Muntaha Skyview. Ela prontamente nos atendeu, pedindo para aguardar ali mesmo, quando um garçom nos serviu um drinque sem álcool com água de pétalas de rosas. Assim que desligou o telefone, ela informou que só tinha mesa no bar, pois todas as localizadas próximas às paredes de vidro já estavam ocupadas. Aceitamos a oferta. Imediatamente um outro funcionário nos conduziu até um dos elevadores de portas douradas. Ele foi muito gentil ao segurar a porta, apertar o número 27 e nos desejar uma ótima noite. Ele não foi conosco no elevador. Como tinha hóspede também subindo, paramos em dois andares antes de chegar ao topo. Quando chegamos, o mesmo funcionário nos recebeu (ele subira no elevador expresso), conduzindo-nos para nossa mesa, que já estava preparada. O bar é muito bonito, com luzes verdes e azuis no teto. Mesmo sentado no bar, em mesa mais alta, é possível ter a mesma vista de quem senta nas mesas próximas ao vidro. Como era noite e o hotel fica em uma ilha artificial avançada no mar, não se tem uma vista cheia de luzes. Colocaram uma série de petiscos na mesa, que assim que terminaram, foram repostos. Resolvemos pedir um drinque. Um barman veio para nos auxiliar. Ele queria que eu experimentasse um drinque a base de leite de camela. Não gostei da ideia e quando vi o preço - algo em torno de R$ 300,00 - desisti de vez de experimentá-lo. A carta de drinques é grande, com preços muito salgados. Bebi um drinque à base de limão, muito saboroso, que custou cerca de R$ 60,00. C, V e D também pediram drinques. Perto de 19 horas, um garçom veio nos avisar que já estava na hora de nossa reserva para jantar no Al Iwan, mas se quiséssemos, poderíamos ficar mais um tempo no bar que eles avisariam ao restaurante. Resolvemos ir jantar. Pagamos a conta: DHS 575 (R$ 323,58 ou U$ 156.54). Ao sair, uma fila se formava em frente à hostess do bar. Era o pessoal que chegava para a noitada, todos com reserva confirmada. Pegamos o elevador expresso. Ele é panorâmico e não tem ar condicionado. Um forno. A hostess do Al Iwan nos saudou novamente, conduzindo-nos para nossa mesa. O restaurante segue a linha brega-chique da decoração do hotel, com muito vermelho. Nas paredes lamparinas com fogo falso! Al Iwan é um restaurante com buffet livre. São quatro cinco ilhas de buffet. Uma com entradas da culinária árabe; outra com entradas da culinária internacional, onde predominavam pratos com frutos do mar; outra com pratos quentes, também da culinária árabe; uma quarta com pratos quentes da cozinha indiana (esta ilha sempre é alterada); e uma com sobremesas, onde há pratos das cozinhas árabe e internacional. Para brindar nossa última noite desta viagem, pedimos o vinho tinto francês Dourthe Reserve 2008, produzido na região de Saint-Emilion, com 12,5% de álcool, tendo em sua composição as castas merlot e cabernet sauvignon (DHS 540 - R$ 300,00 ou U$ 147). Harmonizou bem com os pratos quentes, especialmente os com carne de cordeiro. Bebemos Acqua Panna para acompanhar o vinho. A comida não faz jus ao preço exorbitante que eles cobram. É apenas digna. No entanto, queríamos conhecer o hotel e, para tanto, era necessário uma reserva em restaurante do lugar. Consultamos dicas na internet, além de conselhos de pessoas conhecidas que já tinham lá estado e a imensa maioria foi por jantar no Al Iwan. Após mais de duas horas no restaurante, pedimos a conta, ficando para cada um o montante de DHS 723, ou seja, pagamos cerca de R$ 400,00, valor individual, por um serviço de buffet + uma garrafa de vinho tinto. Antes de sair do hotel, ainda fizemos novas fotos no hall. Pegamos um táxi que acabara de deixar clientes. Voltamos satisfeitos para nosso hotel, onde passamos nossa última noite em Dubai. Uma longa volta de avião nos aguardava no dia seguinte.










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